27 de jun de 2013

SDSSJ1430: Uma Galáxia em Anel de Einstein

Créditos e direitos autorais : A. Bolton (UH/IfA) para SLACS e NASA/ESA
 
O que é grande, azul e pode envolver uma galáxia inteira? A miragem causada por uma lente gravitational. Na foto acima, à esquerda, a gravidade de uma galáxia branca normal distorce gravitacionalmente a luz de uma galáxia azul mais distante. Geralmente, isso resulta em duas imagens discerníveis da galáxia distante, mas aqui o alinhamento da lente é tão preciso que a galáxia ao fundo é distorcida em um anel quase completo. Uma vez que tais efeitos de lente gravitacional foram previstos em detalhes por Albert Einstein, mais de 70 anos atrás, tais imagens, como o SDSSJ1430, são agora conhecidos como Einstein Rings (Anéis de Einstein). O SDSSJ1430 foi descoberto durante a campanha do Sloan Lens Advanced Camera for Surveys (SLACS), um programa de observação que tem por objetivo inspecionar os candidatos a lente gravitacional encontrados pela Sloan Digital Sky Survey (SDSS), com a câmera ACS do Telescópio Espacial Hubble. Lentes gravitacionais poderosas como o SDSSJ1440 são mais do que estranhas - suas múltiplas propriedades permitem aos astrônomos determinar a massa e a quantidade de matéria escura à frente das lentes gravitacionais. Dessa forma, os dados do SLACS já foram usados, por exemplo, para mostrar que a fração de matéria escura aumenta com a massa global da galáxia. As imagens ao lado retratam, de cima para baixo, respectivamente, uma imagem reconstruída por computador de como a galáxia azul, ao fundo, realmente parece, apenas a galáxia branca à frente e apenas a galáxia azul, ampliada e distorcida.
Fonte: www.nasa.gov

A prova de que o nosso universo pode ter colidido com um outro universo


Esta imagem revela algo bizarro sobre o nosso universo primordial. Em grande escala, há maiores variações de temperatura para a direita do que para a esquerda. Poderíamos estar vendo a colisão de nosso universo com um outro universo? Alguns físicos pensam que sim. Esta é uma das várias imagens da radiação cósmica de fundo produzida pelo telescópios espaciais. Isso mostra como nosso universo era pouco depois de nascer. Se o nosso universo se chocou com um um vizinho durante um surto de crescimento em seu primeiro segundo, a colisão teria deixado uma marca.
 
A imagem, lançada por astrônomos em março, confirmou o que uma imagem anteriormente havia sugerido: a assimetria entre as duas metades do cosmo, algo que não deveria existir. Com poucas pistas sobre o que aconteceu nos primeiros momentos do universo, o físico Matthew Kleban, da Universidade de Nova York, está entre as dezenas de cosmólogos teóricos tentando formar uma história da origem cósmica com uma nova evidência. Quando há uma colisão, há uma espécie de onda de choque que se propaga em nosso universo”, disse Kleban.  Essa onda de choque – se isso é o que a imagem mostra – seria uma evidência em favor da hipótese do multiverso, uma conhecida teoria de que o nosso é um dos infinitos universos que borbulham em um multiverso.
 
A maioria dos cosmólogos são rápidos em admitir que podem estar seguindo uma pista falsa. Este é um jogo de alto risco”, disse Marc Kamionkowski, professor de física e astronomia da Universidade Johns Hopkins, que propôs vários novos modelos para explicar a assimetria entre as duas metades do universo. “Nós realmente gostaríamos de saber mais sobre como nosso universo surgiu, mas a natureza não nos deixou muitas pistas. A assimetria “pode ser um acaso estatístico”, segundo Kamionkowski, ou “realmente pode ser a ponta do iceberg.”

Astrônomos Conseguem Espiar As Galáxias em Estado Bruto

Um rádio telescópio do CSIRO detectou a matéria prima para gerar as primeiras estrelas nas galáxias que se formaram quando o universo tinha apenas três bilhões de anos de vida, ou seja, menos de um quarto da sua idade atual. Isso abre o caminho para se estudar como essas galáxias iniciais geraram suas primeiras estrelas. O telescópio é o Australia Telescope Compact Array do CSIRO, perto de Narrabi, NSW. “Ele é um dos poucos telescópios do mundo que podem fazer esse difícil trabalho, pois ele é tanto extremamente sensível e pode receber ondas de rádio dos comprimentos de ondas corretos”, disse o astrônomo e o professor Ron Ekers do CSIRO.
 
A matéria prima para gerar as estrelas é o gás hidrogênio molecular frio, H2. Ele não pode ser detectado diretamente, mas a sua presença é revelada por um gás traçador, no caso, o monóxido de carbono (CO), que emite ondas de rádio. Em um projeto, o astrônomo Dr. Bjorn Emonts (CSIRO Astronomy and Space Science) e seus colegas usaram o Compact Array para estudar um massivo, e distante conglomerado de aglomerados de estrelas em formação ou proto-galáxias, que estão em processo de se aglomerar como uma única galáxia. Essa estrutura chamada de Spiderweb localiza-se a mais de dez mil milhões de anos-luz de distância, com um desvio para o vermelho de 2.16.
 
A equipe do Dr. Emonts descobriu que a Spiderweb contém no mínimo sessenta mil milhões [6 x 1010] de vezes a massa do Sol em gás hidrogênio molecular, espalhado por uma distância de quase um quarto de um milhão de anos-luz. Esse deve ser o combustível para a formação de estrelas que foi visto através da Spiderweb. “Na verdade, isso é o suficiente para manter estrelas se formando por no mínimo 40 milhões de anos”, disse Emonts. Num segundo conjunto de estudos, o Dr. Manuel Aravena (European Southern Observatory) e seus colegas mediram o CO, e o H2, em duas galáxias muito distantes, com um desvio para o vermelho de 2.7.
 
As ondas de rádio apagadas dessas galáxias foram amplificadas pelos campos gravitacionais de outras galáxias, que se localizam entre a Terra e as distantes galáxias. Esse processo, chamado de lente gravitacional, “age como uma lente de aumento e permite que possamos ver mesmo os objetos mais distantes do que a Spiderweb”, disse o Dr. Aravena. A equipe do Dr. Aravena foi capaz de medir a quantidade de H2 em ambas as galáxias que eles estudaram. Para uma delas, chamada de SPT-S053816-5030.8, eles poderiam também usar a emissão de rádio para fazer uma estimativa de como rapidamente a galáxia forma estrelas – uma estimativa independente das outras maneiras que os astrônomos medem essa taxa.
 
A habilidade do Compact Array para detectar o CO se deve a uma atualização que aumentou muito a sua capacidade de detectar comprimentos de banda, ou seja, a quantidade do espectro de rádio que pode ser visto em um momento, para uma cobertura de dezesseis, de 256 MHz para 4 GHz, e o deixou mais sensível. “O Compact Array complementa o novo telescópio ALMA no Chile que observa as transições de mais altas frequências do CO”, disse Ron Ekers.

Nasa descobre mais de 10 mil asteroides e cometas próximos à Terra

Astrônomos estimam que número total pode ser 10 vezes maior
Imagem divulgado pela Nasa mostra movimentação do asteroide 2013 MZ5 (indicado pela seta) com um conjunto de estrelas ao fundo Foto: PS-1/UH / Divulgação

Mais de 10 mil asteroides e cometas que podem passar próximos à Terra já foram descobertos por astrônomos. A marca foi atingida no último dia 18 de junho, quando o telescópio Pan-STARRS-1, localizado no cume da cratera vulcânica do Monte Haleakalā, no Maui (a 3 mil metros de altura), detectou o 10.000º objeto espacial nas proximidades do planeta: o asteroide 2013 MZ5. Operado pela Universidade do Havaí, o telscópio faz parte dos projetos financiados pela Nasa, a agência espacial americana.
 
"Encontrar 10 mil objetos próximos à Terra é uma marca significativa", afirmou Lindley Johnson, da Nasa. "No entanto, há um número pelo menos 10 vezes maior ainda a ser descoberto antes que possamos estar certos de que teremos encontrado todos e quaisquer objetos que tenham a capacidade de impactar e causar danos significativos aos cidadãos da Terra", afirmou o pesquisador, sobre cujo comando - que já dura uma década - 76% das descobertas foram feitas.

Objetos próximos da Terra (NEO, na sigla em inglês) são asteroides e cometas que podem se aproximar da Terra até uma distância orbital de 45 milhões de quilômetros. Eles variam em tamanho desde apenas alguns centímetros - os mais difíceis de se detectar - até dezenas de quilômetros, caso do asteroide 1036 Ganymed, o maior do tipo já descoberto, com quase 41 quilômetros de diâmetro.
 
O asteroide 2013 MZ5 tem aproximadamente 300 metros de diâmetro. Sua órbita já foi analisada e não inclui uma passagem pelo planeta próxima o suficiente para ser considerada potencialmente perigosa. Dos 10 mil objetos descobertos, apenas cerca de 10% tem mais de um quilômetro - tamanho grande o suficiente para causar impacto global, caso atingissem a Terra. Porém, a Nasa avalia que nenhum desses asteroides e cometas maiores são uma ameaça ao planeta atualmente - e é provável que apenas algumas dezenas desses permaneça descoberta.
Fonte: Terra
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