2 de jul de 2013

A terra e seus 5 movimentos

Pois é, todo mundo, ou quase todos, sabem que a terra tem dois movimentos, o de translação e o de rotação, correto mas, esses são os mais básicos dos básicos. Na verdade a terra possui muito mais que dois simples movimentos. Os movimentos da Terra são os movimentos simultâneos realizados no espaço. Existem ao todo cinco movimentos principais:

Rotação:

A rotação da Terra é o movimento giratório que a Terra realiza ao redor do seu eixo, no sentido anti-horário, para um referencial observando o planeta do espaço sideral sobre o pólo Norte. A duração do dia - tempo que leva para girar 360 graus (uma volta completa) - é de 23 horas, 56 minutos, 4 segundos e 9 centésimos (23h 56min 4,09s), em relação às estrelas fixas. Em relação ao Sol, o tempo de rotação é de 24h. Movimento de rotação da Terra, com o eixo da Terra, os pólos Norte e Sul e o equador. A metade de cima, na figura, é o hemisfério Norte e metade de baixo é o hemisfério Sul.
 
Translação:

A translação da Terra é o movimento elíptico que a Terra realiza ao redor do Sol. Esse movimento, juntamente com a inclinação do eixo de rotação da Terra, é responsável pelas estações do ano. O movimento demora 365 dias e seis horas a ser realizado, isto é, na verdade, um ano não bissexto tem um défice de 6 horas e 4 minutos em relação ao real movimento de translação. Este défice, ao fim de 4 anos de "acumulação", origina 24 horas (6h*4anos=24h) e é "compensado" com um ano bissexto.

O sentido de translação da Terra é anti-horário se observado do espaço sideral do Norte para o Sul. Se observado do Sul para o Norte este movimento seria horário. Para eliminar esta ambiguidade, podemos utilizar a convenção matemática do vetor velocidade angular \vec \omega. Este vetor aponta para o norte, paralelo ao eixo de rotação, que se encontra no centro de massa do sistema Terra-Sol. A rotação da Terra segue o movimento no mesmo sentido, estando o seu eixo de rotação inclinado de 23º em relação ao plano de sua órbita.

Precessão:

Precessão dos equinócios é literalmente um círculo imaginário, riscado na esfera celeste pela projeção do eixo de rotação terrestre. Esse risco, que há milênios vem sendo acompanhado, se chama precessão que é um movimento para trás em relação ao avanço do ponto vernal do equador celeste tomando como referência o ciclo anual do sol.
 
O movimento retrógrado, coloca os eixo norte e sul apontados para diferentes pontos , ocupados ou não por estrelas, no correr do círculo completo que dura cerca de 25 800 anos, ao fim dos quais o eixo norte ou sul apontarão para a mesma região eventualmente coincidente (ou não) com uma estrela denominada polar.
 
Devido a este movimento, o equinócio (data em que o dia e noite têm a mesma duração) de primavera passa a acontecer com a entrada do Sol em diferentes constelações da eclíptica. A este fenômeno se deu o nome de precessão dos equinócios. O termo se refere ao movimento do eixo no longo prazo, os movimentos de curto prazo são estudados como nutação (18,6 anos de ciclo) e movimento do pólo.
 
Nutação

A nutação (do latim nutatione) é, na astronomia, uma pequena oscilação periódica do eixo de rotação da Terra com um ciclo de 18,6 anos, sendo causada pela força gravitacional da Lua sobre a Terra. A nutação é provocada por uma inclinação de 5,1º do plano da órbita da Lua em relação à eclíptica, pela qual a precessão é durante nove anos de maior e depois nove anos de menor intensidade do que a média. Este efeito é matematicamente separado em duas componentes: a nutação eclíptica longitudinal de ±17,24" e a inclinação da eclíptica de ±9,21".

Em homenagem a seu descobridor, o astrônomo inglês James Bradley (1693-1762), a nutação também é chamada Nutação de Bradley. Em 1728 ele pesquisou sobre precisas coordenadas celestes de algumas estrelas, quando encontrou o efeito da nutação. Ela tem uma dimensão semelhante à Aberração da Luz, também descoberta por Bradley. Além desta nutação de 18,6 anos, existe uma outra, com ciclo menor, de aproximadamente um mês, com uma grandeza de apenas pouco mais de 0,01".
 
Revolução

Movimento executado pela Terra ao redor do centro da Via Láctea junto com o Sol igual a 365 dias e 6 horas, 9 minutos e nove segundos, cobrindo um percurso orbital de 950 milhões de km. O eixo terrestre inclina-se sob a forma eclética e apresenta um ângulo de 66º 33”.
Fonte: http://www.portaldascuriosidades.com

Majestosa galáxia NGC 4414

Imagem: The Hubble Heritage Team (AURA / STScI / NASA)
 
Em 1995, a majestosa galáxia espiral NGC 4414 foi imageada pelo Telescópio Espacial Hubble como parte do HST Key Project no Extragalactic Distance Scale. Uma equipe internacional de astrônomos, liderada pelo Dr. Wendy Freedman do Observatório do Instituto Cambridge de Washington que observou essa galáxia em 13 diferentes ocasiões no período de dois meses. As imagens foram obtidas com a Wide Field Planetary Camera 2, ou WFPC2 do Hubble através de 3 diferentes filtros coloridos. Com base na descoberta e nas medidas cuidadosas do brilho das estrelas variáveis existentes na NGC 4414, os astrônomos do Key Project foram capazes de fazer uma determinação precisa da distância da galáxia.
 
O resultado foi que a NGC 4414 está localizada a 19.1 megaparsecs, ou seja, 60 milhões de anos-luz. Esse cálculo juntamente com a determinação similar de distância de outras galáxias próximas contribui para os astrônomos terem um conhecimento geral da taxa de expansão do universo. A Constante de Hubble (H0) é a razão da velocidade com que as galáxias distantes se afastam de nós pela distância que elas estão. Esse valor astronômico é usado para determinar distâncias, tamanhos e a luminosidade intrínseca de muitos objetos no universo, além da própria idade do universo.
 
Devido ao grande tamanho da galáxia se comparado com os detectores da WPFC2, somente metade da galáxia observada foi visível nos dados coletados pelos astrônomos do Key Project em 1995. Em 1999 a Hubble Heritage Team revisitou a NGC 4414 e completou o seu retrato observando a metade que faltava com os mesmos filtros usados em 1995. O resultado final de todo esse esforço é uma maravilhosa imagem totalmente colorida que mostra por completo a galáxia espiral empoeirada. As novas imagens do Hubble mostraram que as regiões centrais da galáxia como acontece normalmente em galáxias espirais, contém primariamente estrelas, mais velhas, amarelas e vermelhas.
 
Os braços espirais externos são consideravelmente mais azulados devido ao contínuo processo de formação de estrelas azuis, as mais brilhantes das quais podem ser vistas individualmente na alta resolução fornecida pela câmera do Hubble. Os braços também são muito ricos em nuvens de poeira interestelar, vistas como pedaços escuros e listras com sua silhueta destacada contra a luz das estrelas.
Fonte: http://www.wired.com

A Grande Irmã da Via Láctea

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A imagem acima foi feita pelo Galaxy Evolution Explorer, ou GALEX da NASA e mostra a NGC 6744, uma das galáxias que mais se parece com a Via Láctea no nosso universo local. Essa imagem em ultravioleta destaca a vasta extensão dos braços espirais almofadados, e demonstra que a formação de estrelas pode ocorrer nas regiões mais externas das galáxias. A galáxia está situada na constelação do Pavo, a uma distância aproximada de 30 milhões de anos-luz da Terra.
 
A NGC 6744 é maior do que a Via Láctea, com seu disco tendo aproximadamente 175000 anos-luz de diâmetro. Uma pequena, e distorcida galáxia companheira está localizada nas suas proximidades, algo que também acontece com a Via Láctea que tem como companheira próxima a Grande Nuvem de Magalhães. Essa companheira da NGC 6744 se chama NGC 6744A, e pode ser vista como uma bolha no braço externo principal da galáxia, na parte superior direita da imagem.
 
No dia 28 de Junho de 2013, a NASA desligou o GALEX depois de uma década de operações onde o venerável telescópio espacial usou sua visão de ultravioleta para estudar centenas de milhões de galáxias através dos 10 bilhões de anos do tempo cósmico.
 
Entre os destaques da missão, pode-se enfatizar:
- A descoberta de uma gigantesca cauda, parecida com a cauda de um cometa atrás da veloz estrela chamada Mira.
- Registrou o flagrante de um buraco negro, enquanto ele mastigava uma estrela.
- Descobriu anéis gigantes de novas estrelas ao redor de galáxias velhas e mortas.
- Confirmou de forma independente a natureza da energia escura.
- Descobriu o elo perdido na evolução galáctica – galáxias adolescentes no momento de transição entre a infância e sua fase adulta.
A missão também registrou uma fantástica coleção de imagens, mostrando tudo desde nebulosas fantasmagóricas até galáxias espirais imensas com braços semelhantes a aranhas.
Fonte: http://www.nasa.gov
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