23 de ago de 2013

WISE reativado para caçar asteróides

 Impressão de artista que mostra o WISE em órbita da Terra. Em Setembro de 2013, os engenheiros vão tentar reavivá-lo para caçar mais asteróides e cometas num projecto chamado NEOWISE.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

Um instrumento da NASA que descobriu e caracterizou dezenas de milhares de asteróides em todo o Sistema Solar, antes de ser colocado em hibernação, regressará ao serviço por mais três anos, com início em Setembro, ajudando a agência espacial no seu esforço para identificar a população de objectos potencialmente perigosos próximos da Terra, bem como aqueles adequados para missões de exploração a asteróides.
 
O WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) será reavivado no próximo mês com o objectivo de descobrir e caracterizar NEOs (sigla inglesa para "near-Earth objects"), rochas espaciais que podem ser encontradas em órbitas até 45 milhões de km da Terra, em redor do Sol. A NASA antecipa que o WISE fará uso do seu telescópio de 16 polegadas (40 centímetros) e das câmaras infravermelhas para descobrir cerca de 150 NEOs previamente desconhecidos e caracterizar o tamanho, albedo e propriedades térmicas de outros 2000 - incluindo alguns que podem ser candidatos à recentemente anunciada iniciativa da agência.
 
"A missão WISE alcançou os seus objectivos e a NEOWISE estendeu a ciência ainda mais na sua pesquisa de asteróides. A NASA apoia-se agora neste histórico de sucessos, o que irá melhorar a nossa capacidade de encontrar asteróides potencialmente perigosos, e apoiar a nossa iniciativa de asteróides," afirma John Grunsfeld, administrador associado da NASA para ciência em Washington, EUA. "A reactivação do WISE é um excelente exemplo de como estamos alavancando as capacidades existentes por toda a agência para alcançar o nosso objectivo."
 
A iniciativa de asteróides da NASA será a primeira missão a identificar, capturar e mover um asteróide. Ela representa uma façanha tecnológica sem precedentes, que irá levar a novas descobertas científicas e a capacidades tecnológicas que ajudarão a proteger o nosso planeta. Esta iniciativa faz parte do plano de enviar seres humanos até um asteróide em 2025.
 
Lançado em Dezembro de 2009 para procurar o brilho de fontes de calor celeste de asteróides, estrelas e galáxias, o WISE capturou cerca de 7500 imagens por dia durante a sua missão principal, desde Janeiro de 2010 até Fevereiro de 2011. Como parte do projecto chamado NEOWISE, o explorador espacial fez o levantamento mais preciso até à data de NEOs. A NASA desligou a maioria dos componentes electrónicos do WISE quando completou a sua missão principal. 
Conceito de uma nave da NASA com o mecanismo de captura de asteróide, que irá redireccionar uma rocha espacial até uma órbita lunar estável, para estudo posterior por astronautas a bordo da cápsula Orion.
Crédito: NASA
 
"Os dados recolhidos pela NEOWISE há dois anos provaram ser uma mina de ouro para a descoberta e caracterização da população de NEOs," afirma Lindley Johnson, executivo do programa NEOWISE da NASA em Washington. "É importante que acumulemos o máximo possível deste tipo de dados enquanto o WISE continua a ser um trunfo viável."
 
Dado que os asteróides reflectem mas não emitem luz visível, os sensores infravermelhos são uma ferramenta poderosa para descobrir, catalogar e compreender a população de asteróides. Dependendo da reflectividade de um objecto, ou albedo, uma pequena e clara rocha espacial pode ter a mesma aparência que uma grande e escura. Como resultado, os dados recolhidos com telescópios ópticos usando a luz visível podem ser enganadores. Durante 2010, a missão NEOWISE observou cerca de 158.000 corpos rochosos, de entre cerca de 600.000 objectos conhecidos. As descobertas incluem 21 cometas, mais de 34.000 asteróides na cintura principal entre Marte e Júpiter, e 135 NEOs.
 
A missão principal do WISE era varrer todo o céu no infravermelho. Capturou mais de 2,7 milhões de imagens em múltiplos comprimentos de onda infravermelhos e catalogou mais de 560 milhões de objectos no espaço, desde galáxias distantes até asteróides e cometas muito mais perto da Terra.
 
"A equipa está pronta e após uma verificação rápida, vamos começar a grande velocidade," afirma Amy Mainzer, investigadora principal da missão NEOWISE no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "A NEOWISE não só nos dá uma melhor compreensão dos asteróides e cometas que estudamos directamente, como também nos vai ajudar e refinar os nossos conceitos e planos operacionais de missões espaciais futuras de catalogação de objectos próximos da Terra".
Fonte: Astronomia On-Line

Fermi celebra cinco anos no espaço, entra em missão prolongada

O retrato do céu pelo Fermi a energias superiores a 1 GeV foi melhorando com cada vez mais dados. Esta animação compara uma região com 20 graus de largura na direcção da constelação de Virgem, após o primeiro e quinto ano de operações do Fermi. Muitas outras fontes adicionais (amarelo, vermelho) aparecem na imagem mais recente. Crédito: NASA/DOE/Colaboração LAT do Fermi 
 
Durante a sua missão principal de cinco anos, o Telescópio Espacial de Raios-Gama Fermi da NASA deu aos astrónomos um retrato cada vez mais detalhado dos fenómenos mais extraordinários do Universo, desde buracos negros gigantes no coração de galáxias distantes a tempestades na Terra. Mas o seu trabalho ainda não acabou. A 11 de Agosto, o Fermi entrou na fase prolongada da sua missão - um estudo mais profundo do cosmos de alta energia. Este é um passo importante em direcção à meta prevista da equipa científica de uma década de observações, terminando em 2018.
 
"À medida que o Fermi abre o seu segundo acto, tanto a nave como os seus instrumentos permanecem de excelente saúde e a missão recolhe dados científicos excepcionais," afirma Paul Hertz, director da divisão de astrofísica da NASA em Washington, EUA. O Fermi revolucionou a nossa visão do Universo em raios-gama, a forma de luz mais energética. As descobertas do observatório incluem novas perspectivas sobre muitos processos de alta energia, desde estrelas de neutrões em rápida rotação, também conhecidas como pulsares, dentro da nossa Galáxia, até jactos alimentados por buracos negros supermassivos em galáxias jovens e distantes.
 
O LAT (Large Area Telescope), o instrumento principal da missão, varre o céu inteiro a cada três horas. O detector topo de gama tem uma visão mais nítida, com maior ângulo e abrange um leque mais amplo de energia do que qualquer instrumento similar no espaço. "À medida que o LAT constrói uma imagem cada vez mais detalhada do céu de raios-gama, revela simultaneamente como é a dinâmica do Universo a estas energias," afirma Peter Michelson, investigador principal do instrumento e professor de física na Universidade de Stanford, no estado americano da Califórnia.
Esta imagem mostra todo o céu a energias superiores a 1 GeV com nos cinco anos de dados do instrumento LAT a bordo do Telescópio Espacial Fermi. As cores mais brilhantes indicam fontes mais brilhantes em raios-gama.Crédito: NASA/DOE/Colaboração LAT do Fermi
 

O instrumento secundário do Fermi, o GBM (Gamma-ray Burst Monitor), vê todo o céu a qualquer instante, à excepção da parte bloqueada pela Terra. Esta cobertura de todo o céu permite com que o Fermi detecte mais explosões de raios-gama (GRBs) e ao longo de uma gama energética mais ampla, do que qualquer outra missão. Pensa-se que estas explosões, as mais poderosas do Universo, acompanhem o nascimento de novos buracos negros de massa estelar. "Já foram vistos pelo GBM mais de 1200 GRBs, mais de 500 proeminências do Sol e algumas centenas de proeminências de estrelas de neutrões altamente magnetizadas na nossa Galáxia," afirma Bill Paciesas, investigador principal e cientista sénior da Associação de Pesquisa Espacial do Instituto de Tecnologia e Ciência em Huntsville, no estado americano do Alabama.
 
O instrumento também detectou cerca de 800 "flashes" de raios-gama oriundos de trovoadas. Estas explosões fugazes duram apenas alguns milésimos de segundo, mas as suas emissões estão entre as mais energéticas que ocorrem naturalmente na Terra. Um dos resultados mais surpreendentes do Fermi até agora foi a descoberta de bolhas gigantes que se estendem mais de 25.000 anos-luz para cima e para baixo do plano da nossa Galáxia. Os cientistas pensam que estas estruturas podem ter-se formado como resultado de explosões passadas do buraco negro - com uma massa de 4 mil milhões de Sóis - que reside no centro da Via Láctea.
 
A equipe está a ponderar uma nova estratégia de observação que envolve o LAT fazer exposições mais profundas da região central da Via Láctea, um reino repleto de pulsares e outras fontes altamente energéticas. Esta área é também um dos melhores locais para procurar sinais de raios-gama oriundos da matéria escura, uma substância elusiva que não emite nem absorve luz visível. De acordo com algumas teorias, a matéria escura é composta por partículas exóticas que produzem um flash de raios-gama quando interagem.
 
"Nos próximos anos, a maioria das novas instalações astronómicas que exploram outros comprimentos de onda irão complementar o Fermi e dar-nos o melhor olhar sobre os eventos mais poderosos do Universo," afirma Julie McEnery, cientista do projecto da missão do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland.
Fonte: Astronomia On-Line

Nova técnica calcula o campo gravitacional das estrelas

Método que consegue captar o som dos astros vai ajudar a medir propriedades físicas e estado evolutivo deles
Galaxia NGC 1232. Método desenvolvido por astrônomos vai nos aproximar das estrelasESO / AFP PHOTO
 
Astrônomos desenvolveram um novo método para medir o campo gravitacional de uma estrela, pois é por meio dele que cientistas conseguem calcular as propriedades físicas e o estado evolutivo de um astro. A nova técnica poderá ser usada, segundo os pesquisadores, para melhorar as estimativas de tamanho de centenas de exoplanetas - ou seja, que orbitam uma estrela que não seja o Sol - descobertos nos últimos 20 anos. As estimativas atuais têm uma incerteza que vai de 50% a 200%. O método pode reduzir este erro à metade.
 
A técnica foi desenvolvida pela equipe de astrônomos da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, e publicado na revista “Nature”. - Uma vez que se saiba a superfície gravitacional, então será necessária mais uma medida, a temperatura, facilmente obtida, para determinar massa, tamanho e outras propriedades da estrela - explica o professor de física e astronomia, Keivan Stassun.
 
- Medir a superfície estelar tem sido um negócio difícil - acrescenta Gibor Basri, professor de astronomia da Universidade da Califórnia, também autor do estudo. - Então é uma boa surpresa descobrir que a oscilação sutil da luz de uma estrela fornece uma maneira relativamente fácil de fazer esta medição.
 
O novo método analisa as variações no brilho da estrela. Estas variações parecem estar ligadas à granulação, rede de células que cobrem a superfície da estrela e composta de gás. Em estrelas com muita gravidade, a granulação é mais fina e pisca com uma frequência maior. Em estrelas com baixa gravidade, a granulação é mais grossa e pisca menos. Segundo Stassun, o método é como uma ultrassom.
Fonte:Oglobo.com

O espectro da nova Delphini

Créditos da Imagem:Jürg Alean

Quando uma nova estrela apareceu na constelação de Delphinus na última semana, os astrônomos descobriram seu espectro como uma verdadeira aparição da natureza. Agora conhecida como Nova Delphini, seu espectro na luz visível perto de seu brilho máximo está centrado nessa imagem que mostra o espectro do campo estelar próximo e que foi capturada com um prisma e um telescópio, na noite entre 16 e 17 de Agosto de 2013 em Sternwarte Bülach na Suíça. Fortes linhas de absorção causadas pelos átomos de hidrogênio são vistas como faixas mais escuras no espectro da nova, mas as linhas de absorção fortes são cercadas ao longo de suas bordas em direção ao vermelho por brilhantes faixas de emissão. Esse padrão é a assinatura espectral do material que explodiu de um sistema binário cataclísmico conhecido como uma nova clássica. Outras estrelas no campo são mais apagadas, identificadas pelos seus números no catálogo de Hipparcus, pelo seu brilho em magnitude e pelos seus tipos espectrais. Por coincidência, a linha de emissão fraca da nebulosa planetária NGC 6905 foi também incluída, indicada na parte inferior direita.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130823.html
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