19 de abr de 2013

5 fatos estranhos sobre Plutão

Plutão está tão longe da Terra que é difícil conseguir qualquer tipo de informação precisa sobre o planeta anão. Mas ele finalmente será menos misterioso dentro de alguns anos, já que a sonda New Horizons da NASA deve fazer um voo rasante sobre o planeta em julho de 2015. Será a primeira vez em que uma sonda visita o mundo distante. Enquanto a visita a Plutão não acontece, conheça cinco fatos estranhos sobre o ex-nono planeta de nosso sistema solar:
 
1 – Para nós, Plutão já foi um gigante
Quando Plutão foi descoberto, em 1930, inicialmente se acreditava que o planeta era maior do que Mercúrio, e possivelmente maior do que a Terra. Agora os astrônomos sabem que ele tem 2,352 mil quilômetros de diâmetro – menos de 20% do tamanho do nosso planeta, com apenas 0,2% da massa da Terra. Um pequeno erro de cálculo, não?
 
2 – Um planeta fora da linha
Plutão tem uma órbita extremamente elíptica, que não está no mesmo plano das órbitas dos oito planetas oficias. Em média, o planeta anão dá a volta em volto do sol a uma distância de 5,87 bilhões de quilômetros, completando um circuito em 248 anos. O estranho caminho vai fazer com que, em alguns anos, a órbita de Plutão se sobreponha a de Netuno. Isso traz Plutão mais perto da Terra do que Netuno, o oitavo planeta do sistema solar. Mas não se preocupe, os dois planetas não vão colidir.
 
3 – Planeta congelado
Plutão é um dos lugares mais frios no sistema solar, principalmente por estar tão longe do sol. As temperaturas da superfície oscilam em torno de -225° C. Os cientistas acreditam que o planeta anão é composto por 70% de rocha e 30% de gelo. A superfície é coberta predominantemente com nitrogênio congelado. Quando Plutão for visto de perto, poderemos descobrir se existe um gigante oceano subterrâneo e pistas que expliquem a geologia ou a química da superfície gelada.
 
4 – Plutão tem filhotes
Plutão tem quatro luas conhecidas: Caronte, Nix, Hydra e um minúsculo satélite recém-descoberto chamado de P4 – por enquanto ao menos, já que seu nome oficial pode acabar sendo Cérbero. Enquanto Nix, Hydra e P4 são relativamente pequenos, Caronte tem cerca de metade do tamanho de Plutão. Por causa do tamanho de Caronte, alguns astrônomos tratam Plutão e Caronte como um planeta anão duplo, ou um sistema binário – os dois corpos sempre apresentam a mesma face um para o outro à medida que orbitam um centro comum de massa localizado em algum lugar entre eles.
 
5 – Ar aparente
Apesar de ser menor do que a lua da Terra, o planeta anão conseguiu segurar uma fina atmosfera – composta principalmente de monóxido de nitrogênio, metano e carbono – que se estende a 3 mil quilômetros para o espaço.
Fonte: Hypescience.com
[Space]

Imagem do telescópio Hubble mostra nebulosa a 1.600 anos-luz da Terra

Nasa usou luz infravermelha para captar Nebulosa Cabeça de Cavalo. Hubble completa em abril 23 anos em órbita.
Imagem divulgada nesta sexta-feira (19) pela agência espacial americana, Nasa, mostra parte da constelação da Orion, especificamente a Nebulosa Cabeça de Cavalo (também conhecida como Barnard 33). O registro, feito pelo telescópio Hubble, que completa 23 anos em órbita, mostra a região por meio de luz infravermelha. Esta nebulosa está a 1.600 anos-luz da Terra (Foto: Nasa/Esa/AFP)
 
Duas imagens divulgadas nesta sexta mostram a Nebulosa Cabeça de Cavalo. À direita, registro pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), localizado no Chile. À esquerda, imagem captada pelo telescópio Hubble, da Nasa (Foto: Nasa/Esa/AFP)
Fonte: G1

Astrônomos acham sistema com dois planetas na zona habitável

Concepção artística compara o tamanho dos exoplanetas, Kepler-22b, Kepler-69c, Kepler-62e, Kepler 62f, respectivamente, com a Terra. A descoberta dos dois últimos foi anunciada nesta quinta.

Quem pensa que o Sistema Solar é interessante por ter um planeta habitável vai pirar com o que há ao redor da estrela Kepler-62. Lá, nada menos que dois mundos --possivelmente rochosos-- ocupam órbitas na região mais favorável ao surgimento da vida. É a conclusão eletrizante a que chega um estudo produzido pela equipe do satélite Kepler, caçador de planetas da Nasa, e recém-publicado na revista científica americana "Science". Os pesquisadores liderados por William Borucki identificaram um total de cinco planetas girando ao redor da estrela, uma anã laranja com 63% do diâmetro do Sol. Todos eles são relativamente nanicos --quatro entram na categoria das superterras (com diâmetro até duas vezes o terrestre) e um é do tamanho de Marte, ou seja, menor que a Terra. Os três mais internos são quentes demais para abrigar vida. Já os dois mais externos, Kepler-62e e Kepler-62f, têm suas órbitas na chamada zona habitável do sistema --região em que, numa atmosfera similar à da Terra, um planeta pode abrigar água líquida em sua superfície.
 
APARÊNCIAS ENGANAM
A questão é: esses planetas são parecidos com a Terra? Constatar isso é um dos maiores desafios da astronomia, uma vez que as superterras não têm equivalente no Sistema Solar. Por aqui, há, nas órbitas mais distantes, planetas gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno), e nas mais próximas do Sol os pequeninos mundos rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), dos quais o nosso planeta é o maior deles. As superterras, em termos de tamanho, estão no meio do caminho entre essas duas categorias. Mas ninguém sabe com certeza se elas são rochosos grandalhões ou gasosos murchos. E isso tende a fazer toda a diferença do mundo para a busca por vida. Uma forma de resolver a questão é determinar, ao mesmo tempo, o diâmetro do planeta e sua massa.
 
Assim, dividindo a massa pelo volume, obtemos a densidade. Com ela, dá para saber se o planeta é rochoso ou gasoso. A técnica usada pelo satélite Kepler para detectar planetas (medir pequenas reduções de brilho nas estrelas conforme os mundos ao seu redor passam à frente dela, como minieclipses) é boa para medir o diâmetro. Contudo, para estimar a massa com segurança, a melhor técnica é a usada pelos observatórios em terra, que mede o "bamboleio" gravitacional da estrela conforme os planetas giram ao seu redor. Infelizmente, no caso do Kepler-62, os planetas são pequenos demais e a estrela é muito ativa para permitir o uso dessa estratégia para confirmar a massa desses mundos com o nível de precisão dos instrumentos atuais.
 
CASOS SIMILARES
Embora a composição desses mundos ainda seja desconhecida, os pesquisadores citam outros planetas com diâmetro similar que tiveram sua densidade medida (três casos no total) para argumentar que Kepler-62e e Kepler-62f provavelmente sejam rochosos como a Terra. Uma modelagem em computador feita por um outro grupo liderado por Lisa Kaltenegger, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos EUA, sugere que os dois planetas devem ter oceanos globais cobrindo totalmente sua superfície --planetas-água, por assim dizer. Mas isso pressupõe que os cientistas acertaram as quantidades dos ingredientes usados para formar os planetas, o que não é de modo algum certo. Pelo menos, esses dois mundos não têm um problema que outros planetas detectados na zona habitável de suas estrelas possuem: o "travamento gravitacional". Esse fenômeno acontece quando a mesma face do planeta fica o tempo todo voltada para a estrela.
 
Mais comumente observado no sistema Terra-Lua, em que o satélite exibe sempre a mesma face para o planeta, casos como esse se apresentam naqueles mundos que orbitam muito próximos do astro principal. Mas não é o caso aqui.  Exceto pelo planeta mais interno --Kepler-62b--, todos os planetas têm períodos orbitais tão grandes que é extremamente improvável que eles estejam travados", disse à Folha Borucki, antes de apresentar os resultados em uma entrevista coletiva organizada pela Nasa nesta quinta. Em suma, esses dois mundos sobem direto para o topo da lista de potenciais planetas com vida, embora rigorosamente nada se possa dizer a esse respeito, exceto que, em teoria, eles podem abrigar água líquida na superfície. Por isso, apesar do entusiasmo, os cientistas são muito cautelosos no parágrafo final de seu artigo científico: "Não sabemos se Kepler-62e e -62f têm uma composição rochosa, uma atmosfera ou água. Até que consigamos detectar espectros adequados de suas atmosferas não poderemos determinar se eles são de fato habitáveis."
Ainda assim, é impossível não se empolgar com a possibilidade.
Fonte: FOLHA
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