7 de out de 2013

Há 54 anos, sonda fazia primeiras imagens do "lado negro" da Lua

No dia 7 de outubro de 1959, a sonda soviética Luna 3 fez as primeiras imagens do "lado negro" da Lua. Em 40 minutos, a sonda fez 29 imagens que cobrem 70% da face "escura". Como nosso satélite natural mostra sempre a mesma face para a superfície da Terra, não tínhamos antes registros do outro lado. A primeira imagem foi tirada quando a Luna 3 estava a 63,5 mil quilômetros da superfície do satélite natural. Na última, ela estava a 66,7 mil. Ao todo, 17 imagens foram escaneadas com sucesso e enviadas para Terra em 18 de outubro, quando a sonda Luna 3 alcançou uma posição favorável para a transmissão das imagens. O "lado escuro" foi considerado pelos cientistas bem diferente do outro, principalmente pela falta de "regiões escuras".
 
Elas foram chamadas de Mare Moscovrae (hoje rebatizado Mare Moscoviense, "Mar de Moscou") e Mare Desiderii ("Mar dos Sonhos"). Mais tarde, descobriu-se que esta região na verdade era dividida em duas. A segunda foi chamada de Mare Ingenii ("Mar da ingenuidade"). O nome Mare Desiderii não é mais reconhecido pela União Astronômica Internacional. O programa lunar da extinta União Soviética - que completou 20 missões entre 1959 e 1970 - perdeu contato com a Luna 3 em 22 de outubro de 1959, quatro dias depois do envio das imagens do lado oculto da Lua. O destino da sonda é desconhecido até hoje: ela pode ter queimado na atmosfera da Terra em meados de 1960 ou pode ter sobrevivido em órbita até o final de 1962.
Fonte:TERRA

A Aproximação do Cometa ISON

Quão impressionante o cometa ISON será na sua passagem pela Terra? Ninguém sabe ao certo, mas infelizmente, à medida que o cometa se aproxima do Sistema Solar interno, ele está ganhando brilho de forma mais lenta do que muitas das previsões feitas anteriormente. A imagem mostra o cometa ISON como apareceu a duas semanas atrás enquanto ele continuava a desenvolver a sua cauda. Na semana passada, o cometa passou relativamente perto do planeta Marte, e foi imageado diretamente pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter. Quando o cometa ISON passar perto da superfície do Sol no final do mês de Novembro de 2013, ele pose se tornar mais brilhante do que a Lua e apresentar uma longa cauda, ou ele pode parecer bem menos espetacular (ou até mesmo se desintegrar totalmente e desaparecer). De qualquer forma os entusiasta esperam que as partes do cometa que sobrevivam ao seu encontro com o Sol façam um grande espetáculo nos céus da Terra, no final do ano.
Fonte:Cienctec

Explosão de estrela 4D pode ser origem do universo, diz estudo

Os restos da supernova SN 1006, que explodiu há 1 mil anos. Segundo estudo, uma supernova 4D pode ter dado origem ao nosso universo Foto: ESO / Divulgação

No início, tudo era uno, pequeno e muito denso. Após um evento cósmico, ocorrido há 13 bilhões de anos, essa energia concentrada começou a se expandir rapidamente, dando origem ao universo como o conhecemos hoje. Essa teoria da criação do universo, chamada de Big Bang, costuma ser bem aceita no meio acadêmico. Mas uma pesquisa canadense, publicada em setembro, sugere um início diferente para a história. Cosmologistas do Instituto Perimeter de Física Teórica, da Universidade de Waterloo, no Canadá, especularam que nosso universo pode ter se formado a partir da explosão de uma estrela de quatro dimensões espaciais (4D), originando um buraco negro. Após essa supernova, os restos de matéria podem ter formado uma membrana em 3D, que está em constante expansão – ou seja, o nosso universo.

Adeus, singularidade
Em um primeiro momento, pode-se pensar que a grande novidade seria a possibilidade de nosso universo ser apenas uma pequena camada de algo muito maior. Mas, até aí, não há nada que confronte o Big Bang, que apenas explica a expansão do universo, e não o que há antes e além dele. O ponto central é a origem dessa expansão. Enquanto a nova teoria defende que o início foi a explosão da estrela 4D, a teoria que conhecemos hoje diz que tudo começou a partir de um ponto infinitamente denso – o conceito de singularidade – que começou a se expandir.
 
Segundo o astrofísico Niayesh Afshordi, do Instituto Perimeter de Física Teórica, o ponto de partida da pesquisa não foi a supernova, mas sim a possibilidade de pertencermos a uma fatia de um universo 4D, como propunha um trabalho publicado em 2000 por físicos da Universidade Ludwig Maximilians, de Munique. “A origem da pesquisa foi verificar se a ideia de vivermos em uma membrana de uma dimensão maior poderia lançar luz à natureza do Big Bang”, explica. A partir daí, chegou-se a um novo cenário. “Começamos com a hipótese de que nosso universo é uma membrana 3D em volta de um buraco negro 4D, mas fomos levados à possibilidade de que essa membrana tenha emergido a partir do colapso de uma estrela 4D, como uma supernova”.
  
Assim como em um universo 3D existem objetos bidimensionais, no horizonte de eventos de um buraco negro 4D pode haver objetos tridimensionais – hiperesferas. Tendo em vista isso, a equipe de Afshordi se deu conta de que esse buraco negro poderia se originar a partir da explosão de uma estrela 4D. O passo seguinte foi simular esse colapso, e o resultado foi que o material ejetado formou a membrana 3D na qual supostamente vivemos. A membrana é um conceito da Teoria-M – que foi pensada a partir da Teoria das Cordas –, na qual o universo possui 11 dimensões - não apenas as quatro que conhecemos -, e tudo é formado por membranas.
 
Além de ter realmente lançado luz à gênese do universo em expansão, como a ideia que motivou o estudo propunha, a teoria de Afshordi e seus colegas também pode ajudar a responder outra questão controversa do Big Bang. Hoje, nosso universo tem uma temperatura relativamente uniforme, o que alguns cientistas consideram contraditório, considerando que ele começou a partir de uma caótica explosão. Segundo eles, não teria havido tempo suficiente para que todas as partes desse universo tivessem equilibrado suas temperaturas.
 
A maioria dos cosmologistas defende que essa expansão não começou a partir de uma grande explosão, e sim de uma desconhecida forma de energia que fez com que a matéria, densa e homogênea, inflasse em uma velocidade superior à da luz. Sendo o universo uma membrana surgida a partir de uma estrela 4D, de acordo com Afshordi, dela foi herdada a condição homogênea. “A temperatura uniforme poderia existir porque a estrela, antes do colapso, teve um longo tempo para alcançar o equilíbrio”, pontua.
Fonte: Terra

A Galáxia Ativa NGC 1275

A galáxia ativa NGC 1275 é o membro central e dominante do grande e relativamente próximo Aglomerado de Galáxias de Perseus. Com uma aparência selvagem nos comprimentos de onda da luz visível, a galáxia ativa também é uma prodigiosa fonte de raios-X e de emissão de rádio. A NGC 1275 acresce matéria enquanto galáxias inteiras caem dentro dela, em última análise alimentando um buraco negro supermassivo localizado no centro da galáxia. Essa imagem colorida acima, recriada dos dados de arquivo do Telescópio Espacial Hubble, destaca os detritos galácticos resultantes e os filamentos de gás brilhante, com cerca de 20000 anos-luz de comprimento. Os filamentos persistem na NGC 1275 mesmo apesar da turbulência de colisões que deveriam destruí-los. O que mantém os filamentos juntos? Observações indicam que as estruturas, empurradas para fora do centro da galáxia pela atividade do buraco negro, são mantidas juntos por meio de campos magnéticos. Também conhecida como Perseus A a NGC 1275 se espalha por mais de 100000 anos-luz e localiza-se a aproximadamente 230 milhões de anos-luz de distância da Terra.
Fonte: NASA

A galáxia mais densa do Universo?

O brilhante núcleo e as regiões mais externas da gigantesca galáxia elíptica M60, ou NGC 4649 avultam no canto superior direito dessa imagem detalhada feita pelo telescópio espacial Hubble. Localizada a aproximadamente 54 milhões de anos-luz de distância da Terra e com 120.000 anos-luz de diâmetro, a M60 é uma das maiores galáxias no Aglomerado de Virgem. Em contraste cósmico, a pequena e arredondada mancha no centro da imagem é agora reconhecida como sendo uma galáxia anã ultra compacta. Catalogada como M60-UCD1, ela pode ser muito bem a galáxia mais densa do Universo. Essa galáxia concentra metade de sua massa total de 200 milhões de sóis num raio de somente 80 anos-luz, com isso, as estrelas nas regiões mais internas da M60-UCD1 estão em média 25 vezes mais próximas do que na vizinhança da Terra na Via Láctea. Explorando a natureza da M60-UCD1, os astrônomos estão tentando determinar se as galáxias anãs ultra compactas são a parte remanescente central de galáxias maiores que foram arrancadas pelos encontros gravitacionais, ou se elas evoluíram como massivos aglomerados globulares de estrelas. Recentemente descoberta, uma brilhante fonte de raios X no centro da galáxia poderia ser um buraco negro supermassivo. Se essa fonte realmente for um buraco negro, esse é um ponto a favor da origem remanescente da M60-UCD1.
Fonte: NASA

Uma relíquia estelar pulsante

Essa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble, das Agências Espaciais NASA e ESA, mostra a nebulosa planetária NGC 2452, localizada na constelação do céu do sul de Puppis. A nebulosidade azul através do quadro é o que restou de uma estrela como o Sol depois que ela depletou todo o seu combustível. Quando isso acontece, o núcleo da estrela torna-se instável e lança enormes quantidades de partículas incrivelmente energéticas que sopram a atmosfera da estrela para o espaço. No centro dessa nuvem azul está o que restou da estrela progenitora da nebulosa. Essa estrela, fria, apagada e extremamente densa é na verdade uma anã branca pulsante, significando que seu brilho varia com o passar do tempo à medida que a gravidade gera ondas que pulsam através do pequeno corpo da estrela.
 
A NGC 2452 foi descoberta pelo Sir John Herschel em 1847. Ele inicialmente a definiu como sendo um “objeto cuja a natureza eu não posso descrever. Ele certamente não é uma estrela, nem uma estrela dupla próxima [...] Eu deveria chamá-lo de uma nebulosa planetária oblonga”. Para os primeiros observadores como Herschel, que utilizavam pequenos telescópios, as nebulosas planetárias se assemelhavam aos planetas gigantes gasosos, e por isso foram assim denominadas. O nome se manteve, embora modernos telescópios como o Hubble têm deixado claro que esses objetos não são planetas, mas sim representam as camadas externas de estrelas moribundas que estão sendo ejetadas para o espaço.
Fonte: Space Telescope
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