24 de jun de 2013

Como seria se os planetas do Sistema Solar estivessem no lugar da Lua?

Você saberia dizer para onde a seta está apontando?
O artista e também astrônomo Ron Miller, ex-diretor de arte da NASA, é o responsável pelas imagens. Através de truques e efeitos especiais, é possível imaginar como seria Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno se estivessem mais próximos da Terra, mostrando suas dimensões reais. Os planetas foram posicionados com a mesma distância que a Terra tem da Lua. Sendo assim, o que vemos nas imagens é a visão que teríamos se esses planetas ocupassem o lugar do nosso satélite natural. Para que você possa comparar e entender a grandiosidade de alguns planetas, Júpiter é 11 vezes maior que a Terra e Marte é 2 vezes maior que a Lua. Na primeira foto, o artista mostra a Lua em suas dimensões normais. Abaixo você confere o resultado com os outros planetas:
 
NETUNO
Essa é a visão que teríamos se Netuno estivesse no lugar da Lua. Lindo, não? Foto: Reprodução / Ron Miller
 
JUPITER


Júpiter tem quase 40 vezes o tamanho da Lua. Ele certamente dominaria a visão do céu noturno. Foto: Reprodução / Ron Miller
 
MARTE
Vermelho: Marte apareceria com seu esplendor avermelhado, quase duas vezes maior que a Lua. Foto: Reprodução / Ron Miller
 
URANO
Urano, com seu tamanho similar a Netuno, também chamaria bastante atenção com seus tons azulados. Foto: Reprodução / Ron Miller
 
MERCÚRIO
Mercúrio teria bastante semelhança com a Lua. Foto: Reprodução / Ron Miller
 
SATURNO
Imponente: Saturno, com seus majestosos anéis, seria a “estrela principal” do céu noturno aqui na Terra. Foto: Reprodução / Ron Miller
 
VÊNUS
Vênus também proporcionaria um belo espetáculo. Foto: Reprodução / Ron Miller

 
COMENTÁRIO "TECNICO" FINAL

As imagens dos planetas gigantes seriam fisicamente impossíveis - "psicodélicas" - pois todos são muito maiores que a Terra. Mas, se as situações das imagens fossem verdade, a Terra é quem seria uma lua desses planetas... Na realidade, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno possuiem muitas luas, sendo Titã, uma das luas de Saturno, a maior lua do sistema solar, e muito maior do que a nossa lua.
 
Além disso, os planetas gigantes ão poderiam manter suas condições físicas (gasosos e gelados) estando muito próximos do Sol. Saturno, por exemplo, está quase na metade da distância do "tamanho" ("raio médio") do sistema solar. Então, esse cenário bizarro no céu seria praticamente um absurdo!", diz o professor de astronomia da USP Amaury Augusto Almeida (creio que pensem assim outros vários astrônomos pelo mundo também).
Fonte: Jornal Ciência

Astrônomos põem em xeque descoberta de planeta parecido com a Terra

Planeta de Alfa Centauro B não é o primeiro mundo promissor a desaparecer nas sombras da incerteza
Os corações cósmicos começaram a bater mais acelerados no último outono no Hemisfério Norte quando uma equipe de astrônomos europeus anunciou ter encontrado um planeta com massa comparável à da Terra orbitando ao redor da Alfa Centauro B, parte de uma estrela tripla que é a vizinha mais próxima do Sol, somente a 4,4 anos-luz daqui. Como afirmou na época Geoffrey W. Marcy, astrônomo da Universidade da Califórnia, campus de Berkeley: "É tão perto que quase que dá para cuspir lá." Segundo astrônomos, perto o suficiente para enviar uma sonda científica que nela chegaria durante nossas vidas. O novo planeta, somente a seis milhões de quilômetros de sua estrela, seria infernalmente quente para ter vida, mas, ainda de acordo com astrônomos, onde existe um planeta, devem existir outros, numa localização mais confortável para a vida.
 
 Agora, no entanto, caiu uma ducha de água fria sobre o otimismo cosmológico, pois uma nova análise dos dados europeus levanta dúvida sobre a existência desse planeta em Alfa Centauro B. Ao escrever para "The Astrophysical Journal" no mês passado, Artie P. Hatzes, diretor do Observatório do Estado da Turíngia, Alemanha, que não integrou a equipe da descoberta original, sustentou que não conseguiu confirmar o planeta quando o procurou sozinho nos dados europeus. "Às vezes, ele está lá, às vezes, não", dependendo do método empregado para reduzir o ruído estatístico, disse o astrônomo por e-mail.
 
O que não quer dizer que o planeta não exista, escreveu Hatzes, porém "nos meus anos de experiência extraindo sinais de planetas, isso simplesmente não 'cheira' a um planeta real". O ceticismo de Hatzes se mostrou contagioso. Suzanne Aigrain, da Universidade de Oxford, citou a máxima de Carl Sagan segundo a qual afirmativas extraordinárias exigem provas extraordinárias, argumentando que o texto de Hatzes "certamente põe em dúvida os indícios originais". Xavier Dumusque, da Universidade de Genebra, que liderou a descoberta original, afirmou que o questionamento de Hatzes é saudável para a ciência. "Duvidar de uma detecção é sempre proveitoso", ele escreveu por e-mail. Entretanto, acrescentou que o estudo de sua equipe deixou claro que "o sinal investigado está no limite da precisão de dados".
 
Todos concordam que mais dados são essenciais e, felizmente, existirão mais informações, segundo Debra Fischer, astrônoma da Universidade Yale que estudou o sistema de Alfa Centauro. Tanto o grupo dela quanto a equipe de Genebra da qual Dumusque faz parte obtiveram mais observações em maio. Maio foi um mês ruim para os astrônomos de exoplanetas. O Kepler, satélite caçador de planetas da Nasa, a agência espacial norte-americana, perdeu a capacidade de direcionamento. Citando Jeff Lebowski, o herói do filme "O Grande Lebowski", dos irmãos Coen, Hatzes disse que "a vida é feita de 'altos e baixos' e nesta semana a última foi verdadeira".
  
O planeta de Alfa Centauro B não é o primeiro mundo promissor a desaparecer nas sombras da incerteza. Astrônomos ainda discutem a existência de Gliese 581g, planeta que estaria na "zona Cachinhos Dourados", não muito quente nem muito fria, e dito como aposta certa de ter vida ao ser descoberto em 2010. Isso tudo só serve para mostrar como os detalhes são diabólicos enquanto os astrônomos fecham o cerco para encontrar planetas similares à Terra.
 
Dumusque e colegas encontraram o planeta pelo chamado método do bamboleio – aperfeiçoado ao longo dos anos por Michel Mayor e colegas do Observatório de Genebra –, que mede a massa dos planetas pelo tanto que estes se afastam e se aproximam da estrela orbitada. O grupo utiliza um espectrógrafo criado especialmente, o Harps, sobre um telescópio de três metros e meio do Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile, para mensurar esses bamboleios, vistos como mudanças levemente rítmicas no comprimento de onda da luz estelar.
 
A Terra "dá um chute" de cerca de dez centímetros por segundo no Sol enquanto o orbita, mas é muito menor do que a tremulação provocada pelas manchas solares e a atividade magnética. Em suma, o êxito em detectar planetas de massa baixa depende mais e mais de obter, de uma maneira confiável, um sinal pequeno em meio a um pano de fundo ruidoso e muito maior. O Kepler, que usa o método da "piscada" para encontrar planetas quando estes cruzam a frente das estrelas, está chegando ao limite das operações. Tomando por base que três piscadas eram necessárias para verificar uma órbita, os astrônomos do Kepler chegaram a pensar que necessitariam de três anos para verificar a existência de planetas em órbitas confortáveis como as nossas.
 
Entretanto, as estrelas se revelaram muito mais barulhentas do que o previsto; há um ano, a missão do Kepler foi ampliada para que mais piscadas pudessem ser coletadas, mas a falha de uma roda de reação que permite ao telescópio ser apontado com precisão provavelmente deu um fim nisso. Ainda existe uma enorme quantidade de dados coletados pelo Kepler, incluindo 132 planetas confirmados e, até a semana passada, 3.216 candidatos a planetas.
 
Quem está aguardando o lançamento, em 2017, é o Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito (Tess, na sigla em inglês), incumbido de monitorar aproximadamente dois milhões de estrelas próximas. De acordo com a declaração dada ao Google alguns anos atrás por George R. Ricker, líder do projeto TESS e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), "na verdade, quando as astronaves transportando colonizadores deixarem o sistema solar, elas podem muito bem ir à direção de um planeta descoberto pelo TESS como um novo lar." Pode até ser em Alfa Centauro.
Fonte: IG

A Superfície derretida do planeta Vênus

Créditos da Imagem: E. De Jong et al. (JPL), MIPL, Magellan Team, NASA
Se você pudesse olhar através de Vênus com os olhos de um radar, o que você poderia ver? Essa reconstrução computacional da superfície de Vênus foi criada de dados obtidos pela sonda Magellan, ou em português, sonda Magalhães. A sonda orbitou o planeta Vênus entre 1990 e 1994. A Magalhães encontrou muitas feições superficiais interessantes em Vênus, incluindo grandes domos circulares, normalmente com 25 km de diâmetro e que são mostrados na imagem acima. Acredita-se que o vulcanismo criou esses domos, embora o mecanismo preciso de como isso aconteceu ainda permanece desconhecido. A superfície de Vênus é tão quente e hostil que nenhuma sonda que pousou em sua superfície para estudá-lo em detalhe, durou mais do que poucos minutos.

 
 

Os velozes ventos de Vénus estão ficando mais rapido

 
O registo mais detalhado do movimento de nuvens na atmosfera de Vénus narrado pela sonda Venus Express da ESA revelou que os ventos do planeta têm ficado cada vez mais rápidos ao longo dos últimos seis anos. Vénus é bem conhecido pela curiosa super-rotação da sua atmosfera, que chicoteia em torno do planeta a cada quatro dias terrestres. Isto contrasta com a rotação do próprio planeta - a duração do dia venusiano - que demora uns laboriosos 243 dias terrestres. Ao seguir os movimentos de características distintas no topo das nuvens, cerca de 70 km por cima da superfície do planeta e ao longo de um período de 10 anos venusianos (6 anos terrestres), os cientistas foram capazes de monitorizar padrões a longo termo nas velocidades globais dos ventos.
 
Quando a Venus Express chegou ao planeta em 2006, a velocidade média dos ventos no topo das nuvens a latitudes de 50º dos dois lados do equador rondava os 300 km/h. Os resultados de dois estudos separados revelaram que estes ventos já extremamente rápidos estão a tornar-se ainda mais velozes, subindo para 400 km/h ao longo da missão. Este é um enorme aumento nas velocidades já elevadas dos ventos na atmosfera. Esta grande variação nunca foi antes observada em Vénus, e não compreendemos ainda porque é que ocorreu," afirma Igor Khatuntsev do Instituto de Pesquisas Espaciais em Moscovo e autor principal do artigo russo a ser publicado na revista Icarus.
 
A equipa do Dr. Khatuntsev determinou as velocidades dos ventos ao medir como as características das nuvens se moviam entre imagens: mais de 45.000 características foram minuciosamente seguidas à mão e mais de 350.000 outras características foram seguidas automaticamente usando um programa de computador. Num estudo complementar, uma equipa japonesa usou o seu próprio método automatizado de monitorização de nuvens para derivar os seus movimentos: os seus resultados serão publicados na revista Journal of Geophysical Research. No entanto, a acrescentar a este aumento a longo prazo na velocidade média do vento, ambos os estudos também revelaram variações regulares ligadas com a hora local do dia, com a altitude do Sol por cima do horizonte e com o período de rotação de Vénus.
 
Uma oscilação normal ocorre aproximadamente a cada 4,8 dias perto do equador e pensa-se que esteja ligada com ondas atmosféricas a altitudes mais baixas. Mas a pesquisa também revelou algumas curiosidades mais difíceis de explicar.  A nossa análise dos movimentos das nuvens a baixas altitudes no hemisfério sul mostrou que durante os seis anos de estudo, a velocidade dos ventos mudou até 70 km/h ao longo de uma escala de tempo de 255 dias terrestres - um pouco mais de um ano em Vénus," afirma Toru Kouyama do Instituto de Pesquisas Tecnológicas em Ibaraki, Japão. As duas equipas também viram variações dramáticas na velocidade média do vento entre órbitas consecutivas da Venus Express em redor do planeta.
 
Nalguns casos, as velocidades dos ventos a baixas altitudes variaram de tal forma que as nuvens completaram uma viagem em torno do planeta em 3,9 dias, enquanto noutras ocasiões levaram 5,3 dias. Os cientistas actualmente não têm explicação para qualquer destas variações, ou para o aumento global a longo prazo nas velocidades dos ventos. "Embora não haja evidências claras de que as velocidades médias globais dos ventos têm aumentado, são necessárias mais investigações a fim de explicar o que impulsiona os padrões de circulação atmosféricas e para explicar as mudanças observadas em áreas localizadas e em prazos mais curtos," afirma Håkan Svedhem, cientista do projecto Venus Express da ESA.
 
A super-rotação atmosférica de Vénus é um dos grandes mistérios por explicar do Sistema Solar. Estes resultados só acrescentam mais mistério, à medida que a Venus Express continua a surpreender-nos com as suas observações deste planeta dinâmico e em mudança."
Fonte:Astronomia On-Line
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