20 de jun de 2013

As metálicas montanhas cobertas de neve de Vênus

Cientistas desvendam o mistério sobre as camadas brilhantes que cobrem os topos das montanhas venusianas.

Algumas das características mais majestosas da Terra são suas montanhas cobertas de neve altas, atingindo alta o suficiente para que eles possam esculpir sistemas climáticos do nosso mundo. Mas as montanhas da Terra não são de forma única, e não é a neve. Montanhas em Vênus também estão cobertas de neve. Exceto que a neve venusiana é composta principalmente de metais pesados. Como você poderia esperar de um planeta com uma atmosfera tão alienígena, a neve que cobre os montanhas de Vênus é aparentemente não menos exótico. Com as altas temperaturas na superfície do planeta, o gelo de água é impossível (não que haja muita água em Vênus). Segundo os cientistas, as temperaturas na superfície de Vênus são altas demais — na casa dos 480 °C! É feito de sulfeto de chumbo e sulfeto de bismuto, mais comumente conhecido como os minerais galena e bismutinite.
 
Esses elementos são depositados nos topos das montanhas devido à vaporização da pirita — mineral abundante na superfície de Vênus —, que acaba ficando em suspensão na atmosfera. Entretanto, quando essa “névoa metálica” alcança altitudes maiores, ela acaba se condensando, formando a camada de metal brilhante que recobre os topos das montanhas venusianas. Aliás, existem montanhas bem altas por lá. O Maxwell Montes, por exemplo, é o maciço montanhoso mais alto de Vênus, cujo pico mais alto alcança uma altura máxima de 11 quilômetros, ou seja, é 3 quilômetros mais alto do que o Monte Everest. Assim, imagine só se fosse possível visitar um lugar como esse, coberto de neve metálica e com vistas de tirar o fôlego!

Uma surpresa empoeirada em torno de um buraco negro gigante

Esta concepção artística mostra os arredores do buraco negro de elevada massa que se encontra no coração da galáxia ativa NGC 3783, situada na constelação austral do Centauro. Novas observações obtidas com o Interferômetro do Very Large Telescope, no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, revelaram não apenas o toro de poeira quente que rodeia o buraco negro mas também um vento de matéria fria nas regiões polares.Crédito:ESO/M. Kornmesser
 
O interferômetro do Very Large Telescope do ESO obteve as observações mais detalhadas até hoje da poeira situada em torno do enorme buraco negro que se encontra no centro de uma galáxia ativa. Em vez de encontrar toda a poeira brilhante num toro em forma de rosquinha circundando o buraco negro, os astrônomos descobriram que muita desta poeira se encontra acima e abaixo do toro. Estas observações mostram que a poeira está sendo empurrada para longe do buraco negro sob a forma de vento frio - uma descoberta surpreendente que desafia as atuais teorias e nos diz como é que um buraco negro de elevada massa evolui e interage com o meio que o circunda.
 
Nos últimos vinte anos, os astrônomos descobriram que quase todas as galáxias têm um enorme buraco negro no seu centro. Alguns destes buracos negros estão em fase de crescimento sugando matéria do meio circundante e dando origem neste processo aos objetos mais energéticos do Universo: os núcleos ativos de galáxias (NAGs). As regiões centrais destas brilhantes centrais de energia encontram-se rodeadas por "rosquinhas" de poeira cósmica arrancada do espaço circundante, um pouco como a água dá origem a um redemoinho em torno do ralo de uma lava-louças. Pensa-se que a maior parte da intensa radiação infravermelha emitida pelos NAGs tem origem nestes toros.

No entanto, novas observações de uma galáxia ativa próxima chamada NGC 3783, obtidas por uma equipe internacional de astrônomos, com o auxílio do Interferômetro do Very Large Telescope (VLTI) no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, surpreenderam a equipe. Embora a poeira quente - com uma temperatura de cerca de 700 a 1000 graus Celsius - apresente, de fato, a forma de um toro como o esperado, encontraram-se igualmente enormes quantidades de poeira mais fria acima e abaixo do toro principal.

Como explica Sebastian Hönig (University of California Santa Barbara, USA e Christian-Albrechts-Universität zu Kiel, Alemanha), autor principal do artigo que descreve estes resultados, “Esta é a primeira vez que conseguimos combinar observações detalhadas no infravermelho médio da poeira fria, ie. à temperatura ambiente, em torno de um NAG com observações igualmente detalhadas da poeira muito quente. Estas observações representam igualmente a maior coleção de dados de um NAG obtidos no infravermelho pelo método de interferometria, publicados até hoje”.
 
A poeira recém descoberta forma um vento frio que sopra para longe do buraco negro. Este vento deve desempenhar um papel importante na relação complexa entre o buraco negro e o meio circundante. O buraco negro sacia o seu apetite devorador com material circundante, mas a intensa radiação que produz nesse processo parece estar ao mesmo tempo a afastar o material. Não é ainda claro como é que estes dois processos interagem, permitindo ao buraco negro crescer e evoluir no coração das galáxias, mas a presença de um vento de poeira acrescenta uma nova peça a este cenário.

De modo a investigar as regiões centrais de NGC 3783, os astrônomos necessitaram de combinar o poder dos Telescópios Principais do Very Large Telescope do ESO. Utilizando estes telescópios em uníssono formamos um interferômetro que consegue obter uma resolução equivalente à de um telescópio de 130 metros de diâmetro.

Outro membro da equipe, Gerd Weigelt (Max-Planck-Institut für Radioastronomie, Bonn, Alemanha), explica, ”Ao combinarmos a excelente sensibilidade dos grandes espelhos do VLT pelo método da interferometria, conseguimos coletar radiação suficiente para observar objetos tênues, o que nos permite estudar uma região tão pequena quanto a distância do Sol à estrela mais próxima, e isto numa galáxia a dezenas de milhões de anos-luz de distância. Nenhum outro sistema óptico ou infravermelho atualmente em existência seria capaz deste feito”.

Estas novas observações podem levar a alterações na compreensão dos NAGs. Temos agora uma evidência direta de que a poeira está sendo empurrada pela radiação intensa. Os modelos que prevêem como é que a poeira se distribui e como é que os buracos negros crescem e evoluem têm que, a partir de agora, levar em linha de conta este efeito recém descoberto.

Hönig conclui, “Tenho uma grande expectativa relativamente ao MATISSE, que permitirá combinar os quatro Telescópios Principais do VLT ao mesmo tempo e observar simultaneamente no infravermelho próximo e médio, o que nos dará dados muito mais detalhados”. O MATISSE, um instrumento de segunda geração para o VLTI, está atualmente sendo construído.
Fonte:ESO

A descoberta do bóson de Higgs mostrou que o universo não é natural?

Descobrimos o bóson de Higgs no ano passado, mas ele não é exatamente o que esperávamos. De acordo com alguns físicos, isso significa que o universo em si não é o que nós pensávamos também. Nima Arkani-Hamed, teórico do Instituto de Estudos Avançados de Princeton (EUA), explica um pouco dos resultados experimentais recentes aparentemente contraditórios do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o maior acelerador de partícula do mundo. Segundo ele, a descoberta espetacular do bóson de Higgs em julho de 2012 confirmou uma teoria de quase 50 anos de idade de como as partículas elementares adquirem sua massa – e, por consequência, como elas podem formar grandes estruturas como galáxias e seres humanos.
 
“O fato de que o bóson foi visto mais ou menos onde esperávamos encontrá-lo é um triunfo para a física experimental e um triunfo para a física teórica – é uma indicação de que a física funciona”, Arkani-Hamed disse. No entanto, para que o bóson de Higgs fizesse sentido com a massa (ou energia equivalente), que foi determinado a ter, o LHC precisava ter encontrado várias outras partículas também. Nenhuma delas apareceu. Com a descoberta de uma única partícula, as experiências do LHC se aprofundam em um problema que a física vem antecipando por décadas.

Equações modernas parecem captar a realidade com uma precisão de tirar o fôlego, prevendo corretamente os valores de muitas constantes da natureza e a existência de partículas como o bóson de Higgs. No entanto, algumas constantes – incluindo a massa do bóson de Higgs – são exponencialmente diferentes do que essas leis confiáveis matemáticas e físicas nos indicam que devem ser, de forma que excluiria qualquer possibilidade de vida, a menos que o universo seja formado por inexplicáveis afinações (que fazem tudo se encaixar no seu lugar perfeitamente) e cancelamentos.
 
Isso põe em “perigo” a noção de “naturalidade” de Albert Einstein, de que as leis da natureza são sublimemente lindas, inevitáveis e autossuficientes. Sem ela, os físicos enfrentam a perspectiva dura de que essas leis são apenas um resultado arbitrário e confuso de flutuações aleatórias no tecido do espaço-tempo. O LHC vai continuar a esmagar prótons em 2015, durante novas pesquisas que ainda tentam procurar respostas. No entanto, não somente Arkani-Hamed, mas muitos outros grandes físicos já estão começando a encarar a possibilidade de que o universo possa ser antinatural – apesar da divergência sobre o que seria necessário para provar tal coisa.
 
“10 ou 20 anos atrás, eu era um crente firme da naturalidade”, disse Nathan Seiberg, físico teórico do Instituto, onde Einstein ensinou de 1933 até sua morte, em 1955. “Agora eu não tenho tanta certeza. Minha esperança é que ainda exista algo que não pensamos, algum outro mecanismo que poderia explicar todas essas coisas. Mas eu não vejo o que poderia ser”, conforma-se.
E você, leitor, o que acha?
Fonte: Hypescience.com
[io9, SF]

Atmosfera de Marte era rica em oxigênio há 4 bilhões de anos

Período é anterior ao surgimento de O2 na Terra, há 2,5 bilhões de anos. Cientistas avaliaram meteoritos e rochas na superfície do planeta vermelho.
Imagem de Marte obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, em 2007 (Foto: Nasa/Divulgação)
 
A atmosfera de Marte era rica em oxigênio há 4 bilhões de anos, aponta um novo estudo feito por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Esse período é bem anterior ao surgimento de oxigênio na atmosfera terrestre, o que ocorreu há 2,5 bilhões de anos. Os resultados serão publicados na revista "Nature" desta quinta-feira (20). Os pesquisadores avaliaram a composição de meteoritos marcianos que caíram na Terra e dados do robô aposentado Spirit, da agência espacial americana (Nasa).
 
 O veículo, que permaneceu ativo no planeta vermelho entre 2004 e 2009, analisou rochas na superfície da cratera Gusev, que foi provavelmente criada pelo impacto de um asteroide ou cometa e pode ter abrigado um lago no passado. O fato de as rochas no solo de Marte serem cinco vezes mais ricas em níquel que os meteoritos encontrados na Terra intrigava os cientistas, e havia dúvidas se esses meteoritos eram produto da atividade vulcânica do planeta vermelho.

Segundo o professor Bernard Wood, do Departamento de Ciências da Terra de Oxford, as informações obtidas sugerem que tanto os meteoritos quanto as rochas vulcânicas em Marte tiveram origens semelhantes no interior do planeta, mas as pedras na superfície vieram de um ambiente mais rico em oxigênio, possivelmente causado pela reciclagem de materiais ricos em O2 no interior marciano. 

Esse resultado é surpreendente porque, enquanto os meteoritos são geologicamente 'jovens', com cerca de 180 a 1400 milhões anos, o Spirit analisou uma parte muito antiga de Marte, com mais de 3,7 bilhões de anos", disse Wood. A composição geológica do planeta vermelho varia muito de região para região e, segundo os cientistas, a superfície dele provavelmente se oxidou muito cedo – processo que deu a Marte sua coloração de ferrugem, umidade e calor. Mais tarde, esse material rico em oxigênio foi arrastado para o interior de Marte e reciclado, até voltar ao solo.
Fonte: G1

Conheça a estrela capaz de ficar 7 vezes mais quente e 15 vezes mais brilhante em 160 segundos

Recentemente, cientistas do Observatório Astrofísico de Buyarakan (Armênia) viram um fenômeno curioso: a estrela WX UMa sofreu um aumento drástico e temporário em seu brilho e calor em questão de poucos minutos. Localizada a 15,6 anos-luz da Terra, a WX UMa é classificada como flare star (“estrela fulgurante”, em tradução aproximada), uma estrela de luminosidade relativamente baixa, mas que muda de modo radical durante um curto intervalo de tempo. De acordo com as observações feitas pela equipe, ela passou de cerca de 2,5 mil °C para uma temperatura entre 10 mil e 32,8 mil °C, aproximadamente – e, com esse aumento, também ficou 15 vezes mais brilhante. Voltou ao normal em menos de 10 minutos. Esse efeito é tão dramático que a classificação da estrela literalmente muda dentro de poucos segundos. Neste caso, WX UMa temporariamente se transforma em um tipo espectral M para B. Esse fenômeno ocorre devido a turbulências no campo magnético da estrela, causadas por instabilidade em seu plasma. Essas turbulências afetam a superfície e a atmosfera ao redor do objeto espacial, aumentando sua temperatura e brilho.
Fonte: Hypescience.com

NASA pede ideias sobre como lidar com asteroides ameaçadores

A NASA anunciou um "grande desafio" (Grand Challenge) para tentar encontrar todos os asteroides que representam ameaça para os seres humanas e descobrir o que fazer com eles. A série Grand Challenge é um chamado à comunidade para que o mundo dê ideias sobre o que fazer com um determinado problema. Normalmente participam grupos de pesquisadores universitários e empresariais, mas também especialistas e interessados do público em geral.
 
"Este Grand Challenge é focado na detecção e caracterização de asteroides e em aprender a lidar com possíveis ameaças. Também queremos aproveitar o engajamento público, a inovação aberta e a ciência cidadã para ajudar a resolver este problema global," disse Lori Garver, executivo da NASA. Eu aplaudo a NASA pelo lançamento deste Grand Challenge porque encontrar asteroides ameaçadores e ter um plano para lidar com eles tem de ser um esforço de todos colocando a mão na massa," acrescentou Tom Kalil, assessor de tecnologia e inovação da Casa Branca.
 
A NASA também divulgou um pedido de informações que convida a indústria e parceiros em potencial para dar ideias sobre como atingir o objetivo proposto da agência para localizar, redirecionar e explorar um asteroide, bem como encontrar e planejar como lidar com as ameaças de asteroides em rota de colisão com a Terra. A NASA parece ter-se assustado realmente com o problema depois da passagem de um asteroide abaixo da órbita dos satélites de comunicação, em Fevereiro deste ano. Logo depois, em Maio, um outro asteroide não passou tão perto, mas era tão grande que possuía até uma lua própria.
 
Se alguém tiver alguma ideia do que fazer, é só entrar em contato com a NASA, no endereço www.nasa.gov/asteroidinitiative.
Fonte: Inovação Tecnológica

Endereço da Terra na Via Láctea ganha mais respeito

Os novos dados "destacam" nosso Braço Local dos braços principais de Sagitário e Perseu.[Imagem: Robert Hurt-IPAC/Bill Saxton-NRAO/AUI/NSF]

Esquecidos por quem?
 
É comum ouvir que o Sistema Solar, e a Terra em particular, residem em um "canto esquecido" nos subúrbios da Via Láctea. Embora não escondam a pretensão de que morássemos no centro da Via Láctea - o que é quase certamente inviável para nossa "especificação biológica" - essas afirmações não deixam de ter razão. De fato, moramos em um braço menor da nossa galáxia espiral, chamado Braço Local, situado entre dois dos braços principais da Via Láctea. Mas não tão menor quanto se acreditava, garantem Alberto Sanna e seus colegas do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha. Segundo os novos cálculos, o nosso Braço Local não é apenas uma pequena ramificação, uma espécie de "espora" de um braço principal.  Nossos novos dados sugerem que o Braço Local é uma estrutura proeminente da Via Láctea," defende Sanna.
 
Desenho da Via Láctea
 
Determinar a estrutura da nossa própria galáxia é um problema de longa data para os astrônomos - porque estamos dentro dela, não conseguindo vê-la de fora, como ocorre com as outras galáxias. Assim, para mapear a Via Láctea, os astrônomos precisam medir com precisão as distâncias de objetos dentro da própria galáxia. O problema é que medir distâncias cósmicas é uma tarefa difícil, levando a dados com grandes incertezas. Por isso, embora os astrônomos concordem que a Via Láctea tenha uma estrutura em espiral, há divergências sobre o número de braços que ela tem, assim como a distribuição e a dimensão desses braços. O que Sanna e seus colegas fizeram foi usar uma rede de radiotelescópios - o VLBA - para reduzir as imprecisões nas medições, usando então trigonometria simples para determinar as distâncias entre corpos celestes nas nossas vizinhanças.
 
 Foram quatro anos de coleta de dados, rastreando objetos cósmicos conhecidos como masers, que amplificam as ondas de rádio da mesma forma que um laser amplifica a luz - para um radiotelescópio, um maser é como uma lâmpada acesa na escuridão.  Os novos dados "destacam" nosso Braço Local dos braços principais de Sagitário e Perseu.  "Com base tanto na distância quanto no movimento espacial, nosso Braço Local não é uma espora. Ele é uma estrutura importante, talvez um ramo do braço de Perseu ou, possivelmente, um segmento de braço independente," defende Sanna.
Fonte: Inovação Tecnológica

Impressionante Galáxia NGC 3628

Crédito de imagem e direitos autorais: Alessandro Falesiedi
 
A nítida imagem telescópica da impressionante galáxia espiral NGC 3628, que observamos de lado daqui da Terra mostra um disco galáctico almofadado dividido por linhas escuras de poeira. Claro, esse retrato galáctico profundo traz a tona para alguns astrônomos o apelido dessa galáxia, a Galáxia Hambúrguer. Essa tentadora ilha do universo tem aproximadamente 100000 anos-luz de diâmetro e está localizada a 35 milhões de anos-luz de distância na constelação de Leo, o Leão. A NGC 3628 compartilha sua vizinhança no universo local com duas outras grandes galáxias espirais, a M65 e a M66 num grupo conhecido como Trinca de Leão. As interações gravitacionais com suas vizinhas cósmicas são provavelmente as forças responsáveis por estender a incandescência e a torção do disco espiral.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130620.html 

Sonda Cassini Se Prepara Para Fazer Imagem Especial da Terra

Esta visão simulada da sonda Cassini da NASA mostra as posições esperadas de Saturno e Terra em 19 de julho de 2013 em torno do tempo Cassini irá tirar uma foto da Terra. Cassini será de cerca de 898 milhões milhas (1.440 milhões quilômetros) de distância da Terra na época. Essa distância é quase 10 vezes a distância do Sol à Terra. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech
 
A sonda da NASA, agora explorando Saturno, fará no dia 19 de Julho de 2013, uma imagem especial do nosso planeta, a milhões de quilômetros de distância. A Terra, logicamente aparecerá como um ponto pálido azul entre os anéis de Saturno na imagem, que será parte de um mosaico, ou de um retrato composto de múltiplas imagens que a sonda Cassini está compondo para o Sistema de Saturno. Enquanto a Terra será somente um pixel do ponto de vista da Cassini, a 1.44 bilhões de quilômetros de distância, a equipe da sonda está esperando dar ao mundo uma chance para ver como o nosso lar se parece quando observado desde Saturno”, disse Linda Spilker, cientista de projeto da NASA no Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, na Califórnia.
 
 “Nós esperamos que todos possam se juntar numa onda para Saturno, desde a Terra, para que possamos comemorar essa oportunidade especial”. A Cassini fará as imagens da Terra como parte do mosaico às 18:27, hora de Brasília sendo que essa captura deve durar aproximadamente 15 minutos. Tudo acontecerá enquanto Saturno eclipsará o Sol do ponto de vista da Cassini. O ponto vantajoso da sonda na sombra de Saturno fará com que ela tenha uma oportunidade científica especial para observar o planeta dos anéis. No momento da imagem a América do Norte e parte do Oceano Atlântico, incluindo nós, aqui no Brasil estaremos entrando na noite.
 
Diferente das duas imagens anteriores do eclipse de Saturno em 2006 em que a sonda registrou a Terra, e outra vez em 2012, a imagem que será feita marcará a primeira vez que a sonda registrará a Terra em cor natural, ou seja, como o olho humano a enxergaria desde Saturno. Será também a primeira vez que a Terra e a Lua serão capturadas com a câmera de mais alta resolução da sonda Cassini. A posição da sonda permitirá que ela vire suas câmeras na direção do Sol, onde a Terra está, sem danificar os sensíveis detectores da Cassini.
 
“Desde que nós registramos a Terra entre os anéis de Saturno em Setembro de 2006 num dos mosaicos que se tornou uma das imagens mais amáveis da Cassini, eu quero fazer isso sempre e cada vez melhor”, disse Carolyn Porco, líder da equipe de imageamento da Cassini no Space Science Institute em Boulder, no Colorado. “Dessa vez, eu quero fazer desse evento uma oportunidade para todos ao redor do planeta salvar o que a de único na Terra a preciosidade da vida que temos.  Porco e sua equipe de imageamento examinou o plano de voo da Cassini para ver o momento em que a Terra não estaria obscurecida pela sombra de Saturno ou pelos seus anéis.
 
Trabalhando com outras equipes da missão, eles encontraram que o dia 19 de Julho será a oportunidade que permitirá que a sonda gaste um tempo na sombra de Saturno para duplicar as visões feitas anteriormente na missão, coletando tanto imagens visíveis como do infravermelho do planeta e do seu sistema de anéis. “Olhando de volta na direção do Sol, através dos anéis conseguiremos ver em destaque as finas partículas que os constituem, partículas da espessura de um fio de cabelo, ou seja, difíceis de serem observadas da Terra”, disse Matt Hadmen, um membro da equipe de ciência da Cassini, baseado na Universidade Cornell em Ithaca, N.Y., e um membro do grupo de trabalho dos anéis.
 
“Nós estamos particularmente interessados em ver as estruturas dentro do empoeirado Anel E de Saturno, que é esculpido pela atividade de gêiseres da lua Encélado, pelo campo magnético de Saturno e até mesmo pela pressão da radiação”. Essa última imagem continuará um legado das imagens feitas do espaço pelas sondas da NASA do nosso frágil mundo, que inclui a Terra Nascente de 1968, feita pela Apollo 8 a 380000 quil6ometros de distância, e O Pálido Ponto Azul feita pela sonda Voyager a 6 bilhões de quil6ometros de distância.
 
A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da NASA, da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Italiana. O JPL, gerencia a missão Cassini-huygens para o Science Mission Directorate da NASA em Washington, e desenhou, desenvolveu e montou o módulo orbital Cassini e suas duas câmeras. A equipe de imageamento consiste de cientistas dos EUA, Reino Unido, França e Alemanha. O centro de operações de imageamento é baseado no Space Science Institute em Boulder, no Colorado.
Fonte: http://www.jpl.nasa.gov
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