16 de out de 2013

Três Galáxias em Dragão

Créditos da Imagem: Stephen Leshin
Esse intrigante trio de galáxias é algumas vezes chamado de Grupo Draco, e localiza-se na constelação do norte (que você já deve ter adivinhado), chamada Draco (o Dragão). Da esquerda para a direita estão a galáxia espiral NGC 5981, a galáxia elíptica NGC 5982, e a galáxia espiral que aparece de frente para nós, NGC 5985 – todas elas dentro do mesmo campo telescópico de visão que se espalha um pouco mais do que metade da largura da Lua cheia. Enquanto o grupo é de longe muito pequeno para ser um aglomerado de galáxias, e não tem sido catalogado como um grupo compacto, todas essas galáxias localizam-se aproximadamente a 100 milhões de anos-luz da Terra. Numa análise mais detalhada realizada como espectrógrafos, o núcleo brilhante da impressionante galáxia espiral que aparece de frente para nós, a NGC 5985, mostra uma proeminente emissão em um comprimento de onda de luz específico, levando os astrônomos a classificarem essa galáxia como sendo uma Seyfert, ou seja, um tipo de galáxia ativa. Não tão bem conhecido como outros grupos de galáxias, o contraste na aparência visual de seus membros, faz desse trio um alvo atrativo para os astrofotógrafos. Essa exposição impressionantemente profunda nos dá pistas, apagadas de conchas ao redor da NGC 5982, feições essas que são evidências de fusões galácticas do passado. Essa imagem também revela muitas outras galáxias bem mais distantes que esse trio.
Fonte: http://apod.com/ap131016.html

Cinco provas de que Nibiru não existe

A Nasa está escondendo um terrível segredo. Tem um pedaço do céu no Google Earth que foi omitido de propósito, para não revelar o que há ali. O cometa Ison não é o que parece ser. Uma catástrofe está para se abater sobre a Terra. Arrependei-vos, é o apocalipse.
O planeta Nibiru vem aí pra detonar. Detonar com o bom senso.
 
É nada. É tudo um monte de mentira mesmo. A Nasa, coitada, está de férias até o governo americano resolver voltar a funcionar. O pedaço “oculto” do Google Earth é um artefato da emenda de diversas imagens do céu para compor o cenário completo. O cometa Ison é um cometa mesmo, e tudo que você possa ter lido sobre ele estar mudando de curso artificialmente ou ser alguma coisa diferente é só cascata. Uma tragédia apocalíptica pode até chegar amanhã, mas ninguém tem essa informação no momento. Orra, então quem é que fica espalhando essas lorotas de Nibiru por aí? Ah, bem, tem tantos charlatões, e tantas versões diferentes, que é difícil apontar quem foi o primeiro. Alguns apelidos que podem ser conhecidos do leitor: Hercólubus, Planeta X, Segundo Sol… tudo mais ou menos a mesma cascata. Mas a estória começou assim.
 
Nibiru é um nome que o escritor ajerbaijão Zecharia Sitchin (1920-2010) emprestou da mitologia suméria. Em 1976, ele escreveu um livro chamado “O 12º Planeta”, em que reinterpreta os mitos mesopotâmicos como se fossem informações astronômicas passadas aos antigos por extraterrestres. Para ter uma ideia do que ele sugere, é mais ou menos como você estudar a mitologia grega, descobrir que Afrodite e Ares tiveram um caso, pressupor que os gregos falavam de seus deuses quando na verdade o que eles queriam era relatar o que acontecia com os planetas correspondentes a eles. Logo, podemos concluir que Vênus e Marte, no passado, partilharam a mesma órbita. Dã.
 
Por esse mesmo método interpretativo (e com traduções de sumério contestadas por todos os especialistas), no passado remoto uma lua do planeta Nibiru teria colidido com o planeta Tiamat (uma deusa babilônia, ou, para Sitchin, um mundo que existiu no passado remoto entre Marte e Júpiter), e da colisão teriam nascido a Terra, o cinturão de asteroides e os cometas. Nem precisa ser Ph.D. em astronomia para saber que essa hipótese não faz o menor sentido. Ainda de acordo com Sitchin, o planeta Nibiru teria uma órbita elíptica, e passaria pelas nossas redondezas a cada 3.600 anos, mais ou menos.
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