2 de out de 2013

Curiosity matou o gato marciano

Mosaico de imagens mostra o Curiosity explorando a superfície de Marte
 
O conjunto de resultados obtidos pelo jipe robótico Curiosity na superfície de Marte revela o cenário de um planeta morto. Os trabalhos, que representam os 100 primeiros sóis (dias marcianos) da missão e acabam de ser divulgados online pelo periódico científico “Science”, jogam água na fervura daqueles que esperavam encontrar alguma coisa ainda viva no planeta. É bem verdade que o robô da Nasa nunca foi projetado para encontrar vida. Mas era a esperança dos cientistas encontrar alguns sinais indiretos, como a presença de compostos orgânicos — precursores essenciais da vida como a conhecemos — em meio às rochas marcianas. Não rolou.
 
Ou melhor, até rolou. Análises promovidas com o SAM (sigla inglesa para Análise de Amostras em Marte), um instrumento que processa o solo por meio de pirólise — o aquecimento sem a presença de oxigênio — mostraram a presença de diversos compostos orgânicos, em pequenas quantidades. Entre eles, estão clorometano (CH3Cl) e cianeto de hidrogênio (HCN), moléculas relativamente simples e bem conhecidas dos terráqueos. Aliás, conhecidas até demais. Tão pequena é a proporção delas que os cientistas não conseguem descartar uma contaminação do próprio instrumento na análise feita em Marte. Também é possível que o contágio seja por outros objetos vindos do espaço, como asteroides ou cometas que colidiram com o planeta vermelho. (A análise foi feita sobre poeira levantada pelo vento de uma fonte batizada de Rocknest, então ela é bastante representativa de diversas regiões do planeta.)
 
“Vários compostos orgânicos simples foram detectados, mas eles não são definitivamente marcianos em origem”, afirmam os cientistas. Junta-se isso à análise recentemente divulgada de que o Curiosity não detectou metano na atmosfera marciana — uma surpresa, uma vez que observações orbitais sugeriam sua presença — e o que temos é um cenário meio desolador para a busca de vida presente em Marte.
 
EM ALGUM LUGAR DO PASSADO
 
O planeta vermelho, contudo, permanece sendo alvo de interesse astrobiológico. Primeiro porque não se pode concluir sobre um mundo inteiro a partir de algumas rochas (por mais representativas que sejam). Segundo porque nem sempre Marte foi tão árido assim. Um dos destaques dos trabalhos divulgados hoje é o estudo de uma rocha chamada Jake_M, que é diferente de tudo que já foi visto em termos de pedras marcianas. Uma análise com espectrômetro mostrou que se trata de uma rocha ígnea (vulcânica) cuja composição lembra outras encontradas comumente em ilhas na Terra. Aqui conhecida como mugearita, ela pode ou não ter sido formada em ambiente com grande quantidade de água.
 
E as evidências de que Marte teve água líquida em sua superfície no passado já são bem definitivas, depois dos estudos dos predecessores do Curiosity, o Spirit e Opportunity. Resta então descobrir se o planeta vermelho já teve vida no passado e se alguma dessas criaturas sobreviveu até o tempo presente. Ainda é possível que as encontremos, mas já está claro que, se elas de fato existem, estão muito bem escondidas.

Cometa ISON passa por Marte e ruma em direção ao Sol

A foto mostra o cometa C/2012 S1 ISON, como registrado pelos astrônomos Nick Howes, Ernesto Guido e Martino Nicolino, em 01 de outubro de 2013, do observatório Remanzacco, na Itália. As inserções coloridas na imagem mostram em detalhes as comas interna e externa de ISON. Crédito: Observatório Remanzacco, Apolo11.com.

O cometa C/2012 S1 ISON completou na terça-feira a primeira das aproximações dentro do Sistema Solar e chegou a apenas 10 milhões de quilômetros do planeta Marte. Agora, ruma para o momento mais dramático dessa jornada: o tórrido encontro com o Sol. Em sua rápida passagem pelas proximidades do Planeta Vermelho, ISON foi fotografado por todas as sondas que orbitam o planeta e também pelo jipe-robô Curiosity, que prospecta o solo marciano. Foram feitas diversas imagens e coleta de dados, tanto por artefatos estadunidenses como europeus e provavelmente até o final da semana já teremos imagens próximas do cometa. 


ISON se aproximou do Planeta Vermelho a 32.9 km/s, ou mais de 118 mil km/h e à medida que ruma em direção ao Sol sua velocidade aumenta ainda mais. No dia da aproximação máxima, em 28 de novembro, a velocidade deverá atingir nada menos que 377 km/s, ou 1.36 milhão de km/h. Para se ter uma ideia, isso é 0,13% da velocidade da luz e daria para fazer uma viagem de São Paulo à Nova York em menos de 20 segundos. Se o cometa seguir exatamente o que é previsto pela mecânica celeste, deverá contornar o Sol e seguir seu rumo para dentro do Sistema Solar, deixando para trás uma a trilha fragmentos que encontrará a Terra nos dias 14 e 15 de janeiro de 2014, provocando uma pequena chuva meteoros.

No entanto, as estatísticas mostram que cometas como ISON raramente conseguem contornar a estrela. ISON é um cometa pequeno, com núcleo de aproximadamente 5 km de diâmetro. Isso pode resultar na pulverização total do cometa antes da aproximação máxima. Outra possibilidade é que ISON se rompa pela atuação das forças de maré geradas antes de atingir o periélio. Isso poderia criar um verdadeiro espetáculo, similar ao que ocorreu antes do cometa Shoemaker-Levy 9 atingir o planeta Júpiter em julho de 1994. A partir de agora começa a segunda parte do show. Tudo pode acontecer com ISON e a maior aproximação com o Sol e a posição favorável no céu vão proporcionar imagens cada vez mais impressionantes. É só aguardar!
Fonte: Apolo11.com - http://www.apolo11.com

Cometa se aproxima da Terra e fica verde

Imagem obtida no sábado pelo astrônomo amador Michael Jäger mostra o Ison com sua coma verde
 
O famoso cometa Ison, popularmente (e talvez prematuramente) conhecido como cometa do século, já iniciou sua entrada nas regiões mais internas do Sistema Solar, onde a Terra está localizada. E novas imagens colhidas por astrônomos amadores trazem boas notícias: ele está aumentando seu brilho e ganhou uma cauda verde. Isso é um bom sinal, embora o visual ainda esteja aquém das previsões iniciais. Descoberto no ano passado, o Ison foi saudado como um grande espetáculo por ter uma órbita extremamente oval, que o levaria muito perto do Sol — é justamente a proximidade com a estrela que faz com que o gelo de sua superfície sublime e produza a vistosa cauda característica dessa classe de objetos.
 
Como provavelmente se trata da primeira visita desse objeto às regiões internas do Sistema Solar, imaginou-se que ele teria muito gelo em sua composição, o que ajudaria a aumentar seu brilho. Chegou-se a especular que ele poderia ser visível até mesmo durante o dia, após passar por seu periélio — o ponto de máxima aproximação do Sol –, em novembro.
 
Contudo, o monitoramento contínuo mostrou que o Ison não estava evoluindo como o esperado, o que podia significar que a aparição acabaria sendo decepcionante. O Mensageiro Sideral já alertou mais de uma vez que é muito complicado querer prever o comportamento de cometas, o que é reforçado pelas mais recentes observações. As novas imagens capturadas por astrônomos amadores mostram que o Ison está ganhando uma tonalidade esverdeada. É sinal de que ele começou a sublimar cianogênio e carbono molecular, duas substâncias que, ao reagir com os raios ultravioleta do Sol, produzem um brilho verde. Em essência, isso quer dizer que o núcleo do Ison está ficando mais ativo, emitindo mais gases e aumentando de brilho.
Imagem do cometa Ison obtida pelo astrônomo amador Damian Peach no dia 24 de setembro
 
TEMPORADA MARCIANA
 
O cometa está prestes a fazer sua máxima aproximação de Marte, e diversas espaçonaves estão de prontidão para tentar fotografá-lo. A essa altura, ele já deve ser visível a olho nu no céu do planeta vermelho, e imagens capturadas por sondas americanas e europeias que estão por lá devem pipocar em breve. Amanhã, o objeto passará a 10,5 milhões de quilômetros da superfície marciana, rumando para dentro do Sistema Solar. Na Terra, por enquanto, o Ison só pode ser visto com o auxílio de telescópios. Mas a expectativa é que no fim de novembro ele seja visível a olho nu — mas provavelmente não durante o dia, como antes se especulava. Resta saber se ele sobreviverá à passagem de raspão pelo Sol, que se dá no dia 28 de novembro. Em caso positivo, o Ison ainda deve dar espetáculo. Mas pode ser que ele acabe destruído pela radiação solar e a expectativa pode se transformar em decepção. Só o tempo dirá.

Russos detectam asteroide de 10 toneladas que passou raspando pela Terra

Sistema de observação localizado na Rússia identificou a passagem do asteroide com características semelhantes ao que caiu na Terra em fevereiro 
Ainda nem nos esquecemos do asteroide que atingiu a região de Chelyabinsk, na Rússia, no início do ano (como mostramos nessa matéria) e já chega mais uma notícia de que um elemento de proporções semelhantes teria passado muito perto da Terra no último domingo (29). O responsável pela identificação do asteroide foi o sistema robótico de observação Master, construído pela Universidade de Lomonosov. De acordo com os especialistas, o corpo celeste teria 15 metros de diâmetro e poderia pesar mais de 10 toneladas, além disso, ele estaria se aproximando da terra a uma velocidade de 16 km/s.
 
“O asteroide foi descoberto na sexta à noite pela nossa estação próxima ao lago Baikal e nove horas depois ele sobrevoava a 11,300 quilômetros de distância da superfície da Terra”, revela Vladimir Lipunovo, da Universidade Estatal de Moscou e do Instituto Astronômico de Sternberg. Segundo o site History, o que surpreende é que essa distância é menor do que a de alguns satélites que orbitam o planeta, posicionados a cerca de 36 mil quilômetros da superfície da Terra. Já o jornal britânico Mirror ressalta que o corpo teria causado danos consideráveis se tivesse entrado na atmosfera terrestre.
Fonte: Mega Curioso

Borboletas cósmicas voam na mesma direção

As nebulosas planetárias adquirem a sua forma a partir da sua estrela original e do meio circundante. Entre os casos mais extremos contam-se as nebulosas bipolares como a que podemos obsevar na foto: a estrela mãe desta nebulosa bipolar possui poderosos jatos expulsando para o exterior material dos seus polos norte e sul! O resultado é esta fantástica e delicada nuvem em forma de borboleta.
 
Como num derradeiro suspiro, as estrelas semelhantes ao Sol “sopram” as suas camadas exteriores de gás na fase final das suas vidas. Este gás afasta-se pelo espaço e forma bonitas e impressionantes nuvens chamadas de nebulosas planetárias (embora nada tenham que ver com planetas). Estas nuvens apresentam formas diferentes sendo uma delas a nebulosa planetária bipolar. Parecem ampulhetas fantasma ou borboletas cósmicas gigantes em torno dos restos das suas estrelas mãe.
 
Cada nebulosa planetária provém de uma estrela diferente e nunca se aproximam o suficiente para se chegarem a tocar, o que leva a que cada nebulosa seja totalmente diferente. No entanto, os astrónomos ao observarem as 100 nebulosas planetárias no bojo central da nossa galáxia, a Via Láctea, descobriram que a maioria das nebulosas planetárias nesta região se estão a comportar de uma forma estranha. O centro da Via Láctea é um lugar particularmente atarefado e caótico, mas estas nebulosas estão perfeitamente alinhadas da mesma forma! Parecem estar “deitadas” ao longo do disco da nossa galáxia.
 
Apesar da forma das nebulosas ser definida pelas estrelas que as originaram, estas novas descobertas indiciam que existe outra misteriosa influência: a nossa própria galáxia. Os astrónomos pensam que o bojo no centro da nossa galáxia atua como um íman gigante fazendo com que esta nebulosa planetária bipolar alinhe como limalha de ferro perto de um íman.

Curiosidade: O coração da Via Láctea está repleto de gás, poeiras e estrelas. Este bojo central é a razão pela qual só conseguimos ver um pequeno número da enorme quantidade de estrelas da nossa galáxia. Existe tanta poeira e gás dentro do bojo que o torna impenetrável, não permitindo observar através dele e ver o que está do outro lado.
Fonte: Ciência 2.0
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...