17 de out de 2013

13 incríveis concepções artísticas de exoplanetas

Quando descobrimos um novo exoplaneta, só podemos imaginar como ele se parece. Mas, felizmente, nossa imaginação tem a ajuda de recursos visuais brilhantes. Artistas incríveis já criaram imagens impressionantes para ilustrar planetas fora do nosso sistema solar. Muitos outros também usaram sua própria imaginação para criar obras de arte inspiradas em mundos distantes.
 
HD 189733b
Esse exoplaneta é um gigante de gás azul com uma temperatura de mais de 1.000 graus Celsius e ventos de 7.000 km/h, que fica a 63 anos-luz de nós. Imagem feita pelo Goddard Space Flight Center, da NASA.
 
Mundo lunático 
Esse é um planeta com duas luas e anéis, em imagem feita por MacRebisz.
 
Amanhecer em um planeta distante 
Concepção artística do amanhecer em um planeta desconhecido, por Adam Shepherd.
 
Calderis 
Planeta Calderis, do jogo Dawn of War II, por Zen-Master.
 
“Shattered” 
Mais uma obra artística de MacRebisz, nomeada Shattered (que pode ser traduzida por “destruição” ou “aniquilação” em português).
 
“Space Merged” 
Essa é a concepção artística de Kenneth Jensen, inspirada em “Infinity”, de Jay Morague. O título remete à ideia de “junção no espaço”.
 
Planeta de pulsar 
Planetas de pulsares são exoplanetas que orbitam pulsares ou estrelas de nêutrons rápidas. Essa imagem foi divulgada pela NASA.
 
Planeta I’KALX 
AshStraker desenvolveu essa imagem de uma chuva de meteoros prestes a atingir o planeta “I’KALX”, parte de um projeto de animação universitário chamado I’KALX.
 
Exoplanetas habitáveis 
Essa imagem ilustra alguns dos exoplanetas descobertos pela NASA potencialmente habitáveis. Da esquerda para a direita, temos Kepler-22b, Kepler-69c, Kepler-62e, Kepler-62F e a Terra. A concepção artística apareceu no site Industry Tap.
 
81 Ceti b 
O exoplaneta 81 Ceti b, classificado como um “Super Júpiter”, está a 317 anos-luz de distância de nós na constelação de Cetus (constelação da Baleia). Foi descoberto em julho de 2008. A imagem é de Bill Lile.
 
Beta Pictoris 
Essa imagem mostra o entorno da jovem estrela Beta Pictoris, a 63 anos-luz da Terra. Foi divulgada pela NASA.
 
HD 102272 c 
O exoplaneta HD 102272 c fica a 1.200 anos-luz de distância da Terra na constelação de Leão. Foi descoberto em junho de 2008. Essa é mais uma imagem de Bill Lile.
 
Eclipse 
Concepção artística de um eclipse em um exoplaneta, por Bill Lile.
 
“A Planet’s Passing” 
Obra de Kenneth Jensen, que pode ser traduzida por “A morte de um planeta”.
Fonte: Hypescience.com
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Astrônomos de Fortaleza registram foto da passagem do cometa Ison

No Brasil, apenas dois registros de imagem do astro foram feitos até agora. Estudo de cometa pode ajudar a compreender a formação do Sol e da Terra.
Ison é fotografado no céu do Ceará quando passava pela constelação de leão (Foto: CASF/Divulgação)

Um grupo de astrônomos de Fortaleza registrou a passagem do cometa Ison na madrugada de terça-feira (15). O astro foi descoberto na Rússia em dezembro de 2012 com uso de um telescópio Ison, que batiza o cometa. O registro foi feito na cidade de Paramoti, no interior do Ceará, por membros do Clube de Astronomia de Fortaleza (Casf), que reúne astrônomos amadores e profissionais. Com base em estudos da órbita do astro, acredita-se que o Ison se formou nos limites do sistema solar, em área conhecida como nuvem de Oort. “Tal nuvem fica além da órbita de Urano e é formada por restos da formação do sistema solar.
 
Estudar cometas vindos dessa região é importante, pois eles podem trazer pistas de como se formaram o Sol e os planetas e como surgiu a vida na Terra”, explica Paulo Régis, membro do Casf. A imagem feita pelo grupo registra a passagem do Ison pela constelação de leão. Na foto é possível identificar o centro do astro e a cauda, parte de aspecto esfumaçado, formado pela poeira desintegrada do corpo sólido durante o trajeto em torno do Sol.  Fotografar o cometa ainda longe da Terra não é uma tarefa fácil. Ele é muito pequeno e débil para ser detectado por equipamentos comuns. É necessário equipamentos especiais e bons telescópios. No mundo, alguns registros já foram feitos; no Brasil, temos apenas dois registros até agora”, diz Régis.

O Ison orbita o Sol em uma trajetória na forma de parábola e deve atingir em 28 de novembro o periélio, a menor distância de um astro em relação ao Sol, quando ele “viaja” em velocidade máxima.
Com a aproximação em relação ao Sol, a visualização do astro deve se tornar mais fácil e com registros mais nítidos. “O Ison, segundo as previsões iniciais, deve se tornar no final de novembro um astro próximo de um grande cometa, provavelmente visível a olho nu e chamando muita atenção, mesmo em grandes centros urbanos, como Fortaleza”, explica o membro do Casf. Para visualização de astros nos céu noturno, áreas com luminosidade urbana dificultam a observação.
Fonte: G1

Alma estuda mistério de jatos emitidos por buracos negros gigantes

Alma capturou momento em que buracos negros de massa extremamente elevada engolem de repente uma enorme quantidade de matéria
Esta imagem detalhada mostra as regiões centrais da galáxia ativa próxima NGC 1433. A imagem ténue de fundo, a azul, que mostra as faixas centrais de poeira da galáxia, foi obtida pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. As estruturas coloridas próximo do centro correspondem às observações recentes do ALMA, as quais revelaram pela primeira vez uma estrutura em espiral, assim como uma inesperada corrente de material a deslocar-se para o exterior.Foto: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/NASA/ESA/F. Combes / Divulgação
 
Duas equipes internacionais de astrônomos usaram o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (Alma) para estudar os jatos emitidos por enormes buracos negros situados no centro das galáxias e observar como é que eles afetam o seu meio. As equipes obtiveram a melhor imagem até hoje do gás molecular em torno de um buraco negro calmo próximo, divulgada nesta quarta-feira pelo Observatório Europeu do Sul (ESO). Inesperadamente, os astrônomos também viram de relance a base de um jato poderoso próximo de um buraco negro distante. Existem buracos negros de massa extremamente elevada - que vão até vários bilhões de vezes a massa solar - no coração de quase todas as galáxias do Universo, incluindo a nossa própria galáxia, a Via Láctea.
 
Em um passado distante, esses objetos estranhos encontravam-se muito ativos, engolindo enormes quantidades de matéria do seu meio circundante, brilhando intensamente e expelindo pequenas frações dessa matéria sob a forma de jatos extremamente poderosos. No Universo atual, a maioria dos buracos negros de elevada massa encontra-se muito menos ativos do que na sua juventude, mas a interação entre os jatos e o meio circundante ainda afeta a evolução das galáxias. Dois novos estudos, ambos publicados hoje na revista especializada Astronomy & Astrophysics, fizeram uso do Alma para investigar jatos de buracos negros a escalas muito diferentes.
 
Um dos estudos investigou um buraco negro próximo e relativamente calmo situado na galáxia NGC 1433, enquanto o outro observou um objeto muito distante e ativo chamado PKS 1830-211. O Alma revelou uma estrutura em espiral surpreendente no gás molecular próximo do centro da NGC 1433”, diz Françoise Combes (Observatoire de Paris, França), autora principal do primeiro artigo científico. “Isso explica como é que o material flui para o interior, alimentando o buraco negro. Com as novas observações muito nítidas do Alma descobrimos um jato de matéria sendo emitido pelo buraco negro e que se estende ao longo de apenas 150 anos-luz. Esta é a menor corrente molecular fluindo para o exterior já observada numa outra galáxia.”
 
A descoberta desta corrente de matéria, que está sendo arrastada com o jato emitido pelo buraco negro central, mostra como é que tais jatos podem fazer parar a formação estelar e regular o crescimento dos bojos centrais das galáxias. As duas novas observações são apenas o início das investigações levadas a cabo com o ALMA no âmbito do funcionamento de jatos emitidos por buracos negros de massa extremamente elevada, tanto próximos como distantes.
 
A equipe de Combes está já a estudar outras galáxias ativas próximas com o ALMA e o objeto PKS 1830-211 será o foco de muita investigação futura com o ALMA e outros telescópios.  Há ainda muito para aprender sobre como é que os buracos negros criam estes enormes jatos energéticos de matéria e radiação,” conclui Ivan Martí-Vidal. “Mas os novos resultados, obtidos ainda antes do ALMA estar completamente construído, mostram que esta é uma ferramenta extremamente poderosa para estudar estes jactos. As descobertas ainda agora começaram!”
Fonte: ESO
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