11 de jun de 2013

Cientistas resolvem inconsistência na teoria do Big Bang

Uma equipe de cientistas do Observatório Keck, no Havaí (EUA), resolveu uma das inconsistências mais importantes na teoria do Big Bang, conciliando dados observados com modelos teóricos atuais de como o nascimento do universo aconteceu, 13,8 bilhões anos atrás. Apesar de amplamente aceita na comunidade científica, a teoria do Big Bang não é perfeita e ainda tem algumas falhas. Uma delas era a diferença na presença de isótopos de lítio entre o modelo previsto e as observações reais do universo. Elementos leves, como hélio, deutério e lítio se formaram nos primeiros momentos da existência do universo, de acordo com a teoria da nucleossíntese do Big Bang.
 
 No entanto, pelo que os cientistas podiam dizer, os níveis reais de lítio no universo eram muito diferentes do que o modelo sugeria. A observação das estrelas mais antigas da nossa galáxia apontava que havia cerca de 200 vezes mais do isótopo lítio-6 do que a nucleossíntese dizia, e até cinco vezes menos de lítio-7. Agora, Karin Lind da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e seus colegas mostraram que os dados usados para chegar a essa conclusão eram imprecisos. O lítio-6 é um isótopo difícil de detectar, uma vez que tem uma assinatura bastante fraca. Um novo espectrógrafo (equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso) de 2004 do Observatório Keck, que abriga dois dos maiores telescópios do mundo, permitiu que Lind analisasse as informações com mais detalhes do que tinha sido possível anteriormente.
 
Sua equipe descobriu que a observação de qualidade inferior, juntamente com algumas simplificações na última análise, levaram a uma falsa leitura dos níveis de lítio. Usando física mais sofisticada e poderosos supercomputadores, conseguimos remover os desvios sistemáticos que afligem a modelagem tradicional, que levou a falsas identificações da assinatura isotópica de lítio-6 e lítio-7″, explicou Lind. As novas observações da equipe dos níveis de lítio estão mais de acordo com as previsões da teoria do Big Bang.
Fonte: Hypescience.com

Buraco negro 'dormente' no centro de galáxia é visto pela Nasa

Galáxia do Escultor abriga buraco negro que está inativo há anos. Buraco negro tem cinco milhões de vezes a massa do Sol, diz agência.
Galáxia NGC 253, que abriga um buraco negro 'hibernando' (Foto: Divulgação/Nasa/JPL-Caltech/JHU)
 
Uma imagem divulgada pela agência espacial americana (Nasa) nesta terça-feira (11) mostra um buraco negro "dormente" no centro de uma galáxia localizada a milhões de anos-luz da Terra, a chamada galáxia do Escultor ou NGC 253. A imagem foi obtida graças a um telescópico da agência chamado NuSTAR, que capta emanações de raio-X de alta energia. O buraco negro inativo tem cerca de cinco milhões de vezes a massa do Sol e está localizado no centro da galáxia. A NGC 253 costuma produzir novas estrelas, de acordo com a Nasa. Nossos resultados apontam que o buraco negro entrou em hibernação nos últimos dez anos", disse o pesquisador Bret Lehmer, da agência americana, em entrevista ao site da Nasa. "Observações periódicas os telescópios vão dizer claramente se o buraco negro pode voltar à atividade.
 
Se isso ocorrer nos próximos anos, esperamos estar olhando", ressaltou Lehmer, que também dá aulas na Universidade Johns Hopskins. "Buracos negros se 'alimentam' da matéria ao redor deles. Quando essa matéria acaba, eles hibernam", disse a pesquisadora Ann Hornschemeier, também dos laboratórios da Nasa. "A galáxia NGC 253 é incomum porque há uma tremenda atividade de formação estelar ao redor do buraco negro enquanto ele está dormente", afirmou. A Via Láctea é mais "tranquila" do que a galáxia do Escultor, porque produz menos estrelas. Também existe na região um buraco negro gigantesco e inativo, com cerca de quatro milhões a massa do Sol.
Fonte:G1

Os vários métodos de detecção de planetas

O método para detecção de planetas extra-solares melhor sucedido é sem sombra de dúvida o ''Método de Velocidades Radiais'', apresentado anteriormente. Também conhecido como ''Método Doppler'' ou ''Método Wobble'', foi aquele que mais planetas detectou até à data. Há no entanto vários métodos alternativos para detecção de planetas extra-solares. Em seguida apresenta-se um resumo dos mesmos.

 
Astrometria
Astrometria é o método de detecção de planetas mais antigo de todos, usada desde 1938. Este método consiste em medir o movimento da estrela em busca da influência gravítica causada pelos planetas. Infelizmente nem os nossos melhores telescópios nos permitem obter medições fiáveis, e apenas foi possível até hoje usar este método para confirmar a descoberta de planetas pela técnica das velocidades radiais.
 
Método dos pulsares
Os pulsares são os relógios mais precisos do Universo, emitindo radiação em intervalos de tempo sempre iguais. A regularidade entre os pulsos é tal que o intervalo entre os mesmos tem uma precisão de 10-13 segundos. A presença de um objecto a rodar em torno de um pulsar faz com que os dois orbitem em torno do centro de massa do sistema. Assim a radiação emitida pelo pulsar chega a nós afectada de um atraso (ou adiantamento) temporal, dependendo da distância a que o pulsar se encontrava de nós quando emitiu o seu ''flash'' de luz. A análise do intervalo entre os diferentes pulsos permite-nos dizer que o pulsar tem algum outro objecto em sua órbita.

Em 1993 o astrónomo polaco Aleksander Wolszczan declarou ter descoberto o primeiro planeta extra-solar. O seu achado surge ao estudar o pulsar SR 1257+12. Já anteriormente alguns astrónomos tinham suspeitado da presença de planetas em torno de pulsares mas a verdade é que os resultados eram vistos com desconfiança. Não havia a certeza de os objectos serem mesmo planetas, sendo bastante difícil conceber que um planeta tenha sobrevivido à enorme explosão de Supernova que deu origem ao pulsar. Este planetas devem assim provavelmente formar-se a partir dos materiais remanescente do fenómeno de Supernova (em que uma estrela grande massa termina a sua vida ejectando violentamente as suas camadas superiores). No entanto, não são realmente aquilo que os astrofísicos chamam planeta.

Microlentes Gravitacionais
O efeito de micro-ampliação gravitacional ocorre quando o campo gravítico de um planeta e da sua estrela mãe ampliam a luz recebida de um estrela distante que está por trás, para além deles. Para que tal aconteça é necessário que o planeta e a estrela mãe passem precisamente entre a estrela de fundo e a Terra. Como tais eventos são raros (e têm apenas uma duração compreendida entre as 2 e as 20 horas), uma enorme quantidade de estrelas distantes deve ser monitorizada de modo a que sejam detectados planetas a uma taxa razoável. Este método é optimizado para a detecção de planetas na direcção do centro da Galáxia devido à enorme quantidade de estrelas de fundo que tal alinhamento proporciona.

A grande vantagem proveniente da utilização de microlentes gravitacionais é que permite detecção de planetas com baixa massa (ou seja, com massas iguais à massa da Terra) com a utilização de instrumentos actuais. A desvantagem é que o alinhamento provavelmente nunca mais se repetirá e assim as detecções não podem ser confirmadas. Além disso os planetas detectados podem estar a uma distância da ordem de vários milhares de anos-luz pelo que não poderá ser usado nenhum outro método para confirmar a sua existência. No entanto se suficientes estrelas de fundo puderem ser observadas com uma boa precisão poderemos determinar quão comuns são planetas como a Terra na nossa Galáxia.

Método dos Trânsitos
Um método desenvolvido recentemente em que se detecta a obscuração provocada pelo planeta quando este passa em frente da estrela-mãe. Este método só é aplicável na pequena percentagem de estrelas em que a órbita do planeta passa em frente da estrela. No entanto pode ser usado em estrelas muito distantes, desde que seja detectável a variação no fluxo recebido por nós quando o planeta efectua o trânsito. Uma importante mais-valia desta abordagem é fornecer uma estimativa do raio do planeta, impossível de obter por outros meios disponíveis actualmente.
 
Como vemos os planetas extra-solares têm concentrado um enorme esforço da comunidade astrofísica a nível mundial.  Muitos foram os desenvolvimentos e resultados conseguidos nos escassos dez anos que passaram desde a descoberta do primeiro planeta extra-solar. Muitas foram as teorias refutadas ou reforçadas pelos dados resultantes da “caça aos planetas” e as conclusões daí resultantes permitiram-nos conhecer muito melhor o nosso Sistema Solar. O que podemos esperar do futuro dos planetas extra-solares? Provavelmente a resposta a uma das mais antigas perguntas da Humanidade: A Existência de Vida no Universo.
Fonte: Portal do Astronomo

A Região de Formação de Estrelas NGC 3582

Créditos e direitos autorais: Cavidade Observatório Desert

O que está acontecendo na nebulosa NGC 3582? Estrelas brilhantes e interessantes moléculas estão se formando. A complexa nebulosa reside na região de formação de estrelas chamada de RCW 57. Visível nessa imagem estão densos nós de poeira interestelar escura, estrelas brilhantes que se formaram no último milhão de anos, campos de gás hidrogênio brilhante ionizado por essas estrelas, e grandes loops de gás expelidos por estrelas que estão morrendo. Um estudo detalhado da NGC 3582 também conhecida como NGC 3584 e NGC 3576, descobriu no mínimo 33 estrelas massivas na fase final de suas formações, e a clara presença da complexa molécula de carbono conhecida como Polycyclic Aromatic Hidrocarbons (PAHs). Acredita-se que as PAHs sejam criadas no gás em resfriamento das regiões de formação de estrelas, e seu desenvolvimento na nebulosa de formação do Sol há cinco bilhões de anos atrás pode ter sido um importante passo no desenvolvimento da vida na Terra. A imagem acima foi feita no Desert Hollow Observatory na parte norte Phoenix, Arizona, EUA.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130611.html 

A Contorcionista extremamente brilhante

Créditos:ESA / Hubble & NASA

O objeto contorcido registrado pelo Hubble nessa imagem é a IRAS 22491-1808, também conhecida como Galáxia da América do sul. Essa é uma galáxia infravermelha ultraluminosa, ou uma ULIRG, que emite uma grande quantidade de luz nos comprimentos de onda do infravermelho. A razão para a sua intensa emissão no infravermelho está no episódio de forte atividade de formação de estrelas, que foi disparado por uma colisão entre duas galáxias em interação.
 
Nessa imagem a forma torcida esconde um grande número de feições. Na região central, que é muito complexa e perturbada, os cientistas têm sido capazes de distinguir dois núcleos, partes remanescentes de duas diferentes galáxias que estão atualmente colidindo para formar uma nova. A IRAS 22491-1808 está entre as mais luminosas desse tipo de galáxias, e é considerada como se estivesse no meio da sua fase de fusão.
 
O centro desse objeto também mostra alguns intensos nós de formação de estrelas, que, como vistos na imagem, na verdade brilham mais que seu núcleo nos comprimentos ópticos da luz. Para poder identificar os dois núcleos em fusão na IRAS 22491-1808, os cientistas têm que observar essa galáxia no comprimento de luz do infravermelho, onde eles são mais distintos.
 
Outros traços da colisão galáctica são as três caudas bem distintas que podem ser vistas na imagem – duas lineares e uma circular. A cauda se estende em direção à parte inferior da imagem desde o corpo principal exibindo concentrações avermelhadas de formação de estrelas na sua base.
Fonte: http://www.spacetelescope.org
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