12 de jul de 2013

Tsunami É Observada Cruzando o Sol

Dois observatórios solares juntaram seus esforços para testemunhar um fenômeno raro: uma tsunami solar
 
Imediatamente depois da erupção de uma ejeção de massa coronal, na coroa inferior (a atmosfera solar com temperatura de milhões de graus Celsius), observações feitas pelo Solar Dynamics Observatory, SDO, da NASA e pelo Hinode do Japão rastrearam uma vasta onda de explosão através das camadas superiores de plasma do Sol. Fazendo isso, os cientistas foram capazes de medir com precisão o campo magnético do Sol e testar um método que pode finalmente ajudar os cientistas que trabalham com o clima espacial a preverem as características das ejeções de massa coronal, as famosas CMEs.
 
Esse tsunami em particular – tecnicamente conhecido como uma onda EIT, depois que o instrumento EIT a bordo do veterano observatório solar da NASA, o Solar and Heliospheric Observatory, ou SOHO, fez essa descoberta – teve uma velocidade registrada de 1000 quilômetros por segundo através do plasma quente solar altamente magnetizado. As ondas EIT são de imensa importância para a física solar. Entender a natureza da coroa inferior e a interface entre a atmosfera do Sol e o seu interior pode ser difícil, análises desse ambiente extremo são limitadas pelo plasma quente e pelos complexos campos magnéticos borbulhando através da superfície do Sol. Você não pode simplesmente mandar uma sonda para a coroa inferior, ela poderia ser incinerada.
 
 Assim, os cientistas, dependem de observações remotas realizadas pela armada de observatórios espaciais para registrar o raro fenômeno como as tsunamis para ajudar a entender o ambiente da coroa inferior. Essas ondas EIT são muito complicadas – elas são muito aleatórias e são relativamente raras”, disse David Long, principal pesquisador do Mullard Space Science Laboratory da University College London (UCL). “Nós precisamos estar no lugar certo, na hora certa e temos buscado isso por muito tempo”. O estudo foi aceito para publicação na revista Solar Physics.
 
O SDO foi usado para manter o rastreamento das emissões extremas de ultravioleta a partir do plasma de milhões de graus Celsius enquanto a onda se propagava através do Sol e o instrumento EIS do Hinode rastreou a densidade do plasma. À medida que a forma e a velocidade das onda EITs eram afetadas fortemente pelo campo magnético do Sol, essas medidas precisas foram usadas para deduzir o ambiente magnético por onde a onda se propagava. Nós demonstramos que a atmosfera do Sol tem um campo magnético dez vezes mais fraco que um imã de geladeira normal”, disse Long. Por mais fraco que seja, esse campo magnético do Sol domina todo o Sistema Solar. Essas medidas também têm aplicações práticas para a Terra.
 
À medida que nós nos tornamos mais e mais dependentes da tecnologia nas nossas vidas, a civilização está se tornando muito vulnerável ao temperamento do Sol. A cada 11 anos, os ventos solares aumentam consideravelmente, um período chamado de máximo solar. Durante esses períodos de intensa atividade solar, nós podemos esperar uma amplificação na ferocidade do vento solar e um aumento na frequência das flares solares e das CMEs – todos esses fenômenos podem interferir com a comunicação danificando os satélites na órbita da Terra, por exemplo.
 
As CMEs merecem uma atenção especial, enquanto as imensas bolhas magnetizadas de partículas altamente carregadas interagem com o campo magnético do nosso planeta elas podem gerar imensas correntes através da atmosfera, ameaçando nosso sistema elétrico. Além do mais, a previsão e a caracterização das CMEs ainda é um desafio. Essas ondas são muito importantes pois elas são diretamente relacionadas com as CMEs, que atiram plasma para fora da heliosfera, em direção à Terra”, adicionou Long. “Geralmente nós as observamos quando elas estão vindo em nossa direção, mas quando isso acontece é difícil medir quão rápido e quão intensas elas são”. Assim sendo, quando observamos essas ondas, nós podemos ser capazes de inferir quão poderosas essas CMEs são”.

Onze Objetos Messier Numa Mesma Imagem

Créditos da imagem: Fernando Cabrerizo
Essa visão com quinze graus de largura se estica através do campo repleto de estrelas de Sagittarius em direção ao centro da nossa Via Láctea. De fato, o centro da galáxia localiza-se perto da borda direita dessa rica paisagem estelar e perto do centro desse belo frame temos onze brilhantes aglomerados estelares e nebulosas. Todos os onze objetos são entradas numeradas no catálogo compilado pelo turista cósmico do século 18 Charles Messier. Alcançando o status de celebridades para os observadores, nós temos a M8 (Nebulosa da Lagoa), M16 (Nebulosa da Águia), M17 (Nebulosa Omega) e M20 (Nebulosa Trífida) mostrando a tonalidade avermelhada típica das nebulosas de emissão associadas com regiões de formação de estrelas. Mas também em destaque para pequenos telescópios, nós temos os aglomerados estelares M18, M21, M22, M23, M25 e M28. Mais vasto em extensão do que os próprios aglomerados estelares, o M24 é na verdade uma nuvem de estrelas da Via Láctea com milhares de anos-luz de comprimento, visto através de uma quebra no véu de poeira obscurecida da galáxia. A imagem abaixo localiza cada uma dessas pérolas cósmicas registradas na bela imagem acima.
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