9 de jul de 2013

Fotos e ângulos diferentes revelam os 'segredos' do Sol

Diferentes técnicas fotográficas e ângulos mostram alguns dos "segredos" do Sol, o astro soberano do nosso sistema. Em algumas das imagens, o Sol é visto com poucas mudanças em relação à sua observação mais comum, a olho nu. Mas câmeras especiais que captam luz ultravioleta revelam detalhes que escapam aos olhos. Assim, é possível perceber detalhes, como manchas e variações de temperaturas que podem ultrapassar 1 milhão de graus Celsius. Ângulos diferentes também mostram como o Sol é visto do espaço, inclusive com detalhes de como as massas solares afetam o campo magnético da Terra, produzindo, por exemplo, o fenômeno da aurora.
 
Apesar de seu aspecto por vezes monótono, o Sol é uma estrela dinâmica e de grande beleza. Uma análise dos diferentes comprimentos de onda da luz produzida pelo Sol revela processos e camadas bastante distintos.Foto: Nasa / Divulgação
 
A 'fotosfera' é a superfície visível do Sol, com a qual estamos mais acostumados. As temperaturas na fotosfera são de 6 mil graus Celsius. As manchas escuras são provocadas por atividades magnéticas intensas, que são 1,5 mil graus mais frias do que o resto da superfície. Grandes manchas são até seis vezes maiores do que o diâmetro da Terra.Foto: Nasa / Divulgação
 
Acima da superfície visível do Sol está a atmosfera, ou cromosfera, onde as temperaturas vão de 6 mil a 20 mil graus Celsius. Os átomos de hidrogênio produzem um comprimento de onda específico de luz vermelha. Ali, uma estrutura de filamentos é visível. Eles são jatos de gás frio suspensos da cromosfera por campos magnéticos poderosos.Foto: Nasa / Divulgação
 
A região de transição é uma camada fina entre a cromosfera e a atmosfera do Sol, onde as temperaturas variam muito - de 20 mil graus a 1 milhão de graus Celsius. Essa impressão foi capturada com luzes ultravioletas, que são invisíveis a olho nu.Foto: Nasa / Divulgação
 
A atmosfera do Sol é chamada de coroa (ou corona) solar. Esta imagem, usando luz ultravioleta, mostra as partes mais quentes da zona de transição e a coroa. As diferentes cores representam temperaturas distintas: o vermelho é relativamente frio (cerca de 60 mil graus), enquanto o azul e o cinza são temperaturas muito quentes (mais de 1 milhão de graus)Foto: Nasa / Divulgação
 
Forças magnéticas expelem 'matéria solar' além da coroa, em eventos conhecidos como 'ejeção de massa coronal'. Esta imagem aproximada mostra o fenômeno. As ejeções podem viajar a quase 1,4 mil quilômetros por segundo, alcançando o campo magnético da Terra em questão de dias.Foto: Nasa / Divulgação
 
Quando a matéria solar alcança o campo magnético da Terra, ela cria este efeito magnífico, chamado de aurora. A matéria solar interage com os gases da atmosfera, produzindo esta luz encantadora. A luz é mais visível próximo aos polos magnéticos da Terra, onde há maior concentração do campo magnético. A aurora australis (no polo Sul) retratada aqui foi fotografada pela Estação Espacial Internacional.Foto: Nasa / Divulgação
 
Esta imagem - com técnica fotográfica de time-lapse - foi produzida pela Estação Espacial Internacional, que viajava entre a Terra e o Sol. A Estação está muito mais perto da Terra, por isso temos a noção equivocada sobre o seu tamanho. A Estação tem o tamanho de um campo de futebol. Já o Sol possui diâmetro 100 vezes superior ao da Terra.Foto: Nasa / Divulgação
Fonte: Terra
 

Curiosity começa viagem até o monte Sharp

As câmaras do Curiosity mostram o Monte Sharp à distância. O rover começou a viagem até à base, seguindo a história geológica marciana à medida que sobe cada vez mais e examina no máximo 4,5 mil milhões de anos de material planetário.
Crédito: NASA/JPL

O rover Curiosity da NASA começou finalmente a sua viagem épica até às encostas do misterioso Monte Sharp - o destino principal da missão que paira supremo dentro do local de aterragem, a Cratera Gale. Os cientistas esperam descobrir assinaturas dos ingredientes químicos que são potencialmente marcadores de uma zona habitável de Marte, ao subir o Monte Sharp. No passado dia 4 de Julho (Sol 324), o robot de seis rodas começou a afastar-se das áreas Glenelg e Yellowknife Bay, onde passou mais de meio ano a investigar o terreno e a perfurar rochas marcianas pela primeira vez na História.
 
 "Nós começámos a longa travessia até à base do Monte Sharp (Aeolis Mons), o objectivo a longo prazo da missão," anunciou Ken Herkenhoff do USGS, membro da equipa científica. Até agora o rover da NASA já percorreu mais de 58 metros ao longo de duas excursões a 4 e 7 de Julho, na direcção oposta à da sua última campanha científica no afloramento de sedimentos Shaler. Está prevista para hoje outra viagem.
 
Milhares de milhões de anos de história geológica de Marte estão preservados nas camadas sedimentares do Monte Sharp - incluindo o período antigo em que o Planeta Vermelho era muito mais húmido e ameno do que é hoje e, portanto, mais hospitaleiro à vida. A enorme montanha eleva-se a 5,5 km no centro da Cratera Gale. É maior que o Monte Branco, a montanha mais alta dos Alpes e da União Europeia. A viagem pode demorar quase um ano, ou até mais, até alcançar a base do Monte Sharp, dependendo do que o veículo de 1 tonelada vê durante o caminho. E os cientistas estão ansiosos por fazer o máximo possível de descobertas.
 
"O foco princpal da missão é a descoberta," afirma John Grotzinger do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, EUA, que lidera a missão MSL (Mars Science Laboratory) do Curiosity. "Vamos até onde a ciência nos levar. A NASA escolheu a Cratera Gale como local de aterragem especificamente para que o Curiosity investigasse as camadas sedimentares do Monte Sharp, tendo em conta que em estudos de Marte a partir de órbita, exibia assinaturas de minerais argilosos que se formam em água neutra e que podiam suportar a origem e evolução de formas simples de vida marciana, passada ou presente.
 
"Nós temos um desejo real de chegar ao Monte Sharp porque vemos aí variações na mineralogia desde a base até níveis mais elevados e uma mudança no registo do ambiente," explica Joy Crisp do JPL, cientista do projecto Curiosity. "Se passarmos algo surpreendente e atraente podemos inverter a marcha e voltar atrás," afirma Crisp. "O desafio para a equipa de cientistas será a identificação dos mais importantes alvos ao longo do caminho, e o seu estudo sem atrasar demasiado o progresso da viagem," observa Herkenoff. O Monte Sharp está a cerca de 8 km de distância - em linha recta.
 
E o Curiosity também deverá passar por um campo de dunas potencialmente perigosas para lá chegar. "Nós estamos procurando o melhor caminho," afirma Jim Erickson, gestor do projecto Curiosity no JPL da NASA, numa recente conferência de imprensa. Há 11 meses atrás, a 6 de Agosto de 2012, o Curiosity fez uma aterragem sem precedentes dentro da Cratera Gale, com o auxílio de um nunca antes usado sistema de propulsores e guindaste. Muito antes de começar a rumar ao seu destino, o Monte Sharp, o Curiosity já tinha alcançado com sucesso o objectivo principal da missão, quando descobriu que a água líquida já fluiu neste local em Marte, que possui os ingredientes químicos essenciais para a vida e que já foi habitável no passado.
 
As recolhas de amostras do afloramento 'John Klein' em Yellowknife Bay, analisadas pelo par de laboratórios a bordo do Curiosity - SAM e CheMin - revelaram que este local contém argilas minerais necessárias para o suporte de formas de vida microbiana. Descobrimos um ambiente habitável [em John Klein] tão benigno e favorável à vida que, provavelmente, se essa água estivesse presente, e se nós estivéssemos no planeta, seria própria para consumo," afirma Grotzinger.
Fonte: Asttronomia On-Line
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