22 de out de 2013

Nasa divulga imagem de 'cometa do século' e alerta para desintegração

Passagem do cometa pode ser um evento espetacular ou uma decepção 
O cometa Ison poderá brilhar tão intenso quanto a Lua Cheia quando passar no ponto mais próximo ao Sol Foto: NASA, ESA, Hubble Heritage Team / Divulgação
 
As agências espaciais europeia (ESA, na sigla em inglês) e americana (Nasa) divulgaram na segunda-feira uma imagem registrada em 9 de outubro pelo telescópio espacial Hubble mostrando o cometa Ison - apelidado, devido ao seu brilho, de "cometa do século". Na imagem, o núcleo sólido do cometa é muito pequeno, mas íntegro. Se tivesse se partido - uma possibilidade considerada pelos astrônomos, uma vez que o Sol esquenta lentamente o cometa durante sua aproximação e poderia até destruí-lo -, o telescópio teria provavelmente identificado evidência de múltiplos fragmentos. 
 
O cometa Ison (chamado de C/2012 S1 por cientistas) atingirá seu brilho máximo para quem o olha da Terra no final de novembro, quando o objeto celestial passa pelo Sol. Quanto mais brilhante fica, mais visível é para o observador humano - e maiores ficam as chances de se poder ver o cometa a olho nu antes de ele desaparecer dos céus do nosso planeta, por volta de dezembro, quando será registrada sua aproximação mais próxima.
 
Dependendo do destino do cometa ao passar perto do Sol, o cometa Ison poderia se tornar um espetáculo nos céus ou, pelo contrário, uma decepção. De acordo com a Agência Espacial Europeia, o corpo celeste poderia se desintegrar completamente. Qualquer que seja seu destino, o cometa será observado com muito intersse por missões da Nasa, da ESA e de outros observatórios, dedicados a estudar esse visitante gelado pelos próximos meses.
 
Descoberto em setembro de 2012 por dois astrônomos russos, o Ison foi chamado de "cometa do século" após algumas previsões que indicavam que ele poderia aparecer tão grande como a Lua Cheia para quem vê da superfície da Terra. Contudo, isso depende de sua passagem pelo Sol.
Fonte: Terra

Podemos mover o sol?

Em algum momento no futuro distante, nossos descendentes podem querer mudar o Sol de lugar um projeto de mega escala hipotético referido como engenharia estelar. Mas por mais bizarro que pareça, a ciência diz que a ideia pode funcionar. Esta ideia foi proposta pela primeira vez pelo físico Dr. Leonid Shkado, em 1987. Para isso, teríamos que construir uma estrutura reflexiva gigantesca em um lado da estrela. A luz do Sol atingiria essa estrutura e ricochetearia, empurrando-a para longe. Se esta estrutura reflexiva tiver massa suficiente, ela também iria atrair a estrela com sua gravidade. O Sol estaria tentando empurrar a estrutura de longe, mas a estrutura estaria puxando-o junto com ele. 
Se pudermos alcançar esse perfeito equilíbrio, poderíamos mover o Sol em torno da galáxia, usando a própria luz das outras estrelas como impulso. A princípio, o Sol se moveria lentamente – ao longo de milhões de anos, teríamos mudado a velocidade apenas 20 metros / segundo. A estrela teria viajado cerca de 0,3 anos-luz, menos de 10% do caminho para Alpha Centauri, o sistema estelar mais próximo. Mas mantendo o processo por um bilhão de anos, estaríamos movendo a estrela milhares de vezes mais rápido – o Sol já teria viajado 34 mil anos-luz, uma parcela significativa da galáxia. Imagine uma civilização futura utilizando esta técnica para mover as estrelas para locais melhores, ou mesmo reorganizar grandes porções de uma galáxia para seus próprios fins energéticos. Não há nada nas leis da física que impeça isso.

Satélite registra núcleo de maior estrutura cósmica do Universo Local

Superaglomerado de Shapley é formada por centenas de galáxias e considerado um dos maiores objetos existentes no Universo atualmente
Superaglomerado de galáxias de Shapley é considerada uma das maiores estruturas do Universo Foto: ESA & Planck Collaboration / Divulgação
 
O satélite Planck da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) capturou imagens de alguns dos maiores objetos existentes no Universo atualmente: aglomerados e superaglomerados de galáxias. Enquanto rastreava pelo espaço em busca da luz cósmica mais antiga, o satélite encontrou centenas de galáxias entremeadas por uma imensa quantidade de gás, e registrou uma imagem do núcleo do superaglomerado de Shapley, a estrutura cósmica com a maior concentração de matéria do Universo Local.
 
Esse superaglomerado foi descoberto nos anos 1930 pelo astrônomo americano Harlow Shapley: uma notável concentração de galáxias na constelação do Centauro. Com mais de 8 mil galáxias e uma massa total superior a 10 milhões de bilhões (10 quadrilhões, ou 10.000.000.000.000.000) de vezes a massa do Sol, essa é a estrutura mais maciça a uma distância de aproximadamente 1 bilhão de anos-luz da Via Láctea.
Fonte:Terra

Estudo em meteorito sugere que atmosfera de Marte pode está presa em suas rochas

A atmosfera de Marte pode não ter escapado há bilhões de anos para o espaço, como o imaginado até então. Em vez disso, a maior parte do dióxido de carbono marciano pode estar preso dentro de rochas.
Imagem em cor falsa de uma fatia do meteorito Lafayette, com mapas sobrepostos de raios-X de silício (verde), ferro (vermelho) e cálcio (azul). O carbonato (laranja) substituiu a olivina (azul), ambos cercados por veias de argila (verde).Créditos:Space
 
A maior parte da atmosfera rica em dióxido de carbono de Marte desapareceu cerca de 4 anos bilhões atrás, deixando um planeta frio e inóspito coberto por uma fina camada de gás. Mas uma nova análise de um meteorito marciano afirma que parte do dióxido de carbono desapareceu no próprio planeta, e não no espaço, como estudos anteriores sugeriram. Esta é a primeira evidência direta de como o dióxido de carbono é removido, preso e armazenado em Marte”, disse Tim Tomkinson, autor do estudo e geoquímico da Universidade de Glasgow, no Reino Unido. “Podemos descobrir coisas surpreendentes sobre Marte com a pequena quantidade de amostras que temos.”
 
Tomkinson e seus colegas analisaram a história da atmosfera de Marte analisando minerais em uma pequena fatia do meteorito Lafayette, uma rocha marciana que caiu na Terra há 11 milhões anos. O Lafayette é um dos vários meteoritos marcianos chamados de Nakhlites, que teriam sido ejetados de um vasto planalto vulcânico pelo impacto de um cometa. O meteorito de basalto (uma rocha vulcânica rica em olivina) possui 1,3 bilhão de anos de idade. Muito antes de sua viagem espacial, a água alterou a rocha, deixando fraturas microscópicas que foram preenchidas com argilas e carbonatos. A datação radiométrica indica que estes minerais se formaram cerca de 625 milhões de anos atrás.
 
A equipe de Tomkinson descobriu que a siderita de Lafayette, um mineral carbonato rico em ferro, se formou pela carbonatação. Quando a água e o dióxido de carbono se combinam com a olivina no basalto, a reação química resultante cria carbonato e minerais de silicato, prendendo o gás. Espaçonaves e sondas da NASA já encontraram depósitos de carbonato no planeta. E a próxima nave espacial da NASA que partirá rumo a Marte, chamada MAVEN, ajudará a investigar o destino da atmosfera de nosso vizinho planetário.

Número de mundos alienígenas confirmados se aproxima de 1.000

Apenas duas décadas após a descoberta do primeiro mundo além do nosso sistema solar, os astrônomos estão se aproximando do planeta alienígena número. 1.000.
Quatro das cinco principais bases de dados que catalogam as descobertas de exoplanetas agora listam mais de 900 mundos alienígenas confirmados, e duas delas já chegaram a 986 ontem (26 de setembro). Assim, o milésimo exoplaneta confirmado pode ser anunciado em questão de semanas. Em 1992, pesquisadores detectaram dois planetas orbitando um pulsar a cerca de 1.000 anos-luz da Terra. A confirmação do primeiro mundo alienígena circulando uma estrela “normal” como o nosso sol não veio antes de 1995.
 
E as descobertas continuam, conforme os astrônomos continuam a aprimorar suas técnicas e peneiram os dados retornados por instrumentos no solo e no espaço. Os maiores números em um futuro próximo devem vir do telescópio espacial Kepler, da NASA, que acumulou muitas descobertas antes de ser danificado em maio deste ano, quando a segunda de suas quatro rodas de reação falhou. O Kepler identificou 3.588 candidatos a planetas. Apenas 151 desses mundos foram confirmados até agora, mas os cientistas da missão disseram que esperam que pelo menos 90% sejam confirmados.
 
E estes números, embora parecem impressionantes, representam apenas a ponta do imenso iceberg planetário da nossa galáxia, a Via Láctea. O Kepler estudou um pequeno pedaço do céu, e só viu os planetas que cruzaram a frente de suas estrelas a partir do ponto de vista do telescópio. [60 bilhões de planetas podem sustentar vida na Via Láctea]
 
Talvez o que mais surpreende é a impressionante diversidade de planetas. Os cientistas descobriram exoplanetas tão leves e arejados quanto o isopor, por exemplo, e outros tão densos como o ferro. Eles também descobriram uma série de mundos que parecem orbitar na zona habitável de suas estrelas – a região que recebe a temperatura ideal para a existência de água líquida em abundância na superfície, de modo que poderia permitir a existência de vida como a conhecemos.
 
Mas a busca continua, e o objetivo é claro: encontrar a primeira Terra alienígena. Os cientistas da missão Kepler expressaram confiança de que eles ainda podem alcançar essa meta. O Laboratório de Habitabilidade Planetária mantém o controle de todas as cinco bases de dados, cujo número diferente destaca as incertezas envolvidas na detecção de exoplanetas.

Desalinhamento gigante em sistema multiplanetário

Desenho gráfico do sistema Kepler-56. A linha de visão da Terra é ilustrada pela linha em tracejado, e as linhas pontilhadas mostram as órbitas das três companheiras detectadas no sistema. A seta sólida marca o eixo de rotação da estrela hospedeira, e a linha fina marca o seu equador.Crédito: NASA GSFC/Ames/D. Huber
 
A formação de "Júpiteres quentes" é um enigma de longa data no estudo de exoplanetas, gigantes gasosos que orbitam muito perto da sua estrela hospedeira. Para explicar os seus períodos orbitais curtos, a teoria sugere que os Júpiteres quentes se formam em longas órbitas e depois migram através do disco protoplanetário, o anel plano de poeira e detritos que circunda uma estrela recém-formada e coalesce para formar os planetas. Esta teoria foi questionada quando se descobriu que os planos orbitais dos Júpiteres quentes estão frequentemente desalinhados com o equador das suas estrelas-mãe.
 
 Os cientistas interpretaram isto como evidência de que os Júpiteres quentes são o resultado de encontros caóticos com outros planetas. Um teste decisivo entre as duas teorias são sistemas com mais do que um planeta: se os desalinhamentos são realmente provocados por perturbações dinâmicas que levam à criação de Júpiteres quentes, então os sistemas multi-planeta sem Júpiteres quentes devem estar preferencialmente alinhados. O que um novo estudo revela é bastante diferente.
 
Usando dados do Telescópio Espacial Kepler da NASA, uma equipa internacional de cientistas liderada por Daniel Huber, pós-doutorado no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, no estado americano da Califórnia, estudou Kepler-56, uma estrela gigante vermelha quatro vezes maior que o Sol localizada a uma distância de cerca de 3000 anos-luz da Terra. Ao analisar as variações no brilho em diferentes pontos da superfície de Kepler-56, Huber e colaboradores descobriram que o eixo de rotação da estrela está inclinado aproximadamente 45 graus em relação à nossa linha de visão.
 
"Isto foi uma surpresa porque já sabíamos da existência de dois planetas que transitavam Kepler-56. Isto sugere que a estrela hospedeira deve estar desalinhada com as órbitas de ambos os planetas," explica Huber. "O que descobrimos é literalmente um desalinhamento gigante num sistema exoplanetário. Suspeita-se que o culpado do desalinhamento seja um terceiro companheiro massivo numa órbita com um longo período, revelado por observações obtidas com o Telescópio Keck em Mauna Kea, Hawaii.
 
"Os cálculos de computador mostram que o companheiro exterior pode ter inclinado os planos orbitais dos planetas em trânsito, deixando-os coplanares, mas desalinhando-os periodicamente com o equador da estrela," afirma Daniel Fabrycky, co-autor e professor de astronomia da Universidade de Chicago. Quase 20 anos após a descoberta do primeiro Júpiter quente, o grande desalinhamento no sistema Kepler-56 marca um importante passo no sentido de uma explicação unificada para a formação de Júpiteres quentes.
 
"Sabemos agora que os desalinhamentos não se limitam apenas aos sistemas com Júpiteres quentes," afirma Huber. "Outras observações vão revelar se o mecanismo de inclinação em Kepler-56 pode também ser responsável por distorções observadas nos sistemas com Júpiteres quentes. Os resultados foram publicados na edição de 18 de Outubro da revista Science.
Fonte: Astronomia On-Line

VY Canis Majoris - Uma das maiores estrelas conhecidas pelo homem

VY Canis Majoris é uma das maiores estrelas conhecidas pelo homem (considerando o raio, porém há controversas). Esta estrela Hipergigante vermelha, encontrada na constelação de Canis Major, estima-se ter um raio de pelo menos 1420 (1420 vezes o raio do sol) porém alguns cientistas acreditam que seja apenas de 600 vezes e sua massa é de aproximadamente 17 vezes. Embora não seja a mais luminosa entre todas as estrelas conhecidas , ele ainda está entre as “top 50″. Se VY Canis Majoris fosse colocada no lugar do sol em nosso sistema solar, ela se estenderia até a órbita de Júpiter.
 
Características de VY Canis Majoris
 
Hipergigantes são as mais maciças e luminosas das estrelas. Como tal, elas emitem energia em um ritmo muito rápido. Assim, hipergigantes duram apenas alguns milhões de anos. Comparando isso com astros como o Sol e similares que podem se manter queimando por até 10 bilhões de anos, parece realmente muito pouco tempo. VY Canis Majoris está a cerca de 3.900 anos-luz da Terra. Este valor, no entanto, é apenas uma estimativa , pois ela está muito longe para o paralaxe ser usado. Paralaxe é o método mais comum para medir distâncias estelares. Na verdade, é um tipo especial de triangulação, isto é, semelhante ao usado pelos engenheiros que fazem uso de ângulos e de uma base de referência fixa.
 
Algumas estrelas existem em pares. Estas são chamados de sistemas estelares binários ou simplesmente sistemas binários como é o caso de Sírius, existem também vários outros sistemas de estrelas. VY Canis Majoris, no entanto, queima como uma única estrela. Por ser uma estrela variável semiregular, VY Canis Majoris exibe mudanças de luz periódicas. Seu período tem a duração de cerca de 2.200 dias. O astrônomo francês Jerome Lalande é creditado ser a primeira pessoa a ter registrado VY Canis Majoris. A entrada em seu catálogo de estrelas, foi em 7 de Março de 1801, lista como uma estrela de magnitude 7, atualmente não é mais possível avistar VY Canis Majoris no céu, acontece que a estrela está morrendo e ejetando sua massa em uma nebulosa circundante que encobre seu brilho.
 
Magnitude aparente é uma unidade de medida para o brilho de uma estrela , como observado da Terra. O maior magnitude de uma estrela , menos brilhante que é, assim, uma estrela com uma magnitude de 1 é considerada um das mais brilhantes. Há também valores negativos, que denotam corpos ainda mais brilhantes. Só para se ter uma ideia de onde VY Canis Majoris fica em termos de brilho, o sol ( a mais brilhante do nosso ponto de vista ) tem uma magnitude aparente de -26,73, ao passo que Sírius a estrela mais brilhante do céu noturno possui a magnitude aparente de -1,46.

Objetos mais tênues observáveis no espectro de luz visível (como detectado a partir do telescópio Hubble ) têm magnitudes de 30. Acreditava-se que a VY Canis Majoris era um sistema de estrelas múltiplas. Isto deve-se a seis componentes discretos que foram medidos por observadores durante o século 19. Cientistas finalmente perceberam que os referido componentes discretos eram realmente áreas luminosas da nebulosa circundante.
 
A Nebulosa em torno de VY Canis Majoris
 
Como mencionado acima, VY Canis Majoris é cercada por uma extensa nebulosa que mostra condensações que foram tomadas como estrelas companheiras e que tem sido amplamente estudada com o auxílio do telescópio espacial Hubble, mostrando uma estrutura complexa, com filamentos e arcos causados por erupções passadas.
Fonte: http://www.cienciasetecnologia.com
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