7 de jun de 2013

Imagens do planeta vermelho revelam detalhes da inóspita paisagem marciana

Árido, rochoso, frio e aparentemente sem vida, Marte foi explorado por humanos pela primeira vez em 1965, quando a sonda Mariner 4 pousou em solo marciano e detectou na planície cor de caramelo uma superfície parecida com a da Lua. Mas a presença de gelo e de materiais magnéticos no planeta sugerem que, no passado, ele foi mais dinâmico, como a Terra. A mais de 228 milhões de quilômetros do Sol, a temperatura média é de – 62,7 ºC nas paisagens repletas de cânions, crateras e vulcões. Se comparados aos de nosso planeta, Marte tem vulcões até 100 vezes maiores, e o volume de lava é grande o suficiente para formar outro grande vulcão.
 
A atmosfera também é diferente: com pouquíssimo oxigênio, é constituída principalmente de dióxido de carbono. Coberto por pó vermelho, coloração ligada à alta quantidade de ferro no solo, Marte tem nuvens e ventos que às vezes criam tempestades parecidas com tornados, capazes de serem vistos daqui. O planeta tem gravidade quase três vezes menor do a da Terra e possui duas Luas: Phobos e Deimos. Apesar das diferenças, há similaridades entre os dois planetas: a presença de atmosfera, hidrosfera, criosfera e litosfera, ou seja, sistemas ar, água e gelo que interagem com a geologia para criar o ambiente marciano.
 
Vermelho devido a sua crosta, frio por causa de sua distância do Sol, o planeta tem atmosfera rala, composta principalmente de dióxido de carbono, com pequena quantidade de vapor d’água.

A 250 quilômetros acima de Marte, a câmera HiRISE da sonda orbital Mars Reconnaissance Orbiter fotografou esta cratera de impacto “nova” (com menos de 1 milhão de anos), de 1,5 quilômetro de diâmetro. As cores foram reforçadas para ajudar na interpretação das características da superfície. As crateras podem informar os cientistas sobra a história e a geologia de Marte.
 
No ano verdadeiro de 1976, duas sondas Viking pousaram em segurança em Marte. Não depararam com nenhuma criatura bípede lânguida, não encontraram um “planeta plácido e temperado” para estudar. A Viking 2 viu um grande campo de pedras na Planície Utópica, local de tom vermelho terroso e frígido. Mas as sondas se mostraram ser um triunfo da engenharia e da exploração. Apesar dos desafios de uma missão a Marte serem imensos – de 40 tentativas entre 1960 e meados de 2008, 23 falharam –, as explorações prosseguem.
 
Com 800 metros de diâmetro, a cratera Victoria, próxima ao equador de Marte, foi estudada bem de perto pela sonda de solo Opportunity. O pequeno veículo passou um ano explorando a borda, antes de entrar no declive visível na posição das dez horas do mostrador do relógio. As rugosidades do interior da cratera são dunas de areia.
 
Marte é detentor do maior vulcão do sistema solar, o Olympus Mons, com 21 quilômetros de altura e área um pouco maior do que o estado do Rio Grande do Sul. A cratera Victoria, vista de perto pela sonda de solo Opportunity, revela milhares de anos de história geológica marciana. Promontórios escarpados, tais como Cape St. Vincent (na foto), alternam-se com encostas erodidas pelo vento.  

 Vento, poeira e gelo delineiam as paisagens marcianas, como mostram as imagens captadas pela sonda orbital Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). A região norte tem mais de 10% de sua superfície coberta de dunas (foto no alto). Um campo de dunas linear em uma cratera (segunda foto) mostra possíveis canais de erosão; manchas azuladas podem marcar despiradouros que liberam dióxido de carbono. Traços que se parecem com garranchos nas dunas (terceira foto) marcam a passagem de redemoinhos de poeira. A calota polar ao redor do pólo sul exibe padrões de quebra-cabeça (à direita), que ficam pronunciados no verão, quando uma parte do gelo de dióxido de carbono se transforma em gás.

Camadas de poeira, areia e água em forma de gelo empilham-se na região polar setentrional de Marte e desabam em uma escarpa de 610 metros (à esquerda na foto). As camadas podem ter se formado durante períodos de mudanças climáticas. O material escuro logo à direita é formado de grãos mais ou menos do tamanho de areia da praia; as áreas mais claras são cobertas de pó bem mais fino.

Com o paraquedas aberto (à esquerda e no detalhe), a sonda Mars Phoenix foi fotografada pela MRO ao descer em uma cratera. A Phoenix cavou duas trincheiras.

Características similares a pedregulhos na área sombreada (à esq.) não aparecem em uma imagem feita quatro dias depois (à dir.). A razão provável é o gelo ter evaporado. Pedaços maiores permaneceram. Um teste posterior confirmou que existe água em solo marciano.

7 coisas que não fazem sentido sobre a gravidade

Um professor meu explicava que a diferença entre gravidez e a gravidade é que uma destas forças puxa para o centro da Terra e a outra para o centro da igreja. A gravidade é aquela coisa que todos conhecemos e achamos que entendemos. Ela deixa nossos pés no chão e o mundo girando em torno do sol. Mas, se você começar a pensar, as certezas sobre a gravidade começam a flutuar. Confira algumas das coisas sobre essa força da natureza que simplesmente não fazem sentido.
 
7. O que é a gravidade?
A noção Newtoniana da gravidade era boa e simples: você pula, a gravidade te traz de volta à terra. Você chega ao topo, essa força acelera você de volta para baixo. A teoria de Isaac Newton funcionava bem, mas aí veio Einstein e mudou tudo. A teoria da relatividade fez com que a gravidade se tornasse uma propriedade inerente ao universo, e não aos corpos. Até hoje não se sabe qual das duas teorias é mais corretas: a teoria Newtoniana já foi utilizada para lançamentos de foguetes até a lua com sucesso, por exemplo, e a de Einstein também foi usada com sucesso, mas ainda não se sabe como as propriedades quânticas da massa, energia e do espaço-tempo criam o fenômeno da gravidade.
 
6. Por que a gravidade só puxa?
Todas as outras forças da natureza têm opostos, só a gravidade não. Por quê? Especialistas acreditam que a resposta se encontra no campo quântico. “Não sabemos se a gravidade é mesmo só uma força de atração”, afirma Paul Wesson, da Universidade de Waterloo, no Canadá. Wesson menciona a existência da matéria escura, que age na expansão do universo, como uma possível força contrária à gravidade.
 
5. Por que a gravidade é tão fraca?
A gravidade é a mais fraca de todas as forças fundamentais. Pense no esforço que você faz para dar um pulo. É pouco, certo? E a força exercida pela gravidade, portanto, também é fraca. O que faz com que ela seja tão diferente? De acordo com a teoria das cordas, a mais aceita atualmente para explicar os fenômenos naturais, a gravidade seria fraca porque o universo teria mais que as três dimensões conhecidas, e essa força “vazaria” para outras dimensões, fazendo com que só conseguíssemos sentir uma parte de sua força total.
 
4. Por que a gravidade é perfeita?
Devemos todos os dias agradecer a exatidão da força da gravidade. Se ela fosse um pouco mais forte, o universo como o conhecemos não teria sido formado. No momento do Big Bang, em que o universo surgiu, surgiram também duas forças: a matéria e o espaço-tempo em expansão, em que a matéria existe. A disputa entre as duas forças é perfeitamente equilibrada com base na constante gravitacional G.
 
3. A vida precisa da gravidade?
Desde plantas até animais, todas as formas de vida parecem necessitar da gravidade para funcionar. Experiências mostram que plantas que foram criadas no espaço tiveram pouco crescimento e pequena produção de amido, além de outras dificuldades. Outra experiência, que investigava o desenvolvimento de ovos de codorna sem gravidade, demonstrou que nenhum ovo chegou a ser chocado: sem gravidade, a gema do ovo fica flutuando, em vez de estável. Humanos têm problemas por outro motivo: sem a gravidade, os pulmões têm maior dificuldade em ficar no lugar, piorando a respiração. O crescimento dos ossos também é prejudicado, pois eles dependem do peso do corpo para crescer apropriadamente.
 
2. Podemos ir contra a gravidade?
As pessoas sonham em criar um escudo contra a gravidade, mas ninguém conseguiu isso. Pelo menos não até hoje. Um efeito chamado magnetismo gravitacional, que diz que um corpo girando pode arrastar o espaço-tempo e criar um campo magnético-gravitacional talvez consiga este feito algum dia.
 
1. Algum dia teremos uma teoria quântica da gravidade?
A mecânica quântica e a teoria da relatividade, as duas melhores que explicam como o universo funciona, têm uma séria dificuldade em entender o mundo dia a dia como o conhecemos. O problema, segundo especialistas, é quem ainda ninguém conseguiu juntar as duas para criar uma teoria quântica de qualidade.
Fonte: New Scientist 

Inundação em Marte

Crédito: Agência Espacial Europeia (ESA)

Há milhões de anos o clima em Marte devia ser bem diferente. Provavelmente com uma atmosfera mais densa, o efeito estufa mantinha a temperatura em níveis mais altos, podendo manter a água em estado líquido em sua superfície. Com isso, verdadeiros rios deveriam existir em sua superfície. Mas será mesmo? Diversas evidências apontam para isso e uma delas foi estudada em detalhes pela sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês). Essa semana, a agência divulgou as imagens em alta resolução de um acidente geográfico marciano batizado de Vale Kasei, um dos maiores sistemas de canais de Marte, com 3 mil km de extensão e uns 3 km de profundidade.
 
O canal se origina no Vale Mariner, um dos maiores vales do Sistema Solar, formado por uma rede de cânions com mais de 4 mil km de extensão, uns 200 km de largura e até 7 km de profundidade. A sua origem é um tanto controversa, com teorias que vão desde o fluxo de água corrente, até fraturas das camadas superficiais do relevo marciano. É mais provável que uma combinação de várias causas deve formado um vale tão impressionante como esse. Já o Vale Kasei mostra claramente ter sido formado por um fluxo bem volumoso de água. Ele se divide em dois braços que contornam uma área, uns 2 km acima do leito do vale, como uma grande ilha chamada de Sacra Mensa. Essa ilha resistiu à erosão da água e todo o seu entorno foi escavado pelo fluxo de água corrente.
 
Já mais abaixo, a água literalmente apagou a borda sul de uma cratera de 100 km de diâmetro que estava em seu caminho, tamanho deveria ser o seu volume. Mas nessa imagem, é possível notar que em outros pontos o fluxo de água contornou alguns obstáculos pelo caminho, conforme o fluxo foi se dispersando. A semelhança com os rios terrestres é muito grande, mas nesse caso marciano a origem dessa água toda deve ter sido muito diferente. Imagina-se que o fluxo de água que causou essa inundação catastrófica literalmente brotou do solo, depois que a atividade tectônica fraturou a superfície de Marte e fez a água surgir do subsolo há mais de 3 bilhões de anos.
 
Para aumentar ainda mais o volume de água corrente, a atividade vulcânica derreteu o gelo e a neve nas proximidades. Finalmente, glaciações sucessivas deram a forma final dos canais. Depois que a fonte secou e a água se foi, crateras de impactos mais recentes e dunas de areia formadas pelo vento deram o toque final ao cenário. Hoje um panorama silencioso ao sabor dos ventos, só podemos imaginar num cenário de rios caudalosos e enxurradas gigantescas escavando o terreno, tal como os rios na Terra.
Créditos: Cássio Barbosa - Observatório - G1

Cometa passando rente ao Sol revela segredos solares

Cauda do cometa foi puxada pelo intenso campo magnético da corona, permitindo a cientistas conhecer melhor a ação dessa força
Cientistas puderam conhecer melhor região que jamais foi visitada por uma sonda espacial Foto: Reprodução
 
Um encontro de um cometa com o sol ofereceu a cientistas a oportunidade de conhecer melhor uma região que jamais foi visitada por uma sonda espacial. Em 2011, o cometa Lovejoy chegou a se aprofundar na turbulenta e extremamente aquecida atmosfera do sol, uma área conhecida como corona solar.  Imagens registradas por telescópios espaciais revelaram como a cauda do cometa foi puxada pelo intenso campo magnético da corona, permitindo a cientistas, pela primeira vez, conhecer melhor a ação dessa força. A corona é constituída de plasma com temperaturas de aproximadamente dois milhões de graus Celsius. O Lovejoy viajava a uma velocidade de 600 quilômetros por segundo. O corpo formado por gelo e poeira surpreendeu os cientistas ao aparecer do outro lado do sol. Mas, dois dias depois, ele se desintegrou.
Fonte: Terra

Mercúrio, Eu Vejo Suas Verdadeiras Cores Brilhando Intensamente

A imagem acima apresenta quatro visões do hemisfério nordeste do planeta Mercúrio. Em cada painel, o canto inferior esquerdo está na coordenada 0ºN,0ºE e o canto superior direito está na coordenada 76ºN,171ºE. Boa parte da Bacia Caloris pode ser vista ao longo da borda direita de cada painel. O painel superior esquerdo é uma imagem monocromática da região, como observada pela câmera de grande angular no instrumento MDIS. Diferente do MDIS, que registra imagens da mesma forma que uma câmera digital, o instrumento MASCS captura muitos comprimentos de onda da luz de um único ponto na superfície por vez, criando um perfil espectral da superfície à medida que a sonda MESSENGER orbita Mercúrio.
 
 O instrumento MASCS/VIRS acumulou perfis suficientes de modo que a refletância na superfície possa ser interpolada para revelar os mesmos detalhes da superfície observados no mapa base do instrumento MDIS. O mapa interpolado é mostrado no painel inferior esquerdo da imagem acima. Ambos os instrumento pesquisam a assinatura espectral das rochas na superfície de Mercúrio de diferentes maneiras, permitindo que os cientistas possam mapear as variações composicionais das rochas na superfície observando como a luz interagem com elas.
 
A imagem superior direita apresenta a diversidade de cores observadas pelo MDIS filtrando a luz que é refletida por Mercúrio nos comprimentos de onda discreto visível e no infravermelho, e o painel inferior direito apresenta a diversidade espectral observada pelo MASCS/VIRS mapeando alguns parâmetros que combinam os comprimentos de onda do visível e do ultravioleta. Apesar das feições da superfície mostrarem diferenças em cores no instrumento MDIS, existem mais variações na assinatura espectral quando a luz ultravioleta medida pelo instrumento MASCS/VIRS é visualizada.
Fonte: http://blog.cienctec.com.br

Estrelas 'bebês' lançam jato de poeira em regiões distantes da Via Láctea

Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, ajuda a mapear a nossa galáxia. Até o fim do ano, astrônomos esperam ter uma visão em 360° do céu.
Imagem em infravermelho mostra bolha gigante que foi esculpida na poeira espacial por estrelas de grande massa e é responsável pela formação de bolhas menores (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin )
 
Novas observações de áreas mais distantes e desabitadas da Via Láctea, feitas pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, mostram dezenas de estrelas recém-nascidas lançando jatos de seus "casulos" de poeira. O estudo da Universidade de Wisconsin foi apresentado na quarta-feira (5) durante reunião da Sociedade Americana de Astronomia, em Indianápolis. As imagens foram captadas por raios infravermelhos em azul e verde do Spitzer, e combinadas com informações em vermelho do telescópio Wise, também da Nasa, que preencheu lacunas nas áreas que o Spitzer não cobriu.
 
Uma das fotos revela a região próxima à constelação do Cão Maior, com mais de 30 astros jovens ejetando material. Até agora, já foram identificadas 163 regiões que contêm jatos expelidos por estrelas, algumas agrupadas e outras isoladas. Os registros fazem parte do projeto Glimpse 360, que está mapeando a topografia do céu da nossa galáxia. Ainda este ano, devem ser divulgados os resultados, que incluem uma visão completa em 360°. Até agora, o projeto já mapeou 130° do céu ao redor do centro da galáxia.
 
A Via Láctea é uma coleção de estrelas espiral e predominantemente plana, como um disco de vinil, mas com uma ligeira dobra – que também será mapeada. Nosso Sistema Solar está localizado a cerca de dois terços de seu centro em direção às extremidades, no chamado Esporão de Órion, um desdobramento do braço de Perseus, um dos principais braços da galáxia.
 
Segundo a astrônoma Barbara Whitney, da Universidade de Wisconsin, os cientistas estão descobrindo todos os tipos de formação de novas estrelas em áreas menos conhecidas das bordas exteriores da Via Láctea. Para ajudar no Glimpse 360, os astrônomos também têm contado com a ajuda do público leigo, que vasculha as imagens obtidas em busca de bolhas cósmicas que indiquem a presença de estrelas quentes e de grande massa. Essas pessoas participam do Projeto Via Láctea, que funciona em esquema colaborativo e voluntário.
Fonte: G1
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