2 de mai de 2013

O Sol está mesmo onde parece?

As longas distâncias fazem com que a luz das estrelas nos chegue "atrasada”
Imagine um grupo de amigos assistindo ao pôr-do-sol. O Sol encosta na linha do horizonte e alguém pergunta: "Onde está o Sol, neste exato momento?" À primeira vista, qualquer criança poderia responder, apenas apontando o dedo: "Está lá, é claro!" Mas nem tudo é assim tão claro. Algumas simples continhas mostram que, no momento em que o Sol parece pronto para "apagar-se" no horizonte, na verdade ele não está mais lá - já desceu cerca de 2 graus em relação à linha do horizonte.

Vejamos: se a luz viaja a 300 000 quilômetros por segundo e o Sol está a 150 milhões de quilômetros, um raio de luz solar leva 8,3 minutos para chegar até nós. No seu movimento de rotação, a Terra precisa de 24 horas (1440 minutos) para dar uma volta completa em si mesma, ou seja, para percorrer todos os 360 graus de uma circunferência. Portanto, nos 8,3 minutos em que a luz viaja do Sol à Terra, o planeta gira 2,08 graus. Para se ter uma idéia, o disco solar mede cerca de 0,5 grau. Portanto, quando a Terra gira 2,08 graus, o Sol desce o equivalente a quatro vezes o seu tamanho, abaixo do horizonte. Assim, o Sol nos ilumina do passado - um curto passado de 8,3 minutos.

Essa Viagem pelo tempo acontece com a luz de todos os corpos celestes. A luz das estrelas e das galáxias vem de um passado bem mais remoto: distante de nós mais de 40 trilhões de quilômetros, a Alfa Centauri que brilha hoje no céu da Terra é, na verdade, uma "fotografia" tirada há mais de quatro anos. Outro exemplo: se acontecer exatamente agora uma explosão numa estrela da Grande Nuvem de Magalhães, a 1,7 quintilhão de quilômetros de distância, sua luz vai chegar aos telescópios da Terra só daqui a 180 000 anos. A conseqüência desses "atrasos" na viagem da luz de diferentes estrelas é que jamais conseguimos ter uma imagem instantânea do Universo como um todo. O que vemos é uma espécie de sanduíche onde se intercalam diversas "fatias" do passado.
Fonte:Super

vdB 24 Uma Nebulosa de Reflexão em Perseus

Crédito da imagem: T.A. Rector (University of Alaska Anchorage) e H. Schweiker (WIYN e NOAO / AURA / NSF)
 
A vdB 24, é uma apagada e azulada nebulosa de reflexão que localiza-se a aproximadamente 1140 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Perseus, na mesma região galáctica da Nebulosa da Califórnia (Sh2-220). A Nebulosa é listada com o número 24 no Catálogo de Nebulosas de Reflexão de van den Bergh que contém 159 nebulosas de reflexão. O catálogo foi originalmente publicado em 1966 por Sidney van den Bergh. As nebulosas de reflexão são nuvens de poeira que são iluminadas pela luz refletida pelas estrelas próximas. Nesse caso, a nebulosa de reflexão é iluminada pela estrela variável XY Persei, ou XY Per, para simplificar, que é a estrela mais brilhante um pouco abaixo da vdB 24, perto do centro da imagem acima. A XY Persei é na verdade uma estrela binária. Sua principal componente tem uma idade aproximada de 2.5 milhões de anos, é extremamente jovem e ainda está encoberta pela nuvem de gás e poeira de onde ela nasceu como se fosse uma placenta.
 
Ela tem uma temperatura de 9750 K, uma massa de 2.8 vezes a massa do Sol, um brilho de 86 vezes a luminosidade do Sol e uma velocidade de rotação de no mínimo 200 km por segundo. A vdB 24 está embebida numa nebulosa escura maior, chamada de LDN 1442, que pode ser vista como o gás amarronzado ao redor dela. A LDB 1442 deriva seu nome, por ser a entrada de número 1442 no Catálogo de Nebulosas Escuras de Beverly T. Lynds, que foi publicado em 1962. A imagem acima foi obtida em 24 de outubro de 2011, com a câmera Mosaic grande angular montada no telescópio Mayall de 4 metros de diâmetro no Observatório Nacional de Kitt Peak, usando três diferentes filtros coloridos. Na imagem o norte está para baixo e o leste para a direita.
Fonte: Cienctec
(http://annesastronomynews.com)

Uma região de formação estelar anárquica

A imagem exibe a formação estrelar na nebulosa NGC 6559, um berçário de novas estrelas localizado a 5 mil anos-luz da Terra
A região de formação estelar NGC 6559Créditos:ESO
 
O telescópio dinamarquês de 1,54 metros, situado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, capturou uma imagem surpreendente da NGC 6559, um objeto que demonstra bem a anarquia que reina quando estrelas se formam no seio de uma nuvem interestelar. A NGC 6559 é uma nuvem de gás e poeira situada a uma distância de cerca de 5000 anos-luz da Terra, na constelação do Sagitário. Esta região brilhante é relativamente pequena, apenas com alguns anos-luz de dimensão, contrastando com os mais de cem anos-luz que é o tamanho da sua vizinha mais famosa, a Nebulosa da Lagoa (Messier 8). Embora seja muitas vezes negligenciada a favor da sua distinta companheira, é a NGC 6559 que desempenha o papel principal nesta nova imagem.

O gás presente nas nuvens da NGC 6559, principalmente hidrogénio, é a matéria prima da formação estelar. Quando a região no interior da nebulosa acumula matéria suficiente, dá-se o colapso sob o efeito da sua própria gravidade. O centro da nuvem torna-se cada vez mais denso e quente, até que se inicia a fusão termonuclear e a estrela nasce. Os átomos de hidrogénio combinam-se para formar átomos de hélio, libertando energia neste processo e fazendo assim com que a estrela brilhe. Estas estrelas brilhantes, jovens e quentes, que nascem a partir da nuvem, emitem radiação que é absorvida e re-emitida pelo hidrogénio gasoso que ainda se encontra presente na nebulosa circundando as estrelas recém nascidas, e originando assim a região vermelha brilhante que podemos observar no centro da imagem. Este objeto é conhecido como uma nebulosa de emissão.

No entanto, a NGC 6559 não é apenas constituída por hidrogénio gasoso. Contém também partículas sólidas de poeira compostas por elementos pesados, tais como carbono, ferro ou silício. A mancha azulada próximo da nebulosa de emissão vermelha, mostra-nos a radiação emitida pelas estrelas recém formadas a ser dispersada - refletida em muitas direcções diferentes - pelas partículas microscópicas presentes na nebulosa. Conhecida pelos astrónomos como uma nebulosa de reflexão, este tipo de objeto é muitas vezes azul, porque a dispersão é mais eficaz para os menores comprimentos de onda.

Em regiões muito densas, a poeira obscurece completamente a luz que está por trás, como é o caso das manchas e bandas sinuosas escuras e isoladas que se vêem na imagem em baixo, à esquerda e à direita. Para podermos ver o que se encontra por trás destas nuvens, é necessário observar a nebulosa a comprimentos de onda maiores, os quais não são absorvidos pela poeira. A Via Láctea enche o fundo da imagem com inúmeras estrelas amareladas, mais velhas. Algumas parecem ténues e avermelhadas devido à poeira existente na NGC 6559. Esta imagem de formação estelar foi obtida pelo instrumento DFOSC (sigla do inglês para Danish Faint Object Spectrograph and Camera), montado no telescópio dinamarquês de 1,54 metros, em La Silla no Chile. Este telescópio nacional opera em La Silla desde 1979. Tendo sido recentemente melhorado, é atualmente um telescópio de vanguarda operado remotamente.
Fonte:ESO
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