3 de jul de 2013

Voyager deve continuar enviando dados até 2025, diz cientista

Sonda pode ser o primeiro objeto terráqueo a deixar o Sistema Solar
Voyager 1 cruza autoestradas magnéticas nesta ilustração: cientistas acreditam que sonda está na última região da heliosfera Foto: Nasa / AP
 
No espaço desde 1977, quando foi lançada com a missão de estudar Júpiter e Saturno, a sonda Voyager 1 está perto de ser o primeiro objeto feito pela Humanidade a deixar o Sistema Solar. A sonda de exploração espacial da Nasa - agência espacial americana - deve continuar capaz de coletar e enviar dados científicos pelo menos até 2025​, na avaliação do cientista-chefe da missão, Edward Stone. Esse tempo é considerado mais do que suficiente para a Voyager atingir o espaço interestelar e dar os cientistas o primeiro vislumbre deste ambiente desconhecido.
 
As informações são do jornal O Globo. Para Stone, a Voyager 1 ainda é uma nave saudável e extremamente eficiente. Cientistas descobriram que a sonda está em uma região da heliopausa cortada por “autoestradas” magnéticas e identificaram aumento no número de raios cósmicos vindos de fora da heliosfera - dois dos três principais sinais esperados de sua saída da heliosfera. Ainda falta, porém, ser registrada uma mudança abrupta na direção do campo magnético em torno da Voyager 1.
Fonte: Terra

Existem 60 bilhões de planetas habitáveis na Via Láctea

Acha mesmo que estamos sozinhos no universo? Um recém-concluído estudo, publicado na revista científica “Astrophysical Journal Letters”, aponta que talvez existam nada mais nada menos do que 60 bilhões de planetas habitáveis orbitando estrelas anãs vermelhas em toda a Via Láctea. Anteriormente, acreditava-se que da chamada zona habitável dessas estrelas possuía metade de planetas em condições de abrigar vida. Para efeitos de comparação, é como se, para cada ser humano que habita nossa Terra, houvesse 8,5 planetas potencialmente habitáveis soltos por aí.
 
O motivo para essa atualização do cálculo foi a reavaliação feita pela equipe de cientistas dos limites das zonas habitáveis ​em torno das anãs vermelhas. Esses estrelas são menores e mais fracas do que o sol e possuem temperaturas relativamente baixas na sua superfície. Com base em simulações do comportamento das nuvens sobre os planetas extrassolares, anteriormente ignoradas nos cálculos, a equipe de astrofísicos descobriu novos parâmetros para a definição dos limites de uma zona habitável em torno das já mencionadas estrelas anãs vermelhas.
  
A equação para o cálculo da zona habitável de planetas alienígenas mantém-se a mesma há décadas. No entanto, essa fórmula não levava em consideração as nuvens, que exercem uma grande influência climática. O pesquisador Dorian Abbot, da Universidade de Chicago (EUA), explica como o comportamento das nuvens acaba expandindo consideravelmente o tamanho dessas zonas. “As nuvens causam tanto aquecimento quanto resfriamento na Terra. Elas refletem a luz solar para esfriar o ambiente e absorvem a radiação infravermelha da superfície para esquentá-lo por meio do efeito estufa”. Abbot conclui: “Esse esquema é parte do que mantém o planeta quente o suficiente para abrigar vida”.
 
Trocando em miúdos, em vez de haver, em média, um planeta do tamanho da Terra na zona habitável de cada estrela anã vermelha, na realidade existem aproximadamente dois. Fazendo as contas, isso significa que existem cerca de 60 bilhões de planetas habitáveis ​​que orbitam anãs vermelhas na Via Láctea. Você pode estar se perguntando: “Como podem essas estrelas anãs vermelhas, relativamente pequenas e fracas, serem orbitadas por dois planetas habitáveis, sendo que o sol, maior e mais forte do que elas, só é orbitado pela Terra?”. A diferença é que o nosso planeta demora um ano inteiro para dar a volta no sol, como vocês bem lembram das aulas de Geografia.
 
 No caso desses planetas, o tempo é bem mais curto. Um planeta que orbita em torno de uma estrela anã deve completar a volta uma vez por mês ou uma vez a cada dois meses, aproximadamente, para receber a mesma quantidade de luz solar que nós recebemos do sol”, esclarece um dos autores do estudo, Nicolas Cowan, do Centro Interdisciplinar de Exploração e Pesquisa em Astrofísica da Universidade do Noroeste dos Estados Unidos. Planetas de órbitas tão curtas acabariam por se tornar presos ao seu sol devido à gravidade. Outro detalhe é que esses planetas manteriam sempre o mesmo lado voltado para o sol, como a lua faz em direção à Terra. Nesse locais, o sol ficaria sempre a pino, como se fosse eternamente meio-dia.
Fonte: Hypescience.com
[Gizmondo e Sci News]

Gêmeos Galácticos Inseparáveis

 
Olhando na direção da constelação do Triangulum, o Triângulo, no céu do norte, localiza-se o par de galáxias conhecido como MRK 1034. As duas galáxias muito parecidas, denominadas de PGC 9074 e PGC 9071, são próximas o suficiente uma da outra para serem unidas pela gravidade, embora nenhum distúrbio gravitacional possa ser visto na imagem. Esses objetos provavelmente estão apenas começando o processo de interação. Ambas são galáxias espirais, e são apresentadas para nós de frente, assim, somos capazes de apreciar suas formas distintas. Na parte esquerda da imagem, a galáxia espiral PGC 9074 mostra um brilhante bulbo e dois braços espirais bem apertados ao redor do núcleo, feições essas que levaram os astrônomos a classificarem como uma galáxia do Tipo Sa.
 
Perto dela está a PGC 9071 – uma galáxia do Tipo Sb – embora muito parecida e quase do mesmo tamanho de sua vizinha, ela tem um bulbo mais apagados uma estrutura levemente diferente dos seus braços, eles são mais afastados. os braços espirais de ambos objetos mostram claramente pedaços escuros de poeira que obscurece a luz das estrelas localizadas atrás, misturadas com brilhantes aglomerados azuis de estrelas quentes recém-formadas. Estrelas mais velhas e mais frias podem ser encontradas no bulbo brilhante, compacto e amarelado em direção ao centro da galáxia. A estrutura completa de cada galáxia é circundada por um halo circular muito mais apagado de estrelas velhas, algumas delas residindo em aglomerados globulares.
 
Gradativamente, essas duas galáxias irão se atrair mutualmente, o processo de formação de estrelas irá aumentar e as forças de maré gerarão longas caudas de estrelas e gás. Eventualmente, após talvez centenas de milhões de anos, as estruturas das galáxias em interação irão se fundir formando uma galáxia maior e mais nova. As imagens combinadas para criar essa foto de família foram capturadas pela Advanced Camera for Surveys do Hubble. Uma versão dessa imagem foi submetida para a competição de processamento de imagens conhecida como Hubble’s Hidden Treasures pelo competidor Judy Schmidt.
Fonte: http://www.spacetelescope.org

Estrelas e raios sobre a Grécia

Créditos de imagem e direitos autorais: Bill Metallinos
A imagem acima, parece, pelo menos numa primeira olhada que a galáxia está produzindo os raios, mas na verdade é a Terra. Em primeiro plano a pitoresca cena noturna mostrada acima é a Ilha Grega de Corfu, com as luzes da cidade ao redor do Lago Korrision. Visível mais adiante estão as luzes da cidade de Preveza no continente grego. No céu, um pouco mais distante uma tempestade ameaça a região, com dois raios registrados simultaneamente durante essa exposição de grande angular de 45 segundos feita em meados do mês de Maio de 2013. O raio na parte esquerda da imagem parece atingir um local perto de Preveza, enquanto que o raio à direita parece atingir um local perto do Monte Ainos, na Ilha Grega de Cephalonia. Muito mais distante, obviamente, no céu, estão as centenas de estrelas visíveis, vizinhas do nosso Sol e que constituem a Via Láctea. Mais longe ainda, arqueando sobre toda a cena panorâmica estão as bilhões de estrelas que juntas constituem a banda central da Via Láctea.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130703.html 

Quarta e quinta luas de Plutão passam a se chamar Kerberos e Styx

 A quarta e a quinta lua de Plutão receberão oficialmente os nomes Kerberos e Styx, respectivamente, escolhidos por meio de votação popular online, informou nesta terça-feira a União Astronômica Internacional (IAU).
Mosaico feito com base em imagens obtidas com o telescópio espacial Hubble mostra Plutão e suas cinco luas. Crédito: NASA/Hubble

Os nomes das duas menores luas conhecidas de Plutão, anteriormente referenciadas como P4 e P5, tiveram seus nomes formalmente aprovados pela União Astronômica Internacional (IAU). A lua P4 foi denominada de Kerberos, em referência ao cão de três cabeças da mitologia grega. A lua P5 foi denominada de Styx, em referência ao rio mitológico que separa o mundo dos vivos do reino da morte. Essas duas luas se juntaram às anteriormente conhecidas, Charon, Nix e Hydra. De acordo com as regras da IAU, as luas de Plutão são nomeadas em referência aos nomes associados com o submundo da mitologia grega e romana.
 
Mark Showalter, cientista de pesquisa sênior, no instituto SETI em Mountain View, na Califórnia, liderou a equipe de astrônomos que descobriu Kerberos e Styx. Ambos foram vistos pela primeiras vez em imagens de longa exposição do sistema de Plutão feitas pelo telescópio espacial Hubble. Kerberos foi descoberto em 2011 e Styx em 2012. As imagens foram obtidas com suporte da missão New Horizons da NASA, que sobrevoará Plutão em Julho de 2015. Os nomes foram selecionados com base nos resultados de uma votação sem precedentes realizadas pela internet desde Fevereiro de 2012. A votação recebeu quase 500.000 votos, incluindo 30.000 sugestões.
 
Kerberos é a forma grega do nome Cerberus, que ficou em segundo lugar na votação. Styx, ficou em terceiro. O nome mais votado foi Vulcan, um nome que foi sugerido pelo ator William Shatner da série de TV Star Trek. Vulcan era o nome do planeta do Dr. Spock. A IAU chegou a considerar seriamente esse nome, que poderia ser compartilhado como sendo o nome do Deus Romano dos vulcões. Contudo, pelo fato do nome já ter sido usado na astronomia, e pelo fato do Deus Romano não estar associado com Plutão, a proposta foi rejeitada.
 
A sonda New Horizons fornecerá visões detalhadas de Kerberos e Styx, e de suas luas companheiras em 2015, quando ela se tornará a primeira sonda a sobrevoar o sistema de Plutão. “As descobertas de Kerberos e Styx se somam aos mistérios ao redor da formação do sistema de Plutão”, disse o principal pesquisador da New Horizons Alan Stern, do Southwest Research Institute. Durante o sobrevoo, a sonda também pesquisará por luas adicionais, que podem ser muito pequenas para serem detectadas pelo Hubble. Depois de explorar o sistema de Plutão, a New Horizons explorará a região mais distante do Cinturão de Kuiper.
Fonte: NASA
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