8 de mai de 2013

Qual é a origem dos nomes dos planetas?

A mitologia greco-romana domina o Sistema Solar porque o céu era associado a deuses na Antiguidade. E porque isso ajuda a evitar possíveis polêmicas religiosas ou políticas
Cinco planetas podem ser vistos a olho nu e são conhecidos desde a Antiguidade: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Os nomes são uma homenagem a deuses da mitologia greco-romana e atravessaram os séculos sendo chamados assim em todo o Ocidente, herdeiro cultural da Grécia e da Roma antigas. Mas, para outros povos, os planetas tinham nomes diferentes (veja abaixo). Só em 1919 a situação ficou mais organizada, com a criação da União Internacional dos Astrônomos (IAU), cujo objetivo é promover a cooperação entre astrônomos de todo o mundo e, entre outras coisas, regulamentar os nomes das novas descobertas. E há uma série de regras para isso. Por exemplo, estrelas são nomeadas com siglas (uma exceção é Cor Caroli, da constelação Cães de Caça). Planetas-anões têm nomes pronunciáveis e sem caráter comercial. Essas definições servem para evitar lambanças intergaláticas. No Sistema Solar, já teve gente que quis dar nome de rei a um planeta ou homenagear colegas astrônomos. A entidade evita isso, pois ela barra associações à política ou à religião

Sistema Solar é uma aulinha de mitologia

SOL
Na Antiguidade, muitos povos consideravam a estrela uma divindade. Os gregos o chamavam de Hélio e os egípcios, de Rá. Os romanos deram o nome definitivo, mas a razão é desconhecida.

VÊNUS
Homenageia a deusa romana do amor e da beleza. Teria esse nome pois era o que mais brilhava quando observado por astrônomos da Antiguidade. A olho nu, é claro, pois o telescópio é do século 17.

MERCÚRIO
É o planeta mais próximo do Sol e, por isso, o que dá a volta nele mais rápido. Por isso, na Grécia era chamado Hermes, o veloz mensageiro do Olimpo. O nome atual é a versão romana do deus.

MARTE
Devido à cor vermelha, tem o nome do deus romano da guerra. Os astrônomos associaram a cor ao sangue. Já os egípcios o chamavam de O Vermelho. Na Ásia, Marte era Estrela de Fogo.

TERRA
O nome tem mais de mil anos e significa "solo" mesmo. Gregos chamavam o planeta de Gaia, entidade titânica que representa a terra. Romanos a chamavam de Telo (sem acento, por favor).

SATURNO
É um dos titãs e pai de Júpiter. Como o planeta está mais longe que Júpiter em relação à Terra, acredita-se que isso tenha determinado seu nome, como uma representação de pai e filho.

JÚPITER
O maior planeta do Sistema Solar tem o nome da principal divindade romana. Para os gregos não era diferente. Júpiter chamava-se Zeus. Já os orientais o chamavam de Estrela da Madeira.

NETUNO
Quase se chamou Le Verrier, em homenagem a Urbain Le Verrier, um de seus descobridores. A comunidade astronômica não aceitou e em 1846 o nomeou em homenagem ao deus romano dos mares, devido à cor azul.

PLUTÃO
Rebaixado a planeta-anão em 2006, hoje se chama 134340 Plutão. Foi descoberto em 1930 por Clyde Tombaugh. Como fica bem longe do Sol, Plutão seria uma homenagem ao deus romano dos mortos.

URANO
Homenagem ao deus grego do céu. Seu descobridor, William Herschel, batizou-o de Georgian Sidus, em homenagem ao rei inglês Jorge III. O nome não pegou fora do Reino Unido e mudou em 1850.
Fonte:NASA

Planetas de diamante são mais preciosos do que o imaginado


A Via Láctea era pensada para ser uma galáxia repleta de planetas de diamante. Mas parece que esses mundos ricos em carbono são muito mais raros do que se imaginava – o que pode ser uma boa notícia para a vida extraterrestre. O material restante do nascimento de uma estrela se torna um disco rodopiante de detritos que podem se aglutinar e formar planetas. Assim, as estrelas que nascem com mais oxigênio do que carbono possuem poucos planetas ricos em diamante, elemento que é uma forma alotrópica do carbono. Foi o que aconteceu em nosso sistema solar, onde os átomos de oxigênio superaram os de carbono por dois a um, explicando por que os planetas terrestres são ricos em oxigênio. Estrelas nascidas com mais carbono que oxigênio, por outro lado, tendem a originar mais planetas formados por carbono.
 
 A pressão interna desses mundos compactaria o elemento, formando uma espessa camada de diamante. Em 2010, com base em observações existentes de estrelas como o Sol, Jade Carter-Bond, da Universidade de New South Wales, em Sydney, na Austrália, estima que um terço de todos os planetas rochosos sejam mundos de carbono. Agora Poul Nissen, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, analisou 33 estrelas como o Sol conhecidas por abrigar planetas. Assim como em observações anteriores, algumas pareciam ter mais carbono que oxigênio, sugerindo que elas poderiam sediar planetas de diamante. Eu fiquei muito desconfiado sobre essas altas taxas de carbono sobre o oxigênio”, diz Nissen. Então, ele fez uma análise mais detalhada dos espectros das estrelas e a comparou com a do próprio Sol.
 
 Ele descobriu que todas as 33 estrelas têm mais oxigênio do que carbono, apoiando a noção de que os planetas de diamantes são muito mais raros do que se pensava. Segundo o novo estudo, há um planeta de diamante para cada mil planetas de silicato, pelo menos na nossa parte da galáxia. Isso é uma boa notícia para os cientistas que procuram por vida fora da Terra. Planetas de carbono provavelmente são secos e sem vida, mas mundos de silicato como o nosso têm muito oxigênio e, portanto, uma melhor chance de abrigar água – um ingrediente chave para a vida como a conhecemos.

Galeria de Imagens: Fotos da Terra Vista do Espaço

Bola de Gude Azul
Esta é uma das fotos em cores reais da Terra mais detalhadas que já foram feitas. Na verdade, trata-se de uma montagem de várias imagens tiradas pelo satélite Terra (EOS SER-2), que orbita o planeta Terra a 700 km de altitude. Clique na foto para ver em alta resolução.Créditos: NASA
 
O Outro Lado da Terra
Esta também é uma montagem das imagens feitas pelo satélite Terra (EOS SER-2), só que do Oriente, onde se vê a Península Arábica ligando os continentes Africano e Asiático. Clique na foto para ver em alta resolução.Créditos: NASA

Pálido Ponto Azul
Esta famosa foto é a imagem do planeta Terra mais distante já registrada pela humanidade. Ela foi tirada pela sonda Voyager 1 a mais de 6 bilhões de quilômetros de distância em 14 de Fevereiro de 1990, quando a sonda estava além da órbita de Plutão. Os 'riscos' da imagem são reflexos do sol.Créditos: NASA/JPL
 
Península Ibérica
Foto tirada em dezembro de 2011 pelos astronautas da Expedição 30 a bordo da ISS. Nela, vê-se em primeiro plano as luzes das cidades de Portugal e Espanha, bem como algumas cidades da França e do norte da África. A linha tênue esverdeada no horizonte é resultado do choque entre a radiação ultravioleta do sol com as moléculas de gás da atmosfera (limbo terrestre). Clique na foto para ver em alta resolução.Créditos: NASA
 
Aurora Austral
Foto de uma aurora austral tirada pelo astronauta Holandês André Kuipers (@astro_andre) a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). As auroras austrais são mais difíceis de serem registradas porque ocorrem em regiões pouco habitadas do planeta Terra, como a Antártida. Clique aqui para ver um vídeo de uma aurora boreal nos céus da Lapônia.Créditos: André Kuipers/ESA/NASA/MSNBC
 
Ônibus Espacial Atlantis
Foto mostra o Atlantis acoplado à Estação Espacial Internacional (ISS) no dia 19 de julho de 2011. Esta foi a última missão dos ônibus espaciais da NASA e levou mantimentos e equipamentos para os astronautas da Expedição 28 a bordo da ISS. Clique na foto para ver em alta resolução.Créditos: NASA

O Brilho do Sol
Sol, parte da ISS e o horizonte da Terra são mostrados nesta foto tirada durante a quarta caminhada espacial da missão STS-134, em maio de 2011. A foto foi tirada com uma camera digital usando lente olho de peixe. Clique na foto para ver em alta resolução.Créditos: NASA

Brasília à Noite
Foto de Brasília à noite tirada por astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). Além da capital federal, a foto mostra Ceilândia e outras cidades satélites de Brasília. As áreas escuras são de vegetação do Cerrado. Clique na foto para ver em alta resolução.Créditos: NASA

Moscou
Foto da cidade de Moscou, capital da Rússia, tirada a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) na noite de 28 de Março de 2012. À esquerda, observa-se um dos painéis solares da ISS e, no horizonte, as luzes de uma aurora boreal. Clique para ver em alta resolução.Créditos: NASA
 
Pôr-do-Sol Visto do Espaço
Os astronautas da Expedição 27 fotografaram este pôr-do-sol sobre a América do Sul da Estação Espacial Internacional (ISS). Os astronautas da ISS visualizam, em média, 16 pores-do-sol durante um período de 24 horas. A zona de luz difusa entre o dia e a noite é vista por quem está na Terra como crepúsculo. As camadas de atmosfera da Terra, que vão do branco ao azul marinho, podem ser vistas em toda a extensão do horizonte. Clique na foto para ver em alta resolução.Créditos: NASA
Fonte: http://www.fotosdomundo.com.br

As maiores explosões do Universo

"Breve, num sistema planetário perto de você" poderia ser um slogan para as supernovas. São eventos tão cataclísmicos que mesmo de longe podem fazer grande estrago na Terra. E tem uma doidinha para explodir bem na nossa cara
Grandes estrelas têm um destino final explosivo. Quando o combustível que as alimenta se esgota e elas finalmente partem desta para uma melhor, fazem isso em grande estilo: explodindo em forma de supernova, um dos eventos mais energéticos do Universo. Esses episódios são tão poderosos que acabam ofuscando, mesmo que por um breve período, o brilho de toda a galáxia. A partir daí, já dá para imaginar o estrago provocado naquilo que dá o azar de ficar em seu caminho. Se uma coisa dessas pipocasse bem nas imediações da Terra, a violência da explosão seria capaz de destruir não só o planeta, mas provavelmente todo o Sistema Solar. Para a alegria dos terráqueos, não há registro de astros capazes de tamanha devastação aqui, nessas redondezas. Mas isso não quer dizer que a vida na Terra esteja imune às supernovas. Junto com a explosão, vem também uma enxurrada de raios gama, um tipo de radiação muito energética que pode ser fatal. Nesse quesito, nossa galáxia tem pelo menos um candidato a ir para os ares em breve: a estrela dupla Eta Carinae, um sistema grandalhão com mais de 150 vezes a massa do Sol.

Distante 7.500 anos-luz (algo em torno de 71 quatrilhões de quilômetros), Eta Carinae não fica exatamente logo ali. Mas, segundo mostram algumas simulações feitas por cientistas ligados à Nasa, isso pode não ser longe o bastante.  Por suas características, espera-se que Eta Carinae exploda como hipernova, uma espécie de supernova turbinada que irá emitir 100 vezes mais energia do que uma supernova comum. Quando isso acontecer, o brilho será tão intenso que, durante alguns dias, não haverá noite no Brasil e em todo o Hemisfério Sul. Mais preocupante do que a claridade às 3 da manhã, porém, é a intensa radiação gama que será expelida. "Qualquer planeta que estiver no caminho [direto dos raios gama] terá sua atmosfera ionizada. Isso eliminaria, por exemplo, a camada de ozônio que protege a vida na Terra da radiação ultravioleta", explica Augusto Damineli, astrofísico do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP) e grande especialista em Eta Carinae.

Além de provocar queimaduras na pele, os raios UV oriundos do Sol são particularmente nocivos ao DNA. A exposição prolongada pode causar mutações que seriam fatais aos seres vivos. Como se não bastasse, a radiação também contribui para a formação de óxido nítrico, gás que consegue refletir boa parte da luz do Sol antes que ela chegue ao solo. Ou seja: o planeta mergulharia num grande resfriamento global. A boa notícia é que esse arroto fatal de radiação ainda pode demorar muito. Dizer que uma estrela está para explodir, em termos astronômicos, significa que isso ainda pode levar bons 30 mil anos. Sem falar que a Terra tem grande chance de sair ilesa. Mas, como a Via Láctea tem 200 bilhões de estrelas, é possível que algum outro astro com potencial explosivo tenha passado desapercebido pelos cientistas.

AMEAÇA INTERESTELAR - A Terra está protegida?

Não há dúvida de que, mesmo à distância de 7. 500 anos-luz (cada ano-luz tem cerca de 9,5 trilhões de quilômetros, a distância que a luz viaja em um ano), a explosão da hipergigante binária Eta Carinae pode estragar as coisas para a vida na Terra. Para que isso aconteça, contudo, a rajada de raios gama disparada no momento do colapso precisa sair exatamente na nossa direção. "Felizmente, o eixo de rotação de Eta Carinae, por onde ela dispararia seu tiro de raios gama, está a 45 graus de nossa direção. A menos que esse eixo mude de direção, não é disso que nós vamos morrer", tranquiliza Augusto Damineli, astrônomo da USP. Apesar do bom prognóstico, o astrofísico ressalta que uma mudança repentina provocada pela interação da estrela maior com a estrela menor do sistema ainda pode acontecer. "Quanto mais tempo demorar a explosão final, mais incerta é a direção do feixe letal de raios gama", diz ele.

Fonte: Super Interessante
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