27 de set de 2013

O universo é curvo ou achatado?

Um novo estudo de cosmólogos da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) afirma que o universo pode ser ligeiramente curvo, de forma semelhante a uma sela. Se o seu modelo estiver correto, derrubaria a antiga crença de que o universo é plano. Em 2004, medições do fundo cósmico de micro-ondas (CMB, na sigla em inglês) feitas pela Sonda Wilkinson de Anisotropia de Micro-ondas da NASA captaram os primeiros sinais de uma assimetria do universo. Alguns especialistas, no entanto, se perguntaram se o achado não poderia ser um erro sistemático, que seria corrigido quando a nave sucessora, a sonda espacial Planck da Agência Espacial Europeia, mapeasse o CMB novamente com maior precisão.
 
Os resultados de Planck, anunciados no início deste ano, confirmaram a anomalia. Na tentativa de explicar esses resultados, os pesquisadores Andrew Liddle e Marina Cortês criaram uma teoria consistente com os novos dados. Eles propuseram um modelo de inflação cósmica – um período hipotético de rápida expansão logo após o Big Bang em que o universo cresceu por várias ordens de magnitude em uma pequena fração de segundo.
 
A teoria mais simples da inflação dita que o universo é plano e que a sua expansão foi acionada por um campo quantum único, denominado “inflaton”. Neste modelo, inflaton tem duas funções: desencadear a hiperexpansão e gerar as flutuações de densidade minúsculas que ampliaram para tornar-se as sementes das galáxias. Essa versão da inflação, porém, não pode ser responsável pela assimetria do universo, exceto se esta for um acaso estatístico – semelhante a, por exemplo, uma moeda verdadeira dar cara muitas vezes mais do que coroa em 1.000 tentativas. Segundo os cientistas, se as anomalias do CMB não forem um acaso estatístico, poderiam oferecer uma janela sem precedentes sobre a estrutura detalhada do início do universo.
 
Em seu estudo, publicado esta semana na Physical Review Letters, Liddle e Cortês “brincam” com a teoria da inflação. Como muitos teóricos antes deles, os pesquisadores invocam um segundo campo quântico – o “curvaton” – para definir as flutuações de densidade primordiais no universo jovem, restringindo o inflaton a conduzir apenas a hiperexpansão.
 
O campo curvaton geraria as flutuações de densidade assimétricas que foram observadas e que sugerem que o espaço tem uma curvatura ligeiramente negativa em grandes escalas. Isto significa que, se grandes triângulos pudessem ser “desenhados” no espaço, os seus ângulos internos somariam menos que 180 graus. Em um universo plano, os ângulos somariam 180 graus exatamente, e em um universo com uma curvatura positiva, somariam mais de 180 graus.
 
Hoje, os físicos entendem que a forma do universo ainda não foi totalmente definida; vai depender do valor da densidade do universo. No cenário de Liddle e Cortês, a assimetria do CMB deriva de uma falta de uniformidade do universo em grande escala codificado no campo curvaton. Apesar de numerosas observações indicarem que o cosmos é plano, o novo modelo proposto, que os autores reconhecem ser ainda especulativo, pode explicar os desvios nos dados mais recentes obtidos pelos telescópios. Futuros experimentos com medidas de maior precisão podem determinar quem está certo.
Fonte:Hypescience.com
[Nature, NASA]

Saiba tudo o que pode acontecer com o cometa C/2012 S1 ISON


Possibilidade 1 - ISON contorna o Sol
Se o cometa seguir exatamente o que é previsto pela mecânica celeste, deverá contornar o Sol e seguir seu rumo para dentro do Sistema Solar, mas com muito menos massa do que quando se aproximou. Se isso acontecer, a trilha de poeira deixada para trás permanecerá vagando no espaço até encontrar a Terra pelo caminho nos dias 14 e 15 de janeiro de 2014, provocando uma nova chuva meteoros.

Possibilidade 2 - ISON mergulha no Sol
Outra possibilidade é que a interação gravitacional do Sol atraia ISON de tal maneira que sua velocidade de deslocamento não seja mais suficiente para impedir sua queda. Isso pode resultar na pulverização total do cometa antes de atingir a superfície solar ou então o choque contra a alta atmosfera da estrela.

Possibilidade 3 - ISON se parte em vários pedaços
Outra possibilidade bastante forte é o rompimento do cometa provocado pelas forças de maré geradas antes de atingir o periélio, situação esta que poderá criar um espetáculo à parte caso o cometa já apresente grande brilho (baixa magnitude). Durante o rompimento, o cometa pode se despedaçar em dezenas de partes, da mesma forma que fez Shoemaker-levy 9 antes de atingir o planeta Júpiter em julho de 1994.

Possibilidade 4 - ISON entra em Outburst
Além dessas possibilidades, não seria incomum se ISON entrasse em processo de Outburst, um evento ainda não perfeitamente explicado e que faz com que um cometa repentinamente perca muita massa e passa a brilhar centenas de vezes. Isso aconteceu no ano de 2007, quando o cometa periódico17P/Holmes passou repentinamente da magnitude 17 para 2.8, aumentado seu brilho em 600 vezes, sendo visível até mesmo à vista desarmada.

Risco de Colisão
Apesar de existirem inúmeras possibilidades que não podem ser descartadas, é preciso deixar claro que não há qualquer risco do cometa C/2012 S1 ISON colidir contra a Terra, principalmente no dia 26 de dezembro de 2013, quando chegará a apenas 64 milhões de quilômetros de distância.

No Brasil
Se tudo correr como o previsto, ISON poderá ser visto do Brasil nas pré-manhãs antes do periélio de 28 de novembro. Quanto mais próximo do Hemisfério Norte, melhores serão as condições para a observação do cometa, uma vez que a órbita de ISON favorece mais aos observadores daquele hemisfério. Se ISON contornar o Sol como o esperado pelos modelos matemáticos, ambos os hemisférios serão contemplados. Apesar de mais fraco, ainda assim a longa cauda cometária podera ser o verdadeiro show do final do ano.         
Fonte: Apolo11.com - www.apolo11.com

Os pulsares evoluem

Grupo da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) capturou, pela primeira vez, o processo evolutivo de um pulsar, isto é, oscilando entre emissões de raios x e ondas de rádio. Pulsar é um sistema binário que orbita em torno do centro de gravidade comum a uma estrela de nêutron altamente magnetizada (à esquerda) e de uma menos massiva (à direita). No primeiro quadro, a estrela de nêutron gira muito rápido, emitindo duas faixas de ondas de rádio (roxo), mas essa rotação diminui gradualmente ao longo de milhões de anos e sua atração gravitacional começa a puxar matéria de sua companheira.
 
Com isso, os giros voltam a ser muito rápidos novamente, mas o acréscimo de densidade amortece as emissões na banda de rádio, sendo visíveis apenas em raios x (feixes brancos mais largos). Só quando o pulsar expande sua magnestofera é que consegue empurrar o material sugado para longe, intensificando, novamente, a emissão de rádio. A oscilação entre esses dois estágios acontece ao longo de várias centenas de milhões de anos, explica a ESA, até que a estrela companheira evolui para uma anã-branca (estágio final de vida) e o pulsar vira apenas uma emissora de rádio.
Fonte: Uol

Cometa ISON se aproxima de Marte e ja rende belas imagens

Espetacular imagem do cometa ISON feita em Selsey, na Inglaterra, pelo caçador de cometas Damian Peach, no dia 24 de setembro.Créditos: Damian Peach, Apolo11.com.
 
Perto do momento da máxima aproximação do Planeta Vermelho, o cometa C/2012 S1 ISON já começa a chamar a atenção. O aumento de brilho observado nos últimos dias e sua posição favorável acima do horizonte tem colaborado bastante para melhores observações. Apesar de ainda estar invisível à vista desarmada, o brilho do cometa ISON aumentou bastante e tem proporcionado aos astrônomos de plantão excelentes capturas de imagens.

Em locais de céu limpo o cometa já pode ser visto com auxílio de telescópios modestos com pelo menos 150 milímetros de abertura, mas nos próximos dias já poderá ser observado com instrumentos ainda menores, de 127/130 milímetros de diâmetro.

Na terça-feira, dia 1 de outubro, ocorrerá o periastro entre ISON e o planeta Marte, quando o cometa passará a 10 milhões de km da superfície. Alguns modelos estimam que a neste dia a magnitude de ISON estará próxima a 10.5 e caindo, facilitando as futuras observações do objeto. Até o final de outubro, provavelmente ISON já estará visível sem auxílio de instrumentos.

Procurando ISON

Atualmente, o cometa C/2012 S1 ISON pode ser encontrado no quadrante leste-nordeste durante as pré-manhãs e uma boa forma de localiza-lo é utilizar o próprio planeta Marte como referência, como mostra a carta celeste acima. Ela retrata o céu visto as 04h50 do dia 28 de setembro, quando Marte e ISON estarão a cerca de 15 graus de elevação acima do horizonte e os raios de Sol ainda não ofuscam a observação. Apesar de não ser uma tarefa muito simples, encontrar e observar o cometa pode ser uma tarefa bastante instrutiva e deverá propiciar aos interessados um bom aprendizado sobre o céu e a posição dos objetos.
Fonte:Apolo11.com - http://www.apolo11.com/
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