1 de abr de 2013

Via Láctea pode estar cercada por cerca de 2.000 buracos negros errantes

Galáxias e seus buracos negros centrais supermassivos cresceram em conjunto, como resultado de colisões e fusões entre inúmeras galáxias menores antigas. Segundo a teoria, cada galáxia pode ter um buraco negro em seu centro. Conforme as galáxias se fundem, seus buracos negros centrais se fundem também, construindo um objeto supermassivo com milhões de vezes a massa do sol. No entanto, galáxias às vezes se fundem sem combinarem seus buracos negros centrais, lançando um desses objetos para fora da nova formação, para as profundezas do espaço. Colisões entre buracos negros também criam ondas gravitacionais, o que pode “chutar” um buraco negro recém-fundido para fora de sua galáxia hospedeira.

De acordo com uma simulação de computador feita pelos pesquisadores Valery Rashkov e Piero Madau da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (EUA), um número impressionante desses buracos negros “abandonados” pode ser encontrado no halo da Via Láctea, uma região periférica gigante de gás que fica além das estrelas da nossa galáxia.  Há uma variação considerável em termos de quantos buracos negros podem existir lá fora – Rashkov e Madau acreditam que esse número pode variar de tão baixo quanto 70 a tão alto quanto 2.000. Esses objetos são o que os pesquisadores chamam de “sementes” de buracos negros.

Eles têm um tamanho intermediário e já foram encontrados no centro de coleções de estrelas e gás – essas estruturas não eram grandes o suficiente para serem consideradas galáxias em seu próprio direito, mas se combinaram com outros blocos para formar galáxias como a Via Láctea.

Embora um bom número destes buracos negros relativamente pequenos se uniu para formar a atual safra de buracos negros supermassivos que fica no centro de galáxias como a nossa, o caos dessas fusões intergalácticas pode ter deixado alguns dos buracos negros menores presos nas regiões mais distantes do espaço. Enquanto a maioria desses buracos negros seria praticamente impossível de detectar, alguns podem ter trazido aglomerados de estrelas e matéria escura junto com eles. Se esse for o caso, os pesquisadores devem ser capazes de detectar a luz fraca desses objetos no halo da Via Láctea com telescópios atuais ou futuros, o que pode nos dizer mais sobre como eles foram formados.
Fonte: Hypescience.com

Caçando Estrelas Massivas Com o Herschel

Nessa imagem que mostra a vasta nuvem de formação de estrelas conhecida como W3, o Observatório Espacial Herschel da ESA nos conta a história de como estrelas massivas estão nascendo. A W3 é uma gigantesca nuvem molecular contendo um enorme berçário estelar e que está localizada a aproximadamente 6200 anos-luz de distância da Terra no Braço Perseus, um dos braços espirais da nossa Via Láctea. Se espalhando por quase 200 anos-luz, a W3 é um dos maiores complexos de formação de estrelas na parte externa da Via Láctea, abrigando a formação de estrelas tanto de pequena massa como de grande massa. A distinção é estabelecida em oito vezes a massa do nosso Sol: acima desse limite, as estrelas terminam suas vidas como supernovas. Densos e brilhantes nós azuis de poeira quente marcam a formação de estrelas massivas dominando a parte superior esquerda da imagem em duas regiões mais jovens na cena: a W3 Principal e a W3 (OH). A radiação extrema fluindo para longe das recém formadas estrelas aquecem o gás e a poeira ao redor fazendo com que ela brilhe intensamente para os olhos do Herschel sensíveis ao infravermelho. As estrelas de grande massa, mais velhas são também vistas aquecendo a poeira e o seu ambiente, aparecendo como regiões azuis codificadas como AFGL 333, na parte inferior esquerda da versão anotada da imagem, e o loop KR 140, na parte inferior direita.
Redes extensivas de um gás e de uma poeira muito mais frios permeiam a cena na forma de filamentos vermelhos e em estruturas em forma de pilar. Alguns desses núcleos frios possuem formação de estrela de baixa massa, marcados pelos nós amarelos de emissão. Estudando as duas regiões de formação de estrelas massivas, a W3 Principal e a W3 (OH), os cientistas tem feito progresso em resolver um dos maiores desafios no nascimento de estrelas massivas. Esse mistério é, por que, mesmo durante sua formação, a radiação é expelida para fora dessas estrelas de modo tão poderoso que elas devem empurrar para fora grande quantidade de material de que elas estão se alimentando. Se esse é o caso como podem as estrelas massivas se formarem? As observações do ponto W3 indica uma possível solução: nessas regiões muito densas, parece existir um processo contínuo pelo qual o material bruto se move ao redor, comprimido e confinado, sob a influência de aglomerados de protoestrelas massivas e jovens. Através dessa radiação forte e dos poderosos ventos, as populações das estrelas jovens de grande massa podem ser capazes de gerar e manter aglomerados localizados de material dos quais elas podem continuamente se alimentarem durante seus anos caóticos iniciais, apesar da incrível saída de energia.
Fonte: ESA

“Curiosity” envia imagens de uma montanha em Marte maior que o Everest

O robô “Curiosity” que está em missão pela NASA em Marte desde o dia 6 de agosto de 2012, enviou uma imagem panorâmica incrível de uma montanha mais alta que o Monte Everest. Chamada de Aeolis Mons, mas conhecida oficialmente como Monte Sharp, a montanha em Marte possui 5,5 km, a partir do centro da cratera Gale, tornando a sua base para o pico maior do que qualquer montanha da Terra. No Monte Everest a base até o pico possui 4,6 km. Monte Sharp é um enorme monte com camadas de sedimentos erodidos elevados acima da cratera que o Curiosity estava explorando. As encostas inferiores do Monte Sharp permanecem sendo o destino final da missão, apesar do robô Curiosity gastar ainda muitas semanas ao redor da região chamada "Baía Yellowknife”, onde recentemente pesquisadores encontraram evidências de que Marte no passado poderia ter sido um ambiente propício à vida microbiana.
 
As imagens do Monte Sharp foram tiradas por uma lente de telefoto 100 milímetros montado no lado direito do mastro do Curiosioty, em 20 de setembro do ano passado, no dia que a missão completava 45 dias sobre o Planeta Vermelho. A NASA enviou duas versões da imagem em mosaico. Uma versão do mosaico foi balanceada para mostrar o terreno como ele seria visto sob a iluminação da Terra, onde o céu é da cor azul. As imagens balanceadas ajudam cientistas a reconhecerem materiais rochosos com base na experiência terrestre. Para um observador humano em Marte, o céu sobre o planeta seria parecido com uma cor caramelo.
 
Na versão do mosaico com a cor bruta, parece uma cena obtida pela máquina de um celular. Em ambas as versões a cor do céu foi preenchida com informações capturadas de outras imagens do terreno. O projeto Mars Science Laboratory da NASA está usando o Curiosity e mais 10 instrumentos para investigar a história ambiental dentro da cratera Gale. A altura do Monte Sharp é a mesma da maior montanha lunar “Mons Huygens”, mais alto do que o “Mons Hadley” descoberto em 1971 por exploradores a bordo da Apollo 15. Na semana passada, a NASA anunciou que a análise de uma amostra da rocha coletada em Marte poderia ter ingredientes químicos essenciais para o desenvolvimento de vida primitiva.
 
Os cientistas identificaram enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono, onde o robô Curiosioty perfurou de uma rocha sedimentar perto de um leito antigo. Michael Meyer, cientista-chefe do Programa de Exploração de Marte pela NASA, declarou: "A questão fundamental para esta missão é se Marte poderia ter apoiado um ambiente habitável. Pelo que sabemos agora, a resposta é sim". O Curiosity é o robô mais avançado e sofisticado enviado até Marte, com um laboratório integrado e com instrumentos modernos capazes de transmitir análises complexas. Ele tem seis rodas e é equipado com 10 instrumentos científicos e mede 2,2 m de altura. O projeto custou 2,5 bilhões de dólares e alguns dos objetivos da missão está na investigação do clima e a geologia de Marte, avaliar se a Cratera Gale ofereceu condições ambientais favoráveis à vida microbiana, dentre outros estudos.
Fonte: Jornal Ciência

Astrónomos descobrem novo tipo de supernova

Esta impressão de artista mostra o progenitor suspeito de um novo tipo de supernova apelidade de Tipo Iax. O material de uma estrela azul e quente de hélio, à direita, alimenta uma anã branca de carbono/oxigénio à esquerda, que está embebida num disco de acreção. Em muitos casos a anã branca sobrevive à explosão subsequente.
Crédito: Christine Pulliam (CfA)
 
 
Astrónomos descobriram um novo tipo de supernova, uma explosão estelar tão fraca que os cientistas a apelidaram de explosão estelar em miniatura. As supernovas representam a morte de estrelas, que colapsam em poderosas explosões. São geralmente classificadas em dois tipos principais; a nova classe, denominada Tipo Iax, "é essencialmente uma mini-supernova," afirma Ryan Foley, investigador principal da equipa que fez a descoberta e astrónomo do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica. "É o elemento mais fraco do grupo das supernovas. As supernovas são as mais poderosas explosões estelares conhecidas pela Ciência, visíveis por todo o Universo. O primeiro dos dois tipos, as supernovas Tipo Ia, ocorrem após a morte de uma estrela anã branca devido ao desvio de demasiada massa de uma estrela companheira. Em contraste, as supernovas Tipo II ocorrem após o núcleo de uma estrela com 10 a 100 vezes a massa do Sol ficar sem combustível e colapsar num aglomerado extremamente denso em apenas uma fracção de segundo, expelindo radiação para fora.
 
Em 2002, os investigadores começaram a notar que muitas das supernovas pareciam ser semelhantes com as normais supernovas do Tipo Ia, mas que eram nitidamente mais fracas. Algumas brilhavam com apenas 1% do pico de luminosidade das supernovas do Tipo Ia. Agora, com base em observações novas e também antigas, Foley e colegas identificaram 25 exemplos do que chamam de supernovas do Tipo Iax. "Este é realmente um novo tipo de explosão estelar," afirma Foley. Os dados recolhidos pelos cientistas sugerem que, tal como uma supernova do Tipo Ia, uma supernova do Tipo Iax é originária de um sistema binário que contém uma anã branca e uma companheira estelar. Nas supernovas do Tipo Iax, a estrela companheira aparentemente já perdeu o seu hidrogénio exterior, deixando-a dominada por hélio. As anãs brancas, de seguida, acumulam o hélio das suas estrelas companheiras.
 
Ainda não está claro o que exactamente acontece durante uma supernova do Tipo Iax. O hélio na camada exterior da estrela companheira pode passar por fusão nuclear, despoletando uma onda de choque na direcção da anã branca que a faz detonar. Por outro lado, explica Foley, todo o hélio "roubado" pela anã branca pode alterar a densidade e temperatura no seu interior, forçando o carbono, o oxigénio e talvez o hélio dentro da anã a fundir-se, provocando uma explosão. Em qualquer dos casos, parece que em muitas supernovas do Tipo Iax, a anã branca sobrevive à explosão, ao contrário das supernovas do Tipo Ia, em que as anãs brancas são completamente destruídas. "A estrela é golpeada e ferida, mas pode viver para ver outro dia," salienta Foley. "Não temos a certeza do porquê de apenas parte da estrela poder ser destruída. Este é um problema difícil que estamos actualmente a tentar desvendar."
 
Foley calculou que as supernovas do Tipo Iax são três vezes menos comuns que as supernovas do Tipo Ia. A razão de termos detectado tão poucas supernovas do Tipo Iax até agora é que as mais ténues têm apenas um centésimo do brilho das de Tipo Ia. "As supernovas do Tipo Iax não são raras, são apenas ténues," afirma Foley. "Há já mais de mil anos que os humanos observam supernovas. Durante todo este tempo, esta nova classe tem-se escondido nas sombras. Até agora, não foram descobertas supernovas do Tipo Iax em galáxias elípticas, que estão repletas de estrelas velhas. Isto sugere que estas supernovas são provenientes de sistemas estelares jovens.
 
Espera-se que o futuro Telescópio LSST (Large Synoptic Survey Telescope) no Chile seja capaz de detectar 1 milhão de supernovas durante a sua vida útil, o que significa que pode descobrir mais de 10.000 supernovas do Tipo Iax - aproximadamente o número de supernovas do Tipo Ia já descobertas até à data, realçam os pesquisadores. "Existe também a possibilidade de haver supernovas do Tipo Iax próximas que podemos observar para obter mais respostas," acrescenta Foley. "Nós queremos saber mais dados, como por exemplo a frequência com que uma estrela perde metade da sua massa estelar, ou um décimo. Actualmente, não temos estatísticas para responder a algumas destas questões. Os cientistas explicam os seus achados num artigo aceite para publicação na revista Astrophysical Journal.
Fonte: Astronomia Online
 

Nova radiogaláxia gigante é descoberta

Sobreposição da nova GRG (cores azul e branca) em uma imagem óptica do Digitized Sky Survey. O detalhe mostra a galáxia central de uma trinca de galáxias onde foi descoberta a nova GRG (imagem do Sloan Digital Sky Survey). A imagem tem cerca de 2 Mpc de diâmetro.
 
Uma equipe de astrônomos liderada pelo astrônomo ASTRON Dr. George Heald descobriu uma rádio galáxia gigante previamente desconhecida, usando imagens iniciais de uma nova pesquisa de todo o céu no comprimento de onda de rádio em andamento. A galáxia foi descoberta usando o poderoso Intarnational LOFAR Telescope (ILT), construído e desenhado pelo ASTRON. A equipe está atualmente realizando a primeira pesquisa de imageamento de todo o céu do LOFAR, chamada de Multi-frequency Snapshot Sky Survey, ou MSSS. Enquanto analisava o primeiro conjunto de imagens do MSSS, o Dr. Heald identificou uma nova fonte do tamanho da Lua Cheia projetada no céu. A emissão de rádio está associada com o material ejetado por um dos membros de uma trinca de galáxias em interação a dezenas de centenas de milhões de anos atrás.
 
 A extensão física do material é muito maior do que o próprio sistema de galáxias, se estendendo por milhões de anos-luz através do espaço intergaláctico. A pesquisa MSSS ainda está em andamento e é a responsável por descobrir muitas novas fontes como essa. A nova galáxia é um membro de uma classe de objetos chamado de Giant Radio Galaxies, Rádio Galáxias Gigantes ou simplesmente GRGs. As GRGs são um tipo de rádio galáxia que é extremamente grande fisicamente falando, sugerindo que elas são muito poderosas e muito velhas. O LOFAR é uma ferramenta efetiva para encontrar novas GRGs como essa, pois ele é um instrumento extremamente sensível a esses grandes objetos, combinado com sua operação nas baixas frequências que são bem ajustadas para a observação de fontes antigas.
 
O centro da nova GRG está associado com um membro de uma trinca de galáxias conhecida como UGC 09555. A galáxia central está localizada num desvio para o vermelho de z = 0.054536, o que dá a ela uma distância de 750 milhões de anos-luz da Terra. A fonte de rádio central era anteriormente desconhecida e tem um espectro de rádio achatado, típico das rádio galáxias gigantes. A pesquisa MSSS do LOFAR é na verdade um esforço concentrado com o objetivo de mapear todo o céu do norte em frequências de rádio extremamente baixas, entre 30 e 160 MHz, com comprimento de onda entre 2 e 10 metros.
 
O objetivo principal da pesquisa é realizar um rastreamento inicial raso do céu, com a intenção de criar um modelo de todo o céu que irá apoiar a calibração de observações bem mais profundas. Ele é comparável em sensibilidade e resolução angular às pesquisas prévias feitas com os rádio telescópios clássicos como o Very Large Array, ou VLA, nos EUA, o ASTRON’s Westerbork Synthesis Radio Telescope (WSRT) e o Giant Metrewave Radio Telescope, na Índia. O MSSS é único pois opera frequências substancialmente menores e é esperado que ele descubra fontes que foram perdidas pelas pesquisas anteriores, e será usado para fornecer informações adicionais sobre os objetos já detectados.
Fonte: http://phys.org  

As profundezas escondidas da Baleia

© Hubble (galáxia M77)
 
O Telescópio Espacial Hubble capt5ou essa imagem fulgurante da galáxia espiral Messier 77 (M77), uma das mais famosas e mais bem estudadas galáxias do imenso céu. Os pedaços vermelhos através da imagem destacam bolsões de formação de estrelas ao longo dos braços em rotação, com linhas escuras de poeira se esticando através do centro energético da galáxia. A M77 é uma galáxia na constelação de Cetus (Baleia), localizada a aproximadamente 45 milhões de anos-luz de distância da Terra. Também conhecida como NGC 1068. Apesar de sua atual fama, e sua impressionante aparência espiral, a galáxia tem sido vítima de um problema de identidade algumas vezes; quando ela foi descoberta inicialmente em 1780, a distinção entre as nuvens de gás e as galáxias não era conhecida, fazendo com que o seu descobridor Pierre Méchain errasse a sua verdadeira natureza e a classificasse como uma nebulosa.
 
Ela foi erroneamente classificada novamente quando ela foi subsequentemente listada no Catálogo Messier como um aglomerado estelar. Agora, contudo, ela é definitivamente categorizada como uma galáxia espiral barrada, com braços espirais soltos e um bulbo central relativamente pequeno. Ela é o exemplo mais próximo e mais brilhante de uma classe particular de galáxias conhecida como Galáxias Seyfert, galáxias que são repletas de gás quente altamente ionizado que brilha intensamente emitindo intensa radiação. A forte radiação como essa é conhecida por vir do núcleo da M77, causada por um buraco negro muito ativo que tem aproximadamente 15 milhões de vezes a massa do Sol.
 
O material é degradado em direção ao buraco negro e o circula, aquecendo e então brilhando intensamente. Essa região isolada da galáxia, embora comparativamente pequena, pode ser dezenas de milhares de vezes mais brilhante do que uma galáxia normal. Embora não tenha como competir com o intenso centro, os braços espirais da M77 são também regiões muito brilhantes. Pontuando cada braço ao longo de toda a sua extensão estão nós de aglomerações vermelhas, um sinal de que novas estrelas estão se formando. Essas estrelas jovens brilham fortemente, ionizam o gás próximo que então brilha com uma coloração vermelha forte. As linhas de poeira se esticam através dessa imagem e aparecem com uma coloração em tons de vermelho devido ao fenômeno conhecido como avermelhamento, ou seja, a poeira absorve mais luz azul do que a luz vermelha, realçando sua aparência avermelhada.
Fonte: NASA

25 curiosidades sobre as luas do Sistema Solar(Parte2)

Segunda parte das curiosidades dos satélites que orbitam os planetas do sistema solar
Tritão é a maior lua de Netuno. Tem quase o tamanho da nossa Lua e é, provavelmente, o corpo mais frio do Sistema Solar. Foi descoberto em 1846 por William Lassel. Cientistas acreditam que haja vulcões de nitrogênio líquido em sua superfície. Foto: NASA
 

Esta é Titânia, a maior lua de Urano. Sua superfície é cheia de cânions e escarpas. As únicas imagens disponíveis foram tiradas em 1986, durante a missão da sonda espacial Voyager 2. Por isso, apenas 40% do satélite foi mapeado. Foto: NASA
 
Réia é a segunda maior lua de Saturno. Em 2010, cientistas descobriram oxigênio na superfície do satélite. No entanto, Réia está fora da área de habitabilidade do Sistema Solar. Dados coletados pela sonda Cassini mostram que pode haver anéis em volta do objeto. Se a informação se confirmar, será o primeiro caso de anéis circundando uma lua. Foto: NASA
 
Apesar de ser a menor das grandes luas de Urano, Miranda é um dos satélites mais intrigantes do Sistema Solar.Sua superfície possui o relevo deformado, com penhascos, depressões, crateras, montanhas e planícies. Alguns picos chegam a 15 km de altura! Cientistas acreditam que um objeto gigantesco se chocou contra Miranda e acabou formando os anéis doe Urano. Foto: NASA
 
Dione é uma das maiores luas de Saturno. Orbita uma região próxima ao gigantesco anel E do planeta. Sua superfície é cheia de penhascos de gelo, criados por movimentações tectônicas.Foto: NASA
 
Nesta imagem tirada pela sonda Cassini é possível ver Dione em frente ao planeta Saturno.Foto: NASA
 
Esta é Mimas, uma das luas de Saturno. Com 397,2 km de diâmetro, é o menor corpo esférico do Sistema Solar. Sua maior cratera, chamada de Herschel, tem 130 km de diâmetro e 9 km de
profundidade, e é frequentemente associada ao formato da ‘Estrela da Morte’ do universo de Star Wars.Foto: NASA
 
Mimas é apenas este pontinho branco no canto inferior esquerdo da imagem.Foto: NASA
 
Esta é Encélado, uma das luas de Saturno. Imagens da sonda Cassini indicam que existam reservatórios de água líquida abaixo da crosta gelada do satélite. A água seria expelida à superfície por meio de gêiseres de vapor e gás. Foto: NASA
 
Nesta imagem, é possível ver Encélado em contraposição com a maior lua de Saturno: Titã. Foto: NASA
 
Jápeto é a terceira maior lua de Saturno. Por causa da variação de cores de seus hemisférios, é considerado o corpo do Sistema Solar que apresenta maior variação de brilho. Foto: NASA
 
Uma das particularidades de Jápeto é esta crista equatorial, que delimita os dois hemisférios da Lua. Não se sabe como a saliência de 13 km de altura foi formada. Foto:NASA
 
Proteu é a segunda maior lua de Netuno. É a maior lua não-esférica e um dos objetos mais escuros do Sistema Solar! Só foi descoberta em 1989 pela sonda Voyager 2. Foto: NASA
Fonte: Super

A Galáxia Perdida

Esta imagem mostra a galáxia NGC 4535, na constelação da Virgem, sobre um fundo repleto de galáxias distantes tênues. A sua aparência quase circular significa que a vemos praticamente de face. No centro da galáxia, vemos uma estrutura em barra bem definida, com faixas de poeira que se curvam acentuadamente antes que os braços espirais saiam das pontas da barra. A cor azulada dos braços espirais indica a presença de um grande número de estrelas quentes jovens. No centro, no entanto, estrelas mais velhas e frias dão um tom amarelado ao bojo da galáxia. Esta imagem no visível foi obtida com o instrumento FORS1 montado num dos telescópios principais de 8,2 metros do Very Large Telescope do ESO. Esta galáxia, que pode também ser vista através de telescópios amadores pequenos, foi inicialmente observada por William Herschel em 1785. Quando observada através de um pequeno telescópio, NGC 4535 tem um aspecto difuso e fantasmagórico, o que inspirou o proeminente astrônomo amador Leland S. Copeland a dar-lhe o nome de “Galáxia Perdida” nos anos 1950. A NGC 4535 é uma das maiores galáxias do aglomerado da Virgem, um aglomerado de grande massa com 2.000 galáxias, a cerca 50 milhões de anos-luz de distância. O aglomerado da Virgem não é muito maior, em termos de diâmetro, do que o Grupo Local - o conjunto de galáxias ao qual pertence a Via Láctea - no entanto, contém quase cinquenta vezes mais galáxias.
Fonte: ESO

Bloqueador solar em estrela gigante

Uma equipe internacional de astrônomos, incluindo pesquisadores do Instituto Max Planck de Radioastronomia (MPIfR) e da Universidade de Colônia, conseguiu identificar dois óxidos de titânio na atmosfera estendida em torno de uma estrela gigante.
© NASA/ESA (moléculas ao redor de nebulosa)

O objeto VY Canis Major é uma das maiores estrelas do Universo conhecido e ela está perto do fim da sua vida. A descoberta foi feita no decorrer de um estudo de uma estrela espetacular, VY Canis Majoris (VY CMa), que é uma estrela variável localizada na constelação de Canis Major (Cão Maior). "A VY CMa não é uma estrela comum, é uma das maiores estrelas conhecidas, e está perto do fim de sua vida", diz Tomasz Kamiński do Instituto Max Planck de Radioastronomia. Na verdade, com um tamanho de cerca de uma a duas mil vezes a do Sol, que poderia estender para fora da órbita de Saturno se fosse colocada no centro de nosso Sistema Solar.   

A estrela ejeta grandes quantidades de material que forma uma nebulosa empoeirada. Torna-se visível por causa das pequenas partículas de poeira que formam em torno dela, que refletem a luz da estrela central. A complexidade desta nebulosa tem sido  intrigante por décadas para os astrônomos. Tem-se formado como um resultado do vento estelar, mas não é bem compreendido por que está tão longe de ter uma forma esférica.  Nem se sabe o processo físico que sopra o vento, ou seja, o que eleva o material acima da superfície estelar e faz expandir. O destino da VY CMa é explodir como uma supernova, mas não se sabe exatamente quando isso vai acontecer. Observações em diferentes comprimentos de onda fornecem diferentes informações e que permite identificar as moléculas existentes na nebulosa.

"Emissão em comprimentos de onda de rádio de curta duração, em ondas chamados submilimétrico, é particularmente útil para tais estudos de moléculas", diz Sandra Brunken da Universidade de Colônia. A equipe de pesquisa observou TiO e TiO2, um ingrediente encontrado em filtros solares, pela primeira vez em comprimentos de onda de rádio. De fato, o dióxido de titânio tem sido visto no espaço de forma inequívoca, pela primeira vez. No entanto, as estrelas irão ejetar grandes quantidades de óxido de titânio, a temperaturas relativamente altas próximas à estrela. "Elas tendem a se agrupar para formar partículas de poeira visíveis na óptica ou no infravermelho", diz Patel Nimesh do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica.
 
E a propriedade catalítica do TiO2 pode influenciar nos processos químicos que ocorrem nessas partículas de poeira, que são muito importantes para a formação de moléculas maiores no espaço", acrescenta Holger Müller, da Universidade de Colônia. Linhas de absorção de TiO são conhecidas a partir dos espectros na região do visível há mais de cem anos. Esses recursos são usados ​​em parte para classificar alguns tipos de estrelas com temperaturas superficiais baixas (estrelas do tipo M e S). A pulsação de estrelas Mira, uma classe específica de estrelas supergigantes variáveis localizadas na constelação de Cetus, é provavelmente causada por óxido de titânio. As observações de TiO e TiO2 mostra que as duas moléculas são facilmente formadas em torno VY CMa numa localização que é mais ou menos como prevista pela teoria.

As novas detecções em comprimentos de onda submilimétrico são especialmente importantes porque permitem o estudo do processo de formação de poeira. Além disso, a comprimentos de onda ópticos, a radiação emitida pelas moléculas é dispersada pela poeira presente na nebulosa que obscurece a imagem, enquanto que o efeito é negligenciável em comprimentos de onda de rádio que permitem medições mais precisas. As descobertas de TiO e TiO2 no espectro da VY CMa têm sido feitas com o Submillimetre Array (SMA), um interferômetro de rádio localizada no Havaí, EUA. O instrumento combina oito antenas que operam juntas como um grande telescópio de 226 metros de tamanho, propiciando aos astrônomos realizarem observações com sensibilidade e resolução angular sem precedentes. A confirmação das novas detecções foi sucessivamente feitas posteriormente com o IRAM Plateau de Bure Interferometer (PdBI) localizado nos alpes franceses.
Fonte: Max Planck Institute for Radio Astronomy

Telescópio capta conjunto de estrelas 'jovens' a 1,5 mil anos-luz da Terra

Astros têm entre 20 milhões e 35 milhões de anos, afirma ESO. Aglomerados estelares como o identificado têm vida curta, dizem cientistas.
Esta imagem obtida com o instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, no Chile, mostra o brilhante enxame estelar aberto NGC 2547. Entre as estrelas brilhantes, muito ao longe no fundo da imagem, podemos ver muitas galáxias remotas, algumas com formas espirais bem definidas.Créditos: ESO
 
Este bonito salpicado de estrelas azuis brilhantes é o enxame NGC 2547, um grupo de estrelas recém formadas situado na constelação austral da Vela. Esta imagem foi obtida com o instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, no Chile. O Universo é velho - tem aproximadamente 13,8 mil milhões de anos. A nossa galáxia, a Via Láctea, também é velha - algumas das estrelas que contém têm mais de 13 mil milhões de anos. No entanto, muita coisa ainda está a acontecer: novos objetos formam-se e outros são destruídos. Nesta imagem, podemos ver alguns destes recém-chegados: estrelas jovens que se estão a formar no enxame NGC 2547. Mas, quão novos são realmente estes jovens cósmicos?
 
Embora a sua idade exacta seja incerta, os astrónomos estimam que as estrelas no NGC 2547 tenham entre 20 e 35 milhões de anos de idade. O que na realidade, não parece muito jovem. No entanto, comparando com o Sol que ainda nem chegou à meia idade e tem 4600 milhões de anos, corresponde a imaginarmos que se o Sol for uma pessoa de 40 anos de idade, as estrelas brilhantes da imagem são bebés de três meses. A maior parte das estrelas não se formam isoladas, mas sim em ricos enxames estelares com tamanhos que vão das várias dezenas aos vários milhares de estrelas. Embora o NGC 2547 contenha muitas estrelas quentes que brilham intensamente no azul, um sinal claro da sua juventude, podemos também encontrar uma ou duas estrelas amarelas ou vermelhas que já evoluíram até se tornarem gigantes vermelhas.
 
Os enxames estelares abertos como este têm vidas comparativamente curtas, da ordem das várias centenas de milhões de anos, antes de se desintegrarem à medida que as suas estrelas se afastam.Os enxames são objetos chave no estudo da evolução das estrelas ao longo das suas vidas. Os membros de um enxame nascem todos a partir do mesmo material e ao mesmo tempo, o que torna mais fácil determinar os efeitos de outras propriedades estelares. O enxame estelar NGC 2547 situa-se na constelação da Vela, a cerca de 1500 anos-luz de distância da Terra, e é suficientemente brilhante para poder ser visto com binóculos.
 
 Foi descoberto em 1751 pelo astrónomo francês Nicolas-Louis de Lacaille, com o auxílio de um pequeno telescópio com menos de dois centímetros de abertura, durante uma expedição astronómica ao Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. Entre as estrelas brilhantes da imagem podemos ver também imensos outros objetos, especialmente se observarmos a imagem de perto. Muitos são estrelas da Via Láctea, mais ténues ou mais distantes de nós, mas alguns, que aparecem como objetos extensos difusos, são galáxias situadas muito para além das estrelas do campo de visão, a milhões de anos-luz de distância.
Fonte: ESO
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...