10 de out de 2013

Água encontrada em asteroide indica existência de exoplanetas habitáveis

Cientistas afirmam que essa é a primeira "evidência confiável" de material planetário rochoso contendo água fora do nosso Sistema Solar 
Impressão artística mostra asteroide rico em pedras e água sendo despedaçado pela forte gravidade da estrela anã branca GD 61: essa é a primeira vez que água é encontrada além do Sistema Solar Foto: Mark A. Garlick, space-art.co.uk, Universidade de Warwick e Universidade de Cambridge / Divulgação
 
Astrônomos anunciaram a descoberta da primeira evidência de água em um corpo celeste rochoso vindo de fora do Sistema Solar. Através dos destroços de um asteroide que orbitava uma estrela exaurida – ou anã branca –, os cientistas determinaram que a estrela GD 61 e seu sistema planetário, localizado a aproximadamente 150 anos-luz do nosso planeta e em seus últimos momentos de vida, têm o potencial de abrigar exoplanetas semelhantes à Terra. Essa é a primeira vez que tanto água quanto uma superfície rochosa – dois aspectos considerados fundamentais para a existência de planetas habitáveis e, portanto, vida – foram encontrados juntos além do nosso sistema solar.

A Terra é essencialmente um planeta "seco", com apenas 0.02% de sua massa contendo água de superfície, o que significa que oceanos surgiram depois que o planeta tinha se formado: provavelmente quando asteroides cheios de água vindos do Sistema Solar colidiram contra o nosso planeta. Pesquisadores das universidades de Cambridge e Warwick que publicaram o estudo na revista Science acreditam que o mesmo "sistema de entrega" de água possa ter ocorrido no distante sistema solar dessa estrela. Evidências obtidas com base em análises do telescópio espacial Hubble e do observatório astronômico Keck, no Havaí, sugerem que esse sistema continha um tipo similar de asteroide rico em água – o mesmo que teria trazido o elemento pela primeira vez à Terra.

O corpo celeste analisado é composto por 26% de água em sua massa, quantidade bastante parecida à de Ceres, outrora considerado o maior asteroide do Sistema Solar e hoje um planeta anão. Ambos têm muita mais água em sua composição do que a Terra. A descoberta de água em um grande asteroide significa que a 'pedra fundamental' de planetas habitáveis existiu – e talvez ainda exista – no sistema da GD 61, e provavelmente também ao redor de um número significativo de estrelas similares", afirmou Jay Farihi, do Instituto de Astronomia de Cambridge, um dos autores da pesquisa.
 
Os astrônomos descrevem a descoberta como "um olhar para o nosso futuro" já que, daqui a seis bilhões de anos, talvez, astrônomos de outros planetas estudando os destroços ao redor do Sol – então extinto, sem hidrogênio – poderão chegar à mesma conclusão: que os planetas terrestres uma vez orbitaram a nossa estrela-mãe.
Fonte: Terra

A nebulosa da bolha e o aglomerado M52

Para o olho, essa composição cósmica equilibra bem a Nebulosa da Bolha, na parte inferior esquerda com o aglomerado estelar aberto M52, acima dela e a direita. No entanto em outras escalas o par seria desigual. Integrada num complexo de gás e poeira interestelar e soprada por ventos de uma única estrela massiva do Tipo-O, a Nebulosa da Bolha, também conhecida como NGC 7635, tem somente 10 anos-luz de largura. Por outro lado, o aglomerado M52 é um rico aglomerado aberto que possui por volta de mil estrelas. O aglomerado possui aproximadamente 25 anos-luz de diâmetro. Observados na direção da borda norte da constelação de Cassiopeia, a estimativa de distância associada para a Nebulosa da Bolha e para o complexo de nuvem associado é de aproximadamente 11000 anos-luz, enquanto que o aglomerado M52 localiza-se a aproximadamente 5000 anos-luz de distância. O vasto campo telescópico de visão se espalha por cerca de dois graus no céu, ou quatro vezes o tamanho aparente da Lua Cheia.
Fonte: Cienctec

Lua perdida de Netuno é redescoberta

Uma brilhante lua interna de Netuno que estava perdida desde 1989 foi registrada novamente, disseram os astrônomos nessa terça-feira, dia 8 de Outubro de 2013. O crédito da re-descoberta de Naiad, a lua mais próxima do planeta gigante, vai para Mark Showalter, com o SETI Institute em Mountain View na Califórnia, e seus colegas que geraram uma nova maneira de analisar imagens arquivadas obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Os astrônomos têm estado na caça por Naiad, que orbita o planeta Netuno a aproximadamente 30000 milhas de distância do planeta, desde que ela foi descoberta em fotos feitas pela sonda Voyager 2 da NASA em 1989.
 
Existe uma razão pela qual nós tivemos muitos problemas em encontra-la. Ela estava no lugar errado”, disse Showalter aos jornalistas durante uma conferência de imprensa transmitida via web no encontro da Sociedade Astronômica Americana em Denver. Com base nas análises da órbita de Naiad extrapolada dos dados da sonda Voyager 2, os astrônomos esperavam encontrar a lua a aproximadamente 80 graus de distância de onde ela realmente estava nas imagens arquivadas do Hubble obtidas em 2004. “Essa é uma distância surpreendentemente grande”, disse Showalter.
 
Os cientistas não estão certos por que suas previsões estavam tão erradas. Uma teoria, é que as lulas irmãs de Naiad têm exercitado seus músculos gravitacionais e deram uma cotovelada em Naiad, tirando ela de sua órbita projetada. Outra ideia é que as incertezas nos dados da Voyager eram grandes o suficiente para dar conta da posição inesperada da lua. “É possível, se você realmente ir até o limite, que nós pudéssemos ter de verdade somente incertezas orbitais aqui”, disse Showalter. “Isso precisa ser examinado com mais detalhe”. Naiad é uma das 14 luas conhecidas de Netuno.
Fonte:news.discovery.com

Planeta encontrado flutuando sem estrela no espaço

Ilustração artística mostra como seria o PSO J318.5-22 Foto: MPIA/V Ch. Quetz / Divulgação
 
Astrônomos afirmaram ter encontrado, nesta quarta-feira, um planeta solitário flutuando sozinho no espaço sem uma estrela orbitando ao seu redor. O exoplaneta gasoso, denominado PSO J318.5-22, está a 'apenas' 80 anos-luz da Terra (1 ano luz=cerca de 9,5 trilhões de quilômetros) e tem uma massa seis vezes superior à de Júpiter. O planeta, que se formou 12 milhões de anos atrás, é considerado um recém-nascido entre seus pares. Nunca tínhamos visto um objeto flutuando sozinho no espaço similar a este. Ele tem todas as características de planetas jovens em torno de outras estrelas, mas está flutuando lá totalmente sozinho", informou o chefe das pesquisas, Michael Liu, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí em Manoa.
 
"Frequentemente me perguntava se existia um objeto solitário como este e agora nós sabemos que existem", acrescentou. Os cientistas, cujo estudo foi publicado no periódico Astrophysical Journal Letters, identificou o planeta a partir de sua frágil e única assinatura usando o telescópio de pesquisas de amplo espectro Pan-STARRS 1 no vulcão Haleakala, na ilha havaiana de Maui. Eles sugeriram que o planeta recém descoberto pode ter a menor massa de todos os objetos conhecidos que flutuam livremente.
 
Outros telescópios no Havaí mostraram que o planeta tem propriedades similares àqueles gigantes gasosos que orbitam no entorno de estrelas jovens, mas o PSO J318.5-22 carece de uma estrela hospedeira. Durante a década passada, cientistas descobriram cerca de mil planetas extrassolares. Mas apenas alguns destes planetas foram observados diretamente, uma vez que a maioria orbita estrelas jovens com menos de 200 milhões de anos e, por isso, brilhantes demais. O PSO J318.5-22 "fornecerá uma visão maravilhosa do funcionamento interno de planetas gasosos gigantes como Júpiter logo após seu nascimento", disse o co-autor do estudo, Niall Deacon, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.
Fonte: YAHOO
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