27 de mai de 2013

O segredo de M32

M32 ou NGC 221 é uma das galáxias satélites da nossa enorme vizinha Andrômeda. Podemos classificá-la como uma galáxia elíptica e também como uma galáxia anã. Elíptica, por conter, uma forma esférica ou elipsoidal, e por não parecer um espiral como, por exemplo, a Galáxia do Cata-Vento. E anã por ser pequena comparada à grande maioria. Na sua parte mais longa possui 8 mil anos-luz. Muito pouco comparado aos 220 mil anos-luz da Andrômeda. Apesar de pequena, M32 é uma galáxia bem densa. A grande maioria das suas estrelas são gigantes vermelhas e amarelas. Estrelas de pouca massa e de temperaturas relativamente baixas. A falta de gás na galáxia impede a formação de estrelas novas e massivas. Isso acontece em quase todas as galáxias satélites. As gigantes galáxias que elas orbitam roubam o gás dessas galáxias impedindo-as de formarem regiões de maternidades.
 
Mas há indícios de uma explosão na população de estrelas em um passado recente. A causa ainda é incerta, mas o que se sabe é de, uma grande densidade no centro da galáxia, fora do que se espera. Existem teorias que dizem que M32 se chocou com uma galáxia anã bem menor e esse choque provocou um rápido e leve starburst no centro da galáxia. Seu núcleo tem algo perto de 5.000 estrelas por parsecs cúbicos! Todos eles orbitando o buraco negro supermassivo que há no centro a velocidades relativamente altas. Isso tudo é uma grande surpresa vindo de uma galáxia anã.! Os cálculos indicam que o buraco negro da M32 pode ter até 5 milhões de massas solares e que possam existir mais 100 milhões de massas solares orbitando-o. M32 pode ser observada facilmente com qualquer telescópio. É só apontar para Andrômeda e desviar o foco um pouco para o lado para vê-la. Com uma magnitude de 8.1 até binóculos bons em noites perfeitas verão o júbilo da M32.
Fonte: www.universetoday.com

Asteroide equivalente a nove navios deve passar pela Terra nesta sexta

1998 QE2 vai se aproximar do nosso planeta às 17h59 de Brasília. Apesar de não representar perigo, objeto será alvo de estudos científicos.
Asteroide 1998 QE2 vai se aproximar da Terra nesta sexta, às 17h59 de Brasília (Foto: Nasa/JPL-Caltech)
 
Um asteroide deve passar pela Terra nesta sexta-feira (31) e ficar no máximo a 5,8 milhões de quilômetros daqui, o equivalente a uma distância de 15 vezes entre o nosso planeta e a Lua. Apesar de não representar perigo, o 1998 QE2 pode ser um objeto interessante de estudo, entre esta quinta-feira (30) e o dia 9 de junho, para os astrônomos que tiverem um telescópio de radar de pelo menos 70 metros de comprimento. Esse corpo celeste tem 2,7 quilômetros de diâmetro, o tamanho de nove navios transatlânticos Queen Elizabeth 2.
 
A aproximação máxima do asteroide será às 17h59 (horário de Brasília) desta sexta. Esse será o ponto que ele chegará mais perto de nós pelos próximos dois séculos, pelo menos. Esse objeto foi descoberto em 19 de agosto de 1998, pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O cientista Lance Benner, do Laboratório de Propulsão a Jato da agência espacial americana (Nasa), diz que espera obter uma série de imagens de alta resolução do 1998 QE2, o que pode revelar detalhes sobre ele. "Sempre que um asteroide se aproxima, ele fornece uma importante oportunidade científica para estudá-lo e entender seu tamanho, forma, rotação, características da superfície e origem", explicou.
 
Monitoramento constante

 A Nasa estabeleceu como alta prioridade o monitoramento de asteroides e cometas, e os EUA têm o maior programa de levantamento de objetos próximos à Terra do mundo – uma parceria entre agências governamentais, astrônomos de universidades e institutos de ciência. Até hoje, o país já identificou mais de 98% do total desses corpos conhecidos. E só no ano passado, o orçamento da Nasa para esse fim aumentou de R$ 12 milhões para R$ 40 milhões.Em 2016, a Nasa planeja vai lançar uma sonda em direção ao asteroide potencialmente mais perigoso de que se tem notícia, chamado 1999 RQ36, ou 101955 Bennu. A missão Osiris-Rex também planeja fazer econhecimentos em todos os objetos ameaçadores recém-descobertos. Além de monitorar possíveis ameaças, o aparelho poderá revelar detalhes sobre a origem do Sistema Solar, da água na Terra e das moléculas orgânicas que levaram ao desenvolvimento da vida. Recentemente, a agência americana anunciou ainda que está desenvolvendo uma missão para identificar, capturar e mudar de rumo um asteroide para exploração humana.
Fonte: G1

O que é a Matéria?

A matéria compõe tudo o que pode ver: as estrelas, a Terra... até mesmo os seres humanos!
Imagem:NAOJ 
A matéria em si é composta por muitos e muitos diferentes tipos de partículas minúsculas ligadas entre si. Algumas dessas partículas são chamadas átomos. Estes podem ter muitas formas e tamanhos — como o hidrogénio, o hélio e entre os átomos mais importantes encontra-se o carbono. O carbono é o segundo material mais comum no corpo humano (depois do oxigénio). Para lhe dar uma ideia da pequenez de um átomo: seria necessário alinhar 1 milhão de átomos para igualar a espessura de uma folha de papel!
 
Esta estranha imagem mostra-nos um conjunto de moléculas, que são grupos de dois ou mais átomos ligados entre si. As moléculas são tão pequenas que ninguém consegue vê-las exceto com microscópios extremamente poderosos. As moléculas em forma de bola de futebol como as desta foto são constituídas por 60 átomos de carbono, daí seu nome "C60". O carbono é um elemento químico muito importante para toda a vida na Terra. Constitui uma grande parte do mundo que vivemos, desde o dióxido de carbono no ar até às plantas que comemos. E quase um quinto do nosso corpo é composto de carbono!
 
Mas de onde vem este elemento mágico? Bom, vem das estrelas! Todo o carbono no universo foi feito no interior de estrelas. Depois da estrela ter transformado no seu núcleo todos os átomos de hidrogénio em hélio, começa a transformar os átomos de hélio em carbono e noutros átomos (como o oxigénio). Quando as estrelas morrem, estes recém-forjados elementos químicos são expulsos para o espaço para serem reciclados como novas estrelas, planetas ou até mesmo pessoas.
 
No entanto, C60 parece ser muito raro no espaço. O que é muito estranho, pois o carbono é o quarto elemento químico mais comum em todo o universo (após o hidrogênio, hélio e oxigénio). Além disso, C60 revelou-se muito fácil de criar em laboratórios na Terra. Agora, depois de muitas observações, o mistério foi resolvido: Esta molécula de carbono tão particular, apenas se forma em zonas do espaço que sejam muito ricas em carbono e onde os ventos fortes provenientes de uma energética estrela vizinha possam moldá-lo dando-lhe existência.

Curiosidade:
O carbono é essencial para a vida na Terra — pode ser encontrado em todos os seres vivos. Portanto, é estranho que muito carbono na nossa atmosfera, seja perigoso para nós — hoje é a grande causa do aquecimento global! Toneladas de dióxido de carbono são libertadas para a atmosfera provenientes da queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás. O que está a alterar de forma dramática o nosso clima.
Fonte: Ciência 2.0
Na imagem: Molécula C60


Sinais de desgaste nas rodas da Curiosity

Recentes fotografias divulgadas pela NASA deixaram algumas pessoas preocupadas no que diz respeito à vida útil da sonda Curiosity
Créditos da imagem:NASA
 
 A aterrisagem da sonda Curiosity em Marte completará nove meses em agosto. De lá para cá, o jipe-robô percorreu pouco menos de um quilômetro de solo marciano, mas essa pequena distância parece ter sido o suficiente para que as rodas do veículo já começassem a mostrar alguns sinais de desgaste. Em um artigo publicado no site Discovery News, o pesquisador Ian O’neill comenta sobre as últimas fotos da Curiosity divulgadas recentemente pela NASA, que mostram em detalhes algumas imperfeições encontradas nos aros do robô. É possível perceber alguns arranhões, trechos retorcidos e até mesmo pequenas perfurações em algumas das seis rodas que movimentam a sonda – nada muito grave, mas que já começou a preocupar algumas pessoas no que diz respeito à longevidade do veículo (que tem a missão de percorrer várias milhas pelos próximos dois anos).
 
Em entrevista ao Discovery News, Matt Heverly (responsável por operar remotamente algumas funções da Curiosity) afirmou que o desgaste já era imaginado pela NASA e que não apresenta quaisquer riscos para a exploração. “A ‘pele’ das rodas tem apenas 0,75 mm de espessura e nós já esperávamos que aparecessem algumas mossas e furos, devido a interação do equipamento com as rochas marcianas”, comenta. As fotografias divulgadas pela NASA foram capturadas através da Mars Hand Lens Imager (MAHLI), uma câmera acoplada no “braço” da Curiosity e desenvolvida especialmente para que o veículo possa tirar fotos periodicamente de si mesmo, possibilitando que seus operadores identifiquem possíveis danos em sua carcaça.

A Magnífica Anti-Cauda do Cometa PanSTARRS

Crédito de imagem e direitos autorais: Joseph Brimacombe,
À medida que o planeta Terra se aproxima do plano da órbita do Cometa PanSTARRS (C/2011 L4) em 23 de Maio de 2013, os observadores de cometa foram surpreendidos com essa visão da magnífica anti-cauda do cometa. A longa e estreita anti-cauda se estica para a direita através do frame acima por aproximadamente 4 graus, ou o equivalente a aproximadamente 8 vezes o tamanho angular da Lua Cheia. A poeira forma a anti-cauda do cometa ao longo de sua órbita enquanto ele deixa o Sistema Solar interno para trás. Uma visão em perspectiva quase que totalmente de lado de um ponto perto do plano orbital do cometa realça a visão da anti-cauda e faz ela parecer apontar na direção do Sol, aparentemente contrário ao comportamento das caudas de poeira dos cometas que são empurradas para fora pela pressão da luz do Sol. Viajando para longe no norte, no céu do planeta Terra, o cometa está visível por toda a noite para a maior parte do hemisfério norte, mas agora o brilho da Lua interfere na sua observação. A anti-cauda do cometa PanSTARRS é uma das maiores já observadas desde a aparição do cometa Arend-Roland em 1957.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...