24 de out de 2013

Sonda Cassini descobre ‘salinas’ em Titã

Novas imagens dos lagos de hidrocarbonetos em Titã revelam o que parece ser o equivalente a salinas extraterrestres – uma descoberta que acrescenta mais uma camada de mistério para a maior lua de Saturno.
Titã está permanentemente envolto em uma neblina rica em metano, tornando-se a única lua no sistema solar a ter uma atmosfera densa. Os instrumentos a bordo da sonda Cassini, da NASA, no entanto, podem ver o que se encontra abaixo dessa neblina. Durante sobrevoos anteriores, as câmeras da Cassini mapearam lagos de metano e etano no hemisfério norte de Titã. As leituras levaram os cientistas a acreditar que há um “ciclo hidrológico” na lua, com chuva de hidrocarbonetos na superfície – semelhante ao ciclo da água na Terra. As novas imagens parecem lançar luz sobre uma etapa fundamental do ciclo de hidrocarbonetos em Titã – a fase que envia o metano e etano líquidos para a atmosfera, deixando para trás o equivalente a depósitos de sal da Terra.
 
Muitos desses corpos líquidos do norte estão rodeados por um material brilhante não visto em outros lugares de Titã”, disse Carolyn Porco, chefe da equipe de imagens da Cassini. “Esta é uma indicação de que, com o aumento do calor, os mares e lagos evaporam, deixando para trás um depósito de material orgânico… ou, em outras palavras, o equivalente a uma salina terrestre”. Os cientistas não sabem exatamente do que é feito o material, mas ele não é como o sal da Terra. Referimos o material como “orgânico” simplesmente porque ele contém átomos de carbono. Neste contexto, o termo não implica que o material foi criado como um resultado de processos biológicos. No entanto, o ambiente de Titã é pensado para permitir o tipo de química prebiótica que precedeu a ascensão da vida na Terra.

Buracos negros gorduchos se concentram em galáxias densas

Mistérios da astronomia, os buracos negros supermassivos (cuja massa pode ser um milhão vezes maior do que a do nosso sol) intrigam pesquisadores do mundo todo. Agora, eles descobriram informações curiosas sobre o fenômeno. Esses buracos negros “engordam” atraindo imensas nuvens de massa e liberam grandes quantidades de energia. Normalmente, se encontram no centro de galáxias, servindo, em alguns casos, como uma espécie de núcleo.
 
Para entender melhor o fenômeno, cientistas do Observatório Astronômico Nacional do Japão recorreram à base de dados do Observatório Virtual, que abriga informações sobre mais de 10 mil núcleos de galáxias. Depois de analisar essa vasta gama de dados, eles concluíram que buracos negros supermassivos tendem a se localizar em galáxias mais densas – uma correlação inesperada, já que o raio dessas regiões normalmente é 100 milhões de vezes maior do que o dos buracos negros.
 
Além disso, quando a massa do buraco negro é igual a (ou menor que) 100 milhões de massas solares, não há, a princípio, uma relação direta com a densidade da região galáctica. Por isso, os pesquisadores especulam que, nesses casos, o processo de formação é bastante diferente. Naturalmente, serão necessárias mais observações para confirmar essa hipótese – ou para formular outra em seu lugar.

Os sete telescópios mais incríveis que existem

Quando a China completar seu mais novo projeto de telescópio, em 2016, o Five-hundred-meter Aperture Spherical radio Telescope (FAST, ou rádio-telescópio esférico de abertura de quinhentos metros), ele terá uma antena parabólica com o tamanho de metade de um país (o menor do mundo, a Cidade do Vaticano, mas ainda assim…). Com o FAST, os cientistas estarão melhor equipados para estudar o universo e seus mistérios. No entanto, existem outros telescópios que ajudam a pesquisar o cosmos, apesar de não serem tão grandes. Confira seis outros telescópios engenhosos:
 
A maior antena parabólica atual
O maior telescópio, em termos de antena parabólica, é o do Observatório Arecibo de Porto Rico. A antena levou três anos para ser construída (1960-1963) e, com uma área de 73.000 m², já reina há 50 anos como a maior antena parabólica do mundo, permitindo que os cientistas coletem em minutos os mesmos dados que outros telescópios menores levariam horas.
 
Aquele que será O Maior 
O Square Kilometer Array (SKA, ou Grupo de um Quilômetro Quadrado) terá uma superfície de um quilômetro, espalhada por várias antenas e antenas parabólicas. Este telescópio imenso é o resultado de financiamento e projeto internacional, apesar de ainda não ser bem certo onde será instalado. Os lugares preferidos são a Austrália e a África do Sul. Ambos os países têm instalado antenas preliminares para mostrar seu entusiasmo. Na foto abaixo, vemos uma das antenas da África do Sul, apesar de outras 3.000 outras serem necessárias para fazer o SKA, onde quer que ele seja instalado. 
 
O Menor Telescópio no Espaço Exterior 
Brite é o nome do par de telescópios gêmeos que são os menores que estão no espaço. Nesta foto, o telescópio é o objeto negro no centro da imagem. Ele fica dentro de um satélite que por sua vez está dentro de um foguete, viajando pelo espaço desde fevereiro. O Brite, ou Bright Target Explorer (Explorador de Alvos Brilhantes) é um conjunto de seis nanosatélites, dos quais dois já foram lançados, para estudar as estrelas mais brilhantes do céu. Longe da atmosfera e em órbita da Terra, eles não terão que se preocupar com a turbulência atmosférica e seu efeito cintilante sobre as estrelas. Eles custaram a bagatela de US$ 1 milhão (R$ 2,16 milhões) cada um.
 
O telescópio com braços robóticos 
O Very large Telescope (VLT – “telescópio bem grande”) do Observatório Europeu do [Hemisfério] Sul recebeu um novo e atualizado espectrógrafo, o K-band Multi-Object Spectograph (KMOS, ou Espectrógrafo Multi-Objeto de Banda-K), conectado a um dos quatro hubs do telescópio, que contém 24 braços robóticos capazes de aumentar sua capacidade de mapeamento. Cada um dos braços robóticos controla um espelho independente, o que significa que cada imagem pode ser vista de 24 ângulos diferentes. Esta é uma maneira incrivelmente eficiente de mapear os céus, economizando tempo e dinheiro ao mesmo tempo em que melhora as chances de novas descobertas.
 
Separados por um oceano 
Os dois telescópios que fazem parte do Observatório Gemini examinam o céu como um par, apesar de estarem separados por um oceano. O observatório é propriedade de seis países, incluindo os Estados Unidos, e um deles está no Chile, enquanto o outro está no Havaí. Isso permite que examine o céu inteiro, e já proporcionou descobertas e novas pesquisas, incluindo o teste de algumas das teorias de Einstein.
 
O velho abrigo de Hubble 
Edwin Hubble é talvez um dos astrônomos de maior fama do mundo. Ele descobriu que o universo está em expansão, e que esta expansão estava conectada ao Big Bang. O Telescópio Espacial Hubble, que revelou que o universo tem entre 13 e 14 bilhões de anos, leva seu nome em sua homenagem. No entanto, o telescópio que foi usado por Edwin Hubble era mais modesto, com apenas 100 polegadas (2,54 metros). O precursor deste telescópio (figurado abaixo), com 60 polegadas (2 metros), ajudou pesquisadores a descobrirem que o sol não era o centro da Via Láctea. 
 
O maior espelho parabólico 
O Five-hundred-meter Aperture Spherical radio Telescope (FAST), em construção pela China, será o maior espelho parabólico quando for completado em 2016. Ele está sendo construído em uma depressão resultante do colapso de uma caverna, em uma parte da província de Guizhou tão remota que é protegida de quase todas as interferências de rádio. O telescópio é tão grande que sua antena parabólica não pode ser movida como um objeto único. Em vez disso, a superfície é feita de vários painéis que podem se mover juntos ou independentemente, dando ao FAST opções extraordinárias em termos de alcance.
Fonte: Hypescience.com

Telescópio espacial europeu Planck termina missão

Mapa detalhado da radiação CMB foi feito a partir de dados do telescópio Planck, aposentado pela Agência Espacial Europeia Foto: ESA, Planck Collaboration / Divulgação
 
O telescópio espacial Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA), uma máquina capaz de capturar a essência do início do Universo, foi desativado nesta quarta-feira após quatro anos e meio de serviço, anunciou a ESA. Os controladores da missão do Centro de operações da ESA, com sede em Darmstad (Alemanha), transmitiram na tarde desta quarta sua última ordem ao satélite, apagando seus emissores. Nos causou muita pena direcionar as últimas operações ao satélite Planck, mas também tem sido um motivo para comemorar o extraordinário sucesso desta missão", explicou em um comunicado Steve Foley, responsável pela gestão das operações do satélite a nível europeu do Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC) da ESA. Planck, que iniciou sua missão em 2009, era capaz de detectar com uma sensibilidade sem precedentes, a radiação de fundo de micro-ondas (CMB, na sigla em inglês), ou seja, a radiação fóssil do Big Bang. Seus dados permitiram elaborar a mais precisa imagem disponível do Universo em sua infância. O primeiro mapa detalhado da radiação CMB capturada pelo Planck foi revelado no início deste ano, e os próximos dados cosmológicos obtidos serão divulgados em 2014.
Fonte: Terra

Cientistas descobrem a galáxia mais distante da Terra já registrada

Imagem feita pelo telescópio Hubble mostra região no céu do norte. Praticamente todos os objetos vistos são galáxias e, no detalhe, aparece z8_GND_5296, confirmada como a galáxia mais distante conhecida Foto: V. Tilvi (Texas A&M), S. Finkelstein (UT Austin), the CANDELS team, e HST/NASA / Divulgação

Uma equipe de astrônomos americanos descobriu a galáxia mais distante que se tem conhecimento, cuja luz foi emitida quando o Universo só tinha 5% de sua idade atual de 13,8 bilhões de anos. Batizada de z8-GND-5296, ela data de quando o Universo tinha apenas 700 milhões de anos, "o que a torna única, se comparada a outras descobertas similares, é que sua distância pôde ser confirmada por um espectrógrafo (equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso)", afirma o astrônomo Bahram Mobasher, da Universidade da Califórnia, um dos membros da equipe que publicou a descoberta nesta quarta-feira na revista especializada Nature.
 
A galáxia foi detectada por meio de imagens infravermelhas feitas pelo Telescópio Espacial Hubble, e sua distância foi confirmada pelas observações realizadas com o sofisticado espectrógrafo MOSFIRE operado a partir do Observatório W. M. Keck, no Havaí. Estudar o surgimento das primeiras galáxias é difícil porque quando sua luz chega à Terra ela já se deslocou em direção à parte infravermelha do espectro devido à expansão do Universo, em um fenômeno chamado "deslocamento ao vermelho" (redshift).
 
Por isso, os astrônomos utilizam espectrógrafos cada vez mais sensíveis e capazes de medir o deslocamento ao vermelho da luz da galáxia, que é proporcional à sua distância. A equipe, liderada por Steven Finkelstein, da Universidade do Texas, e Dominik Riechers, da Universidade Cornell (Nova York), observou também que a nova galáxia tem uma taxa de formação de estrelas "surpreendentemente alta", cerca de 300 vezes a massa do nosso Sol ao ano, em comparação com a Via Láctea, que forma somente duas ou três estrelas por ano.
 
"Estes descobrimentos fornecem pistas sobre o nascimento do Universo e sugerem que podem abrigar zonas com uma formação de estrelas mais intensa do que se imaginava", afirmou Finkelstein. Com a construção de telescópios cada vez maiores no Havaí e no Chile e o futuro lançamento do telescópio James Webb ao espaço, ao final desta década os astrônomos esperam descobrir mais galáxias a distâncias ainda maiores, comemorou Mobasher.
Fonte: Terra

Cinturão de Órion - As Três Marias Mintaka, Alnilam, Alnitak

Estrelas do Cinturão de Órion, Mintaka, Alnilam, Alnitak popularmente conhecidas como as Três Marias, são algumas das estrelas mais famosas do céu noturno que encantam pela sua formação e brilho. Elas também formam uma das constelações mais conhecidas e fáceis de encontrar por estarem alinhadas, o Cinturão de Órion.
 
Cinturão de Órion na História
 
Grandes civilizações como os babilônios, egípcios e gregos tiveram histórias diferentes para essas estrelas que conhecemos por as três marias. Na Grécia, a constelação é conhecida como a do herói grego Órion o caçador que foi morto por um escorpião. No antigo Egito, o Cinturão de Órion era conhecido como o símbolo do Deus-faraó Osiris. O Cinturão de Órion consiste de três estrelas motivo pelo qual lhe rende o nome de Três Marias no Brasil, Espanha e Portugal. Os nomes das estrelas são Mintaka, Alnilam, e Alnitak. Cada um dos nomes das estrelas vem do árabe. Mintaka significa cinto, Alnilam significa “um cinto de pérolas”, e Alnitak significa “O Cinto”. Os cientistas acreditam que as três estrelas foram formadas numa época próxima em que uma das nebulosas encontradas na constelação de Órion. Então, vamos saber mais sobre essas belas estrelas.
 
As Três Marias Mintaka, Alnilam, Alnitak
Mintaka - Delta Órionis
Mintaka é uma estrela super gigante azul. Fica a 690 anos-luz da Terra e é a estrela mais ocidental no cinturão de Órion a partir de nosso ponto de vista na Terra. A estrela é 10 mil vezes mais brilhante que o nosso Sol e tem uma temperatura de superfície realmente escaldante cerca de 60 mil graus Celsius. Sua massa é 20 vezes maior que a do sol e seu raio é de 15,8 R_{\odot}. Medições de velocidade radial feitas por Henri-Alexandre Deslandres no Observatório de Paris mostraram que Mintaka tinha uma velocidade radial variável e, portanto, era um sistema binário espectroscópico.
 
Alnilam - Epsilon Órionis 
Alnilam é a estrela central do Cinturão de Órion. A estrela também é uma gigante azul. Ele está a cerca 1.300 anos-luz da Terra. Alnilam é a mais brilhante das estrelas do cinturão de Órion sendo aproximadamente vinte mil vezes mais brilhante do que o nosso sol. a estrela tem uma massa similar à de suas companheiras de 20 M_{\odot}. A temperatura da superfície é a mais amena das três marias por volta de 50.000 graus Celsius. O espectro relativamente simples de Alnilam a tornou útil para estudar o meio interestelar. Dentro dos próximos milhões de anos, esta estrela pode se transformar em uma super gigante vermelha e explodir como uma supernova. Ela é cercada por uma nuvem molecular, NGC 1990, que se ilumina para fazer uma nebulosa de reflexão. Seus ventos estelares podem atingir até 2000 km/s, fazendo-a perder massa cerca de 20 milhões de vezes mais rápido do que o sol.
 
Alnitak - Zeta Órionis 
A terceira estrela, Alnitak é a mais fraca das três marias, mesmo que tenha a mesma massa e temperatura de superfície de Mintaka, ela é apenas 7.000 vezes mais brilhante que o sol. Alnitak está a 736 anos-luz de distância da Terra. Alnitak é um sistema estelar triplo, composto por Alnitak A que forma um sistema binário com Alnitak Aa (a super gigante azul, com uma magnitude absoluta de -5,25 e uma magnitude aparente de 2,0) e Alnitak Ab (um anão azul, com uma magnitude absoluta de cerca de -3,0 e uma magnitude aparente de cerca de 4), Uma quarta estrela, de magnitude 9 Alnitak C, não foi confirmada como sendo parte do grupo Aa-Ab-B, e pode simplesmente se encontrar ao longo da linha de visão.
 
Curiosidades sobre o Cinturão de Órion e as Nebulosas de Órion
 
Um fato interessante sobre estrelas do cinturão de Órion é que eles não são estrelas isoladas, mas sistemas de estrelas. Estrelas super gigantes como estrelas do cinturão de Órion, tendem a ter irmãs que orbitam um centro gravitacional em comum. Este é o caso de Mintaka e Alnilam. Isso mostra como a percepção da Terra não é totalmente precisa. Outro fato importante é que a constelação de Órion tem um sistema muito famoso de nebulosas. Uma das mais famosas é a Nebulosa Cabeça de Cavalo. Existe uma superstição que diz que apontar um dedo para as Três Marias faz com que uma (ou três, dependendo da versão) verrugas nasçam no dedo.
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