29 de out de 2013

Cabeça de Cavalo e Nebulosa de Orion

Crédito de imagem e direitos autorais: Roberto Colombari & Federico Pelliccia
 
A escura Nebulosa da Cabeça do Cavalo e a brilhante Nebulosa de Orion são certamente visões cósmicas contrastantes. À deriva a 1500 anos-luz de distância em uma das constelações mais reconhecidas do céu noturno, elas aparecem em cantos opostos no impressionante mosaico mostrado acima. A familiar Nebulosa da Cabeça do Cavalo aparece como uma nuvem escura, uma pequena silhueta, destacada contra um grande brilho vermelho na parte inferior esquerda da imagem. Alnitak é a estrela mais a leste no Cinturão de Orion e é vista como a estrela mais brilhante à esquerda da Cabeça do Cavalo. Abaixo de Alnitak está a Nebulosa da Chama, com nuvens de emissões brilhantes e dramáticas linhas escuras de poeira. A impressionante região de emissão, a Nebulosa de Orion (também conhecida como M42), localiza-se na parte superior direita da imagem. Imediatamente à sua esquerda está a proeminente nebulosa de reflexão algumas vezes chamada de Running Man. Mechas penetrantes de gás hidrogênio brilhante são facilmente rastreadas por toda a região.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap131029.html

Proxima Centauri – A Nossa Vizinha Cósmica Mais Próxima

Brilhando intensamente nessa imagem do Hubble está a nossa vizinha estelar mais próxima, a Proxima Centauri. A Proxima Centauri localiza-se na constelação de Centaurus (O Centauro), a apenas 4 anos-luz de distância da Terra. Embora pareça brilhante para os olhos do Hubble, como você esperaria da estrela mais próxima do Sistema Solar, a Proxima Centauri não é visível a olho nu. Sua luminosidade média é muito baixa, e ela é bem pequena se comparada com as outras estrelas, com somente um oitavo da massa do Sol.
 
Contudo, em uma ocasião, seu brilho aumenta. A Proxima é que nós conhecemos como “flare star”, significando que o processo de convecção dentro do corpo da estrela sofre mudanças aleatórias e dramáticas em brilho. O processo de convecção não somente dispara explosões brilhantes da luz da estrela, mas combina com outros fatores, significando que a Proxima Centauri tem uma longa vida. Os astrônomos estimam que essa estrela permanecerá na meia idade – ou na sequência principal, em termos astronômicos – por aproximadamente 4 trilhões de anos, ou algo 300 vezes a idade do Universo atual.
 
Essas observações foram feitas usando a Wide Field and Planetary Camera 2 (WFPC2). A Proxima Centauri é na verdade um sistema estelar triplo – as suas duas companheiras Alpha Centauri A e B localizam-se fora do quadro. Embora para os padrões cósmicos ela é uma vizinha próxima, a Proxima Centauri lembra um objeto pontual mesmo usando a visão aguçada do Hubble insinuando a grandeza do universo que nos rodeia.
Fonte: http://spacetelescope.org

O Lado iluminado do planeta Mercúrio

Crédito da imagem: NASA / Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory / Carnegie Institution of Washington
 
Outro dia, outra bela visão do horizonte de Mercúrio. Nessa cena, que foi adquirida com a câmera da sonda olhando das sombras em direção ao lado iluminado do planeta, uma cratera de impacto com 120 km de diâmetro se destaca perto do centro. Emanando dessa cratera sem nome estão impressionantes cadeias de crateras secundárias, que geram rastros lineares para longe da cratera. Enquanto essa cratera não é especialmente nova (seus raios foram apagados do segundo plano), ela parece ter mais cadeias de crateras secundárias proeminentes do muitas de seus pares.
 
Essa imagem foi adquirida no dia 2 de Outubro de 2013 pela Wide Angle Camera (WAC) do instrumento Mercury Dual Imaging System (MDIS) a bordo da sonda MESSENGER da NASA, como parte da campanha de imageamento do limbo pelo instrumento MDIS. Uma vez por semana, o instrumente MDIS registra imagens do limbo de Mercúrio, com uma ênfase no imageamento do limbo do hemisfério sul do planeta. Essas imagens do limbo fornecem informações sobre a forma de Mercúrio e medidas complementares da topografia feitas pelo instrumento Mercury Laser Altimeter (MLA) do hemisfério norte de Mercúrio.
 
A sonda MESSENGER é a primeira sonda a orbitar o planeta Mercúrio, e os sete instrumentos científicos da sonda e a investigação científica via rádio, estão revelando a hostória e a evolução do planeta mais interno do Sistema Solar. Durante os primeiros dois anos de operações orbitais, a sonda MESSENGER adquiriu mais de 150000 imagens e outros tantos conjuntos de dados. A sonda MESSENGER é capaz de continuar suas operações orbitais até o começo de 2015.

Estudo descobre que mundos de carbono podem não ter água

Impressão de artista que ilustra o destino de dois planetas diferentes: o da esquerda é parecido com a Terra, constituído principalmente por rochas de silicatos com oceanos à superfície. O da direita é rico em carbono - e seco. As hipóteses são baixas de que a vida como a conhecemos, que requer água líquida, prosperasse sob condições tão estéreis.Crédito: NASA/JPL-Caltech
 
De acordo com pesquisa teórica financiada pela NASA, planetas ricos em carbono, os chamados planetas diamante, podem não ter oceanos. O nosso Sol é uma estrela pobre em carbono e, como resultado, o nosso planeta Terra é composto principalmente por silicatos, não carbono. Pensa-se que as estrelas que têm muito mais carbono que o Sol, por outro lado, fabriquem planetas repletos de carbono e, talvez, até camadas de diamantes. Ao modelar os ingredientes nestes sistemas planetários à base de carbono, os cientistas determinaram que não têm reservatórios de água gelada, que se pensa fornecer oceanos aos planetas.
 
"Os blocos de construção que entram no fabrico dos nossos oceanos são asteróides e cometas gelados," afirma Torrence Johnson do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia, que apresentou os resultados numa assembleia da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronómica Americana no passado dia 7 de Outubro. Johnson, membro da equipa em várias missões planetárias da NASA, incluindo Galileu, Voyager e Cassini, passou décadas a estudar os planetas no nosso próprio Sistema Solar.
"Se acompanharmos estes blocos de construção, descobrimos que os planetas em redor de estrelas ricas em carbono estão secos," realça.
 
Johnson e colegas dizem que o carbono extra no desenvolvimento de sistemas estelares prende o oxigénio, impedindo-o de formar água. É irónico que se o carbono, o elemento principal da vida, torna-se demasiado abundante, rouba o oxigénio que teria composto água, o solvente essencial para a vida como a conhecemos," afirma Jonathan Lunine da Universidade de Cornell em Ithaca, Nova Iorque, um colaborador na pesquisa.
 
Uma das grandes questões no estudo de planetas para lá do nosso Sistema Solar, chamados exoplanetas, é saber se são ou não habitáveis. Os cientistas identificam tais planetas ao observar primeiro aqueles situados dentro da "zona habitável" em torno das suas estrelas-mãe, onde as temperaturas são quentes o suficiente para permitir água líquida à superfície. A missão Kepler da NASA já descobriu vários planetas dentro desta zona, e os investigadores continuam a analisar os dados do Kepler em busca de candidatos tão pequenos quanto a Terra.
 
Mas mesmo que um planeta se encontre nesta zona onde os oceanos poderiam, em teoria, existir, será que realmente existe água suficiente para molhar a superfície? Johnson e sua equipa abordaram esta questão com modelos planetários baseados em medições da relação carbono-oxigénio do nosso Sol. O nosso Sol, como as outras estrelas, herdou uma sopa de elementos do Big Bang e das gerações anteriores de estrelas, incluindo hidrogénio, hélio, nitrogénio, silício, carbono e oxigénio. O nosso Universo tem o seu próprio top 10 dos elementos," acrescenta Johnson, referindo-se aos 10 elementos mais abundantes no nosso Universo.
 
Estes modelos prevêem com precisão a quantidade de água presa sob a forma de gelo no início da história do nosso Sistema Solar, há milhares de milhões de anos, antes de fazer a viagem até à Terra. Pensa-se que os cometas e/ou asteróides sejam os principais fornecedores de água, embora os cientistas ainda debatam os seus papéis. De qualquer maneira, estes objectos começaram a sua viagem muito longe da Terra, para lá de um limite chamado "linha de neve", antes de colidir com a Terra e depositar água nas profundezas do planeta e à sua superfície.
 
Quando os cientistas aplicaram os modelos planetários às estrelas ricas em carbono, a água desapareceu. "Não há neve para lá da linha de neve," afirma Johnson. "Todos os planetas rochosos não são criados de forma igual," realça Lunine. "Os chamados planetas diamante do tamanho da Terra, se existirem, são totalmente estranhos: sem vida, mundos desérticos sem oceanos. Os resultados dos modelos computacionais que suportam estas conclusões foram publicados o ano passado na revista Astrophysical Journal. As implicações para a habitabilidade nestes sistemas foram o foco da reunião da Divisão de Ciências Planetárias.
Fonte: Astronomia On-Line

Antares - A Gigante Vermelha de Scorpius – Escorpião

Antares é uma estrela supergigante vermelha de classe M, e que está chegando ao final de sua vida útil. Uma vez que não houver mais combustível para queimar, ela irá entrar em colapso e explodir formando uma supernova – “No momento em que seu brilho irá rivalizar com a do resto da nossa galáxia juntos” – Dizem os astrofísicos Paul Butterworth e Mike Arida da NASA. A estrela está entre os 20 mais brilhantes visíveis no céu noturno da Terra, apesar de seu brilho variar um pouco, cerca de 0,88 e 1,16 em magnitude aparente.
 
Além disso, ela tem uma pequena estrela vizinha (Antares B) que se mostra com uma branco-azulada e às vezes é chamada de “uma pequena centelha de brilho de esmeralda.”, devido ao brilho verde que é observado com telescópios amadores. Em foguetes modernos, Antares era o nome do módulo lunar na Apollo 14 missão à Lua, e que também é o nome de um foguete que está sendo desenvolvido pela Orbital Sciences Corp.
 
Localizando Antares no Céu 
Antares, também chamada de alfa Scorpii, é uma estrela de destaque na constelação Scorpius (Escorpião), uma constelação que é visível no céu do sul a noite e na maioria dos locais no Hemisfério Norte. Antares está à de cerca de 604 anos-luz da Terra. A gigante possui um raio de 700\,R_{\odot} ou seja 700 vezes o raio do sol, grande o suficiente para engolir a órbita de Marte, se estivesse localizada no lugar do sol em nosso sistema solar. E fácil de detectar Antares em uma noite de verão. É a estrela mais brilhante – e distintamente de cor avermelhada. Se você olhar para o sul no início da noite, do final da primavera ao início do outono, é provável que você aviste Antares, você deve observar a sua cor avermelhada.
 
E você procurar um aglomerado estrelar pequeno, que é vizinho à estrela conhecido como M4 – logo à direita de Antares. Apesar do seu tamanho, a densidade global da Antares é inferior a uma milionésima do que a do sol, com todo esse tamanho a massa da gigante é de apenas 12.4\,M_{\odot}. Antares também é relativamente fria, sua temperatura é de apenas cerca de 6.500 F (3593ºC), em comparação a 11.000 F (6.093 C) do sol. As baixas temperaturas da estrela são o motivo de sua cor avermelhada.
 
Antares na História
 
A palavra “Antares” significa “anti-Ares” ou “anti-Marte”, provavelmente porque os astrônomos da antiguidade pensavam que a estrela avermelhada era semelhante ao planeta vermelho. E Marte, de fato, às vezes pode chegar perto de Antares em suas muitas voltas pelo céu noturno. A aparência brilhante de Antares chamou a atenção de muitas culturas antigas, de acordo com Richard Hinckley Allen em seu livro “Nomes de Estrelas e Seus Significados”. Na Pérsia, por volta de 3000 aC, antares foi nomeada uma das quatro estrelas reais do céu. No Egito, Antares era um símbolo da deusa Selkit (que é muitas vezes referida como a deusa escorpião). A estrela é tão brilhante que encobriu durante muito tempo a su a companheira mais fraca Antares B, que não foi descoberto até a era telescópica. Johann Tobias Burg, um astrônomo austríaco, viu a estrela de quinta magnitude em 13 de abril de 1819, quando a lua cobriu Antares.
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