5 de jun de 2013

Morte cósmica em escala galáctica

Astrônomos acreditam que a galáxia anã brilhante é o primeiro exemplo claro de uma galáxia no ato de morrer
 
Pela primeira vez, astrônomos observam uma galáxia durante sua agonia cósmica final. A galáxia anã, chamada de IC 3418, fica perto da Via Láctea e parece estar perdendo seu gás e expulsando bolas de fogo pelo universo. A “morte” da galáxia não é o seu fim, no entanto. Segundo os pesquisadores, ela parece estar se movendo de uma fase da evolução de galáxias para outra. Achamos que estamos testemunhando uma fase crítica na transformação de galáxia anã irregular rica em gás a uma galáxia anã elíptica pobre em gás – o esgotamento de sua alma”, explica o principal autor do estudo, Jeffrey Kenney, da Universidade Yale (EUA).
 
IC 3418
 
IC 3418 está localizada a 54 milhões anos-luz de distância no aglomerado de Virgem, um grupo de cerca de 1.000 galáxias e o aglomerado mais próximo da Via Láctea entre o Grupo Local de Galáxias. Os cientistas pensam que a IC 3418 parou de fazer novas estrelas cerca de 200 a 300 milhões de anos atrás, tornando-se efetivamente infértil. “Estrelas, planetas e vida só podem se formar se uma galáxia tem gás para criá-los”, conta Kenney. No entanto, o gás dentro de IC 3418 está sendo forçado para fora da galáxia pela pressão de outras galáxias no aglomerado. Já a “cauda” de bolas de fogo da galáxia ainda mostra sinais de formação de novas estrelas. Essas bolhas brilhantes de gás iluminadas por estrelas provavelmente foram formadas nos últimos milhões de anos.
 
A imagem ultravioleta da galáxia mostra um rastro de bolas de fogo, prova que aponta para sua morte iminente
 

Morte no sentido não estrito da palavra


IC3418 provavelmente está passando por um processo conhecido como “pressão de arraste”, quando uma galáxia é despojada de seus gases por “ventos” que são mais poderosos do que sua força gravitacional.  “Se você segurar pipoca e grãos de milho não estourados em sua mão e colocá-los para fora da janela do carro enquanto você dirige, o vento causado pelo movimento do carro vai soprar a pipoca, mas deixar os grãos não estourados, mais densos, na sua mão”, afirma Kenney. “Isto é igual às nuvens de gás sendo sopradas para fora da galáxia pelo vento do aglomerado, enquanto as estrelas mais densas ficam para trás”. De acordo com esse processo de pressão de arraste, enquanto as estrelas existentes permanecem intactas, o gás interior da galáxia é varrido, e essa é a chave de sua “morte”: uma galáxia desprovida de gases é uma galáxia que está, efetivamente, morta, já que não pode formar mais corpos celestes.
 
O estudo é muito importante, porque observar esta galáxia elíptica anã – uma subespécie do tipo mais comum de galáxias no universo – poderia dar aos astrônomos uma ideia melhor de como elas evoluem. “É gratificante encontrar um exemplo claro de um processo importante na evolução da galáxia”, diz Kenney. O trabalho dos cientistas, com base em imageamento óptico e espectroscopia (dos telescópios WIYN no Arizona, e Keck, no Havaí, ambos nos EUA), evidencia pela primeira vez que uma galáxia está enfrentando pressão de arraste – ou seja, mostra ineditamente um caso explícito de uma galáxia próxima da morte.
Fonte: Hypescience.com
 

Alinhamento ajuda busca de exoplanetas

Raro alinhamento estelar vai ajudar astrônomos na busca de planetas parecidos com a Terra nos próximos anos, segundo a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana). As oportunidades devem ocorrer em outubro de 2014 e em fevereiro de 2016 quando a anã vermelha Proxima Centauri (à esquerda, no detalhe), a estrela mais próxima do nosso Sol, passar em frente a duas outras estrelas, como adiantam as projeções (linhas verdes no detalhe) do telescópio espacial Hubble. Como são as estrelas mais comuns da Via Láctea - são dez para cada estrela massiva como o Sol na nossa galáxia - e com pouca massa, as anãs vermelhas tendem a ter corpos menores e mais parecidos com o nosso planeta em sua órbita.
Fonte: UOL

Material expulso da estrela T Pyxidis em 3D

NASA, ESA, A. Crotts, J. Sokoloski, and H. Uthas (Columbia Univ.) and S. Lawrence (Hofstra Univ.)
A luz emitida de uma forte explosão estelar permitiu a um grupo de astrônomos captar em 3D a expulsão do material da T Pyxidis (ou apenas T Pyx), que fica a 15,6 mil anos-luz da Terra. Essa nova recorrente - sistema composto de uma anã branca que orbita uma estrela gigante - explode a cada período de 12 anos a 50 anos, explica a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana). A anã branca ganha muito material expelido pela gigante (ponto brilhante de cada imagem) e esse acúmulo produz um choque termonuclear na sua superfície extremamente forte, equivalente a de bilhões de toneladas de dinamite. O grupo chefiado por Jennifer Sokoloski, da Universidade de Columbia (EUA), descobriu agora que um disco achatado de sujeira se forma ao redor da estrela gigante após a explosão, indicando que o material nunca escapa desse sistema. O estudo publicado na "Astrophysical Journal Letters" traz imagens dos últimos quatro meses de 2011 feitas pelo telescópio espacial Hubble
Fonte: UOL

Região de formação estelar S106

A estrela massiva IRS 4 está começando a expandir suas asas. Ela nasceu aproximadamente 100 mil anos atrás, e material ejetado por essa estrela recente está formando uma nebulosa chamada de Nebulosa Sharpless 2-106, ou S106, vista na foto acima. Um grande disco de poeira e gás que orbitam a chamada Infrared Source 4 (IRS 4), visível em vermelho escuro e próximo ao centro da imagem, dá à nebulosa a sua bela forma de borboleta ou ampulheta.  O gás da S106 próximo à IRS 4 atua como uma nebulosa de emissão, uma vez que emite a luz após ela ser ionizada, enquanto a poeira longe da IRS 4 reflete a luz da estrela central e então age como uma nebulosa de reflexão. Uma inspeção detalhada de imagens como essa tem revelado centenas de estrelas de pequena massa do tipo anã marrom espalhadas no gás da nebulosa. A S106 se expande por aproximadamente 2 anos-luz e localiza-se a aproximadamente 2 mil anos-luz de distância na direção da constelação do Cisne (Cygnus).
Fonte: NASA

M57: A Nebulosa do Anel

Crédito da imagem: NASA, ESA, e Hubble Heritage (STScI / AURA) - ESA / Hubble Colaboração
 
Exceto pelos anéis de Saturno, a Nebulosa do Anel, a M57, é provavelmente o anel celeste mais famoso. Sua clássica aparência é entendida devido ao nosso ponto de vista e a nossa perspectiva. O recente mapeamento da expansão da estrutura 3D da nebulosa, em parte baseado nessa clara imagem do Hubble, indica que a nebulosa é relativamente densa, com o seu anel envolvendo uma nuvem de gás brilhante central na forma de uma bola de futebol americano, de frente para o anel. Lógico que, nesse bem estudado exemplo de uma nebulosa planetária, o material brilhante não vem de planetas. Ao invés disso, o escudo gasoso representa as camadas externas expelidas por uma estrela moribunda, que uma vez foi parecida com o Sol e que agora é um pequeno ponto de luz no centro da nebulosa. A intensa luz ultravioleta da estrela quente central ioniza os átomos no gás. Na imagem acima, a cor azul no centro é o gás hélio ionizado, a cor ciano no anel mais interno é o brilho do gás hidrogênio e do gás oxigênio e a cor avermelhada no anel mais externo é o brilho do nitrogênio e do enxofre. A Nebulosa do Anel tem aproximadamente um ano-luz de diâmetro e está localizada a 2000 anos-luz de distância da Terra.

Belezas repletas de estrelas em Gemini

Vista do wide-field IC 443 e IC 444 em Gêmeos. Crédito e e direitos autorais: Martin Campbell.

A imagem acima mostra uma bela visão do tipo wide-field da IC 443, também conhecida como Nebulosa da Água-Viva, uma remanescente de supernova, bem como a IC 444, uma pequena nebulosa de reflexão, nebulosas essas que aparecem juntas na constelação de Gemini, cercadas por um verdadeiro mar de estrelas. A foto acima foi feita pelo famoso astrofotógrafo Martin Campbell que para chegar a esse resultado final realizou 30 imagens somando-as e totalizando 1.5 horas de exposição. Para fazer a imagem acima ele usou um Takahasgi Epsilon 180 e uma câmera Canon 5D MKII DSLR modificada.
Fonte: http://www.universetoday.com
 
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