23 de mai de 2013

2178 Esse é o ano em que Plutão vai completar sua órbita ao redor do Sol

Imagem do Hubble de Plutão e das suas luas, Caronte, Nix e Hydra. Crédito da imagem: NASA, ESA, H. Weaver (JHU / APL), A. Stern (SwRI), eo HST
 
Plutão pode não ser mais considerado propriamente um planeta, mas a curiosidade astronômica sobre ele permanece. Desde quando foi descoberto, em fevereiro de 1930, Plutão ainda não completou uma volta completa em torno do Sol e, pelo cálculo de sua rota, só vai terminar o primeiro ciclo no ano 2178. Plutão tem uma órbita elíptica e a sua distância em relação ao Sol varia de 4,4 a 7,4 bilhões de quilômetros. Isso faz com que o planeta anão leve 248 anos para circular todo o Sol. Em comparação, a Terra está a uma distância de apenas 150 milhões de quilômetros da estrela; e Netuno, o oitavo planeta do nosso sistema, leva quase 165 anos para realizar uma órbita ao redor do Astro Rei. Plutão foi considerado o nono planeta do Sistema Solar até 2006, quando foi rebaixado para a categoria de planeta anão.
 
A descoberta de outros corpos celestes na região do Cinturão de Kuiper, com características semelhantes de massa e densidade, fez com que a classificação de Plutão fosse revista. O Cinturão de Kuiper, área que se estende a partir da órbita de Netuno no sistema solar, contém uma grande quantidade de objetos celestes, em geral formações de rocha e gelo, remanescentes da nebulosa protossolar que deu origem aos planetas. Apesar de ter gravidade e possuir uma rota definida ao redor do Sol, Plutão, assim como os outros planetas anões dessa região, não possui uma órbita desimpedida. E Plutão não é nem o maior astro do Cinturão de Kuiper; o planeta anão Éris, descoberto em 2005, de cerca de 2.500 quilômetros de diâmetro, é ligeiramente maior e mais denso do que Plutão.
Fonte: http://www.universetoday.com
 
 

Asteroide com quase três quilômetros se aproximará da Terra no final do mês

Embora não ofereça riscos ao planeta ou à Lua, a aproximação do objeto traz uma rara oportunidade de estudo para os astrônomos.
A órbita do asteróide 1998 QE2. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech
Um asteroide com 2,7 quilômetros de extensão deve se aproximar da órbita da Terra no dia 31 de maio. De acordo com a NASA, o corpo não oferece qualquer risco para a Terra ou para a Lua, já que passará a uma distância de 5,7 milhões de quilômetros da superfície terrestre. Entretanto, o 1998 QE2 (nome baseado na época em que foi descoberto) terá a sua aproximação recorde na ocasião, algo que não deve se repetir em 200 anos. Isso trará uma oportunidade importante para que os astrônomos possam estudar o corpo celeste. Sempre que um asteroide se aproxima tanto, há uma oportunidade científica única para estudá-lo em detalhes, incluindo o seu tamamanho, forma, rotação, características da superfície e o que ele pode nos dizer sobre a sua origem”, afirmou o astrônomo do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, Lance Benner, em comunicado oficial. Benner reforça que os dados levantados durante as observações podem servir para instrumentalizar a previsão de  ocorrências potencialmente catastróficas — como o meteorito que despencou sobre a Rússia no início deste ano. Ao amadores, entretanto, fica o lembrete: o 1998 QE2 não poderá ser visto a olho nu — de maneira que o negócio é esperar pelos registros da NASA.

Planck revela um universo quase perfeito

Novo mapa produzido pelo telescópio espacial Planck desafia o pensamento atual sobre a idade e expansão do universo.
Radiação cósmica de fundo visto pelo Planck
Por mais estranho que pareça, a imagem acima é um mapa e ele revela como se distribuem as micro-ondas cósmicas que foram liberadas pelo Big Bang durante a criação do nosso universo, algo que também é conhecido como radiação de fundo. Produzida com a ajuda do telescópio espacial Planck, essa é a representação gráfica das luzes mais antigas do universo, que existem desde que ele tinha "apenas" 380 mil anos. Com a ajuda desse estudo, cientistas trouxeram novos dados ao conhecimento geral sobre o assunto. De acordo com um artigo publicado pelo jornal The Washington Post, uma das novidades fornecidas pelo mapa diz respeito à idade do universo: se antes pensávamos que ele possuía 13,81 bilhões de anos, os dados coletados pelo Planck indicam que ele é bem mais velhinho, com cerca de 80 milhões de anos a mais.
 
Além disso, o equipamento também coletou dados que atestam que o universo está se expandindo de maneira um pouco mais lenta do que imaginávamos, além de ter menos matéria escura do que esperávamos e possuir bem mais matéria comum do que aceito pela Ciência. Entretanto, os pesquisadores dizem que essas variações são insignificantes, já que os números costumam ser grandes demais. O telescópio Planck foi enviado ao espaço em 2009 e passou mais de 15 meses coletando dados necessários para a elaboração desse mapa. As atividades do Planck devem ser encerradas no fim deste ano, quando ele ficará sem o fluido responsável pelo resfriamento do equipamento.
Fonte: Esa

Quer saber o que você veria se pudesse ultrapassar a velocidade da luz?

Estudantes de Física afirmam que o que vemos nos filmes de ficção não seria observado na realidade.

Se você é fã de séries de ficção científica como “Star Trek” e “Star Wars”, deve ter visto mais de uma vez os personagens ultrapassando a velocidade da luz com suas incríveis espaçonaves. Mas será que o que é retratado nos filmes — algo semelhante ao que você pode ver na imagem acima — também seria visto na vida real? Um grupo de estudantes de Física da Universidade de Leicester, na Inglaterra, decidiu aplicar a Teoria da Relatividade de Einstein para descobrir se o que os filmes mostram também seria visível caso fosse possível viajar a velocidades superiores à velocidade da luz. E não é que eles descobriram que o cinema vem nos enganando todo esse tempo?
 
 Millenium Falcon
Segundo os estudantes, se tomarmos a Millenium Falcon como exemplo, a tripulação não veria linhas brilhantes formadas pelas estrelas ao ultrapassar a velocidade da luz, mas sim um brilhante disco luminoso. O disco seria causado devido ao Efeito Doppler, que é uma característica observada em ondas emitidas ou refletidas por fontes em movimento com relação ao observador. Assim, levando em consideração o ponto de vista dos viajantes da nave, o disco luminoso seria formado devido ao movimento da luz visível emitida pelas estrelas — que é uma fonte de radiação eletromagnética — em direção aos tripulantes. Em outras palavras, o efeito observado indica uma diminuição no comprimento de onda da luz emitida, que sairia do espectro visível e entraria no espectro dos raios X. Confira a representação do disco luminoso abaixo:
 
Ao mesmo tempo, a radiação cósmica de fundo, que é um tipo de radiação térmica espalhada de maneira uniforme pelo Universo, entraria no espectro visível da luz, formando o tal disco luminoso que seria visto pelos tripulantes da nave. Ainda de acordo com os estudantes, se esse tipo de viagem realmente fosse possível, seria aconselhável o uso de óculos de sol bem potentes, além de algum tipo de sistema antirradiação na nave para proteger os viajantes. Outro problema que a hipotética Millenium Falcon enfrentaria seria uma enorme pressão provocada pelo intenso bombardeio dos raios X, que exerceria uma força no sentido contrário ao do movimento da nave, podendo reduzir a sua velocidade. Agora cabe saber se, depois de tantas considerações teóricas, o pessoal de Hollywood vai passar a adotar o borrão luminoso no lugar dos belos traços formados pelas estrelas no novo Star Wars que deve vir por aí.
Créditos: Mega Curioso

Messier 109

Créditos e direitos autorais : Bob Franke

A bela galáxia espiral barrada M109, a centésima nona entrada no famoso catálogo de Charles Messier de objectos brilhantes que inclui nebulosas e aglomerados estelares, pode ser encontrada logo abaixo da concha do asterismo da Big Dipper na constelação do céu do norte da Ursa Major. Em imagines telescópicas, sua impressionante barra central dá à galáxia a aparência da tetra grega θ, um símbolo matemático comum usado para representar ângulos. Logicamente que a M109 se espalha por um ângulo muito pequeno no céu do planeta Terra, aproximadamente 7 arcos de minutos, ou 0.12 graus. Mas esse pequeno ângulo, corresponde na verdade a um enorme objeto com 120000 anos-luz de diâmetro na distância estimada para a galáxia de 60 milhões de anos-luz. O membro mais brilhante do agora reconhecido Aglomerado de Galáxias Ursa Major, a M109, também apelidada de NGC 3992 é acompanhada por três brilhantes estrelas em primeiro plano no frame reproduzido acima. As três pequenas e difusas galáxias azuladas também observadas na cena, identificadas da esquerda para a direita como a UGC 6969, a UGC 6940 e a UGC 6923 são possivelmente galáxias satélites da grande M109.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130523.html

O Very Large Telescope do ESO celebra 15 anos de sucesso

Com esta nova imagem de uma bonita maternidade estelar, o ESO celebra o 15º aniversário do Very Large Telescope - o instrumento óptico mais avançado do mundo.
Esta intrigante imagem nova da maternidade estelar IC 2944, está a ser lançada para celebrar um marco importante: os 15 anos do Very Large Telescope do ESO. A imagem mostra igualmente um grupo de espessas nuvens de poeira, conhecidas como glóbulos de Thackeray, que se podem ver contrastando com o gás da nebulosa, que brilha num tom cor de rosa pálido. Estes glóbulos encontram-se sob intenso bombardeamento proveniente da radiação ultravioleta emitida por estrelas quentes jovens próximas, estando por isso a ser dilapidados e fragmentados, um pouco como pedaços de manteiga que se deitam numa frigideira quente. É muito provável que os Glóbulos de Thackeray sejam destruídos antes de conseguirem colapsar e formar novas estrelas. Créditos: ESO
 
Esta imagem mostra densos nodos de poeira destacados sobre o fundo rosa da nuvem de gás brilhante conhecida pelo astrónomos como IC 2944. Estes glóbulos opacos parecem pingos de tinta a flutuar num cocktail de morango, com formas extravagantes esculpidas pela intensa radiação emitida pelas brilhantes estrelas jovens da vizinhança. Esta nova imagem celebra um importante aniversário para o Very Large Telescope - passaram 15 anos desde a primeira luz do primeiro dos quatro telescópios principais do VLT, a 25 de maio de 1998. Desde então os quatro pequenos telescópios auxiliares que fazem parte do Interferómetro do VLT (VLTI) juntaram-se aos quatro telescópios gigantes originais. O VLT é uma das infraestruturas astronómicas terrestres mais poderosas e produtivas que existem.
 
Em 2012 foram publicados mais de 600 artigos científicos com júri de leitura, baseados em dados obtidos com o VLT e o VLTI. As nuvens de gás e poeira interestelares são as maternidades onde novas estrelas se formam e crescem. Esta nova imagem mostra uma delas, a IC 2944, que nos aparece como o fundo brilhante cor de rosa [1]. Esta é a imagem mais nítida de sempre obtida para este objeto a partir do solo [2]. A nuvem situa-se a cerca de 6500 anos-luz de distância, na constelação do Centauro. Podemos encontrar nesta zona do céu muitas outras nebulosas semelhantes, que são exaustivamente observadas pelos astrónomos no intuito de estudar os mecanismos que regem a formação estelar.

As nebulosas de emissão, como a IC 2944, são compostas essencialmente por hidrogénio gasoso, que brilha com um distinto tom avermelhado, devido à intensa radiação emitida por muitas estrelas brilhantes recém nascidas. Podemos observar de forma proeminente, sob o fundo brilhante, misteriosos nodos escuros de poeira opaca, nuvens frias conhecidas por glóbulos de Bok. Os objetos foram baptizados em homenagem ao astrónomo holandês/americano Bart Bok que, nos anos 1940, foi o primeiro a pensar que nestes locais poderia ocorrer formação estelar. Estes, em particular, são chamados Glóbulos de Thackeray
[3].

Os glóbulos de Bok maiores, situados em regiões mais calmas, colapsam normalmente para formar novas estrelas, mas os da imagem encontram-se sob intenso bombardeamento proveniente da radiação ultravioleta emitida por estrelas quentes jovens próximas, estando por isso a ser dilapidados e fragmentados, um pouco como pedaços de manteiga que se deitam numa frigideira quente. É muito provável que os Glóbulos de Thackeray sejam destruídos antes de conseguirem colapsar e formar estrelas.

Os glóbulos de Bok não são fáceis de estudar. Uma vez que são opacos à radiação visível, os astrónomos têm dificuldade em observar o seu funcionamento interno e por isso são necessárias outras ferramentas para revelar os seus segredos - nomeadamente observações no infravermelho ou no submilímetro, onde as nuvens de poeira, com uma temperatura de apenas alguns graus acima do zero absoluto, brilham. Estudos efectuados aos glóbulos de Thackeray nestes comprimentos de onda confirmaram, efectivamente, que não está a ocorrer formação estelar no seu interior.

Esta região do céu foi igualmente observada no passado pelo
Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. Esta nova imagem obtida pelo instrumento FORS, montado no Very Large Telescope do ESO, no Observatório do Paranal, no norte do Chile [4], cobre uma região do céu maior que a coberta pelo Hubble, mostrando-nos por isso uma paisagem de formação estelar mais alargada.
 
Notas
[1] A nebulosa IC 2944 está associada ao brilhante enxame estelar IC 2948, sendo que ambos os nomes estão algumas vezes associados à região total. Muitas das estrelas brilhantes do enxame aparecem na imagem.

[2] O seeing da imagem azul nesta composição a cores foi melhor que 0,5 segundos de arco, um valor excepcionalmente bom para um telescópio a operar no solo.
 
[3] Estes glóbulos foram descobertos a partir da África do Sul pelo astrónomo inglês David Thackeray, em 1950.

[4] Esta imagem foi obtida no âmbito do programa Jóias Cósmicas do ESO, uma iniciativa no âmbito da divulgação científica, que visa obter imagens de objetos interessantes, intrigantes ou visualmente atrativos, utilizando os telescópios do ESO, para efeitos de educação e divulgação científica. O programa utiliza tempo de telescópio que não pode ser usado para observações científicas. Todos os dados obtidos podem ter igualmente interesse científico e são por isso postos à disposição dos astrónomos através do arquivo científico do ESO.
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