21 de jun de 2013

Uma matéria escura do B?

Matéria escura (em tons azul e verde) em um aglomerado: mais de um tipo pode existir no Cosmos
 
Os modelos atuais apontam que cerca de 23% do Universo é formado por uma componente invisível, de natureza desconhecida, denominada matéria escura. Essa componente de difícil detecção seria constituída de matéria fria, com tão pouca energia que suas partículas escuras raramente se chocariam. Ela se manifestaria na forma de um halo em torno das galáxias feitas de matéria visível, convencional, que representa apenas 5% do Cosmos. No entanto, um estudo de um grupo de astrofísicos da Universidade Harvard, comandado por Matthew Reece, sustenta que a realidade do Universo pode ser ainda mais complexa (Physical Review Letters, 23 de maio). Existiria, segundo os pesquisadores, um segundo tipo de matéria escura que poderia ter um comportamento mais parecido com o da matéria visível. Essa forma alternativa de matéria escura teria um tipo de força gravitacional que faria suas partículas se juntarem e originarem discos escuros, a exemplo do que ocorre com a matéria visível no processo de formação das galáxias. Seria ainda composta de versões “escuras” de partículas semelhantes aos prótons e elétrons que apresentariam algum nível de interação em razão da hipotética presença de uma “força eletromagnética escura”. O possível novo tipo de matéria escura teria uma presença importante, mas minoritária no Universo: responderia por apenas 5% de toda a matéria escura existente no Cosmos.
Fonte: Pesquisa Fapesp

ESO divulga impressionante imagem de nebulosa localizada a 3.300 anos-luz

A imagem é intrigante, o que seria afinal esta mancha verde no espaço?
O objeto capturado pelo telescópio Very Large Teslescope do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, trata-se de uma nebulosa planetária verde brilhante, IC 1295, que chegou a ser comparada com uns dos fantasmas do filme “Os Caça Fantasmas”, de 1984. A nebulosa rodeia uma estrela fraca e que está morrendo, localizada a cerca de 3.300 anos luz de distância, na constelação do Escudo. Está imagem é a mais detalhada deste objeto. Depois que estrelas do tamanho do Sol começam a morrer elas terminam suas vidas como anãs brancas. Durante milhares de anos, esses objetos ficam cercados por nuvens coloridas e brilhantes de gás ionizado, conhecido como nebulosa planetária.
 
As bolhas são feitas de gás, que brilham devido à intensa radiação ultravioleta emitida pela estrela que está envelhecendo. "A nebulosa tem a característica incomum de ser cercada por várias estrelas, que se assemelham a um microrganismo visto sob um microscópio, com muitas camadas correspondentes como se fossem membranas de uma célula", disse a Agência Espacial Europeia em comunicado.
 
As nebulosas planetárias liberam ao meio estelar diversos elementos, como carbono, nitrogênio, oxigênio e cálcio, importantes para o desenvolvimento das galáxias. A cor verde, que é destaque da nebulosa IC 1295, é proveniente do oxigênio ionizado. Na imagem, o ponto azul brilhante situado no centro da nebulosa, é o que resta do núcleo queimado de uma estrela. O brilho fraco demonstra que a energia armazenada dessa minúscula anã branca, irá ser dissipada lentamente, à medida que ela enfraquece ao longo de bilhões de anos.
 
Estrelas com massa como o Sol ou até oito vezes a massa solar, irão formar nebulosas planetárias na fase final de sua existência. O Sol tem 4,6 bilhões de anos e “viverá”, provavelmente, mais 5 bilhões de anos. O nome “nebulosas planetárias” é devido aos seus descobridores, no século XVIII, que compararam a aparência similar aos dos planetas gigantes vistos através de telescópios da época. A primeira nebulosa planetária descoberta foi a Nebulosa do Haltere ou NGC 6853, observada em 12 de julho de 1764 por Charles Messier, localizada cerca de 1.200 anos luz de distância da Terra. Com 7,5 de diâmetro, é uma nebulosa facilmente visível com binóculos, extremamente pequena em termos astronômicos, porém do tamanho normal para nebulosas planetárias.
Fonte: Jornal Ciência

Hubble faz bela imagem da Galáxia M61

Créditos:ESA / Hubble & NASA
O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA capturou essa imagem da galáxia espiral próxima Messier 61, também conhecida como NGC 4303. A galáxia, localizada a apenas 55 milhões de anos-luz de distância da Terra, ela tem aproximadamente o mesmo tamanho da Via Láctea com um diâmetro de 100000 anos-luz. A galáxia é notável por uma razão em particular – seis supernovas foram observadas dentro da Messier 61, um total que a coloca no topo das galáxias com supernovas no universo, juntamente com a Messier 83, também com seis, e a NGC 6946 com um total de 9 supernovas observadas.
 
Nessa imagem do Hubble, a galáxia é vista de frente como se estivesse posando para uma fotografia, permitindo que possamos estudar sua estrutura de forma detalhada. Os braços espirais podem ser vistos com um grau surpreendente de detalhe, girando em direção ao centro da galáxia, onde eles formam um espiral menor e intensamente brilhante. Nas regiões mais externas, esses vastos braços são pontilhados com regiões brilhantes azuis onde novas estrelas estão sendo formadas a partir de nuvens quentes e densas de gás.
 
A Messier 61 é parte do Aglomerado de Galáxias de Virgo, um massivo grupo de galáxias na constelação de Virgo (a Virgem). Os aglomerados de galáxias, ou grupos de galáxias, estão entre as maiores estruturas do universo que são unidas somente pela gravidade. O Aglomerado de Virgo contém mais de 1300 galáxias e forma a região central do Superaglomerado Local, uma reunião ainda maior de galáxias. A imagem acima foi feita usando dados obtidos pela Wide Field Camera 2 do Hubble. Diferentes versões dessa imagem foram submetidas para a competição de processamento de imagens do Hubble, Hubble´s Hidden Treasures, pelos competidores Gilles Chapdelaine, Luca Limatola e Robert Gendler.
Fonte: http://www.spacetelescope.org

Superlua aparecerá no dia 23 de junho

Durante o período conhecido como perigeu, o satélite natural se tornará 14% maior e 30% mais brilhante para um observador da Terra — distante apenas 356.991 quilômetros.
A superlua, um fenômeno em que o satélite natural da Terra fica maior e mais brilhante do que o comum em uma Lua cheia, acontecerá no dia 23 de junho. Este também será o encontro mais próximo da Terra com a Lua do que todo o ano de 2013. A superlua acontece quando a Lua chega ao seu ponto mais próximo da Terra. O fenômeno é também chamado de “perigeu lunar”, já que a órbita lunar tem o formato de elipse, e não de círculo. As Luas cheias variam de tamanho por causa de sua órbita oval. O trajeto elíptico tem um lado (perigeu) cerca de 50 mil km mais perto da Terra do que o outro (apogeu). Para um observador no planeta, as Luas perigeu ficam 14% maiores e 30% mais brilhantes do que no apogeu.
 
No perigeu, a Lua estará a apenas 356.991 quilômetros de distância às 07h32, segundo o horário de Brasília. Já em 9 de julho, a Lua vai oscilar para apogeu, a 406.490 quilômetros de distância da Terra. A proximidade da Lua pode aumentar um pouco as marés, mas não há com o que se preocupar: as variações serão de apenas alguns centímetros a mais do que o normal. A Nasa, agência espacial americana, alerta também que as Luas perigeu não disparam desastres naturais. Para quem quer tirar belas fotos, outra dica da Nasa: o melhor momento para observar a Lua é quando ela ainda está perto do horizonte. Em contraste com árvores e prédios, ela parecerá ainda maior.
Fonte: Info.Abril

Hubble registra galáxias em interação no Par Arp 142

O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA produziu essa vivida imagem de um par de galáxias interagindo conhecido como Arp 142. Quando duas galáxias chegam muito perto uma da outra elas começam a interagir, gerando mudanças espetaculares em ambos os objetos. Em alguns casos as duas podem até se fundirem – mas em outros elas são arrebentadas. Logo abaixo do centro dessa imagem, está a azulada, e torcida forma da galáxia NGC 2936, uma das duas galáxias em interação no par Arp 142 na constelação de Hydra. Apelidade de O Pinguim ou O Golfinho, pelos astrônomos amadores, a NGC 2936 era uma galáxia espiral padrão antes de começar a se romper graças à gravidade de sua companheira cósmica.
 
As partes remanescentes dessa estrutura espiral podem ainda serem vistas – o antigo bulbo galáctico agora forma o olho do pinguim, ao redor do qual ainda é possível ver onde os braços da galáxia originalmente giravam. Esses braços corrompidos agora formam o corpo do pássaro cósmico, com faixas brilhantes em azul e em vermelho cruzando a imagem. Essas faixas arqueiam para baixo em direção da companheira próxima da NGC 2936, a galáxia elíptica NGC 2937, visível aqui como um ovo brilhante e branco. O par mostra uma grande semelhança com um pinguim defendendo o seu ovo. Os efeitos da interação gravitacional entre as galáxias podem ser devastadores. O par Arp 142 é próximo o suficiente para interagir de forma violenta, trocando matéria e gerando muitos estragos.
 
Na parte superior da imagem estão duas estrelas brilhantes, ambas localizam-se em primeiro plano com relação ao par Arp 142. Um delas é circundada por um rastro de material azul brilhante, que é na verdade outra galáxia. Acredita-se que essa galáxia esteja muito longe para fazer parte da interação – o mesmo é verdade para as galáxias pontilhadas ao redor do corpo da NGC 2936. Em segundo plano estão as formas alongadas, azuis e vermelhas de muitas outras galáxias, que se localizam a uma grande distância de nós – mas que podem ser vistas nessa imagem graças à nítida visão do Hubble.
 
Esse par de galáxias recebeu esse nome em homenagem ao astrônomo americano Halton Arp, o criador do Atlas de Galáxias Peculiares, um catálogo de galáxias com formas estranhas que foi originalmente publicado em 1966. Arp compilou o catálogo para entender como as galáxias se desenvolvem e mudam de forma com o passar do tempo, algo que ele sentia ser pouco entendido. Ele escolheu seus alvos com base na aparência estranha, mas os astrônomos, mais tarde perceberam que muitos dos objetos do catálogo de Arp eram de fato galáxias em fusão e em interação. Essa imagem é uma combinação de imagens feitas na luz visível e na luz infravermelha, criadas a partir de dados obtidos pela Wide Field Planetary Camera 3 (WFC3) M do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA.
Fonte: http://www.spacetelescope.org
 

O Limbo de Mercúrio

Essa imagem feita com a câmera WAC (Wide Angle Camera) mostra uma grande porção do planeta Mercúrio, numa representação conhecida como imagem de limbo. Proeminente nessa imagem está a Cratera Waters na parte superior esquerda, essa cratera se destaca na imagem devido aos seus raios brilhantes e ao fluxo de material derretido por impacto escuro. Também pode ser identificável na imagem acima, a Bacia Beethoven, bem como a Cratera Bello, a Cratera Rumi, a Cratera Philoxenus e parcialmente visível a Rupes Palmer. Essa imagem foi adquirida como parte da observação colorida planejada de alta resolução. Observações coloridas planejadas são imagens feitas de pequenas áreas da superfície de Mercúrio em resoluções bem maiores que os tradicionais 1 km/pixel usadas no mapa base de 8 cores. Durante a missão primária de um ano da sonda MESSENGER, centenas de observações coloridas planejadas foram obtidas. Durante a missão estendida da sonda MESSENGER, as observações coloridas planejadas de alta resolução são mais raras, já que o mapa base de 3 cores cobriu o hemisfério norte com as imagens coloridas de maior resolução possível.
Fonte: http://messenger.jhuapl.edu
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