25 de set de 2013

As chuvas de meteoros que você verá no Brasil em breve

Outubro é mês de chuva de meteoros. Novembro e dezembro também. Veja como observar esses fenômenos no Brasil
 
Frequentemente, a atmosfera terrestre é invadida por meteoroides em velocidades altíssimas. Em chamas, estes fragmentos iluminam o céu e dão origem às chuvas de meteoros. Estes fenômenos têm data certa para acontecer e podem ser observados em noites de tempo bom, preferencialmente longe das luzes das grandes cidades. Segundo André da Silva, astrônomo do Observatório Dietrich Schiel, da USP São Carlos, a melhor forma de observar as chuvas é após a meia noite e requer apenas um equipamento: os olhos. “Sente-se em uma cadeira reclinada, olhe para cima e fatalmente irá enxergá-las”, explicou. Quem desejar, pode ainda usar apps como o Stellarium. Disponível em iOS e Android, ele informará a localização da constelação da qual a chuva virá, facilitando saber para onde direcionar o olhar. Confira e anote na agenda quais são as próximas chuvas de meteoros que você poderá observar do Brasil.
 
Orionídeas
Esta chuva de meteoros terá seu pico entre os dias 21 e 22 de outubro de 2013 e, de acordo com André, a taxa média de meteoros visíveis pode chegar a até 14 por hora. Seu radiante, isto é, o ponto no céu do qual a chuva de meteoros parece vir, está na constelação de Órion.
Leonídeas
Com radiante na constelação de Leão, esta chuva de meteoros terá seu pico entre os dias 17 e 18 de novembro de 2013 e, em média, poderão ser observados até 10 meteoros por hora.
Geminídeas
O pico desta chuva de meteoros acontecerá entre os dias 13 e 14 de dezembro de 2013. Seu radiante está na constelação de Gêmeos e a taxa média será de 20 meteoros por hora.
Lirídeas
Esta chuva de meteoros poderá atingir uma média de até 10 meteoros por hora e terá seu pico observado entre os dias 21 e 22 de abril de 2014. Seu radiante está na constelação de Lira.
Eta Aquarídeas
A chuva de meteoros chamada Era Aquarídeas terá seu pico nos dias 5 e 6 de maio do ano que vem. Segundo André, poderão ser observados até 30 meteoros por hora. Seu radiante pode ser observado na constelação de Aquário.
Delta Aquarídeas
Com pico entre os dias 27 e 28 de julho de 2014, a chuva de meteoros Delta Aquarídeas tem seu radiante também na constelação de Aquário. Durante sua passagem pela Terra, poderão ser observados até 10 meteoros por hora.
Perseidas
Recentemente vista na Terra, esta chuva de meteoros acontecerá de novo no ano que vem, com pico entre os dias 11 e 12 de agosto. A taxa média de meteoros por hora será de 15 e seu radiante está na constelação de Perseu.
Fonte: Exame.com


Estudo sugere que a origem do universo pode estar em um buraco negro 4D

Cientistas refutam a teoria do Big Bang e encontram uma nova explicação para o surgimento do universo
Questionando uma das teorias científicas mais famosas, cosmologistas da Universidade de Waterloo, no Canadá, acabam de apresentar uma nova explicação para o surgimento do universo. Eles acreditam que o universo teria se formado a partir dos detritos de uma estrela de quatro dimensões que sofreu um colapso e se transformou em um buraco negro – o que explicaria por que o cosmos se apresenta de maneira bastante uniforme em todas as direções. De acordo com a notícia da revista Nature, o Big Bang – que é a teoria mais aceita até o momento – assume que o universo surgiu da explosão de uma matéria densa.
 
Mas o que ninguém sabe explicar é o que teria dado início a essa explosão – as conhecidas leis da Física não dão conta de nos dizer o que teria acontecido naquele momento. Outro indício sustentado pelos cientistas é que ainda não se encontrou uma maneira de explicar como uma explosão violenta como o Big Bang teria resultado em um universo cuja temperatura é praticamente uniforme. Eles alegam que não parece ter havido tempo suficiente desde o nascimento do cosmos para que ele alcançasse equilíbrio na sua temperatura.
 
Para a maior parte dos cosmologistas, a explicação mais plausível para essa uniformidade seria que, logo após o início do tempo, alguma forma desconhecida de energia fez com que o universo inflasse mais rapidamente do que a velocidade da luz. Assim, a pequena estrutura com uma temperatura razoavelmente uniforme teria aumentado de tamanho até se transformar no universo como conhecemos hoje.  O Big Bang foi tão caótico que não fica claro se havia uma pequena estrutura que viria a inflar para que possamos começar a trabalhar”, explica Niayesh Afshordi, astrofísico do Perimeter Institute for Theoretical Physics, na instituição canadense.
 
Uma Nova Expliacação
 
No estudo divulgado na semana passada, Afshordi e sua equipe se basearam na proposta apresentada em 2000 pelo grupo que incluía Gia Dvali, físico atuante na Ludwig Maximilians University, em Munique, na Alemanha. No modelo apresentado, o universo tridimensional é uma membrana – ou uma p-brana – que flutua em um universo maior, que conta com quatro dimensões espaciais. A equipe de Afshordi notou que, se o universo maior contém estrelas de quatro dimensões (4D), algumas delas podem sofrer colapsos e desenvolver buracos negros 4D da mesma maneira que acontece com as estrelas massivas: elas explodem como supernovas e ejetam violentamente suas camadas exteriores, enquanto as camadas internas se transformam em buracos negros.
 
No nosso universo, um buraco negro é limitado por uma superfície esférica chamada de horizonte de eventos. Enquanto em um espaço tridimensional comum é necessário um objeto bidimensional (superfície) para criar uma fronteira dentro de um buraco negro, no universo maior o horizonte de eventos de um buraco negro 4D precisa ser um objeto 3D – também chamado de hiperesfera.
 
 Quando o cosmologista e sua equipe simularam a morte de uma estrela 4D, eles descobriram que a matéria ejetada forma uma p-brana tridimensional ao redor do horizonte de eventos também tridimensional, além de se expandir lentamente. Os autores do estudo defendem que o universo tridimensional em que vivemos é apenas uma p-brana e o que notamos com o crescimento é apenas uma expansão cósmica. “Os astrônomos mediram essa expansão e assumiram que o universo deve ter começado com o Big Bang – mas isso é apenas uma miragem”, afirma Afshordi.
Fonte: Mega Curioso

O brilho frio da formação estelar

Primeira luz de uma nova câmara poderosa do APEX
Esta imagem da região de formação estelar NGC 6334 é uma das primeiras imagens científicas do instrumento ArTeMiS montado no APEX. A imagem mostra o brilho detectado no comprimento de onda de 0,35 milímetros, emitido pelas densas nuvens de grãos de poeira interestelar. As novas observações da ArTeMiS estão a laranja e foram sobrepostas a uma imagem da mesma região obtida no infravermelho próximo pelo telescópio VISTA do ESO, instalado no Paranal. Créditos:ESO
 
Um novo instrumento chamado ArTeMiS acaba de ser instalado com sucesso no APEX - o Atacama Pathfinder Experiment. O APEX é um telescópio de 12 metros de diâmetro instalado a elevada altitude no deserto do Atacama, que opera nos comprimentos de onda do milímetro e submilímetro - entre a radiação infravermelha e as ondas rádio do espectro electromagnético - dando aos astrónomos uma ferramenta valiosa para observar o Universo. A nova câmara forneceu já uma bela imagem detalhada da Nebulosa da Pata do Gato.
 
A ArTeMiS é uma nova câmara de grande angular que trabalha na região submilimétrica do espectro, e será uma adição importante ao conjunto de instrumentos do APEX, fazendo aumentar a profundidade e detalhe com que se poderá observar. A rede de detectores de nova geração da ArTeMiS atua mais como uma câmara CCD do que a geração anterior de detectores, o que permitirá fazer mapas do céu de campo largo mais depressa e com muito mais pixels.

A equipa que instalou a ArTeMiS teve que lutar contra condições meteorológicas extremas para conseguir completar a tarefa. O Centro de Controlo do APEX encontrava-se praticamente soterrado por imensa neve que caiu no planalto do Chajnantor. Com o auxílio do pessoal do Centro de Apoio às Operações do ALMA e do APEX, a equipa transportou as caixas onde estava a ArTeMiS até ao telescópio por uma estrada de recurso, evitando os amontoados de neve trazidos pelo vento, e conseguiu instalar o instrumento, colocar o crióstato em posição e ligá-lo na sua posição final.

Para testar o instrumento foi preciso esperar por tempo muito seco, já que os comprimentos de onda no submilímetro que o APEX observa, são fortemente absorvidos pelo vapor de água. No entanto, quando o bom tempo chegou, foram feitas observações de teste bem sucedidas. No seguimento dos testes e das observações de instalação, a ArTeMiS foi utilizada para vários projetos científicos. Um dos alvos apontados foi a região de formação estelar NGC 6334 (Nebulosa da Pata do Gato), situada na constelação austral do Escorpião. Esta nova imagem obtida pela ArTeMiS está significativamente mais nítida do que imagens APEX anteriores da mesma região.

Os testes da ArTeMiS continuam e a câmara regressará brevemente a Saclay, em França, para que se possam instalar mais detectores no instrumento. Toda a equipa está muito entusiasmada com os resultados destas observações iniciais, que são uma bela recompensa pelos muitos anos de trabalho árduo, e os quais não poderiam ter sido alcançados sem a ajuda e o apoio do pessoal do APEX.
Fonte: ESO

Há 167 anos, era descoberto o 1º planeta previsto matematicamente

Netuno foi o primeiro planeta cuja existência não foi prevista por observação 
A sonda Voyager 2 registrou essa imagem durante sua passagem por Netuno em 1989 Foto: Nasa / Divulgação
 
Uma das características da astronomia é que ela consegue prever com precisão o movimento dos principais corpos estudados. Com muitos anos de antecedência, sabemos o dia exato de um eclipse, por exemplo. Contudo, quando o planeta Urano não se movia conforme o previsto, os cientistas dessa área sabiam que havia algo errado. Coube a um matemático, o francês Urbain Joseph Le Verrier, propor a massa e posição de outro corpo que estaria influindo no movimento de Urano. Esse objeto depois ganhou o nome de Netuno, o primeiro planeta cuja existência foi prevista matematicamente, e não por observação.​
 
A princípio, Le Verrier foi ignorado pelos astrônomos franceses. Ele então mandou seus cálculos para Johann Gottfried Galle, do observatório de Berlim. Este encontrou Netuno logo na primeira noite de busca, em 1846. Dezessete dias depois, ele achou Tritão, sua maior lua.
 
Independentemente do colega, John Couch Adams também previu a existência de Netuno - mas ao contrário de Le Verrier -, nunca publicou seu trabalho. Galle quis nomear o planeta em homenagem ao matemático francês, mas a ideia não foi aceita pela comunidade astronômica, que decidiu seguir a tradição e dar o nome do deus romano dos mares. Desde o "rebaixamento" de Plutão a planeta-anão, Netuno é considerado o último planeta do Sistema Solar. A 4,5 bilhões de quilômetros do Sol, um ano netuniano (o tempo que ele leva para orbitar nossa estrela) leva 165 anos terrestres. Além disso, fica tão distante da Terra que não conseguimos vê-lo a olho nu.
Fonte: Terra

A Nuvem Interestelar Local

Créditos e direitos autorais : NASA, Goddard, Adler, U. Chicago, Wesleyan
 
As estrelas não estão sozinhas. No disco de nossa galáxia, a Via Láctea, cerca de 10 por cento da matéria visível está na forma de gases, chamados de meio interestelar (interstellar medium ou ISM, em inglês). O ISM não é uniforme, e apresenta remendos até mesmo perto do nosso Sol. Pode ser bastante difícil detectar o ISM local, porque ele bastante tênue e emite muito pouca luz. Entretanto, por ser composto basicamente de gás hidrogênio, ele absorve algumas cores bastante específicas que podem ser detectadas à luz das estrelas mais próximas. Um mapa de operação do ISM local, no espaço de 20 anos-luz, baseado em observações em curso e recentes detecções de partículas do Satélite Explorador da Fronteira Interestelar (IBEX, na sigla em inglês) em órbita é mostrado acima.
 
Estas observações mostram que o nosso Sol está se movendo através de uma Nuvem Interestelar Local à medida que esta nuvem desliza para fora da região formadora de estrelas, a Associação Escorpião-Centauro. Nosso Sol deve sair da Nuvem Local, também chamada de Penugem Local, durante os próximos 10.000 anos. Muito ainda permanece desconhecido a respeito do ISM local, incluindo detalhes de sua distribuição, sua origem, e como ele afeta o Sol e a Terra. Inesperadamente, medições recentes da sonda IBEX indicam que a direção de onde partículas interestelares neutras fluem pelo nosso Sistema Solar está mudando.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br

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