9 de ago de 2013

Até onde conseguimos ver no Universo?

Por enquanto, conseguimos captar luz visível até uma distância gigantesca de 130 bilhões de trilhões de quilômetros (o número 13 seguido de 22 zeros) - ou 13 bilhões de anos-luz, se usarmos o jeito astronômico de medir distâncias. Tudo graças aos nossos melhores óculos para ver o céu, o telescópio espacial Hubble. O mais fascinante é que a habilidade desse aparelho para enxergar tão longe equivale, de certa forma, a uma viagem no tempo. Afinal, quando dizemos que uma coisa está a 13 bilhões de anos-luz, isso significa que a luz emitida por esse objeto levou justamente 13 bilhões de anos para chegar até aqui. Por isso, o Hubble enxerga não exatamente uma galáxia distante, mas a cara que ela tinha muito antes de a Terra ter se formado.
 
Pela velocidade com que as galáxias se afastam umas das outras, estima-se que todas elas estavam aglutinadas em um ponto microscópico que explodiu em algum momento entre 13,7 bilhões e 15 bilhões de anos atrás. A uma distância dessas, tudo o que o Hubble consegue ver são quasares, corpos que surgem quando galáxias se chocam. Como a maior parte dos quasares está a pelo menos 10 bilhões de anos-luz, isso indica que nos primórdios do Universo as galáxias se espremiam em um espaço muito menor do que hoje, a ponto de uma bater na outra de vez em quando. Essa constatação impulsionou a teoria do big bang e a idéia de que o Universo está em expansão. Quando apontamos o olhar para longe, acabamos enxergando bem mais do que a gente espera!
Fonte: Mundo estranho

Hubble encontra origem da corrente de Magalhães

Astrônomos usando o Telescópio Espacial Hubble resolveram o mistério de 40 anos da astronomia sobre a origem da Corrente de Magalhães, uma longa faixa de gás que se estica aproximadamente por metade do caminho ao redor da Via Láctea. Novas observações do Hubble revelaram que a maior parte da corrente foi arrancada da Pequena Nuvem de Magalhães a aproximadamente dois bilhões de anos atrás, com uma porção menor originando-se mais recentemente da sua vizinha maior. As Nuvens de Magalhães, duas galáxias anãs que orbitam a nossa galáxia, estão na frente de um imenso filamento gasoso conhecido como Corrente de Magalhães.
 
Desde que a corrente foi descoberta no começo dos anos 1970, os astrônomos têm pensado, cogitado e vislumbrado se esse gás viria de uma ou de ambas as galáxias satélites. Agora, novas observações do Hubble mostram que a maior parte do gás foi arrancado da Pequena Nuvem de Magalhães a aproximadamente 2 bilhões de anos atrás – mas surpreendentemente, uma segunda região da corrente foi formada mais recentemente com origem na Grande Nuvem de Magalhães.
 
Uma equipe de astrônomos determinou a fonte do filamento de gás usando o Cosmic Origins Spectrograph (COS) do Hubble, juntamente com observações feitas com o Very Lage Telescope do ESO, para medir a abundância de elementos pesados, como oxigênio e enxofre, em seis locai ao longo da Corrente de Magalhães. O COS detectou esses elementos a partir da maneira como eles absorvem a luz ultravioleta emitida por quasares muito distantes, à medida que ela passa através da Corrente que se encontra em primeiro plano a partir da nossa perspectiva. Os quasares são os núcleos brilhantes de galáxias ativas.
 
A equipe descobriu baixa abundância de oxigênio e enxofre ao longo da maior parte da corrente, o que se ajusta aos níveis na Pequena de Nuvens de Magalhães a aproximadamente 2 bilhões de anos atrás, quando acredita-se que essa faixa gasosa tenha sido formada. Em uma reviravolta surpreendente, a equipe descobriu um nível muito mais alto de enxofre na região mais próxima das Nuvens de Magalhães. “Nós estamos encontrando uma quantidade consistente de elementos pesados na corrente até chegarmos perto das Nuvens de Magalhães, então o nível de elementos pesados aumenta drasticamente”, disse Andrew Fox, um membro da equipe suportada pela ESA no Space Telescope Science Institute, nos EUA, e principal autor de um dos dois artigos que apresentam esses resultados. “Essa região é muito similar em composição com a Grande Nuvem de Magalhães, sugerindo que ela foi arrancada dessa galáxia mais recentemente”.
 
Essa descoberta foi inesperada, modelos computacionais da Corrente prediziam que o gás viria inteiramente da Pequena Nuvem de Magalhães, que possui uma força gravitacional menor do que a sua prima mais massiva. Como a atmosfera da Terra absorve a luz ultravioleta, é difícil medir as quantidades desses elementos com precisão, já que nós precisamos observar a parte ultravioleta do espectro para vê-los”, disse Philipp Richter, da Universidade de Potsdam, Alemanha, e principal autor do segundo dos dois artigos. “Assim nós tivemos que ir para o espaço. Somente o Hubble é capaz de fazer medidas como essas”. Todas as galáxias satélites próximas da Via Láctea perderam a maior parte do seu conteúdo gasoso – exceto as Nuvens de Magalhães.
 
 Como elas são mais massivas do que essas outras galáxias satélites elas podem prender esse gás, usando-o para formar novas estrelas. Contudo, essas Nuvens estão se aproximando da Via Láctea e de seu halo da gás quente. À medida que elas derivam para mais próximo da Via Láctea, a pressão desse halo quente empurra o seu gás para o espaço. Esse processo junto com a guerra gravitacional que é travada entre as duas Nuvens de Magalhães, acredita-se tenha formado a Corrente de Magalhães.
 
“Explorar a origem dessa grande corrente de gás localizada tão perto da Via Láctea é importante”, adiciona Fox. “Nós agora sabemos quais das nossas famosas vizinhas, as Nuvens de Magalhães, criaram essa faixa de gás, qual pode eventualmente cair na nossa própria galáxia e disparar um novo processo vigoroso de formação de estrelas. Esse é um passo importante na direção de descobrir como as galáxias no universo conseguem obter o gás necessário para formar novas estrelas”.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/news/heic1314/

Prepare-se para as Perseídas de 2013

Os meteoros que aqui se vêm, ao retraçar os seus percursos, vão dar ao radiante, localizado na constelação de Perseu.
Crédito: Fred Bruenjes

Uma eterna favorita entre astrónomos, a chuva de meteoros das Perseídas faz o seu retorno anual nas noites de 11-12 e 12-13 de Agosto. Este ano, a chuva de meteoros das Perseídas atinge o seu pico quando não há quase Lua, proporcionando um céu escuro para os espectadores noctívagos e contadores de estrelas cadentes. A fina Lua Crescente põe-se cedo, por isso interfere pouco no evento deste ano. A Terra deve passar pela parte mais densa do fluxo de meteoros durante algumas horas do dia 12, por volta das 19-20:00 (hora de Portugal). Isto significa que o pico da chuva divide a diferença entre as primeiras horas de 12 de Agosto e as primeiras horas de dia 13, para nós cá na Europa. Por isso, o número que contar em cada destas noites, mesmo em condições ideais (sem poluição luminosa e com o radiante quase na sua altura máxima) pode não coincidir com o pico previsto pela Organização Internacional de Meteoros de 100 por hora. Mas as surpresas podem sempre acontecer.
 
Algumas Perseídas aparecem a partir das 21:00, mas são sempre melhores a partir das 23 horas ou meia-noite, até ao amanhecer. É quando o radiante da chuva a Norte de Perseu sobe no céu a Nordeste. Ou, dito de outra forma, é quando o nosso lado da Terra se vira mais directamente para o fluxo de meteoros. Estas "estrelas cadentes" são na realidade detritos do Cometa 109P/Swift-Tuttle. Riscando a atmosfera superior da Terra a uns relativamente rápidos 60 km/s, criam plasma superaquecido (moléculas ionizadas de ar) ao longo do seu caminho. Este gás incandescente, que inclui vapor da partícula em incineração, cria os riscos momentâneos de luz que vemos no céu.
 
As partículas maiores criam estrelas cadentes maiores. Os cientistas descobriram que as Perseídas são mais ricas nestas "bolas de fogo" do que qualquer outra chuva. Além disso, o brilho médio de cada meteoro tem uma magnitude de -2,7, em comparação com -2,0 das Geminídeas (uma bola de fogo é qualquer meteoro com magnitude superior ou igual a -4,0). O Cometa Swift-Tuttle tem um enorme núcleo, cerca de 26 km em diâmetro. A maioria dos outros cometas são muito mais pequenos, com apenas alguns quilómetros de diâmetro. Como resultado, o Swift-Tuttle produz um maior número de meteoros, muitos dos quais são grandes o suficiente para produzir bolas de fogo.
 
Duas chuvas muito mais fracas estão também activas nesta época do ano, as Delta Aquáridas e as Kappa Cygnídeas. Observar meteoros é muito fácil! Encontre um local com um céu aberto e sem luzes brilhantes. Deite-se numa cadeira reclinável ou no chão, aconchegue-se numa manta ou num saco-cama, protegido dos mosquitos e do frio, e observe as estrelas. Combine uma noitada com um ou mais amigos, e observem em direcções opostas para aumentar as hipóteses de avistarem meteoros. Pode esperar uma média de uma Perseída por minuto sob boas condições, menos se tiver poluição luminosa significativa.
 
 Pode também trazer um par de binóculos para examinar aqueles rastos deixados por maiores bolas de fogo, que podem persistir durante alguns segundos no céu. Esteja atento aos sons. Será que consegue "ouvir" meteoros? A Ciência diz-nos que os sons não viajam pela ténue atmosfera acima dos 50 km, mas no entanto relatos de meteoros audíveis como um silvo ou uma crepitação persistem. Será apenas uma ilusão? Cientistas em 1988 estudaram este fenómeno, que por vezes é também relatado durante auroras. O culpado pode ser a produção localizada de ruídos electrofónicos pela radiação electromagnética de frequência muito baixa. Em todo o caso, até pode usar um rádio para detectar meteoros.
 
Os meteoros podem também ter cor. Verde é o tom mais comum. Se tiver gosto por fotografia, pode tirar longas exposições. As Perseídas foram especialmente notáveis na década de 1990, aquando do regresso mais recente do Swift-Tuttle, mas desde então voltaram à sua aparência normal. O cometa tem passagem prevista pelo Sistema Solar interior em meados da década de 2120.
Fonte: Astronomia On-Line

Perseidas é Fotografado Sobre o Castelo Albrechtsberg

Créditos da Imagem:Sebastian Voltmer
O Castelo Medieval Albrechtsberg fica imbricado nas árvores perto do banco norte do Rio Pielach e da cidade de Melk, na Áustria. Na noite de céu claro do dia 12 de Agosto de 2012, o castelo estava sob as constelações do norte incluindo, Aquarius, Aquila e a apagada Delphinus (acima e a direita da parte central da imagem), nessa cena celeste voltada para o oeste. A cena acima também captura um brilhante meteoro sobre as paredes do castelo. Parte da chuva de meteoros anual dos Perseidas, esse rastro aponta na direção da constelação heroica de Perseus, bem acima do horizonte nas primeiras horas da manhã. Entrando na atmosfera a aproximadamente 60 quilômetros por segundo, os meteoros dos Perseidas varrem os grãos de poeira da cauda do cometa Swift-Tuttle. Claro, que devido a data, você já deve ter percebido que a chuva dos Perseidas desse ano, de 2013 está para ocorrer nesse fim de semana, então fiquem atento no céu.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130809.html

Noites límpidas numa Super-Terra

Quando se tem uma coisa boa durante toda a vida é fácil tomá-la como garantida... especialmente se essa coisa é invisível. Mas hoje vamos dedicar um pouco do nosso tempo a pensar na sorte que temos em viver num planeta com atmosfera! A atmosfera terrestre é formada por gás que envolve o nosso planeta, como um cobertor que não escapa, devido à gravidade da Terra. Mantém a temperatura junto à superfície agradável e acolhedora, protegendo-nos do gélido frio do espaço durante a noite e do calor abrasador do Sol durante o dia. Além disso, a atmosfera atua como uma barreira protetora absorvendo os perigosos raios solares e outros objetos cósmicos antes de nos alcançarem à superfície da Terra!
 
Assim, é graças à nossa atmosfera que podemos viver na Terra. Verificou-se que alguns dos planetas fora do nosso sistema solar também têm atmosferas! Astrónomos japoneses acabaram de identificar a atmosfera de um planeta que orbita uma estrela distante. O planeta é cerca de 4 vezes maior do que a Terra. Chamamos a planetas como este “Super-Terras”. As observações mostraram que apesar do planeta possuir uma atmosfera verdadeiramente grandiosa, cerca de 200 000 vezes mais densa que a da Terra, não está muito nublado. Aposto que isto provoca em muitos de vocês uma grande inveja!

Curiosidade: Não existe uma fronteira real entre a nossa atmosfera e o espaço, uma vez que a atmosfera se vai tornando progressivamente mais fina à medida que a nossa altitude vai aumentando. Mas decidimos colocar uma linha imaginária a 100 km de altitude, a que chamamos de linha Kármán e que definimos como o princípio do espaço. No entanto os seres humanos só conseguem respirar até cerca de 8 km de altitude.
Fonte: Ciência 2.0
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