20 de set de 2013

Dinamarquês quer enviar nave tripulada só de ida a lua de Júpiter

Projeto não tem data de conclusão e pretende enviar seres humanos à lua Europa em busca de vida graças à vasta presença de água no lugar 
Kristian Von Bengston é o dinamarquês fundador da Copenhagen Suborbitals (instituição que pretender lançar humanos em viagens longas pelo espaço) e possui algumas propostas bem polêmicas em relação ao cosmos. Ele acabou de anunciar mais um projeto bastante ambicioso (e, para muitos, completamente irreal), batizado de "Objective Europa" – Objetivo Europa, em tradução literal. A finalidade desse projeto é enviar seres humanos em uma viagem só de ida (!) à lua congelada Europa, que orbita ao redor do planeta Júpiter. Certos cientistas acreditam que pode existir vida no local, já que há grande presença de água em Europa. Bengston classificou a missão como "uma das coisas mais legais que você pode fazer" e está procurando por recrutas voluntários. Bengston também disse que existem mais de 7 bilhões de pessoas na Terra e que não deve ser difícil encontrar algumas centenas que queiram se envolver no projeto.

Um time bastante diversificado
 
A Copenhagen Suborbitals é uma pequena agência espacial que funciona a base de doações de pessoas ao redor do mundo. Entretanto, Kristian Von Bengston não ainda está à procura do dinheiro para a missão "Objective Europa", focando-se mais no aspecto teórico e das possibilidades reais de tal missão. "O nosso ponto de partida é puramente teórico, porém vai entrar em fases mais avançadas logo, que incluem protótipos de alta tecnologia e, eventualmente, um teste tripulado – se nós concluirmos que a nossa missão realmente é possível", garantiu Bengston em entrevista ao site Mother Board. Bengston já deixou claro que o trabalho na missão "Objective Europa" não será remunerado e que ele quer voluntários das mais diferentes áreas, como "arquitetos, designers, cientistas e sonhadores". Essas serão as pessoas que viabilizarão ou não o projeto, o dinheiro recebido das doações será destinado aos testes e às compras dos materiais necessários.

As dificuldades básicas do espaço
 
Não há como negar que existem muitos empecilhos para que o sonho de Kristian Von Bengston se torne realidade. Em primeiro lugar, a força gravitacional de Júpiter é muito mais forte do que na Terra – fato que exigirá enormes quantidades de combustível. Em segundo, existem as radiações presentes nas partículas ao redor do campo magnético de Júpiter que exigem uma blindagem excessivamente cara para proteger os aparelhos eletrônicos e a tripulação da espaçonave. Ah sim, sem falar que a lua Europa está muito, mas muito longe. A sonda da NASA Galileo levou mais de 6 anos para chegar à Júpiter, entretanto Bengston pretende fazer esse trajeto em menos tempo. E você, acha que isso será possível de acontecer nos próximos anos?
Fonte: Mega Curioso

Então o LHC pode realmente criar buracos negros?

Mural ilustrativo do detector CMS, no LHC. [Imagem: Claudia Marcelloni/CERN]
 
O LHC e os buracos negros
 
Antes que o LHC fosse ligado, em 2010, muito se especulou sobre a possibilidade de que suas colisões de partículas produzissem buracos negros que engoliriam a Terra. O gigantesco colisor de partículas já fez boa parte do seu trabalho, e até agora não há notícias de que a Terra tenha sido destruída. Contudo, as teorias sobre buracos negros criados pelo LHC parecem estar ganhando momento entre os físicos - ao menos, buracos negros microscópicos. É o que nos explica a física Kelly Izlar, em um artigo escrito para a revista Symetry, dos laboratórios Fermilab/SLAC.
 
A busca por buracos negros microscópicos
 
Encontrar micro-buracos negros no LHC poderia denunciar a existência de dimensões extras, o que poderia explicar por que a gravidade parece ser tão fraca. A energia necessária para formar um buraco negro como o que existe no centro da nossa galáxia - a quantidade de energia contida em uma estrela super-maciça morrendo e colapsando sobre si mesma - é muitas vezes maior do que o que poderíamos obter em nossos laboratórios terrestres. No entanto, se certas teorias sobre a natureza da gravidade estiverem corretas, pode haver uma maneira para os físicos criarem um tipo muito diferente de buraco negro - um tipo tão pequeno e de vida tão curta que sua presença só poderia ser inferida a partir de seu efeito sobre as partículas subatômicas em um detector de partículas.
 
E esse processo pode estar ao alcance do Grande Colisor de Hádrons (LHC).
De acordo com algumas teorias, há mais do que apenas três dimensões do espaço.
 
A existência de dimensões extras poderia oferecer uma resposta para um dos mistérios mais proeminentes da física atual: por que a gravidade é tão fraca, quando as outras forças fundamentais são tão fortes? Quanto mais dimensões houver, mais a gravidade irá se diluir em distâncias cada vez maiores. A força irá enfraquecer conforme se espalha para mais longe, mas vai ser surpreendentemente forte em distâncias curtas.
 
Se existirem 10 dimensões, por exemplo, então a força gravitacional deve se propagar através de muito mais dimensões espaciais do que podemos detectar; ela vai parecer fraca para nós somente porque sua maior parte é perdida nas dimensões invisíveis. Os físicos sabem que é necessário uma certa quantidade de energia - muito mais do que o LHC poderia produzir - para fazer um buraco negro microscópico. Mas se a gravidade for mais forte do que pensamos, então o limiar de energia necessária poderia estar ao alcance tanto do LHC quanto das colisões de raios cósmicos com a atmosfera da Terra, afirma o físico teórico Steve Giddings, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara.
 
"O que é sensacional sobre buracos negros microscópicos e dimensões extras é que existem muitas maneiras de procurar por eles," concorda John Paul Chou, da Universidade Rutgers, que atua como coorganizador do grupo de física exótica no experimento CMS no LHC. "Mas o LHC é o meio mais limpo e mais óbvio para criá-los e encontrá-los. Quando duas partículas chocam-se destrutivamente quase à velocidade da luz, uma pequena quantidade de energia concentra-se fortemente em um espaço minúsculo. Se existirem dimensões extras, a colisão poderia revelar a força oculta da gravidade - a energia e a densidade poderiam ser altas o suficiente para se fundirem em um buraco negro microscópico.
 
Um micro-buraco negro seria muito pequeno e teria uma vida curta demais para ter um efeito significativo sobre seus arredores. A única pista que os cientistas teriam seria uma explosão de partículas extras. Mas o seu efeito sobre o nosso entendimento da natureza em nível quântico seria enorme. Se os físicos conseguissem produzir buracos negros microscópicos no LHC, eles teriam a prova de que existem mais de três dimensões do espaço. Os cientistas estão de olho mas, até agora, não encontraram sinais de buracos negros microscópicos, afirma Chou: "Então, ou eles não existem, ou eles são tão raros que nós ainda não geramos um."
 
Os cientistas poderiam procurar outras dimensões de outras formas, como tentar encontrar versões mais pesadas de partículas conhecidas que poderiam existir somente se houvesse mais de três dimensões, ou procurar evidências de grávitons, portadores hipotéticos da força da gravidade, que fugiram para outras dimensões, deixando uma zona vazia nos detectores. Mas se o micro-buracos negros não fizerem sua aparição no LHC quando ele for religado em energias mais elevada, em 2015, os físicos terão de ajustar suas teorias e suas abordagens. Isso não vai descartar qualquer teoria por si só," disse Chou, "mas vai limitá-las fortemente, como já fizeram as rodadas recentes de 2010-2012 no LHC."
Fonte: Inovação Tecnológica

Curiosidade: A estrela que não deveria existir, mas existe!

É possível que algo exista sem poder existir? A resposta é sim! 
Simples assim: a estrela SDSS J102915 + 172927, descoberta por uma equipe de astrônomos europeus em 2011 na constelação de Leão, não deveria estar lá. Ela é pequena, com cerca de 80% do tamanho do Sol, e deve ter por volta de 13 bilhões de anos – ou seja, é uma das mais velhas estrelas vivas encontradas.  que torna esta estrela tão estranha é que ela é composta por 99.99993% de hidrogênio e hélio, elementos leves demais para se juntarem e formarem uma estrela. Quando simulações são testadas em super computadores, os resultados sempre indicam que uma estrela dessas jamais seria possível. Até hoje, os astrônomos não conseguiram uma resposta para a origem da estrela.
Fonte: Jornal Ciência

Curiosity não detecta metano em Marte

Esta imagem mostra uma demonstração laboratorial da câmara interior do TLS (Tunable Laser Spectrometer), um instrumento que faz parte do SAM (Sample Analysis at Mars) a bordo do rover Curiosity.Crédito: NASA/JPL-Caltech

Dados do rover Curiosity da NASA revelaram que o ambiente marciano carece de metano. Esta é uma surpresa para os investigadores porque os dados anteriores relatados por cientistas norte-americanos e internacionais indicaram detecções positivas. O laboratório itinerante realizou extensos testes para procurar vestígios de metano marciano. Saber se a atmosfera marciana contém traços do gás tem sido uma questão de grande interesse durante os últimos anos porque o metano pode ser um sinal potencial de vida, embora possa também ser produzido sem biologia.
 
"Este resultado importante ajudará a direccionar os nossos esforços para examinar a possibilidade de vida em Marte," afirma Michael Meyer, cientista da NASA para a exploração de Marte. "Reduz a probabilidade de micróbios marcianos produtores de metano, mas aborda apenas um tipo de metabolismo microbiano. Como sabemos, existem muitos tipos de micróbios terrestres que não geram metano."
 
O Curiosity analisou amostras da atmosfera marciana em busca de metano seis vezes, desde Outubro de 2012 até Junho deste ano e nunca detectou o gás. Dada a sensibilidade do instrumento usado, o TLS (Tunable Laser Spectrometer), e a sua não detecção, os cientistas calculam que a quantidade de metano na atmosfera marciana de hoje em dia deve ser menos do que 1,3 partes por milhar de milhão. Isto é cerca de um-sexto das estimativas anteriores. Os detalhes dos resultados aparecem na edição de ontem da Science Express.

O instrumento SAM (Sample Analysis at Mars), o maior dos 10 instrumentos científicos a bordo do rover Curiosity, que examina amostras de rochas marcianas, solo e atmosfera para recolher informações sobre químicos importantes para a vida e outros indicadores químicos sobre os ambientes passados e presentes.Crédito: NASA/JPL-Caltech
 
"Teria sido emocionante encontrar metano, mas temos muita confiança nas nossas medições, e o progresso na expansão do conhecimento é que é realmente importante," afirma Chris Webster, o autor principal do artigo, do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Nós medimos várias vezes, desde a Primavera marciana até ao fim do Verão, mas sem detectar metano. Webster é o cientista-chefe do espectrómetro, que faz parte do laboratório SAM (Sample Analysis at Mars) do Curiosity. Este pode ser ajustado especificamente para a detecção de vestígios de metano. O laboratório também pode concentrar qualquer metano para aumentar a capacidade de detecção do gás. A equipa do rover vai usar este método para procurar metano a concentrações bem abaixo de 1 parte por mil milhões.
 
O metano, o hidrocarboneto mais abundante no nosso Sistema Solar, tem um átomo de carbono ligado a quatro átomos de hidrogénio em cada molécula. Os relatórios anteriores de concentrações de metano localizadas até 45 partes por cada milhar de milhão em Marte, que despertaram o interesse na possibilidade de uma fonte biológica em Marte, foram baseados em observações a partir da Terra e em órbita de Marte. No entanto, as medições do Curiosity não são consistentes com essas concentrações, mesmo se o metano se tenha dispersado globalmente.
 
"Não há nenhuma maneira conhecida para o metano desaparecer rapidamente da atmosfera," afirma um dos co-autores do artigo, Sushil Atreya da Universidade de Michigan, Ann Arbor. "O metano é persistente. Devia permanecer durante centenas de anos na atmosfera marciana. Sem um método de o remover mais rapidamente da atmosfera, as nossas medições indicam que não pode haver tanto metano sendo colocado na atmosfera por qualquer mecanismo, quer seja biologia, geologia ou por degradação ultravioleta de material orgânico entregue pela queda de meteoritos ou partículas de poeira interplanetária."
 
A concentração mais alta de metano que pode estar presente sem ser detectada por meio de medições do Curiosity até agora equivaleria a não mais de 10 a 20 toneladas por ano de metano entrando na atmosfera marciana, estima Atreya. Isto é cerca de 50 milhões de vezes menor do que a taxa de metano que entra na atmosfera da Terra.
Fonte: Astronomia On-Line
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