12 de set de 2013

Ligação explosiva

Astrónomo do Porto revê teoria
Ao observar os jatos de gás de uma estrela binária distante, o astrónomo Paulo Garcia deu de caras com um fenómeno explosivo. É o que acontece quando colidem as estruturas magnéticas de dois sóis. Bem longe no céu, a 378 anos-luz de nós, na constelação do Camaleão, um novo sistema solar está em processo de formação. No seu centro, rodeado por um disco de gás, poeira e outros fragmentos de matéria, encontra-se uma das estrelas mais brilhantes, dentro da sua classe, que se podem observar do hemisfério sul. Conhecido entre os astrónomos como HD 104237, este objeto distingue-se do nosso Sol por uma característica que faz toda a diferença: em vez de uma, estamos perante duas enormes bolas de gás incandescente. Ou seja, trata-se de uma estrela binária.
 
Uma das pessoas que se sentiram atraídas pelos seus mistérios foi Paulo Garcia, investigador da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). À frente de uma equipe internacional constituída por outros oito cientistas, a sua atenção estava inicialmente dirigida para os jatos de hidrogénio que aquele tipo de astros costuma emitir para o espaço. Contudo, acabaram por encontrar algo bastante diferente e exótico. Depois de recorrerem aos dados de três telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), localizados numa das montanhas do deserto de Atacama, no Chile, obtiveram sinais de uma grande explosão que estava a ocorrer bem perto da superfície das duas estrelas. Algo nada normal. Ao que tudo indica, “há um gás muito quente que está a explodir nessa área”, resume Paulo Garcia.
 
Na origem deste boom, e a crer no estudo que os investigadores publicaram em fevereiro, no website da Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, estiveram os campos magnéticos que emanam de cada uma das estrelas. Pelos vistos, estes são bem maiores do que antes se imaginava, de modo que, quando os dois globos estão mais próximos um do outro, “ocorre uma interacão entre os seus campos e vão surgir fenómenos que libertam muita energia”.

Dito por outras palavras, vai “ocorrer uma espécie de faísca”, de enormes proporções, cada vez que se tocam. Foi precisamente uma dessas deflagrações que o investigador do Porto diz ter descoberto. “Estas explosões são fenómenos muito raros”, salienta. “Já foram anteriormente observados em quatro estrelas diferentes, mas nunca com esta intensidade.” Para tornar tudo mais interessante, foi também a primeira vez que se viu algo do género num astro luminoso mais massivo do que o Sol.
Fonte: Super Interessante

Cientistas descobrem vestígios de vida em fragmentos de meteorito

Foram detectados sinais de compostos orgânicos nunca antes observados nas rochas espaciais que atingiram a Califórnia no ano passado.
Fonte da imagem:Reprodução/Gizmodo
 
A queda de meteoritos não é um fato tão raro na Terra. No entanto, é muito raro que algum permaneça intacto para descobrir com mais detalhes o que existe no espaço e existência de vida nos outros planetas. Geralmente, esses corpos celestes se tornam poeira ou se desintegram totalmente ao atingir o nosso planeta. Porém, um meteorito que caiu no ano passado na Califórnia deixou alguns fragmentos que foram avaliados por cientistas e, nessas rochas espaciais, foram descobertos alguns vestígios de vida.
 
Compostos orgânicos
 
De acordo com os pesquisadores, o meteorito Sutter`s Mill, que atingiu o solo da Califórnia em abril 2012, contém compostos orgânicos nunca antes visto nesse tipo de rochas espaciais. Durante as pesquisas, eles estavam interessados ​​em encontrar, especificamente, oxigênio e enxofre, contendo moléculas orgânicas que são os blocos de construção da vida.
 
Para os testes, os cientistas dissolveram os fragmentos em condições que imitam as fontes hidrotermais na Terra, um ambiente típico da época primitiva quando a vida poderia ter surgido. Após esse tratamento, as rochas liberaram moléculas orgânicas que nunca foram detectadas em meteoritos semelhantes. Os resultados sugerem que existem materiais muito mais orgânicos disponíveis nos meteoritos de ambientes planetários do que os cientistas acreditavam.
 
Mais especificamente, a dissolução das amostras nas condições hidrotermais revelou uma multiplicidade dessas moléculas orgânicas de oxigênio e contendo enxofre. Isto não é uma prova definitiva de que existe vida fora da Terra, mas dará aos cientistas uma ideia melhor sobre as origens da vida neste planeta.
Fonte: Megacurioso.com.br
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