18 de jun de 2013

Encontrado buraco negro que gira quase à velocidade da luz

 
Os resultados da pesquisa, que aparecem na revista Nature, resolvem um longo debate sobre medidas semelhantes em outros buracos negros, e levam a uma melhor compreensão de como os buracos negros e galáxias evoluem. As observações também são um teste poderoso da teoria da relatividade geral de Einstein, que diz que a gravidade pode dobrar o espaço-tempo, o tecido que molda o nosso universo, e a luz que viaja através dele.
 

Medições incertas

 
NuSTAR, uma missão da NASA lançada em junho de 2012, foi projetado para detectar a luz raio-X de mais alta energia em grande detalhe. Ele complementa telescópios que observam luzes de menor energia, como o XMM-Newton e o Chandra X-ray Observatory. Cientistas usam esses e outros telescópios para estimar as taxas de rotação de buracos negros. Até agora, essas medidas podiam não estar certas, porque as nuvens de gás em volta dos buracos negros poderiam ter os obscurecido e confundido os resultados.
 
Com a ajuda do XMM-Newton, NuSTAR foi capaz de ver uma ampla gama de energias de raios-X e penetrar mais profundamente na região ao redor do buraco negro. Os novos dados demonstram que os raios-X não estão sendo distorcidos pelas nuvens de gás circundantes, mas pela gravidade enorme do buraco negro. Isto prova que as taxas de rotação de buracos negros supermassivos podem ser determinadas de forma conclusiva.
 

O experimento

 
Medir a rotação de um buraco negro supermassivo é fundamental para entender sua história e de sua galáxia hospedeira. Esses monstros, com massas de milhões a bilhões de vezes a do sol, são formados como pequenas sementes no início do universo e crescem engolindo estrelas e gás em suas galáxias, fundindo com outros buracos negros gigantes quando as galáxias colidem, ou ambos”, disse o autor principal do estudo, Guido Risaliti do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, em Cambridge, Massachusetts (EUA), e do Instituto Nacional Italiano de Astrofísica. Buracos negros supermassivos são rodeados por discos de acreção, formados conforme sua gravidade puxa matéria para dentro deles.
 
A teoria de Einstein prevê que, quanto mais rápido um buraco negro gira, mais perto o disco de acreção fica do buraco negro. Quanto mais próximo o disco de acreção, mais a gravidade do buraco negro irá deformar os raios-X lançados do disco. Os astrônomos observaram esses efeitos de deformação analisando a luz de raios-X emitidos pelo ferro circulante no disco de acreção usando o XMM-Newton e o NuSTAR simultaneamente. Enquanto o XMM-Newton revelou que a luz do ferro estava sendo deformada, NuSTAR provou que essa distorção estava vindo da gravidade do buraco negro e não das nuvens de gás na vizinhança.
 
Os dados do NuSTAR também mostraram que o ferro estava tão perto do buraco negro que sua gravidade devia estar causando os efeitos de deformação. Com a possibilidade das nuvens estarem obscurecendo as medições descartada, os cientistas podem usar as distorções no ferro dos buracos negros para determinar sua taxa de rotação com precisão, removendo a incerteza previamente sugerida. A descoberta se aplica a medição de vários outros buracos negros.
Fonte: Hypescience.com
[ScienceDaily]

6 Coisas que os humanos acham que viram em Marte

Desde que o homem começou a explorar o planeta vermelho, imagens das areias e pedras em sua superfície têm sido confundidas com ratos, coelhos e outras criaturas típicas da Terra. Isso não revela nada sobre Marte - mas diz muito sobre a mente humana
Todos estão ansiosos por mais informações que as câmeras da Curiosity estão fornecendo para nós, pobres terráqueos. Outras sondas e satélites já capturaram fotos de Marte, porém não tão claras e límpidas como as da Curiosity. Essas imagens, muitas vezes, causaram certa polêmica por parecerem trazer elementos alienígenas ou informações inesperadas.

A percepção e interpretação de diferentes formatos em outras fisionomias possui um nome específico: pareidolia. Esse fenômeno é conhecido pela representação de desenhos que simbolizam algo que não são – como olhar para o céu e enxergar desenhos nas nuvens. Os casos listados aqui são todos exemplos de pareidolia. Confira algumas dessas imagens e suas mais diferentes interpretações:

1 – As faces de Marte
Uma das imagens mais icônicas de Marte é uma fotografia tirada em 1976 pela sonda Viking 1, da Nasa. Naquela época, o planeta ainda era uma paisagem misteriosa, e os boatos sobre vida em sua superfície faziam muito sucesso. A foto mostrava uma região conhecida como Cydonia, onde despontava uma estrutura de 3 quilômetros, que lembrava uma face humana. Mesmo em uma época na qual ainda não existia internet, a imagem circulou rapidamente pelo planeta. A repercussão foi tanta que, poucos dias depois, cientistas da Nasa tiveram de se pronunciar, afirmando que se tratava de uma simples plataforma na superfície do planeta.
 
Os traços humanos seriam a sombra que a luz do sol projetava em sua superfície. Os teóricos da conspiração, entretanto, insistiam que o governo americano estava escondendo algo da população. A discussão só teve um fim em 1998, quando a nave Mars Global Surveyor voou em direção à mesma região e fotografou a mesma formação geológica. A imagem que apareceu — em uma resolução muito maior do que a anterior — mostrava uma simples formação natural.
 
2 – Roedor astronauta
A imagem acima foi obtida pelo robô Curiosity em setembro do ano passado. Em dezembro, o site Ufo Sightings Daily descobriu ali, em meio a rochas, a presença de um conhecido animal. “É um belo roedor em Marte. Observe a cor mais clara nas pálpebras superiores e inferiores, o nariz e a bochecha, o seu ouvido, sua perna da frente e estômago”, escreveram os ufólogos. O texto ainda afirmava que a Nasa teria descoberto vida no planeta vermelho, mas não revelaria o segredo para que Rússia e China não obtivessem a informação. Depois, o site mudou de versão.

Alertados por seus leitores, eles consideraram mais provável que o roedor fizesse parte de uma experiência da Nasa, que o usou para testar quanto tempo um animal seria capaz de sobreviver na superfície do planeta. A Nasa não falaria do assunto, segundo a nova teoria da conspiração, por medo de ser processada por grupos que defendem os direitos dos animais. Segundo os cientistas da agência espacial, a imagem mostra uma simples pedra, que adquiriu um formato estranho por causa da erosão causada pelo vento e clima marcianos. A rocha seria tão desimportante, que, segundo a agência, não merecia nenhum tipo de análise mais detalhada.

3 – Pé-grande
Em 2007, o robô Spirit, enviado pela Nasa para explorar Marte, capturou um grande imagem panorâmica do planeta. A imagem foi obtida a partir do Home Plate, um platô nas Colinas Columbia onde o aparelho estava alojado. Apesar do grande tamanho da imagem, os ufólogos foram capazes de encontrar, no canto esquerdo, uma figura humana — apelidada de Pé-grande. Segundo os cientistas, no entanto, trata-se apenas de um conjunto de pedras empilhadas, medindo apenas alguns centímetros de altura. A imagem é uma das mais famosas enviadas pelo Spirit em seus seis anos de operação em Marte.
 
4 – Artefatos alienígenas
A geografia de Marte é bastante irregular, repleta de depressões, desertos e rochas. Essa imagem, captada pela sonda Opportunity, exibe um terreno acidentado com algumas formas curiosas. Com algum esforço, você pode enxergar uma silhueta de um suposto faraó, como se fosse esculpida na parede. Será que realmente foram os marcianos que ajudaram na ascensão do Egito?
 
5 – Crateras felizes
A foto dessa cratera marciana foi capturada em 1999, exibindo um grande sorriso para nós terráqueos. Os dois olhos e a boca só podem ser contemplados de muito longe, já que toda essa cratera possui mais de 230 quilômetros de extensão. Os mistérios de Marte são inúmeros, pois há muito que descobrir desse distante planeta. Talvez seja por isso que imaginamos tantas coisas sobre esse desconhecido lugar. E você, conhece outras imagens estranhas de Marte e deseja compartilhar?

6 - Papagaio
As ilusões de ótica causadas por perturbações na superfície de Marte são inúmeras, mas raramente viram pesquisas publicadas em periódicos científicos. Em 2011, no entanto, a revista Journal of Scientific Exploration — dedicada a cobrir assuntos pouco convencionais — publicou um artigo defendendo que a imagem acima mostrava um papagaio na superfície de Marte. Segundo a Nasa, a fotografia capturada pela nave Mars Global Surveyor mostrava uma formação geológica comum, mas os autores do artigo enxergaram outra coisa.

Segundo três veterinários que compunham a equipe, a imagem mostrava uma cabeça, bico, corpo, olho, perna, pé, asas e penas, induzindo a visão de uma ave. Os geólogos do grupo — que não são ligados a nenhuma universidade — afirmaram que esse tipo de formação nunca poderia acontecer naturalmente, deixando de explicar quem seriam os verdadeiros autores de tal escultura.
Fonte:Veja

Todos a bordo na Mars Express

Faz dez anos que a Mars Express abriu caminho para fora da atmosfera terrestre e começou a sua viagem até ao Planeta Vermelho. A partir daí a sonda marciana tem trabalhado arduamente desvendando vários mistérios deste mundo alienígena.
©ESA/ D. Ducros

Na última década a Mars Express tem enviado para casa imagens dramáticas de grandes vulcões, desfiladeiros gigantes e as calotes polares do planeta semelhantes às da Terra. Demonstrou-nos sem qualquer dúvida que milhares de milhões de anos atrás o quarto planeta a contar do Sol era muito mais ameno e húmido do que o que é hoje. Com mapas detalhados e fotografias dos vastos leitos de antigos rios e planícies inundadas foram também detetados tipos especiais de rochas que apenas se podem formar na água! Graças a esta missão tornou-se claro que, no seu passado, Marte pôde proporcionar o ambiente perfeito para o desenvolvimento de vida.
 
As pesquisas da nave espacial não encontraram apenas evidências de que há muito tempo a água líquida existiu no planeta mas também de que existe atualmente na forma de água congelada! Encontrou-se uma fina camada de gelo mesmo por baixo da superfície do planeta estendendo-se por centenas de quilómetros em redor do pólo Sul. E não é apenas nas calotes polares, a água encontra-se também em amplos lagos gelados a grande profundidade por baixo da superfície seca e poeirenta do planeta. Só nos pólos a sonda encontrou uma quantidade de água congelada que derretida seria suficiente para cobrir completamente o planeta com um oceano de 11m de profundidade.
 
Por último acalentando esperanças de que este planeta possa albergar formas de vida alienígenas, a Mars Express detetou uma substância química chamada “metano” na atmosfera marciana. Na Terra o metano é um gás que apenas é produzido através da atividade vulcânica ou da vida. Será que isto significa a existência de vida em Marte na atualidade? E a aventura ainda não terminou, a Mars Express tem pela frente muitos anos de vida! Ainda esta semana, a missão enviou informações sobre a Grande Inundação que escavou rios e deltas ao longo de um quilómetro e meio quadrado da superficíe do planeta, há três mil milhões de anos! Trata-se de uma inundação que cobriria o México quase por completo!
Fonte: Ciência 2.0

Agência Espacial Europeia vai colocar minilaboratório em núcleo de cometa

Em 2014, a sonda Rosetta se encontrará com o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko e conduzirá pesquisa científica sem igual.
Rosetta orbitando o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
 
Uma pesquisa sem precedentes sobre os cometas está muito próxima de acontecer no ano que vem. Em novembro de 2014, está previsto o encontro do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko com a sonda espacial Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA). Lançada em 2004, ela deverá sobrevoar o cometa e enviar um minilaboratório, o Philae, para pousar no núcleo do corpo celeste, uma missão inédita. Esta é a primeira sonda a viajar além do cinturão de asteroides usando somente energia solar. A 800 milhões de quilômetros do Sol, o nível de radiação é de somente 4% em relação à Terra.  Certamente, a parte mais delicada da missão será o pouso do minilaboratório Philae no núcleo do cometa, já que não se sabe exatamente como é a sua superfície: ela pode ser de um tipo de poeira, ferrita sólida ou formada por fendas. 
 
Os pesquisadores querem entender como será a atividade deste corpo celeste ao ser aquecido pelo Sol e também estudar a composição do núcleo do cometa. O módulo de pouso vai fazer um furo de 20cm de profundidade para coleta de materiais que serão analisados pelo minilaboratório. Este projeto foi concebido há duas décadas pela ESA. A sonda Rosetta tem este nome em homenagem à Pedra de Roseta, encontrada no Egito, que ajudou a decifrar os hieróglifos. Já Philae é uma ilha onde foi encontrado um obelisco também usado na decifração. No que depender dos nomes, a missão está bem cotada para decifrar este "enigma" dos cometas.
Fonte: ESA

Mistério da morte de Gagarin é desvendado

Acidente aéreo que matou primeiro homem no espaço foi provocado por outro avião

Gagarin a bordo da cápsula Vostok 1: primeiro homem no espaço e herói da União Soviética, elçe morreu em acidente aéreo causado pela passagem em alta velocidade de outro avião perto do qual ele estava
Foto: - / AFP
Quando subiu a bordo da cápsula Vostok 1 em abril de 1961, Yuri Gagarin tornou-se o primeiro homem no espaço e foi alçado à condição de herói da antiga União Soviética, a personificação do triunfo da ciência da superpotência comunista sobre seus rivais do Ocidente. Assim, as circunstâncias da sua morte em um acidente aéreo em março de 1968 permaneceram décadas envoltas em mistério, mesmo após o esfacelamento da URSS. Agora, no entanto, elas foram reveladas por seu colega cosmonauta Aleksey Leonov, ele mesmo o primeiro homem a fazer uma caminhada espacial, em 1965. Leonov passou os últimos 20 anos batalhando com as autoridades russas pela divulgação dos detalhes da investigação sobre o acidente, da qual fez parte. Na versão oficial divulgada então, Gagarin e o experiente instrutor Vladimir Seryogin caíram com o MiG-15UTI após se desviarem de um objeto voador não identificado – um balão ou um pássaro. A manobra fez com que seu avião entrasse em parafuso e os dois morreram no impacto com a terra. - esta conclusão é verossímil para um civil, mas não para um profissional – afirmou Leonov em entrevista à rede de TV Russia Today (RT). - De fato, tudo aconteceu diferente.
 
De acordo com um relatório finalmente liberado pelo governo russo após os insistentes pedidos de Leonov, um jato SU-15 passou perigosamente perto do avião de Gagarin em um voo não autorizado, precipitando-o rumo ao chão. O ex-cosmonauta contou que naquele fatídico dia 27 de março de 1968 era o responsável pelos treinamentos de saltos de paraquedas. O clima estava ruim, com muita chuva, vento e neve, o que tornava impossíveis os exercícios. Enquanto esperava o cancelamento oficial do treinamento, ele ouviu o barulho de um avião rompendo a barreira do som, seguido de uma explosão um ou dois segundos depois, e então soube que algo tinha dado errado.
 
- Sabíamos que o SU-15 estava previsto para ser testado naquele dia, mas ele deveria estar voando a uma altitude de 10 mil metros ou mais, e não 450-500 metros. Foi uma violação dos procedimentos de voo – disse Leonov. - Depois que realizou a pós-combustão (necessária para levá-lo à velocidade supersônica) o avião (SU-15) passou perto de Gagarin, virando seu avião e assim jogando-o em parafuso, uma espiral, para ser mais preciso, a uma velocidade de 750 km/h. Leonov lembra que recebeu ordens de voltar para a base de Chkalovsky, onde soube que o avião de Gagarin deveria ter esgotado seu combustível há 45 minutos. E suas suspeitas de que um acidente tinha ocorrido foram confirmadas após informações de que um local de impacto foi encontrado perto da vila de Novoselovo.
 
- Enviamos uma equipe que encontrou os destroços do avião e os restos mortais de Seryogin – contou à RT. - Não foram encontrados os restos de Gagarin, só seu mapa e uma bolsa, então a princípio pensamos que ele tinha conseguido se ejetar. Enviamos um batalhão de soldados que procurou por ele na floresta a noite inteira, mas tudo que encontraram foram os restos de um balão. Só no dia seguinte encontramos o corpo de Gagarin. Consegui identificá-lo por uma mancha escura no pescoço que só tinha notado três dias antes. Encontrados os restos de Gagarin, teve início então a conspiração para esconder que ele tinha morrido por falha humana de outro piloto soviético. Quando conseguiu colocar as mão no relatório décadas depois, Leonov encontrou várias falhas, mas a principal no seu próprio relato, que tinha seu nome, mas foi escrito por outra pessoa com os fatos mudados.
 
- Quando vi a cópia, de repente notei que ela colocou o intervalo entre os sons entre 15 e 20 segundos no lugar dos dois segundos que relatei. Isso sugeriria que os dois caças estavam separados por não menos de 50 quilômetros. Com a ajuda de computadores, simulações conseguiram então mostrar como o avião de Gagarin entrou em uma espiral mortal em alta velocidade. Segundo Leonov, a passagem de um avião maior e mais pesado pelas proximidades fez com que o MiG-15 virasse de cabeça para baixo. O nome do piloto do SU-15, hoje com 80 anos e saúde frágil, não foi revelado como condição para a entrevista do ex-cosmonauta.  Ele era um bom piloto de testes e isso não vai consertar nada – justificou.
Fonte:Globo Ciência

Mares Titânicos

Ligeia Mare, mostrado aqui em uma imagem de cores falsas da missão Cassini, é o segundo maior corpo líquido conhecido na lua Titã de Saturno. Ele mede aproximadamente 420 x 350 quilômetros e suas costas se estendem por mais de 3000 quilômetros. Ele é preenchido de hidrocarbonetos , como etano, metano e é um dos muitos mares e lagos que cobrem a região polar norte de Titã. Muitos rios podem ser vistos drenando o mar. A Cassini ainda não observou ondas no Ligeia Mare, mas elas podem aparecer mais tarde à medida que a região polar norte de Titã se aproxima do solstício de verão em 2017 e os ventos se tornam mais fortes.
 
Enquanto que a estimativa da velocidade do vento em Titã varia, a maior parte dos cientistas concorda que os ventos estão atualmente muito calmos para gerarem ondas na latitude do Ligeia. Dados para medidas precisas da rugosidade do Ligeia Mare foram coletados durante o recente sobrevoo da Cassini em Titã em 23 de Maio de 2013 e irá fornecer mais pistas. O mosaico mostrado aqui é composto de imagens do radar de abertura sintética obtidas durante os sobrevoos realizados em Fevereiro de 2006 e em Abril de 2007.
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Essa técnica de imageamento trabalha coletando os ecos dos pulsos de radar enviados para a superfície de Titã pela Cassini. Quebrando esses ecos em tempo e frequência, uma imagem da superfície pode ser construída usando a técnica conhecida como Synthetic Aperture Radar, ou SAR. A intensidade média do retorno do eco é dependente da rugosidade, da estrutura e da composição da superfície. No caso do imageamento SAR, superfícies suaves aparecem escuras já que a maior parte da energia transmitida é refletida para longe da sonda. Nessa imagem, as áreas suaves como o Ligeia Mare refletem pouco sinal de radar e são mostradas em preto. Por contraste, as áreas rugosas, espalham mais energia de volta para o radar e são mostradas aqui em amarelo e branco nessa falsa representação colorida.
 
Pelo fato do radar operar em uma única frequência, as imagens do radar na verdade não possuem cores, ou informação dependente da frequência. O radar fornece uma maneira de se ver através da espessa atmosfera que borra a superfície de Titã em imagens da luz visível e infravermelha. A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo entre a NASA, a ESA e a ASI, a Agência Espacial Italiana. O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, gerencia a missão para o Science Mission Directorate da NASA em Washington. O módulo orbital Cassini foi desenhado, desenvolvido e montado no JPL. O instrumento de radar foi construído pelo JPL e pela ASI, trabalhando com membros da equipe dos EUA e de alguns países da Europa.
Fonte:http://www.esa.int/Our_Activities/Space_Science/Titanic_Sea

Buraco negro é flagrado cochilando

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Quase uma década atrás, o Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, capturou sinais do que parecia ser um buraco negro se alimentando de gás no centro da galáxia do Escultor, também conhecida como NGC 253, a 13 milhões de anos-luz de distância – uma das mais próximas galáxias de formação estelar da nossa, a Via Láctea. Agora, o telescópio NuSTAR, também da NASA, observou o mesmo buraco negro e o encontrou adormecido. Nossos resultados sugerem que o buraco negro esteve dormente nos últimos 10 anos”, disse Bret Lehmer, da Universidade Johns Hopkins (EUA), membro da NASA e principal autor do estudo. “Novas observações periódicas com Chandra e NuSTAR devem nos dizer, inequivocamente, se o buraco negro acordar novamente. Se isso acontecer nos próximos anos, esperamos estar assistindo”.
 
O buraco negro adormecido tem cerca 5 milhões de vezes a massa do nosso sol, e encontra-se no centro da galáxia do Escultor. A Via Láctea é mais tranquila do que a galáxia do Escultor: faz muito menos novas estrelas, e seu buraco negro gigante, que tem cerca de 4 milhões de vezes a massa do nosso sol, também está cochilando. “Os buracos negros se alimentam de materiais que os circundam. Quando estão sem este combustível, eles ficam dormentes”, explica a coautora da pesquisa, Ann Hornschemeier, da NASA. “NGC 253 é um pouco incomum, porque seu buraco negro gigante está dormindo no meio de uma enorme atividade de formação de estrelas ao redor dele”.

Acordado ou dormindo?

Os resultados das observações estão ensinando os astrônomos como as galáxias crescem ao longo do tempo. Eles acreditam que quase todas as galáxias abrigam buracos negros supermassivos em seus corações. Na maioria delas, os buracos negros crescem na mesma taxa que novas estrelas se formam, até que a explosão de radiação dos buracos negros “desliga” a formação de estrelas. No caso da galáxia do Escultor, os astrônomos não sabem se a formação de estrelas está diminuindo ou aumentando. “O crescimento do buraco negro e a formação de estrelas muitas vezes caminham lado a lado em galáxias distantes”, disse Daniel Stern, coautor e cientista do projeto NuSTAR. “É um pouco surpreendente o que está acontecendo aqui, mas temos dois potentes telescópios de raios-X complementares para estudar o caso”.
 
Chandra observou os primeiros sinais do que parecia ser um buraco negro supermassivo se alimentando no coração da galáxia do Escultor em 2003. Conforme materiais caíam no buraco negro, ele se aquecia dezenas de milhões de graus e brilhava – brilho que os telescópios da agência espacial podem detectar. Então, em setembro e novembro de 2012, Chandra e NuSTAR observaram a mesma região ao mesmo tempo. As observações de NuSTAR, mais potentes, permitiram aos pesquisadores dizer conclusivamente que o buraco negro não estava absorvendo materiais. Em outras palavras, o buraco negro parecia ter caído no sono. Outra possibilidade é que o buraco negro não estava realmente acordado 10 anos atrás, e o que Chandra observou foi uma fonte diferente de raios-X. Observações futuras com ambos os telescópios devem resolver o enigma.

Fonte ultraluminosa de raios-X

As novas observações também revelaram um objeto menor que os pesquisadores foram capazes de identificar como uma “fonte ultraluminosa de raios-X” (ULX, na sigla em inglês), que são espécies de buracos negros que se alimentam de materiais de uma estrela parceira. Eles brilham mais intensamente do que os buracos negros típicos gerados a partir de estrelas moribundas, mas são mais fracos e distribuídos de forma mais aleatória do que os buracos negros supermassivos nos centros de grandes galáxias. Os astrônomos ainda estão trabalhando para compreender o tamanho, a origem e a física das ULXs.
Fonte: Hypescience.com
[ScienceDaily]
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