29 de mai de 2013

Caçador de planetas da Nasa pifa, mas estudos continuam

A mais ambiciosa e poderosa missão de caça a planetas pode ter um fim prematuro. Mas ainda haverá novas descobertas vindas do satélite Kepler durante anos. O telescópio da Nasa, agência espacial americana, parou de colher dados científicos em 11 de maio, após a pane de um de seus giroscópios. São quatro ao todo, e sua função é permitir o direcionamento preciso do telescópio para a região do céu escolhida para a pesquisa, onde ele monitora cerca de 150 mil estrelas em busca de sinais de planetas ao seu redor.

A precisão oferecida pelos giroscópios é de um milionésimo de grau, e o Kepler poderia operar com só três deles. Só que um já havia pifado no ano passado e, agora, outro encalhou. O satélite entrou em "modo de segurança" (como um computador doméstico quando tem um problema) e sua orientação é mantida por propulsores. Os engenheiros do projeto elaboram um plano que tentará recuperar um dos dois dispositivos pifados. Qualquer ação de recuperação levará tempo", diz Roger Hunter, gerente da missão. "Possivelmente meses.

FUTURO DA PESQUISA
Embora a interrupção da missão --sem falar no possível término-- seja desanimadora, é importante lembrar que o satélite, lançado em 2009, cumpriu sua meta primária de operar por 3,5 anos. Durante esse período, o sucesso foi grande. Além de 132 planetas comprovadamente descobertos, a análise inicial aponta que ainda há 2.608 candidatos a verificar, além de outros que podem estar escondidos nos dados brutos. Com isso, pela primeira vez os astrônomos puderam estimar de forma realista o número de planetas na Via Láctea --na casa dos 100 bilhões. Mas o grande prêmio da caça aos planetas ainda não foi conquistado: a localização de um mundo do exato tamanho da Terra e na mesma posição com relação a uma estrela similar ao Sol.

Para isso, novos projetos devem pegar o bastão de onde o Kepler deixou. Entre eles está seu sucessor direto, batizado pela Nasa de Tess (sigla para Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito). "O Tess vai fazer a primeira pesquisa de trânsitos no céu inteiro, cobrindo 400 vezes mais céu do que qualquer missão anterior", diz George Ricker, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que lidera a missão. A ESA (agência espacial europeia) também trabalha num sucessor para seu próprio satélite caçador de planetas, o Corot. Batizado de Plato, ele ainda não tem data de lançamento, mas deve sair depois do americano, programado para 2017.

Já o Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, será capaz de sondar até a composição atmosférica de alguns exoplanetas rochosos. Pode até pintar o primeiro sinal concreto de um planeta que tenha vida. Mas isso só após o lançamento, em 2018. Em solo, os instrumentos preferenciais para caçar planetas são os espectrógrafos, que detectam a assinatura de luz do bamboleio gravitacional de uma estrela, conforme planetas giram ao seu redor. Uma nova geração desses instrumentos está sendo preparada para os grandes telescópios já operacionais, como os do Observatório Europeu do Sul, no Chile.
Fonte:Folha

Dieta pobre em sódio é a chave para a longevidade das estrelas

Novas observações VLT detectam problemas nas teorias estelares
Enxame globular NGC 6752 Créditos:ESO 
Os astrónomos pensam que estrelas como o Sol lançam a maior parte das suas atmosferas para o espaço no final das suas vidas. No entanto, novas observações de um enorme enxame estelar, obtidas com o Very Large Telescope do ESO, mostraram, contra todas as expectativas, que a maioria das estrelas estudadas simplesmente não chegam a esta fase das suas vidas. Uma equipa internacional descobriu que a quantidade de sódio presente nas estrelas permite prever de modo muito preciso como é que estes objetos terminarão as suas vidas.
 
O modo como as estrelas evoluem e terminam a sua vida foi durante muitos anos um processo que se pensou ser bem compreendido. Modelos computacionais detalhados prevêem que estrelas com massa semelhante à do Sol passam por uma fase no final das suas vidas - o chamado ramo assimptótico das gigantes ou AGB (sigla do inglês para asymptotic giant branch) - em que ficam sujeitas a uma queima final do conteúdo nuclear, fazendo com que uma grande parte da sua massa se transforme em gás e poeira.

Este material expelido é depois utilizado para formar a próxima geração de estrelas, sendo este ciclo de perda de massa e renascimento, vital para explicar o evolução química do Universo. Este processo fornece também o material necessário à formação de planetas - e contém ainda os ingredientes necessários à vida orgânica. No entanto, o australiano Simon Campbell, especialista em teorias estelares, da Monash University Centre for Astrophysics, Melbourne, Austrália, descobriu em artigos científicos antigos, indícios importantes de que algumas estrelas poderiam de algum modo não estar a seguir as regras, saltando completamente a fase AGB. Simon explica melhor:

“Para um cientista de modelos estelares, estas hipóteses pareciam loucas! Todas as estrelas passam pela fase AGB, de acordo com os nossos modelos. Eu verifiquei e tornei a verificar todos os estudos antigos sobre o assunto, e acabei por concluir que este facto não tinha sido estudado com o rigor necessário. Por isso decidi eu mesmo investigar o assunto, apesar de ter pouca experiência observacional.”

Campbell e a sua equipa utilizaram o Very Large Telescope do ESO (VLT) para estudar com muito cuidado a radiação emitida pelas estrelas do enxame estelar globular NGC 6752, situado na constelação austral do Pavão. Esta enorme bola de estrelas antigas contém uma primeira geração de estrelas e uma segunda, formada algum tempo depois da primeira. As duas gerações conseguem distinguir-se pela quantidade de sódio que contêm - algo que pode ser medido devido à qualidade extremamente elevada dos dados VLT.

“O FLAMES, o espectrógrafo multi-objeto de alta resolução montado no VLT, era o único instrumento que nos permitia obter dados de 130 estrelas ao mesmo tempo, com qualidade suficientemente elevada. Com este instrumento pudemos também observar uma grande parte do enxame globular de uma só vez,” acrescenta Campbell. Os resultados revelaram-se surpreendentes - todas as estrelas AGB do estudo eram de primeira geração com níveis de sódio baixos, e nenhuma das estrelas de segunda geração, com níveis mais altos de sódio, tinha-se tornado numa AGB. Um total de 70% das estrelas não estavam nesta fase final de queima nuclear com consequente perda de massa.

“Parece que as estrelas precisam de uma “dieta” pobre em sódio para que possam atingir a fase AGB no final das suas vidas. Esta observação é importante por várias razões. Estas estrelas são as mais brilhantes nos enxames globulares - por isso haverá 70% menos estrelas mais brilhantes do que a teoria prevê. O que significa também que os nossos modelos estelares estão incompletos e devem ser corrigidos!” conclui Campbell. A equipe espera que sejam encontrados resultados semelhantes para outros enxames estelares e está a planear mais observações.

A bagunçada NGC 474

NGC 474 nem parece uma galáxia por aparentar essa formas tão irregulares e confusas. Mas essa gigantesca galáxia de Pisces foi sacudida e revirada várias vezes. Isso porque sua companheira, NGC 467, está a todo o momento causando ondas de maré que bagunçam o gás da galáxia para todos os lados. Mas isso nunca aconteceu antes, existem vários sistemas assim, inclusive com a nossa Via Láctea e mesmo assim, não acontece com essas magnitudes. A teoria mais clara, explica que a galáxia foi recentemente bombardeada por varias outras galáxias menores. Assim elas foram engolidas em um pouco tempo e só deixando um rastro de muita bagunça. Mas o que mais me impressiona é saber que pequenas galáxias estão se formando do gás expelido pela NGC 474. Elas, porém, não tem um tempo de vida muito longo já que elas estão no halo da grande galáxia, e assim logo serão induzidas a cair na galáxia novamente bagunçando tudo novamente. Essa bagunça está a 100 milhões de anos-luz da Terra.
Fonte: apod.astronomos.com.br

As Gomas mai"O"res do Universo!

O Universo no que toca à variedade de estrelas que contém é como uma loja de gomas.
A cor de uma estrela, dá aos astrónomos informações sobre a massa e a temperatura da sua superfície. As estrelas mais quentes e de maior massa são azuis, enquanto as mais frias e leves são vermelhas. (Este é o oposto de como usamos azul e vermelho para quente e frio no nosso quotidiano, tal como nas torneiras da água e previsões do tempo.) Desde a mais quente para mais fria, as estrelas são colocadas num dos seguintes grupos: O, B, A, F, G, K e M. O nosso Sol é uma estrela mediana do tipo- G. Como se pode reparar, a ordem destes grupos não é alfabética. Para ajudar a lembrar a ordem há um truque fácil em Inglês: a frase "Oh Be A Fine Girl / Guy, Kiss Me". (Sê um/uma bom/boa rapaz/rapariga beija-me.) Recentemente, uma equipa internacional de astrónomos, observou 71 estrelas do tipo -O, as gomas gigantes da loja de doces do Universo. A partir da sequência, pode ver que essas estrelas são escaldantes. Até recentemente, os astrónomos pensaram que a maioria das estrelas do tipo- O vivia longe dos seus vizinhos mais próximos. No entanto, a nova pesquisa mostrou que cerca de 3 em cada 4 dessas estrelas vive muito perto de outra estrela. Na verdade, cerca de 1 em cada 3 estão tão perto que se irão fundir numa única estrela!
Fonte: Ciência 2.0

O Belo Grupo de Planetas

Três planetas do Sistema Solar estão dando um verdadeiro show nos céus da Terra, nesse final do mês de Maio de 2013. A foto acima mostra os três reunidos durante a noite do dia 26 de Maio de 2013 durante o crepúsculo sobre a Baía Georgian em Ontário. Vênus é o planeta mais brilhante e mais baixo, Júpiter está à esquerda e acima de Vênus e Mercúrio está acima e a direita de Vênus. A foto acima foi feita com uma câmera Canon 50D DSLR, com uma lente EF 24-105 mm, em 73 mm, e f/5 e ISSO 200, com uma exposição de ¼ de segundos no dia 26 de Maio de 2013, às 21:43, hora local na Baía Georgian, em Ontário no Canadá.
Fonte: http://www.astronomy.com

NGC 6960: A Nebulosa da Vassoura da Bruxa

Crédito de imagem e direitos autorais: Martin Pugh
Há dez mil anos atrás antes do surgimento da história humana registrada, uma nova luz teria repentinamente aparecido nos céus e apagado depois de algumas semanas. Hoje, nós sabemos que essa luz foi de uma supernova, ou de uma estrela que explodiu, e registrou a nuvem de detritos em expansão como a Nebulosa do Véu, uma remanescente de supernova. Essa imagem telescópica detalhada é centrada no segmento oeste da Nebulosa do Véu catalogado como NGC 6960, mas conhecido menos formalmente como a Nebulosa da Vassoura da Bruxa. Gerada por uma explosão cataclísmica, a onda de choque interestelar vagou pelo espaço varrendo e excitando o material interestelar que encontrava pelo caminho. Imageada com filtros de banda estreita, os filamentos brilhantes são como longas ondas em um lençol vistas quase que totalmente de lado, separando de forma espetacular o gás atômico de hidrogênio (vermelho) e oxigênio (azul esverdeado). A remanescente de supernova completa localiza-se a aproximadamente 1400 anos-luz de distância na direção da constelação de Cygnus. Essa Vassoura de Bruxa na verdade se espalha por 35 anos-luz. A brilhante estrela no frame é a 52 Cygni, visível a olho nu num local escuro, mas que não está relacionada com a antiga remanescente de supernova.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130529.html

Fusões de Buracos Negros

Os buracos negros possuem poucas origens. Eles podem nascer das explosões mais violentas do universo, as Hipernovas, ou de uma colisão entre duas estrelas de nêutrons ( pulsares ). Só que esses eventos criam buracos negros com só algumas dezenas de massas solares. Como explicar os buracos negros supermassivos que existem no centro de galáxias.? É impossível tentar imaginar uma estrela com 10 milhões de massas solares. Vai totalmente contra as leis da física que conhecemos.! Mesmo as estrelas de primeira geração – as primeiras criadas depois do Big Bang – não teriam como ter essa quantidade de massa tão absurda. Já estrelas de nêutrons conseguem criar buracos negros com, no máximo, 5 massas solares.

 Então os astrônomos abriram a hipóteses de que os buracos negros também poderiam gerar fusões ao se colidirem. Mas esta colisão é completamente diferente de colisões de outros corpos celestes. Eles não criam uma dança cósmica, e nem discos de acreção. Por outro lado, eles se chocam e somam suas massas quase que instantaneamente.! São choques inelásticos, efetivos e sem perda de massa.   Para tentar demonstrar esses choques vamos imaginar várias bolhas de óleo de cozinha flutuando sobre a água. Quando aproximamos uma bolha da outra e fazemos elas se chocarem, as bolhas, simplesmente, se unem criando uma bolha maior. A teoria da fusão de buracos negros é praticamente a mesma.! No final do post tem um vídeo que mostra está fusão. O vídeo foi um corte feito do programa “Como Funciona o Universo” da Discovery Channel.

Vale lembrar também, que nos primórdios do universo existiam milhares de buracos negros. Essa quantidade excessiva é devido a estrelas de primeira e segunda geração. Elas possuíam muita massa, e quando o combustível delas chegava ao fim, elas se colapsavam em Hipernovas agonizantes gerando buracos negros. Estes buracos negros passaram a se unir. A se canibalizarem.! Com o passar do tempo, nascem buracos negros com centenas e até milhares de massas solares com um diâmetro maior que o do sistema solar inteiro. Estes começaram a sugar e a juntar o gás a sua volta. Com o gás comprimido começaram a nascer outros corpos celestiais e com o tempo uma galáxia inteira brota em volta de um buraco supermassivo.
Fonte: http://observatorioporlucas.webnode.pt

Poeira da Lua coletada pela missão Apollo 11 é encontrada mais de 40 anos depois

Os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin, os primeiros homens a pisar na superfície da Lua, coletaram algumas amostras de poeira lunar quando fizeram parte da missão Apollo 11, em 1969, e mais de 40 anos depois, os vidros com a poeira do satélite foram encontrados por uma pesquisadora. As amostras estavam armazenadas em um setor de artefatos do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos. A notícia saiu no Mashable.
 
"Nós não sabemos como ou quando elas foram parar no armazenamento do laboratório", afirmou Karen Nelson, responsável pela descoberta. A pesquisadora se deparou com 20 frascos com rótulos escritos a mão e datados de 24 de julho de 1970, embalados em uma jarra a vácuo. Junto com os frascos, um artigo científico publicado na revista Proceedings of Second Lunar Science Conference de 1971, intitulado 'Estudos de compostos de carbono na Apollo 11 e Apollo 12 retornaram com amostras lunares', também foi encontrado.
 
Os autores do estudo eram todos da Universidade da Califórnia, do Laboratório de Ciências Espaciais de Berkeley. O projeto contava ainda com a coautoria do ganhador do Prêmio Nobel, Melvin Calvin, que trabalhou em parceria com a NASA para proteger a Lua de uma possível contaminação durante o primeiro pouso, bem como proteger os astronautas de patógenos que pudessem estar escondidos na poeira lunar. A pesquisadora acredita que as amostras deveriam ter sido devolvidas para a NASA após a conclusão do estudo, mas algo aconteceu de errado e elas ficaram armazenadas no laboratório.
 
Karen Nelson contatou os especialistas do Laboratório de Ciências Espaciais logo após ter descoberto as amostras e eles se mostraram muito surpresos em saber que esses frascos estavam em outro laboratório. Logo em seguida, a pesquisadora entrou em contato com a NASA, que a autorizou a remover os frascos da jarra antes de mandá-los de volta para a agência espacial.
 
Ao todo, os astronautas que participaram das missões à Lua entre os anos de 1969 e 1970 trouxeram para a Terra cerca de 382 quilogramas de amostras, e muito pouco desse montante está desaparecido. Segundo Ryan Zegler, curador do Johnson Space Center em Houston, Texas, das 68 gramas de amostras enviadas para a equipe do químico Calvin em 1970, somente 50 gramas voltaram para a NASA. A agência afirma que as 18 gramas perdidas foram destruídas em testes.
 
"Dadas as distâncias tomadas para preservar as amostras, esta não parece ter sido uma tentativa de engano deliberado, mas provavelmente uma falha de comunicação, onde parte do material foi mantido para futuros estudos que nunca aconteceram", disse Zegler sobre a descoberta das novas amostras. "Por que eles nunca foram devolvidos não está claro". Os frascos foram encaminhados para os cofres da NASA e é possível que as amostras sejam usadas para outros estudos.

NASA procura por planetas habitáveis perto da Terra

A NASA está se preparando para lançar o Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) em 2017. O TESS é um projeto de telescópio espacial liderado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para o programa de pequena exploração da NASA. O telescópio foi escolhido para realizar um programa de dois anos de pesquisa ao longo de todo o céu para explorar exoplanetas potencialmente habitáveis ao redor de estrelas próximas. O projeto vai permitir que os pesquisadores estudem detalhadamente qualquer exoplaneta encontrado.

Em entrevista para o Universe Today, o principal pesquisador do TESS, George Ricker, disse que o projeto do telescópio irá realizar o primeiro levantamento do trânsito espacial, cobrindo um ambiente 400 vezes mais do céu do que qualquer missão anterior. "Ele vai identificar milhares de novos planetas na vizinhança solar, com um foco especial em planetas comparáveis em tamanho à Terra", explica o pesquisador.

Após o lançamento do TESS, será a vez de outro telescópio ir a órbita, o JWST (James Webb Space Telescope), previsto para 2018. Ao contrário do TESS, o JWST vai procurar por planetas através de luz infravermelha, proporcionando uma camada extra de busca por corpos que se encontram fora do alcance da luz visível. Uma vez que ambos os satélites forem lançados, suas informações combinadas podem ajudar a determinar se os planetas descobertos são capazes de sustentar a vida.

Porém, para que os pesquisadores consigam analisar suficientemente os exoplanetas descobertos (caso isso aconteça) a ponto de determinar se os seus aspectos, tais como atmosfera, são suficientes para sustentar a vida, é necessário que eles estejam a uma distância relativamente pequena: cerca de 50 anos-luz de distância da Terra.
Fonte: http://canaltech.com.br
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