11 de out de 2013

Encontraremos vida fora da Terra em breve?

Desde a Grécia antiga, uma pergunta atormenta filósofos, teólogos e cientistas: “Estamos sós no universo?”. Agora, eles têm razões e tecnologia para crer que essa questão será respondida em um futuro próximo. Descobrimos o primeiro exoplaneta (planeta a orbitar outra estrela, que não o sol) em outubro de 1995, sendo sua estrela-mãe a 51 Pegasi B, informalmente conhecida como Belerofonte. Desde o avistamento de Belerofonte até as descobertas seguintes, os únicos dados sobre esses mundos distantes eram seus efeitos gravitacionais, órbita e massa. Logo, não havia nada que pudesse indicar aos astrônomos sinais de vida.
 
Desconsiderando a ideia de que “ETs” façam contato conosco, a única forma de descobrir vida extraterrestre fora do sistema solar seria através de bioassinaturas nas atmosferas de mundos distantes. Por exemplo, através da detecção de moléculas altamente reativas, como o oxigênio, que desaparecem rapidamente, a menos que o metabolismo de algum organismo reabasteça o estoque desse elemento.
 
No entanto, para obter esse tipo de dado, necessitamos de uma imagem precisa da atmosfera desses exoplanetas – o que levou a Nasa a investir alguns bilhões de dólares para orçar o telescópio orbital Terrestrial Planet Finder (Descobridor de Planetas Terrestres), previsto para 2020. O grande número de descobertas de exoplanetas inspirou uma nova geração de cientistas, e com eles um campo da ciência relativamente novo ganhou foco: a exoplanetologia. Em 2001, pesquisadores identificaram sódio na atmosfera de um exoplaneta chamado HD209458 b. Desde então, já foram encontrados metano, dióxido de carbono, monóxido de carbono e água em outros planetas. O próximo passo será estender essas técnicas para investigar moléculas que forneçam evidências de vida extraterrestre.
 
Os alvos dos próximos estudos serão mundos menores, presumidamente rochosos, chamados de “super-terras”, geralmente com massa entre duas e dez vezes a da Terra.  Com as descobertas do telescópio Kepler, ficou claro que temos mais de 100 planetas e milhares de candidatos para analisar, como o Kepler 22b, o Kepler 62-E e o 62-F, e os Gliese 667C c, f e e, além de outras super-terras em órbitas dentro da zona habitável de suas estrelas (onde a temperatura é compatível com a da Terra). Com esse grande número de mundos receptivos à vida, e conforme as técnicas para pesquisas atmosféricas avançam, os astrônomos estão convencidos de que encontraremos bioassinaturas em algum exoplaneta em breve.
Fonte: http://hypescience.com

Estrelas frias confundem fronteira entre estrelas e planetas

Apesar de pequenos e frios como planetas, esses corpos celestes são catalogados como anãs-marrons.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Estrelas planetárias
 
Estrelas costumam ser muito quentes. Mas, como nada é para sempre, até mesmo as estrelas esfriam. Por isso, os astrônomos estão constantemente em busca de estrelas cada vez mais frias, não apenas por curiosidade, mas para entender seu processo de envelhecimento. Dois anos atrás, o telescópio espacial WISE da NASA descobriu uma nova classe de corpos celestes muito frios que começaram a confundir a fronteira entre estrelas e planetas.
 
No entanto, até agora ninguém sabe exatamente qual é a temperatura na superfície dessas "estrelas planetárias. Cálculos iniciais sugeriam que elas poderiam ter a mesma temperatura ambiente da Terra, levantando a hipótese de que essas estrelas frias poderiam ter nuvens. Contudo, um estudo mais aprofundado concluiu que esses corpos celestes são realmente as estrelas mais frias que se conhece, mas não são tão frias quanto se pensava. Os novos cálculos apontam para temperaturas entre 120 e 175 graus Celsius.
 
Estrelas ou planetas?
 
Para chegar a temperaturas superficiais tão baixas após resfriarem por bilhões de anos, essas estrelas devem ter uma massa entre 5 e 20 vezes a massa de Júpiter. Ao contrário do Sol, a única fonte de energia dessas estrelas frias é a sua contração gravitacional, que depende diretamente da sua massa. "Se um objeto desses fosse encontrado orbitando uma estrela [em um sistema binário], há uma boa chance de que ele fosse chamado de planeta," disse Trent Dupuy, um dos autores do estudo. Mas, como provavelmente se formaram por conta própria, e não em um disco protoplanetário, os astrônomos ainda chamam esses corpos frios de anãs marrons, mesmo que tenham uma massa de classe planetária - alguns já sugeriram a criação de uma classe conhecida como planemos.
 
Pode esfriar mais
 
Mas não pense que esta seja a palavra final sobre o assunto. Como só emitem radiação na faixa do infravermelho, para medir sua temperatura os astrônomos precisam conhecer precisamente sua distância. E a equipe determinou que as anãs marrons em questão estão localizadas a distâncias entre 20 e 50 anos-luz da Terra, uma faixa grande demais para um cálculo definitivo. Além disso, este estudo analisou apenas a amostra inicial das anãs marrons mais frias descobertas pelo telescópio WISE. Outros objetos descobertos nos últimos dois anos continuam a ser estudados, e novos cálculos deverão ser publicados logo.
Fonte: Inovação Tecnológica

Saudável, cometa ISON pode ser destruído durante aproximação solar

foto registrada pelo astrônomo Adam Block, em 8 de outubro de 2013, mostra o cometa ISON em uma das mais belas imagens registradas até agora.   
Apesar de alguns astrônomos apostarem suas fichas que o cometa C/2012 S1 ISON pode se desintegrar nos próximos dias, a maior parte dos observadores pensa de forma diferente e afirma que o cometa deve chegar intacto ao periélio, mas não deverá sobreviver. Como temos afirmado desde o início, cometas são os mais instáveis entre os objetos dentro do Sistema Solar e à medida que se aproximam do Sol, mais instáveis e espetaculares se tornam. A dinâmica envolvida é bastante complexa e envolve muito mais parâmetros que aqueles necessários para calcular suas orbitas. 

Densidade, composição e formato exato da rocha são bastante difíceis de determinar com precisão e eles influenciam diretamente no comportamento de um cometa. E para piorar as coisas, quanto mais perto do Sol, maior a complexidade da previsão embora a orbita permaneça praticamente a mesma desde que foi calculada. Atualmente, ISON se desloca a 125 mil km/h e se localiza a cerca de 220 milhões de quilômetros do Sol e ninguém sabe com 100% de certeza o que vai acontecer com ele quando atingir o periélio, a máxima aproximação da estrela, mas algumas especulações mostram como será o destino do cometa.

O trabalho dos astrônomos tem sido incessante, pautados mais por dados estatísticos e comparativos do que em observações diretas ou fotográficas, estas últimas usadas principalmente na mensuração da magnitude, detecção de jatos de gás e verificação da rotação do cometa.
cometa ISON como registrado por Bruce Gary e Tony Scarmato, em 8 de outubro de 2013. A cena mostra as comas interna e externa do cometa, assim como um pequeno jato de gás causado pela sublimação do gelo frontal da rocha.

ISON sublima e não contorna o Sol

Baseado em dados da magnitude observada, um dos mais respeitados especialistas em cometas coloca ISON em "estado de alerta laranja".
Para Ignácio Ferrìn, ligado ao Centro de Física Fundamental da Universidade dos Andes, na Venezuela, a curva de luz secular, uma espécie de histórico do brilho durante a vida de um cometa, mostra clara tendência de queda e estabilidade. No seu entender, isso também ocorreu com os cometas LINEAR, Tabur, Honig e Elenin, que se desintegraram quando a curva de luz se nivelou. Segundo o cientista, apesar de ISON ser um cometa saudável, é pouco provável que contorne o Sol, já que diversos cometas que apresentaram curvas de luz similares também se desintegraram diante da aproximação máxima. Apenas para lembrar, ISON deverá chegar a apenas 1.1 milhão de quilômetros da escaldante superfície da estrela. De acordo com Ferrìn, afirmar que os cometas são imprevisíveis não é uma opinião sensata, já que o nivelamento da curva secular é uma assinatura típica de cometas cujo destino é a desintegração.

ISON contorna o Sol e brilha muito

Diferente de Ferrìn, outro grande especialista em cometas, Matthew Knight, publicou recentemente um artigo no qual ele descreve as razões por que ele acha que cometa ISON tem boas chances de sobreviver ao periélio.
Segundo Knight, que também utiliza meios estatísticos para prever o destino de ISON, dados históricos mostram que cometas com núcleos menores de 200 metros são altamente suscetíveis à destruição por perda de massa devido à sublimação, enquanto cometas maiores, como ISON, estão mais sujeitos à ruptura pelas forças de maré. Para Knight, mesmo que ISON se parta em diversos fragmentos, ainda assim o maior remanescente deverá ser grande o suficiente para sobreviver à perda de massa decorrente da sublimação, o que significa que poderá ser um cometa muito brilhante após periélio. Apesar das opiniões contrárias, nenhum dos pesquisadores levanta a hipótese de desintegração do núcleo antes do final de novembro e independente do destino do cometa, o show está garantido. Contornando ou não a superfície do Sol.
Fonte: Apolo11.com - www.apolo11.com

Primeira evidência de um cometa ter atingida a Terra

Impressão de artista de um cometa a explodir na atmosfera da Terra por cima do Egipto. Crédito: Terry Bakker
 
A primeira evidência de um cometa ter entrado na atmosfera da Terra e ter explodido, despoletando uma onda de choque e fogo que obliterou todas as formas de vida no seu caminho, foi descoberta por uma equipe de cientistas sul-africanos e colaboradores internacionais, e foi apresentada numa palestra ontem (Quinta-feira). A descoberta não só forneceu a primeira prova definitiva de um cometa que atingiu a Terra, há milhões de anos atrás, mas também pode ajudar a desvendar, no futuro, os segredos da formação do nosso Sistema Solar.
 
"Os cometas sempre visitaram os nossos céus - são bolas de neve sujas, uma mistura entre gelo e poeira - mas nunca antes na história tinha material de um cometa sido encontrado na Terra," afirma o professor David Block, da Universidade de Wits. O cometa entrou na atmosfera da Terra por cima do Egipto há 28 milhões de anos atrás. À medida que irrompia pela atmosfera, explodiu, aqueceu a areia por baixo até uma temperatura de aproximadamente 2000 graus Celsius, o que resultou na formação de uma grande quantidade de vidro de sílica amarelado que se encontra dispersado sobre uma área de 6000 km^2 no Saara. Um magnífico exemplar do vidro, polido por antigos joalheiros, encontra-se num colar de Tutankhamon, representando um impressionante escaravelho egípcio.
 
A pesquisa, que será publicada na revista Earth and Planetary Science Letters, foi realizada por uma colaboração de geocientistas, físicos e astrónomos, incluindo Block, Jan Kramers, autor principal do artigo da Universidade de Joanesburgo, o Dr. Marco Andreoli da Corporação Sul-Africana de Energia Nuclear e Chris Harris da Universidade de Cidade do Cabo. No centro da atenção desta equipa estava uma misteriosa pedra preta encontrada anos antes por um geólogo egípcio na área do vidro de sílica. Após a realização de análises químicas altamente sofisticadas, os autores chegaram à conclusão inevitável de que o seixo representava o primeiro espécime conhecido de um núcleo de cometa, ao invés de simplesmente um tipo raro de meteorito.
 
Kramers descreve este como um momento de euforia da sua carreira. "É uma típica euforia científica quando eliminamos todas as outras opções e chegamos à conclusão do que deve ser," afirma. O impacto da explosão também produziu diamantes microscópicos. "Os diamantes são produzidos a partir de material com carbono. Normalmente formam-se nas profundezas da Terra, onde a pressão é alta, mas também podemos gerar pressão muito alta com o choque. Parte do cometa colidiu com o chão e o choque do impacto produziu os diamantes," acrescenta Kramers.
 
A equipa chamou ao seixo que contém diamantes "Hipátia" em honra à primeira matemática, astrónoma e filósofa, Hipátia de Alexandria. O material cometário é muito elusivo. Não tinha sido encontrados antes fragmentos de cometa na Terra, à excepção de partículas de poeira de tamanho microscópico na atmosfera superior e alguma poeira rica em carbono no gelo antárctico. As agências espaciais gastaram milhares de milhões para garantir estas minúsculas quantidades de matéria cometária pristina.
 
"A NASA e a ESA gastaram milhares de milhões de dólares recolhendo poucos microgramas de material cometário e a trazê-lo para a Terra, e agora temos uma nova abordagem radical de estudar este material, sem gastar milhares de milhões a recolhê-lo," afirma Kramers. O estudo de Hipátia tem crescido até um programa colaborativo de pesquisa internacional, coordenado por Andreoli, que envolve um número crescente de cientistas provenientes de várias disciplinas.
 
O Dr. Mario di Martino do Observatório Astrofísico de Turim levou a cabo várias expedições à área de vidro no deserto. Os cometas contêm os segredos que desbloqueiam a formação do nosso Sistema Solar e esta descoberta dá-nos uma oportunidade sem precedentes para estudar o material cometário em primeira mão," afirma Block.
Fonte: Astronomia On-Line

Sonda registra estrutura 4 vezes mais profunda que Grand Canyon em Marte

O isolado Hebes Chasma é uma estrutura irregular moldada por forças tectônicas na superfície de Marte - e a imensa rede de cânions nos arredores contém "cicatrizes" que revelam a antiga história do Planeta Vermelho. A sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), voou sobre a região inúmeras vezes, mas divulgou nesta quinta-feira um inédito mosaico com oito imagens que mostram a área em mais detalhes do que quaisquer outros registros feitos até então. Esse chasma tem quase oito quilômetros de profundidade e se estende por 315 quilômetros na direção leste-oeste e 125 quilômetros de norte a sul no seu ponto mais comprido.
 
 A estrutura é pelo menos quatro vezes mais profunda que o famoso Grand Canyon, no Estado americano do Arizona - que, no entanto, é mais longa, com 446 quilômetros de extensão. O Hebes Chasma fica a aproximadamente 300 quilômetros a norte do sistema de cânions Valles Marineris. Sua origem é associada à região vizinha de Tharsis, onde se encontra o maior vulcão do sistema solar: o Olympus Mons.
 
No centro do Hebes Chasma há uma mesa (em geografia, uma área elevada de solo com um topo plano) que se ergue até um nível semelhante ao das planícies circundantes. Nenhum outro cânion em Marte tem características parecidas, e a origem dessa estrutura é incerta. Suas camadas incluem materiais vulcânicos - assim como nas paredes principais do cânion - mas também poeira levada pelo vento e sedimentos lacustres fixados ao longo do tempo. Um material enegrecido próximo à base do chasma pode indicar erosão dos sedimentos mais novos nas áreas superiores ou a ação de vento - e até mesmo água. Uma teoria popular explica que a mesa teria se formado de material que acumulado em um lago.
Um acidente geográfico conhecido como "mesa" se ergue até um nível semelhante ao das planícies circundantes no centro do Hebes Chasma, uma isolada estrutura em Marte. A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou um mosaico com oito imagens que mostram a área em mais detalhes do que quaisquer outros registros feitos até então.Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum) / Divulgação
 
Parte de terreno em formato de ferradura domina um dos lados da estrutura. A imensa rede de cânions nos arredores contém "cicatrizes" que revelam a antiga história do Planeta Vermelho

Mosaico divulgado pela ESA mostra em detalhes o Hebes Chasma, em Marte.Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum) / Divulgação
Mapa topográfico mostra relação entre altura e profundidade de características dentro e nos arredores do Hebes Chasma. As cores branco e vermelho mostram os terrenos mais altos, enquanto azul e roxo representam os mais profundos.Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum) / Divulgação


Esse chasma (na imagem, em três dimensões) tem quase oito quilômetros de profundidade e se estende por 315 quilômetros na direção leste-oeste e 125 quilômetros de norte a sul no seu ponto mais comprido longo.Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum) / Divulgação 
 
 
Mapa mostra localização do Hebes Chasma, a aproximadamente 300 quilômetros a norte do sistema de cânions Valles Marineris. Sua origem é associada à região vizinha de Tharsis, onde se encontra o maior vulcão do sistema solar: o Olympus Mons.Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum) / Divulgação
Fonte: Terra
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...