7 de mai de 2013

Austrália e Sul do Pacífico presenciarão espetacular eclipse solar total

Evento ocorrerá entre quinta e sexta-feira desta semana, e deve ser visível, ainda que parcialmente, em todo o mundo.
Fonte da imagem:NASA
De acordo com o pessoal do SPACE.com, a Lua bloqueará o Sol nesta semana, ocasionando um eclipse que promete ser espetacular. Durante o pico do evento, o satélite deve cobrir quase 95% da nossa estrela, transformando-a em um anel de fogo. Embora outras partes do mundo possam presenciar o eclipse de forma parcial, somente os habitantes de algumas regiões da Austrália, Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão terão o privilégio de presenciar o eclipse total. Contudo, não se preocupe se você não morar em nenhuma das áreas nas quais o evento será mais visível, pois o SPACE.com fará a cobertura ao vivo (com início a partir do dia 9 de maio às 18h30, horário de Brasília), que poderá ser acompanhada através deste link. Caso você seja um habitante da região, o céu não parecerá mais escuro a olho nu em nenhum momento, mas isso não dispensa o uso de lentes de proteção e filtros especiais para câmeras e telescópios. Durante os eclipses anulares — que são como o que ocorrerá esta semana —, a Lua lança uma sobra sobre a superfície da Terra enquanto passa entre o nosso planeta e o Sol. No entanto, devido à sua órbita, o satélite parecerá 4,5% menor do que a nossa estrela, e é por essa razão que o belo anel de fogo é formado no céu.

Buraco negro no centro da Via Láctea se prepara para uma refeição

Durante o próximo mês de agosto, o centro da nossa galáxia deve engolir uma nuvem de gás com massa três vezes maior do que a da Terra.
 
Eis algo que não se vê todo dia: um buraco negro se alimentando. De acordo com astrônomos, o enorme Sagittarius A* (ou Sag A*), localizado no centro da Via Láctea, deve engolir até a metade do ano uma nuvem de gases com massa três vezes maior do que a da Terra. Naturalmente, a ocasião é festejada pela astronomia, sendo a primeira oportunidade de entender como um buraco negro atrai objetos para o seu centro. Durante o próximo mês de agosto, a nuvem de gás conhecida como G2 passará a uma distância de 36 anos-luz de Sag A* (sete vezes a distância entre Plutão e o Sol, para efeitos de comparação). Segundo os estudiosos, os resultados da aproximação dependem diretamente da natureza do G2.

“Espaguetificação”
Quando se fala em “nuvem de gás”, entretanto, vale notar: não há um consenso absoluto sobre a natureza da enorme massa que se aproxima de Sag A*. Caso se trate realmente de um amontoado gasoso, o esperado é que o fenômeno se desdobre em uma “espaguetificação” — uma desagregação progressiva do material do G2, seguindo o movimento natural da galáxia. Dessa forma, ao ser engolida pelo buraco negro, a nuvem será superaquecida e passará a emitir raios X, os quais poderão ser detectados da Terra. Dependendo da velocidade com que o material seja captado, pode se tratar de um processo capaz de se estender por vários anos.

G2 também pode ser outra coisa... 
Embora a ideia uma nuvem de gás pareça ser a mais aceita, alguns astrônomos defendem que o G2 pode ser os restos de um protoplaneta (planeta em formação) — uma formação com poeira e rochas — ou mesmo uma estrela. Para qualquer um dos casos, entretanto, o resultado seria o mesmo: a estrutura possivelmente passaria incólume pelo Sag A*.

Há perigo por estas bandas? 
A despeito de poder servir como alimento para teóricos do apocalipse — que, assim como um buraco negro, parecem poder se alimentar de qualquer coisa —, é bastante improvável que a refeição de Sag A* gere qualquer tipo de cosequência por aqui. E isso sobretudo pela considerável distância: a Terra está localizada na periferia da Via Láctea, a uma distância de 27 mil anos-luz do centro da galáxia. Mas isso também significa outra coisa: G2 (seja lá o que for) passou pelo buraco negro há 27 mil anos. Nós veremos o evento apenas agora porque o tempo foi necessário para que a luz viajasse todo o caminho até aqui.

Invisível desde a década de 1970
Foi em 1974 que os astrônomos se deram conta de que algo com uma imensa quantidade de massa ocupava a posição central da Via Láctea. Entretanto, não obstante os estudos intensos, jamais foi possível observar diretamente Sag A*. Em primeiro lugar, porque há uma enorme quantidade de poeira ocupando o espaço até o ponto em que se encontra o buraco negro. Em segundo, porque a gravidade em uma estrutura semelhante é tão incrivelmente intensa que nem mesmo a luz consegue escapar. Dessa forma, a “observação” de Sag A* é possível apenas por meio da captação de raios infravermelhos — pelos quais se determinou, por exemplo, que se trata de uma massa de 4,31 milhões de sóis. A ciência se ocupa atualmente em descobrir qual é exatamente o papel dos buracos negros na formação das galáxias.

Asteroide ou cometa: A trombada espacial


Há 65 milhões de anos os dinossauros foram varridos da face da Terra pela colisão de um corpo celeste, que deixou uma cratera de 180 quilômetros de diâmetro na península do Yucatán, no sudeste do México. Será que teremos o mesmo destino?  Corpos celestes trombam com a Terra muito mais frequentemente do que imaginamos. Para nossa sorte, a maioria deles é bem pequena e acaba por ser desintegrada ao entrar na atmosfera terrestre. O problema acontece quando um deles é grande o suficiente para ultrapassar nossa camada protetora. Aí, o estrago pode ser grande. Bem grande.

A possibilidade de uma hecatombe similar ao impacto que destruiu os dinossauros ocorrer no curto prazo novamente é pequena, segundo o relatório Defending Planet Earth, publicado em 2010 pelo Conselho de Pesquisa Nacional da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. O texto avalia que uma colisão com a possibilidade de gerar uma extinção em massa ocorra a cada 100 milhões de anos. Ou seja: temos ainda, em teoria, 35 milhões de anos de vida sem um deles batendo em nossas cabeças se considerarmos que o último grande impacto foi há 65 milhões de anos (um alívio, não?). Por outro lado, a questão não é "se" isso ocorrerá, mas "quando".

A Agência Espacial Americana (Nasa) tem um programa chamado Near Earth Object Program (NEO) que monitora continuamente objetos que passam, como diz o nome, perto da Terra. Em 2004, por exemplo, astrônomos determinaram que o asteroide Apophis poderia estar em rota de colisão com a Terra. A data: 2029. O Apophis, com seus 300 metros de diâmetro, poderia causar danos regionais com mudanças climáticas locais, segundo o relatório. Mais alguns cálculos e os astrônomos concluíram que em 2029 nada aconteceria e que em 2036 (próxima passagem do Apophis perto da Terra) a probabilidade de uma colisão ocorrer também era desprezível. Outro alívio? Não. "É muito provável que muitos objetos do tamanho do Apophis ainda precisem ser detectados", diz o texto.


Como desviar um objeto em rota de colisão com a Terra
Se um dia o programa NEO, a sigla em inglês para "objetos próximos da Terra", confirmar que temos um corpo celeste em rota de colisão com o planeta, a solução para evitar o impacto ainda é hollywoodiana (ou seja, uma ficção). Atualmente a medida mais efetiva é evacuar a região. Obviamente a ideia é válida apenas para objetos pequenos e o relatório Defending Planet Earth a considera a única possível de ser executada em prazos curtos, algo em torno de um a dois anos. As opções disponíveis para desviar corpos maiores, com dezenas ou centenas de metros de diâmetro, são basicamente mandar algo para colidir com ele de forma a mudar sua órbita.
 
Essas técnicas, no entanto, não passam de ideias conceituais e necessitariam de anos ou até décadas para serem executadas. A mais extrema delas, para corpos com alguns quilômetros de diâmetro, seria realizar uma explosão nuclear para desviar a órbita do objeto. Agora, a partir de um certo diâmetro, o relatório é claro sobre o que aconteceria. "Para NEOs maiores (mais que alguns quilômetros de diâmetro), o que estaria na escala de gerar danos globais sérios e talvez extinções em massa, não há atualmente defesa possível. Para nossa sorte, esses eventos são muito raros, o último deles aconteceu há 65 milhões de anos."

Cometas são feitos de gelo (a diferença mais marcante em relação aos asteroides) e trazem importantes pistas sobre a formação da Terra. A hipótese mais aceita pelos astrônomos é que a água chegou ao nosso planeta depois do impacto de um cometa. Ou seja: eles podem matar, mas sem eles a vida não existiria por aqui. A observação de suas passagens estão entre os primeiros passos da astronomia.

Asteroides são pedaços de um planeta que não nasceu. A própria Terra surgiu de asteroides que se aglutinaram há 4,5 bilhões de anos. Um cabo de guerra gravitacional entre Júpiter e o Sol, porém, impediu (e ainda impede) que os asteroides além da órbita de Marte formem um planeta. Por isso eles ficam rondando sobre nossas cabeças, causando mega-extinções de tempos em tempos.
Fonte: Super Interessante

Como surgiu o primeiro átomo?

Provavelmente você já deve ter se perguntado o que aconteceu milionésimos de segundo após a criação do universo. Sabemos que ele surgiu de uma singularidade (um ponto infinitamente pequeno, quente e denso) e que houve uma expansão inicial, denominada equivocadamente de Big Bang, que aconteceu à aproximadamente 13,7 bilhões de anos. Após esse momento inicial, aconteceu a “inflação”, período que o universo se expandiu em uma velocidade inimaginável. 

Após a inflação, o ritmo de expansão diminuiu consideravelmente, mas está acelerando novamente desde então, graças à misteriosa força da energia escura. Mas como surgiu a unidade formadora do tudo, o primeiro átomo? Para responder isso, precisamos voltar no tempo, quando o universo tinha frações da sua idade hoje.

Mas antes de falarmos propriamente dos átomos e de suas unidades formadoras, os quarks, precisamos falar sobre as 4 forças forças fundamentais da natureza. Existem 4 forças que permitem a existência de tudo o que existe, são elas: a gravidade, o electromagnetismo, a força nuclear forte e a força nuclear fraca. Elas são responsáveis por “ordenar” o universo, mas na verdade, elas fazem nosso universo ser muito assimétrico, diferentemente de momentos após o seu nascimento. 

Quando o universo tinha apenas uma ínfima fração de segundos de idade, com 1 trilionésimo de trilionésimo de trilionésimo de trilionésimo de segundo (0,000…1 com 44 zeros após a vírgula) a temperatura era tão alta que as 4 forças eram uma só. Nesse período, o universo era perfeitamente simétrico, já que era governado por apenas uma força fundamental.

Agora, já sabendo como era o universo primordial, podemos falar propriamente da matéria. Tudo é composto por átomos, que por sua vez são formados por prótons, nêutrons e elétrons (este último orbita o núcleo do átomo). Os prótons e os nêutrons são formados por quarks (quarks up e down), que são mantidos unidos pelos glúons (que age como se fosse uma cola). Nos instantes iniciais do universo, os átomos não existiam. Havia uma sopa cósmica de quarks, elétrons, fótons e outras partículas subatômicas que não estavam unidas.

Nesse momento, quando os quarks tentavam se unir para formar prótons e nêutrons, eles eram arremessados para longe pelos fótons, que com a altíssima temperatura estavam “descontrolados”. Mas conforme o universo foi se expandindo, sua temperatura foi diminuindo. Assim, somente quando o universo tinha 1 centésimo de segundo de vida, os quarks conseguiram se juntar para formar os prótons e os nêutrons. Somente após cerca de 3 minutos que os núcleos dos átomos se formaram.

Contudo, somente os núcleos de átomos leves conseguiram nascer nesse período, e assim foram formados apenas núcleos de 3 elementos: o hélio, lítio e hidrogênio, todos leves. Mas os elétrons ainda estava sendo arremessados para longe dos núcleos dos átomos pelos mesmos fótons. Somente após aproximadamente 380 mil anos após o Big Bang, o universo apresentava uma temperatura que permitia os elétrons de se unirem com os núcleos e finalmente formarem os primeiros átomos. 

Nesse período, os fótons se “acalmaram”, se tornando o que chamamos hoje de radiação cósmica de fundo. Até a formação dos primeiros átomos, o universo viveu um período denominado Idade das Trevas. Somente após esses 380 mil anos, a luz passou a existir, e as primeiras estruturas do universo começaram a nascer.

NASA encontra 2 planetas ‘vizinhos’ que podem possuir água líquida

Com o passar do tempo, e com os avanços tecnológicos e novas descobertas em torno da ciência planetária, a Terra aos poucos vai se tornando menos especial.
A Terra, que ainda ostenta o título de único planeta habitável, pode ter um concorrente, ou concorrentes, e perder esse status em breve. A 1.200 anos-luz de distância, existem dois planetas com as mesmas características da Terra, que orbitam a mesma estrela vermelha escura de sua constelação. Pode ser que dois mundos distantes da Terra e fora do Sistema Solar, sejam cobertos de água líquida, o que indica condições de vida. Indicar e realmente possuir vida são duas coisas diferentes, isto é certo, mas só de haver a possibilidade já é motivo de animação para os cientistas. As descobertas foram feitas através do telescópio espacial Kepler da NASA e foram anunciadas pelo Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, na Califórnia.
 
 Os dois planetas são nomeado como Kepler 62E e Kepler 62F e são quase duas vezes o tamanho da Terra o que indica que estão propensos a ser rochosos. Estes planetas são muito emocionantes”, diz Lisa Kaltenegger da Universidade de Harvard, que trabalha na equipe. Para descobrir novos planetas, a equipe se baseia na luz das estrelas para deduzir a presença de planetas que passam na frente das estrelas, e o telescópio Kepler já indicou a presença de cinco planetas que orbitam a estrela vermelha Kepler 62. Dentre os cinco planetas nomeados Kepler a, b, c, d, e, f, apenas o Kepler E e F estão em uma órbita de zona habitável, local nem quente nem frio, que pode manter a água em estado líquido.
 
E vida inteligente? Poderia haver nesses planetas?
 
Os planetas foram recém descobertos, o que torna tal afirmação muito cedo para ser feita. Mas a possibilidade existe, segundo explica Lisa Kaltenegger: “Você tem dois planetas sólidos na zona habitável de sua estrela. Nós não sabemos se a vida evolui em todos os lugares, mas se isso acontecer, estes dois planetas fornecem grandes candidatos para a vida”. É possível, segundo Kaltenegger, que eles tenham oceanos e continentes. E indo mais longe, se houver vida inteligente em ambos os planetas, eles poderiam até se comunicar entre eles devido à curta distância no qual se localizam. 
 
Imagine olhar através de um telescópio para ver outro mundo com vida a apenas milhões de quilômetros, a partir de seu próprio país, ou ter a capacidade de viajar entre eles em uma base regular”, diz Dimitar Sasselov, membro da equipe. Ainda considerando a possibilidade de vida inteligente nesses planetas, a experiência deles com um sol seria diferente daquilo que conhecemos aqui na Terra. A estrela Kepler 62, no qual esses planetas orbitam, é menor e mais fria que o Sol, por isso seu brilho é um intenso vermelho. No entanto, há outra estrela, recentemente descoberta, que é muito mais parecida com o Sol, e que possui um planeta em orbita, o Kepler 69c, que tem quase o dobro do tamanho da Terra.
 
Anteriormente, havia sido descoberto outro planeta localizado na zona habitável em torno de uma estrela parecida com o Sol, o Kepler 22b, mas este possui um raio de 2,4 vezes maior que o da Terra, sendo considerado hoje, um planeta muito mais parecido com Netuno, do que de fato com a Terra. Nenhum desses planetas encontrados até agora, possuem exatas características semelhantes com o nosso planeta, apenas certos detalhes, que podem conceber, por enquanto, a ideia da possibilidade de vida, e enquanto isso ainda não acontece de verdade, os cientistas se animam na busca do gêmeo da Terra.
Fonte: Jornal Ciência
 

Um Conto de Colisões Galácticas

Créditos:ESA / Hubble & NASA
Agradecimento: Luca Limatola
 
Quando nós olhamos no cosmos distante, a grande maioria de objetos que observamos são galáxias: imensas aglomerações de estrelas, planetas, gás, poeira e matéria escura, apresentadas para nós dos mais variados tipos e formas. Essa imagem do Hubble registra algumas delas, mas a galáxia catalogada como 2MASX J05210136-2521450 se destaca devido a sua interessante forma. Esse objeto é uma galáxia ultraluminosa no infravermelho que emite tremenda quantidade de luz nos comprimentos de onda do infravermelho. Os cientistas conectam isso com a intensa atividade de formação de estrelas, disparada pela colisão entre duas galáxias em interação. O processo de fusão deixou seus sinais: a 2MASX J05210136-2521450 apresenta um único núcleo brilhante e uma espetacular estrutura externa que consiste da extensão de braços internos para um lado, com uma cauda de maré na direção oposta, formada de material arrancado das galáxias em fusão pelo processo de forças gravitacionais. A imagem acima na verdade é uma combinação de exposições feitas com a Advanced Camera for Surveys do Hubble, usando a luz visível e a luz infravermelha. Uma versão dessa imagem foi submetida à competição de processamento de imagens conhecida como Hubble’s Hidden Treasures pelo competidor Luca Limatola.
Fonte: http://www.spacetelescope.org

Fermi da Nasa vê GRB invulgarmente brilhante

Os mapas nesta animação mostram como o céu é em raios-gama acima dos 100 milhões electrões-volt, centrados no pólo norte galáctico. A primeira "frame" mostra o céu durante um intervalo de três horas antes do GRB 130427A. A segunda "frame" mostra um intervalo de três horas que começa 2,5 horas antes da explosão, e terminando 30 minutos após o evento. A equipa do Fermi escolheu este intervalo para demonstrar quão brilhante foi o GRB em relação ao resto do céu em raios-gama. Esta explosão foi tão brilhante que o Fermi autonomamente deixou o seu modo normal de estudo para dar ao instrumento LAT uma melhor visão, por isso a segunda exposição de três horas não cobre todo o céu do mesmo modo.
Crédito: NASA/DOE/Colaboração LAT do Fermi

Uma explosão recorde de raios-gama, originária de uma estrela moribunda numa galáxia distante, impressionou os astrónomos de todo o mundo. A erupção, classificada como uma explosão de raios-gama, ou GRB (gamma-ray burst), designada como GRB 130427A, produziu a luz mais energética já detectada a partir de um evento deste género. "Nós esperámos muito tempo por uma explosão de raios-gama tão chocante e brilhante," afirma Julie McEnery, cientista do projecto do Telescópio Espacial Fermi no Centro Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano do Maryland. "O GRB durou tanto tempo que um número recorde de telescópios no solo foram capazes de o avistar enquanto as observações espaciais ainda decorriam."
 
Logo após as 08:47 (hora de Portugal) de Sábado, 27 de Abril, o GBM (Gamma-ray Burst Monitor) do Fermi registou uma erupção de raios-gama altamente energéticos na constelação de Leão. A explosão ocorreu quando o satélite Swift da NASA alternava entre alvos, o que atrasou a detecção do seu instrumento de alerta por menos de um minuto. O LAT (Large Area Telescope) do Fermi registou um raio-gama com uma energia de pelo menos 94 mil milhões GeV (electrões-volt), cerca de 35 mil milhões de vezes a energia da luz visível, ou aproximadamente três vezes a energia do detentor anterior do recorde do LAT. A emissão GeV da explosão durou horas, e permaneceu detectável pelo LAT durante quase meio dia, estabelecendo um novo recorde para a mais longa emissão de raios-gama proveniente de um GRB.
 
A explosão foi detectada posteriormente em comprimentos de onda ópticos, infravermelhos e no rádio por observatórios terrestres, com base na posição rápida e exacta do Swift. Os astrónomos descobriram rapidamente que o GRB estava localizado a cerca de 3,6 mil milhões de anos-luz, o que para estes eventos é relativamente perto. As explosões de raios-gama são as explosões mais luminosas do Universo. Os astrónomos pensam que ocorrem sobretudo quando estrelas massivas ficam sem combustível nuclear e colapsam sob o seu próprio peso. À medida que o núcleo colapsa para formar um buraco negro, jactos de material são disparados para fora quase à velocidade da luz.
 
Os jactos atravessam a estrela colapsante e continuam para o espaço, onde interagem com gás previamente expelido da estrela e brilham, desaparecendo depois com o passar do tempo. Se o GRB estiver perto o suficiente, os astrónomos normalmente descobrem uma supernova no local cerca de uma semana após a explosão. "Este GRB está entre os 5% mais próximos, de modo que o grande impulso agora é encontrar uma supernova emergente, que acompanha quase todos os GRBs a esta distância," afirma Neil Gehrels, investigador principal do Swift. Os observatórios terrestres estão a estudar o local do GRB 130427A e esperam encontrar uma supernova subjacente a meio do mês.
Fonte: Astronomia On-Line
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