15 de mai de 2013

Grande telescópio mexicano inicia observação do universo

O Grande Telescópio Milimétrico está situado a 4.600 metros de altitude, no topo do vulcão Sierra Negra, e conta com a maior antena parabólica do mundo
O Grande Telescópio Milimétrico sobre o vulcão Sierra Negra, no estado mexicano de Puebla
 
 O Grande Telescópio Milimétrico, o projeto de pesquisa científica mais ambicioso do México, iniciou seus trabalhos de observação científica 17 anos após o começo de sua construção, informou nesta terça-feira o Instituto Nacional de Astrofísica Ótica e Eletrônica (INAOE). "Fizemos as primeiras observações possíveis de duas galáxias paralelas. O próximo passo é analisar estas imagens e com isto gerar conhecimentos valiosos para o mundo", explicou Miguel Chávez, diretor científico do telescópio. O Grande Telescópio está situado a 4.600 metros de altitude, no topo do vulcão Sierra Negra, estado de Puebla (centro), e conta com uma antena parabólica de 50 metros de diâmetro, a maior do mundo, segundo o INAOE. O projeto começou em 1996 e exigiu, no total, um investimento de 180 milhões de dólares, com a universidade de Massachusetts contribuindo com 60 milhões. "O início da operação científica representa um ato único no México, pois a comunidade astronômica do nosso país se encontra fazendo história e ingressando em um grupo seleto da astronomia mundial", disse David Hughes, diretor do projeto do Grande Telescópio. Para esta primeira etapa de observação, foram escolhidos 11 projetos de um total de 34 propostas envolvendo mais de 150 pesquisadores - nacionais e internacionais - interessados em desenvolver trabalhos no Grande Telescópio.
Fonte:Exame.com

Que Tamanho Pode Ter Uma Mancha Solar?

 
Como todo mundo pôde acompanhar hoje, o Sol está nervoso, foram três flares de classe X em 24 horas. Essas flares normalmente se originam em regiões ativas do Sol, ou em manchas solares. Mas alguém aí sabe que tamanho pode ter uma mancha solar? Bem, a imagem acima mostra regiões de mancha solares comparadas com o tamanho da Terra e de Júpiter, com a intenção de demonstrar o tamanho enorme dessas feições no nosso Astro Rei. As manchas solares, são regiões onde os campos magnéticos internos do Sol se erguem através das camadas da superfície, impedindo a convecção fazendo com que essas regiões fiquem frias e opticamente escuras.

Elas normalmente ocorrem aos pares ou em aglomerados, com manchas individuais correspondendo as terminações polares opostas das linhas magnéticas. A imagem na esquerda foi adquirida pelo satélite Solar Dynamics Observatory da NASA em 11 de Maio de 2012, e mostra a chamada Região Ativa 11476. Já a imagem da direita é cortesia do Carnegie Institution de Washington, e mostra a maior mancha solar já registrada em filme, a AR 14886. Essa mancha solar tinha aproximadamente o tamanho do planeta Júpiter, 142984 km!! “As maiores manchas solares tendem a ocorrer depois do máximo da atividade do Sol e as maiores manchas solares tendem a durar mais também escreveu o cientista de projeto do SDO, Dean Pesnell no blog do SDO.
 
“A medida que caminhamos para o máximo da atividade solar podemos esperar que o SDO irá observar uma grande quantidade de manchas”. As manchas solares estão associadas com as flares solares e com as CMEs, que podem enviar tempestades solares em nossa direção e que dependendo da intensidade podem afetar nossas operações de satélites e impactar a comunicação eletrônica na Terra. Mais uma vez, à medida que caminhamos para o máximo de atividade solar, devemos nos manter atentos e por isso o SDO será muito importante para monitorar a atividade do Sol.
 

Planeta de Einstein é encontrado a 2 mil anos-luz da Terra

Método baseado na teoria especial da relatividade de Einstein auxiliou cientistas na descoberta de um exoplaneta. Kepler 76-b tem diâmetro 25% maior que Júpiter
Ilustração mostra o recém-descoberto "Planeta de Einstein": Kepler 76-b foi encontrado graças a um novo método baseado em teorias do físico alemão
 
 Publicada há mais de um século, a teoria especial da relatividade de Albert Einstein foi a responsável pela descoberta de um novo planeta nesta semana. Batizado informalmente de Planeta de Einstein, o Kepler 76-b está fora do nosso sistema solar, a cerca de 2 mil anos-luz da Terra, na constelação Cisne. Kepler 76-b tem diâmetro 25% maior e pesa até duas vezes mais que Júpiter. Sua descoberta foi realizada por astrônomos e físicos da Universidade de Harvard (Estados Unidos) e da Universidade de Tel Aviv (Israel) que, pela primeira vez, empregaram a teoria do cientista alemão para descobrir novos corpos celestes. De acordo com a equipe, o método no qual a teoria foi aplicada tem como objetivo investigar três pequenos efeitos que acontecem simultaneamente. O primeiro deles é o que faz com que a estrela brilhe e escureça enquanto um planeta se movimenta na sua órbita. O segundo diz respeito às ondas de gravidade geradas pelo planeta em movimento e que altera a estrela em um formato similar ao de uma bola de futebol americano.
 
Esta distorção aumenta sua área visível e faz com que pareça ainda mais brilhante. O terceiro é o reflexo da luz emitida pela estrela no próprio planeta. Segundo a Universidade de Tel Aviv, por serem sutis, as variações causadas por cada um destes três efeitos foram detectadas por missões espaciais. O satélite Kepler, da NASA, e a agência espacial europeia coletaram dados de mais de 100 mil estrelas até que o Planeta de Einstein fosse finalmente encontrado. A descoberta mostrou a efetividade do método baseado na teoria de Einstein e parece ter surpreendido os cientistas envolvidos. “Buscamos por estes efeitos ao longo de dois anos e finalmente encontramos um planeta!”, comemorou o professor israelense Tsevi Mazeh. O objetivo daqui pra frente, explicou a equipe, é aproveitar os dados providos pelas missões para encontrar outros exoplanetas.
Fonte: Exame.com

Há 50 anos, americano pegou no sono e fez história no espaço

Gordon Cooper fez último voo do programa Mercury e caiu no sono por não ter nada para fazer
Gordon Cooper foi primeiro americano a dormir no espaço Foto: Nasa / Divulgação
 
Há exatos 50 anos, o astronauta Gordon Cooper, apelidado de "Gordo", fez o histórico voo final do programa Mercury. O navegador das estrelas passou mais de um dia em órbita - mais do que todos os cinco lançamentos anteriores do programa juntos - e foi o primeiro americano a dormir no espaço. O Mercury foi um programa que ocorreu entre 1958 e 1963 e o primeiro dos Estados Unidos a mandar astronautas ao espaço. Participaram nomes famosos, como Alan Shepard (primeiro americano no espaço, em um voo suborbital) e John Glenn (primeiro a fazer uma órbita). Shepard ainda seria um dos homens na Lua. O lançamento de Cooper ocorreu em 15 de maio de 1963. Na ponta de um foguete Atlas, ficava a cápsula Faith 7, que levava Cooper e seu traje - que não era nada mais do que uma roupa de pilotos de jato para grandes altitudes modificada para uso no espaço.
 
O objetivo da missão, entre outros, era avaliar os efeitos de uma longa estadia do homem no espaço. Para isso, ele permaneceu um dia, 10 horas, 19 minutos e 49 segundos em órbita. Foram 22 voltas e meia ao redor do planeta. Após tanto tempo na minúscula cápsula, as leituras dos sinais vitais de Gordo mudaram. Os técnicos em solo descobriram que, de tanto tédio devido à longa espera e pela falta do que fazer, ele acabou por dormir. Na 19ª órbita, o sistema de controle automático da nave começou a falhar. O resultado foi um efeito cascata de problemas em outros sistemas elétricos. Cooper foi forçado a mais um pioneirismo: a primeira reentrada manual da história do programa espacial americano. 
 
 Com instruções de solo, o astronauta conseguiu alinhar perfeitamente a nave e parou a menos de dois quilômetros do ponto previsto e pouco mais de seis quilômetros do veículo que ia transportá-lo. Cooper nasceu em 6 de março de 1927 em Shawnee, Oklahoma. Foi piloto da Força Aérea dos Estados Unidos e fez mais de 7 mil horas de voo, sendo 4 mil em jatos. Na Nasa, além do Mercury, foi ao espaço pelo programa Gemini. Ele passou 222 horas fora do planeta. Estava previsto que fosse à Lua na Apollo 13, mas em seu lugar foram Alan Shepard e Deke Slayton. Apesar dos protestos furiosos de Cooper, a decisão foi mantida. Como resultado, ele deixou a Nasa e o serviço militar em 1970. 
 
Passou por diversas organizações, que iam de empresas de peças de carro até o cargo de vice-presidente uma companhia de pesquisa e desenvolvimento da Disney. Gordo demonstrou grande interesse em óvnis. Ele chegou a falar na ONU contra o que considerava um encobrimento do governo americano. Negou ter visto objetos não identificados no espaço, mas disse ter perseguido um óvni metálico durante um voo pela Força Aérea na Europa. Cooper morreu de causas naturais em sua casa em Ventura, Califórnia, em 4 de outubro de 2004. Com informações da Nasa e do jornal britânico The Independent.
Fonte:Terra

A Remanescente de Supernova de Kepler em Raios-X

Créditos da Imagem: X-ray: NASA/CXC/NCSU/M. Burkey et al. Optical: DSS

O que causa essa confusão? Algum tipo de estrela que explodiu para criar essa nebulosa de forma incomum conhecida como remanescente de supernova de Kepler, mas que tipo? A luz de uma explosão estelar que criou essa nuvem cósmica energizada foi vista pela primeira vez no no nosso planeta em Outubro de 1604, a meros 400 anos atrás. A supernova produziu uma brilhante nova estrela nos céus da Terra, no início do século 17 dentro da constelação de Ophiuchus. Ela foi estudada pelo astrônomo Johannes Kepler e por seus contemporâneos , sem o benefício do telescópio, enquanto eles buscavam por uma explicação para a sua aparição nos céus. Armados com um moderno entendimento da evolução estelar, os astrônomos do início do século 21 continuam a explorar a nuvem de detritos em expansão, mas podem agora usar telescópios em órbita para pesquisar a remanescente de supernova de Kepler, ou SNR, do inglês, através de todo o espectro. Recentes dados de raios-X e imagens da remanescente de supernova de Kepler obtidos pelo Observatório de Raios-X Chandra, têm mostrado abundâncias de elementos típicos de uma supernova do Tipo Ia e análises mais profundas, indicam que a progenitora foi uma estrela do tipo anã branca que explodiu quando estava roubando muito material de sua estrela companheira, uma estrela do tipo Gigante Vermelha excedendo assim o chamado limite de Chandrasekar. Localizada a aproximadamente 13000 anos-luz de distância da Terra a supernova de Kepler representa a explosão estelar mais recente que ocorreu dentro da Via Láctea.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130515.html

A flamejante fita escondida de Orion

A imagem mostra apenas uma parte do complexo maior conhecido como Nuvem Molecular de Órion, na constelação de Órion Foto: ESO / Divulgação
 
Esta nova imagem das nuvens cósmicas na constelação de Orion revela o que parece ser uma fita flamejante no céu. O brilho laranja representa a radiação ténue emitida pelos grãos de poeira fria interestelar, a comprimentos de onda longos demais para poderem ser vistos com o olho humano. Esta imagem foi obtida pelo Atacama Pathfinder Experiment (APEX), operado pelo ESO no Chile. As nuvens de gás e poeira interestelar são a matéria prima a partir da qual as estrelas se formam. No entanto, estes minúsculos grãos de poeira bloqueiam a nossa visão, não nos permitindo observar para lá das nuvens - pelo menos nos comprimentos de onda ópticos - o que dificulta a observação dos processos de formação estelar.

Esta é a razão pela qual os astrónomos usam instrumentos que são capazes de “ver” a outros comprimentos de onda. Na região do submilímetro, em vez de bloquear a radiação, os grãos de poeira brilham devido às suas temperaturas de algumas dezenas de graus acima do zero absoluto.
O telescópio APEX com a sua câmara LABOCA, a trabalhar nos comprimentos de onda do submilímetro, situado a uma altitude de 5000 metros acima do nível do mar, no planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos, é a ferramenta ideal para este tipo de observação. Esta imagem espectacular mostra apenas uma parte dum complexo maior conhecido como a Nuvem Molecular de Orion, na constelação de Orion. Esta região, que apresenta uma mistura de nebulosas brilhantes, estrelas quentes jovens e nuvens de poeira fria, tem uma dimensão de centenas de anos-luz e situa-se a cerca de 1350 anos-luz de distância da Terra. 

O brilho emitido pelas nuvens de poeira fria nos comprimentos de onda do submilímetro está marcado a laranja na imagem e encontra-se sobreposto a uma imagem da região obtida na luz visível mais familiar. A enorme nuvem brilhante que se vê na imagem, em cima e à direita, é a bem conhecida Nebulosa de Orion, também chamada Messier 42. Pode ser vista a olho nu, aparecendo como a ligeiramente tremida “estrela” do meio na espada de Orion. A Nebulosa de Orion é a região mais brilhante de uma enorme maternidade estelar onde novas estrelas se estão a formar, sendo também o local mais perto da Terra onde se formam estrelas de grande massa.

As nuvens de poeira formam bonitos filamentos, lençóis e bolhas, como resultado de processos que incluem colapso gravitacional e efeitos de ventos estelares. Estes ventos são correntes de gás ejectado pelas atmosferas estelares, e são suficientemente poderosos para esculpir as nuvens circundantes nas formas convolutas que aqui se podem observar. Os astrónomos utilizaram estes e outros dados do APEX, assim como imagens do Observatório Espacial Herschel da ESA, para procurar protoestrelas na região de Orion - uma fase inicial da formação estelar. Até agora conseguiram-se identificar 15 objetos que são muito mais brilhantes nos comprimentos de onda longos do que nos curtos. Estes raros objetos recém descobertos estão provavelmente entre as protoestrelas mais jovens encontradas até agora, o que ajuda os astrónomos a aproximarem-se mais do momento em que uma estrela se começa a formar.

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