13 de mai de 2013

Saiba mais sobre a Lua

Bolas de golfe, sacos de xixi e jipes. Tudo isso está espalhado na Lua. E tem mais: oxigênio, água e um combustível precioso também estão em abundância no nosso satélite - que, aliás, garante a nossa sobrevivência aqui na Terra
Pedaços de nós

Há 4,45 bilhões de anos, um planeta do tamanho de Marte chamado Theia colidiu com a Terra, foi destruído e rompeu partes da camada mais externa do nosso planeta. Foi desses |destroços que nasceu a Lua. Ela é 95% de rocha igualzinha às que estão aqui. Foi o que descobriram os cientistas ao analisar amostras lunares.

Lar, doce lar

A Nasa comprova: há gelo nos polos lunares dentro de crateras que não pegam sol. Mas a grande descoberta é a água em estado líquido - quer dizer, moléculas de água. E também de um mineral lunar capaz de gerar oxigênio: a ilmenita, um óxido de titânio que, se exposto ao calor, libera oxigênio. E a Lua está pronta para virar nossa casa: tem água, oxigênio e combustível.

Bugigangas

Na primeira viagem à Lua, ficaram por lá uma bandeira americana, uma placa de metal, jipes, câmeras e tripés que transmitiram as imagens do solo lunar. Em 1971 foram deixadas para trás duas bolas de golfe jogadas por Alan Shepard. Também há alguns objetos dos astronautas, como roupas, botas, ferramentas e até sacos de xixi. Estima-se que eles levaram 382 quilos de pedras lunares e que essa mesma quantidade de objetos (lixo?) foi abandonada.

Fita métrica

Espelhos refletores em solo lunar foram direcionados para a Terra para medir a distância até lá: basta disparar um laser daqui e fazer um cálculo do tempo de retorno da luz. Assim se tornou possível medir a distância exata da Lua: 384 000 km. São quase 10 viagens de ida e volta ao Japão. Os espelhos, aliás, comprovam outra coisa ainda mais importante: que de fato estivemos na Lua.

Vida na terra

Saber a distância certa até a Lua fez com que os astronautas percebessem algo estranho: |todos os anos ela se afasta 3,8 cm de nós. Mas há um problema: quanto mais longe está a Lua, mais devagar a Terra gira. Em 1 milhão de anos teremos dias com 26 horas, e em 15 bilhões a Terra para. Um lado pegará fogo, e o outro congelará. Mas não se preocupe: em 1 bilhão de anos o Sol estará 10% mais quente e a Terra será um forno sem água, vida ou nem mesmo Lua.

Fonte:NASA, Amaury Augusto de Almeida, astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica, Ciências Atmosféricas da USP, Denis Zogbi, astrônomo e secretário geral do Clube de Astronomia de São Paulo

Astrônomos querem ajuda de amadores para encontrar galáxias e estrelas

Centenas de homens e mulheres ficaram ‘marcados’ na História da Humanidade por terem sido protagonistas de grandes feitos e terem realizado grandes descobertas. Isso, no entanto, não será mais privilégio de poucos. Astrônomos amadores e curiosos em astronomia agora têm a chance de descobrir a sua própria estrela anã ou quem sabe uma galáxia, e assim, também fazer parte do seleto grupo dos grandes descobridores. Pesquisadores da Universidade de Oxford estão pedindo a ajuda de astrônomos amadores para encontrar a chamada dobra espacial e estrelas anãs marrons. O projeto chamado “Space Warps” foi lançado nesta semana com o objetivo de recrutar amadores para investigar e vasculhar o universo a procura de galáxias que são tão massivas que conseguem deformar o espaço e o tempo. Essas galáxias atuam também como grandes lupas que são capazes de curvar a luz em torno delas mesmas e colocar em destaque galáxias que de tão distantes tornam-se invisíveis.
 
A investigação dessas galáxias implicaria também em uma maior compreensão do universo e de sua origem. Essas galáxias, também conhecidas como lentes gravitacionais, são elementos cósmicos muito raros, mas que podem ajudar a entender de que forma as galáxias permanecem ligadas e aglomeradas, além de compreender a origem e o funcionamento da matéria escura. Embora muitos estudos já tivessem sido feitos em relação à matéria escura, ela é ainda objeto de mistério no meio astronômico. De acordo com os pesquisadores, qualquer pessoa pode participar do projeto, basta se inscrever através do site www.spacewarps.org, onde irá passar por um curto tutorial, e em seguida poderá começar a vasculhar o universo através de imagens fornecidas pelo CFHT (sigla para Telescópio Canadá-França-Havaí).
 
A tarefa não é nada fácil, e para que o projeto consiga manter os seus voluntários, os pesquisadores incluíram algumas lentes gravitacionais simuladas em meio às imagens para que as pessoas se animem e continuem procurando. No entanto, vale ressaltar, que as chances de encontrar uma lente gravitacional verdadeira são muito pequenas. A proporção é em torno de uma em cada mil galáxias. Embora os pesquisadores utilizem modernos computadores e programas sofisticados para procurar por essas galáxias, eles acreditam que os seres humanos são mais eficazes para reconhecer possíveis padrões e detectar imagens que possam conter alguma anomalia incomum. Até agora, aproximadamente 400 objetos foram identificados, e estima-se que milhares podem ser detectados. "Mesmo que os visitantes só passem alguns minutos do dia olhando cerca de 40 ou mais imagens, ainda assim é muito útil para a nossa pesquisa, que só precisa de um punhado de pessoas, para detectar algo em uma imagem para nos dizer o que vale a pena investigar", disse AprajitaVerma, um dos principais do projeto ao MailOnLine.
Fonte: Jornal Ciência

Estrelas poluídas com detritos planetários

© STScI (região do aglomerado estelar Hyades)
O telescópio espacial Hubble encontrou sinais de planetas parecidos com a Terra em um lugar improvável: a atmosfera de um par de estrelas que estão morrendo num aglomerado estelar próximo. As estrelas são anãs brancas que estão poluídas por detritos de objetos parecidos com asteroides que estão caindo em direção a elas. Essa descoberta sugere que planetas rochosos se formam em aglomerados, dizem os pesquisadores. As estrelas residem a 150 anos-luz de distância da Terra no aglomerado estelar das Hyades, na constelação de Taurus, o Touro. O aglomerado é relativamente jovem, com somente 625 milhões de anos de existência. Os astrônomos acreditam que todas as estrelas se formaram em aglomerados. Contudo a busca por planetas nesses aglomerados não trouxe resultado esperado; dos aproximadamente 800 exoplanetas conhecidos somente quatro são conhecidos orbitando estrelas em aglomerados.
 
Essa escassez pode ser devido à natureza dos aglomerados de estrelas, que são jovens e ativos, produzindo labaredas estelares e outras explosões que podem tornar difícil o estudo delas em detalhe. Um novo estudo liderado por Jay Farihi da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, observou por sua vez estrelas moribundas em aglomerados atrás de planetas em formação. As observações espectroscópicas do Hubble identificaram silício na atmosfera de duas anãs brancas, o silício é um dos principais ingredientes que constituem os planetas rochosos como a Terra e outros planetas terrestres no Sistema Solar. Esse silício pode ter vindo de asteroides que foram atraídos pela gravidade das anãs brancas quando eles passaram bem perto das estrelas. Os detritos rochosos provavelmente formaram um anel ao redor das estrelas mortas, colapsando o material em direção a elas.
 
Os detritos detectados circulando as anãs brancas sugerem que os planetas terrestres se formaram quando essas estrelas nasceram. Depois das estrelas terem se colapsado para formar anãs brancas, o gás restante de planetas gigantes pode ter unido gravitacionalmente os membros restantes de qualquer asteroide deixado para trás e colocado numa órbita ao redor da estrela. “Nós identificamos evidências químicas dos blocos fundamentais dos planetas rochosos”, disse Farihi. “Quando essas estrelas nasceram, elas geraram planetas , e existe uma boa chance que elas atualmente retenham alguns deles. Os sinais dos detritos rochosos que nós estamos vendo são evidências disso, isso é no mínimo tão rochoso quanto os corpos terrestres primitivos no nosso Sistema Solar”.
 
Além de encontrar silício nas atmosfera das estrelas das Hyades, o Hubble também detectou baixos níveis de carbono. Esse é outro sinal da natureza rochosa dos detritos, já que os astrônomos sabem que os níveis de carbono devem ser bem baixo em material rochoso como a Terra. Encontrar essa assinatura química apagada necessitou o uso do poderoso Cosmic Origins Spectrograph (COS) do Hubble, já que as marcas do carbono podem se detetadas somente na luz ultravioleta, que não pode ser observada pelos telescópios baseados na Terra. Por intermédio da razão silício-carbono identificada em exoplanetas é possível inferir que esse material é basicamente semelhante ao material da Terra.
 
Esse novo estudo sugere que asteroides com menos de 160 quilômetros de diâmetro foram gravitacionalmente partidos pela intensa força de maré das anãs brancas, antes eventualmente de caírem em direção às estrelas mortas. A equipe planeja analisar mais estrelas anãs brancas usando a mesma técnica para identificar não somente composição rochosa, mas também para analisar os corpos gerados. Com o poderoso espectrógrafo ultravioleta COS do Hubble e com os telescópios terrestres que estão para surgir com 30 e 40 metros de diâmetro, será possível obter mais dados desta história.

A lupa do espaço-tempo

ESA / Hubble & NASA. Agradecimento: N. Rosa
Essa imagem do Telescópio Espacial Hubble mostra o aglomerado de galáxias conhecido como Abell S1077. Aglomerados de galáxias são grandes agrupamentos de galáxias, cada uma delas formadas por milhões de estrelas. Eles são as maiores estruturas existentes no universo conectados pela sua gravidade. A quantidade de matéria condensada nesses agrupamentos é tão alta que sua gravidade é suficiente para contorcer a fábrica do espaço-tempo, distorcendo a passagem da luz quando ela viaja através do aglomerado. Em alguns casos esse fenômeno produz um efeito parecido com o de uma lente de aumento, permitindo que possamos ver objetos que são alinhados atrás do aglomerado e que outrora não eram identificados da Terra. Nessa imagem, podemos ver listras esticadas atrás do aglomerado como se fossem arranhões na lente, mas que são de fato, galáxias que tiveram sua luz altamente distorcida pelo campo gravitacional do aglomerado. Os astrônomos usam ferramentas como o Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA e os efeitos da lente gravitacional para espiar cada vez mais longe no espaço e mais no passado no tempo, observando assim objetos mais distantes localizados no início do universo. Um desses registros é a MACS0647-JD, uma galáxia que foi observada pelo Hubble e pelo Telescópio Espacial Spitzer com a ajuda de uma lente gravitacional do aglomerado de galáxias MACS J0647.7+7015. A luz dessa galáxia levou 13.3 bilhões de anos para chegar até nós aqui na Terra. A imagem acima é baseada em parte do dado trabalhado por Nick Rose na competição de processamento de imagens astronômicas Hubble’s Hidden Treasures.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1319a/

O Eclipse Parcial do Sol e o Trânsito de Um Avião

Crédito de imagem e direitos autorais: Phillip Calais

Só haviam se passado oito minutos depois do Sol ter nascido, na semana passada, e já existiam quatro coisas em frente ao Astro Rei. A maior e mais notável delas era a Lua, que obscurecia uma boa parte do limbo inferior do Sol enquanto se movia através de seu disco, como visto desde Fremantle, na Austrália. Esse é um tipo de imagem esperada de ser observada durante um eclipse parcial do Sol, um eclipse que deixa a Luz do Sol passar ao redor de todos os lados da Lua para alguns locais na Terra. Outra coisa que aparecia na frente do disco do Sol era uma faixa de nuvens que dividia o Sol horizontalmente enquanto mostrava interessantes estruturas internas verticalmente. A terceira entidade que pode ser considerada como estando na frente do Sol é a própria atmosfera da Terra, que apaga o Sol de seu brilho de altitude mais alta enquanto que as flutuações de densidade fazem com que as bordas do Sol apareçam mais brilhantes. Embora mais perto do fotógrafo, o último objeto a ocultar o Sol era um avião. Muito possivelmente os passageiros a bordo dessa aeronave contemplaram uma visão pouco comum através das janelas voltadas para o lado leste.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130513.html
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...