8 de ago de 2013

Hiperião: Um Mundo com Estranhas Crateras

Crédito:Equipe de Imagem da Cassini, SSI, JPL, ESA, NASA
O que está no chão das estranhas crateras de Hiperião? Ninguém tem a certeza. Para ajudar a responder a esta questão, a sonda robótica Cassini, actualmente em órbita de Saturno, passou por esta lua com a textura de esponja em 2005 e em 2010 e capturou imagens em detalhes sem precedentes. A imagem acima, em cores falsas, obtida durante a passagem de 2005, mostra um notável mundo repleto de estranhas crateras e com uma superfície invulgar. As ligeiras diferenças em cor provavelmente coincidem com diferenças na composição da superfície. No chão da maioria das crateras encontra-se um tipo de material escuro ainda desconhecido. A inspecção da imagem mostra características brilhantes indicando que o material escuro pode ter em alguns locais apenas algumas dezenas de metros de espessura. Hiperião mede cerca de 250 km em diâmetro, tem uma rotação caótica e tem uma densidade tão baixa que pode até abrigar um vasto sistema de cavernas no seu interior.
Fonte: Astronomia On-Line

Confira a imagem mais clara já feita de uma mancha solar

 
A imagem sem precedentes foi divulgada recentemente por cientistas do Big Bear Solar Observatory (BBSO), nas montanhas a leste de Los Angeles, Califórnia. Capturada pelo chamado Novo Telescópio Solar (também conhecido como “NST”, na sigla em inglês), a fotografia é uma das primeiras a ser registradas pelo NST utilizando o recém-equipado Espectômetro Visível de Imagem (VIS). Trata-se da nova recordista no quesito imgem mais detalhada de manchas solares já obtida em luz visível – a campeã anterior também havia sido fotografada pelo NST, no ano de 2010. O telescópio de 1,60 metros, apesar do nome, tem feito observações há mais de cinco anos.
 
“Com o VIS, as camadas da atmosfera solar, desde a fotosfera até a cromosfera, podem ser monitoradas praticamente em tempo real”, afirma Wenda Cao, professor de física no Instituto de Tecnologia de New Jersey e diretor do observatório BBSO. “Com a resolução inédita do Novo Telescópio Solar do BBSO, muitas características até então desconhecidas das manchas solares, percebidas apenas em pequena escala, podem agora ser observadas por nós”, conta Cao.
 
Na imagem que ilustra esta matéria, por exemplo, os pesquisadores estão particularmente interessados na interface que conecta o núcleo escuro da mancha solar (a umbra) e região brilhantes, de formato similar a uma pétala de flor, que a cerca (a penumbra). Esta é a mais clara e mais detalhada imagem de uma mancha solar já obtida em luz visível. Estas estruturas ultramagnéticas são consideradas cruciais para proteger a Terra de um clima espacial potencialmente ameaçador para nós – e são fotos como essas que nos ajudarão a entender melhor o risco.
 
As manchas solares são regiões que possuem a aparência muito mais escura do que a área circundante devido à atividade magnética extrema. O aumento repentino do magnetismo bloqueia o fenômeno de convecção na área, o que provoca uma queda na temperatura da superfície. Devido ao fato de serem entre mil e 3 mil graus mais frias do que as demais partes da superfície do sol, as manchas se tornam o que é conhecido como um corpo negro – o que explica sua aparente escuridão. As manchas parecem negras quando as comparamos com outros pontos do sol. No entanto, se as isolarmos desse contexto, elas ainda seriam mais brilhante do que praticamente qualquer coisa que existe na Terra.
 
Por causa da elevada atividade magnética, as manchas solares causam outros fenômenos, como as tempestades solares, que podem prejudicar satélites e até mesmo expor as pessoas em aviões à radiação. O clima espacial pode, em sua forma mais extrema, ter consequências ainda mais destrutivas na Terra. Ou seja, quanto mais entendermos sobre como esses sistemas funcionam, melhor.
Fonte: hypescience.com
 [Io9]

NGC 3370: Uma Visão do Fundo Cósmico

Créditos da Imagem:NASA, ESA, Hubble Heritage (STScI/AURA); Acknowledgement: A. Reiss et al. (JHU)  

Similar em tamanho e em estrutura com a nossa Via Láctea, a galáxia espiral NGC 3370, localiza-se a aproximadamente 100 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Leo, o Leão. Registrada acima em detalhes surpreendentes pela Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble, a grande e bela espiral que aparece de frente para nós rouba completamente a cena, mas a imagem acima é tão nítida, mostrando o poderio do Hubble que ela também revela um impressionante conjunto de galáxias de fundo no campo de visão, logicamente, galáxias essas muito mais distante no nosso vasto universo. Olhando para dentro da NGC 3370, os dados de imagem têm se provado nítidos o suficiente para se poder estudar estrelas individuais pulsantes conhecidas como Cefeidas, estrelas essas que podem ser usadas para se determinar de forma precisa a distância dessa galáxia. A NGC 3370 foi escolhida para esse estudo, pois em 1994, a galáxia espiral também foi o lar de uma explosão estelar muito bem estudada – uma supernova do Tipo Ia. Combinando o conhecimento da distância para essa supernova padrão, com base nas medidas das estrelas Cefeidas, com observações de supernovas até mesmo muito mais distantes, é possível revelar não só o tamanho, mas também a taxa com que o próprio universo está se expandido. Para saber mais sobre a expansão do universo e como os astrônomos usam esses marcos cósmicos para determinar essa expansão, leia o interessante artigo abaixo.

Exoplaneta rosa desafia principal teoria de formação de planetas

Baseado na cor da estrela e no seu período de rotação, cientistas estimam que sistema esteja a 57 anos-luz da Terra e tenha 160 milhões de anos
Recém-descoberto GJ 504b tem uma temperatura de cerca 237 °C e aproximadamente quatro vezes a massa de Júpiter Foto: NASA's Goddard Space Flight Center/S. Wiessinger / Divulgação
 
Astrônomos anunciaram a descoberta de um planeta com mais de quatro vezes a massa de Júpiter e tamanho similar, orbitando sua estrela nove vezes mais afastado que o maior planeta do Sistema Solar em relação ao Sol. Com o uso de um telescópio no Havaí, a equipe também conseguiu revelar a cor do corpo celeste: magenta profundo. A relação entre a distância da estrela e a massa do exoplaneta, denominado GJ 504b, representa um desafio para as teorias sobre como os planetas se formam. Se pudéssemos viajar para esse planeta gigante, veríamos um mundo ainda brilhando no calor de sua formação com uma cor que lembra uma escura flor de cerejeira", afirmou Michael McElwain, integrante do grupo de cientistas da Nasa - a agência espacial americana - que descobriu o planeta.
 
GJ 504b, é o planeta de menor massa já descoberto ao redor de uma estrela como o Sol. De acordo com a teoria mais aceita, chamada de core-accretion, estrelas como essas não têm “metais” em quantidade suficiente para formar os núcleos maciços de planetas gigantes. Planetas como Júpiter começam a se desenvolver no "disco" cheio de gás que envolve uma estrela jovem. O núcleo produzido por colisões entre asteroides e cometas fornece uma "semente", e quando atinge massa suficiente sua atração gravitacional rapidamente atrai gás do disco para formar o planeta.
 
Enquanto esse modelo explica bem planetas até a distância de Netuno, a cerca de 30 vezes a distância média entre a Terra e o Sol (30 unidades astronômicas), a teoria se torna problemática para mundos localizados mais longe de suas estrelas. GJ 504b fica a uma estimada distância de 43,5 unidades astronômicas de sua estrela. Esse está entre os planetas mais difíceis de explicar no tradicional âmbito de formação planetária", explica o astrônomo Markus Janson. "Sua descoberta implica na conclusão de que precisamos reconsiderar seriamente teorias de formação alternativas, ou até reavaliar alguns dos pressupostos básicos da teoria de core-accretion".
Fonte: Terra
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