30 de out de 2013

Nasa divulga oito imagens inéditas obtidas pelo telescópio Chandra

A Nasa divulgou nesta segunda-feira oito imagens inéditas obtidas pelo telescópio Chandra X-ray Observatory. Segundo a agência espacial, as fotos foram capturadas entre os anos 2000 e 2010. A seleção apresentada pela Nasa não representa nenhum fenômeno astronômico específico ou descoberta científica, mas chama atenção pela beleza das imagens de objetos astronômicos de vários cantos do Universo. Ali retratados estão o nascimento e a morte de estrelas, galáxias e buracos negros. As fotos fazem parte do Arquivo de Dados Chandra, que reúne os dados e imagens obtidos pelo telescópio de raios-x, com a função de distribuir as informações para a comunidade astronômica. Sua divulgação foi feita em comemoração ao Mês dos Arquivos, celebrado nos Estados Unidos em outubro.
A NGC 6946 é uma galáxia de médio porte localizada a cerca de 22 milhões de anos-luz da Terra. No século passado, oito supernovas explodiram nessa galáxia — o que lhe conferiu o apelido de “Galáxia Fogos de Artifício" - Raios-x: NASA/CXC/MSSL/R.Soria et al, Ótico: AURA/Gemini OBs
 
Imagem produzida pela explosão de uma estrela massiva dentro da Via Láctea. As observações do telescópio Chandra (em roxo) revelam a presença de partículas de alta-energia, produzidas enquanto a onda de choque da explosão se espalha pelo espaço - Raios-x: NASA/CXC/Morehead State Univ/T.Pannuti et al, Óptico:DSS
 
Jatos gerados a partir de buracos negros supermassivos no centro de galáxias podem transportar grandes quantidades de energia. A imagem mostra uma fonte desse tipo de jato, onde a galáxia está ao centro e grandes nuvens de radiação podem ser vistas a partir de observações de raios-x (em roxo), e ondas de radio, obtidas com Very Large Array (em laranja). - Raios-x: NASA/CXC/Tokyo Institute of Technology/J.Kataoka et al, Radio: NRAO/VLA

A imagem mostra uma região de gases brilhantes na Via Láctea, a cerca de 9.000 anos-luz da Terra. Essas nebulas representam uma fase da evolução de estrelas massivas. Os dados de raios-x (em azul), mostram estrelas muito jovens brilhando ao longo da nébula. Os dados óticos forma obtidos com telescópios do ESO. - Raios-x: NASA/CXC/Penn State/L.Townsley et al, Óptico: ESO/2.2m telescope

A foto mostra o centro de uma galáxia similar à Via Láctea, mas que contém um buraco negro supermassivo muito mais ativo em seu interior. Ela está localizada a cerca de 13 milhões de anos-luz da Terra. As imagens de raios-x (em azul), revelam a presença do buraco negro - Raios-x: NASA/CXC/Univ degli Studi Roma Tre/A.Marinucci et al, Óptico: ESO/VLT & NASA/STScI

O encontro da radiação emitida por estrelas jovens e massivas com nuvens frias de gás pode dar início à geração de novas estrelas. É isso que está acontecendo nesta imagem - Raios-x: NASA/CXC/PSU/Getman et al, Óptico: DSS, Infravermelho: NASA/JPL-Caltech

Os restos de uma supernova com um formato raro. Segundo os pesquisadores, seu formato cúbico pode ter surgido por causa do encontro dos restos quentes da estrela com os gases frios ao seu redor. - Raios-x: NASA/CXC/Univ of Manitoba/S.Safi-Harb et al, Óptico: DSS, Infravermelho: NASA/JPL-Caltech

A imagem mostra os restos da explosão de uma estrela massiva, em uma galáxia próxima à Via Láctea. Os detalhes da fotografia podem ajudar os pesquisadores a compreenderem melhor esse tipo de fenômeno. - Raios-x: NASA/CXC/Drew Univ/S.Hendrick et al, Infravermelho: 2MASS/UMass/IPAC-Caltech/NASA/NSF
Fonte: Veja

M2-9: Asas de uma Nebulosa da Borboleta

Crédito: Arquivo de Dados do Hubble, NASA, ESA - Processamento: Judy Schmidt
Será que as estrelas são mais apreciadas pela sua arte depois da sua morte? Na verdade, as estrelas costumam criar as suas telas mais artísticas durante a sua morte. No caso de estrelas de baixa-massa como o nosso Sol e M2-9 na imagem acima, as estrelas transformam-se de normais para anãs brancas, lançando para fora as suas camadas gasosas exteriores. O gás gasto forma frequentemente uma impressionante exibição chamada de nebulosa planetária que se desvanece gradualmente ao longo de milhares de anos. M2-9, uma nebulosa planetária em forma de borboleta a cerca de 2100 anos-luz de distância, tem asas que contam uma história estranha mas incompleta. No centro, duas estrelas orbitam dentro de um disco gasoso com 10 vezes o tamanho da órbita de Plutão. O invólucro expelido da estrela moribunda irrompe a partir do disco criando a aparência bipolar. Muito permanece desconhecido sobre os processos físicos que provocam nebulosas planetárias.
Fonte:Astronomia On-Line

Um espectro na porção leste da nebulosa do véu

Crédito de imagem e direitos autorais: Alfonso Carreño (Observatorio Zonalunar)
 
Formas e rostos assustadores são uma marca da temporada de Halloween. Eles também assombram essa imagem detalhada cósmica da parte leste da Nebulosa do Véu. A Nebulosa do Véu por si só é uma grande remanescente de supernova, ou seja, a nuvem de detritos em expansão da explosão mortal de uma estrela massiva. Enquanto que o Véu tem uma forma aproximadamente circular cobrindo perto de 3 graus no céu, na constelação de Cygnus, essa porção parte leste do Véu se espalha por cerca de 1/2 grau, ou seja, aproximadamente o tamanho da Lua Cheia. Isso se traduz em um tamanho de 12 anos-luz para o Véu a uma distância estimada de 1400 anos-luz da Terra. Na composição dos dados de imagem registrados através dos filtros de banda curta, a emissão dos átomos de hidrogênio na remanescente é mostrada em vermelho com forte emissão de átomos de oxigênio em tonalidades azul esverdeada. Na parte oeste do Véu, localiza-se outra aparição sazonal, a Vassoura da Bruxa (imagem abaixo). 
 

Buracos Negros e Revelações

Utilizando o espetacular poder do telescópio ALMA, os astrónomos desvendaram alguns dos mistérios que envolvem os buracos negros supermassivos que se encontram no centro das galáxias. Mas o que são e de que forma são diferentes dos buracos negros vulgares?  
Bem, os buracos negros supermassivos são a maior classe de buracos negros. Têm desde centenas de milhares a milhares de milhões de vezes a massa do nosso Sol. Medimos a massa das estrelas e dos buracos negros em “massas solares” e o nosso Sol tem uma massa solar. Os astrónomos têm práticamente a certeza de que existe um buraco negro no centro da nossa galáxia, a via Láctea. De facto, é hoje largamente aceite que a maioria das galáxias possuem um buraco negro no seu centro.
 
Mas nem todos os buracos negros têm o mesmo tipo de comportamento, o que confundiu os astrónomos durante algum tempo. Observar o centro destas galáxias é a ferramenta mais poderosa que temos para aumentar o nosso conhecimento sobre eles. Usando o telescópio ALMA os astrónomos capturaram recentemente esta fotografia. Esta é a melhor imagem até ao momento de material a fluir para um buraco negro no centro de uma galáxia chamada de NGC 1433.
 
Os buracos negros não puxam apenas o material, também o libertam frequentemente “disparando-o” para cima e para baixo na forma de jatos poderosos. Novas observações efetuadas através do telescópio ALMA conseguiram captar o mais pequeno desses jatos até agora observado numa galáxia diferente da nossa. Apenas com uma observação detalhada e com a captura de imagens de alta qualidade se poderá desvendar os mistérios que existem no coração das galáxias. O poder do telescópio ALMA terá um papel principal, sendo uma preciosa ajuda para compreendermos melhor como os buracos negros, tal como o da imagem, recebem a sua energia.
 
Curiosidade:
O telescópio ALMA recolhe luz que os nossos olhos não conseguem detetar. As ondas de luz que os nosssos olhos conseguem ver são diminutas, tão diminutas que se medem numa unidade chamada nanómetro que é um milhão de vezes mais pequena que o milímetro. O telescópio ALMA recolhe ondas de luz que têm vários milímetros de comprimento, o que é muito superior ao comprimento de onda da luz que os nossos olhos conseguem detetar.
Fonte: Ciência 2.0

Descoberto sistema com sete planetas

É assim que os astrônomos "enxergam" os exoplanetas, medindo a variação da luz recebida de sua estrela quando o planeta passa à sua frente, ou seja, quando ele fica entre a estrela e a Terra.[Imagem: Deeg et al./Nature]

Caçadores de planetas

Astrônomos descobriram um raro sistema planetário com um número de planetas que se assemelha ao do Sistema Solar. Duas equipes diferentes de pesquisadores apontaram para a recente descoberta de um sétimo planeta ao redor da estrela anã KIC 11442793. O sistema tem similaridades com o nosso sistema solar - que tem oito planetas -, mas todos os seus sete planetas orbitam muito mais próximos de sua estrela, que está localizada a cerca de 2.500 anos-luz da Terra.

Uma das identificações foi feita por voluntários usando o site Planet Hunters. O site foi criado para permitir que voluntários tivessem acesso a dados públicos enviados pelo telescópio espacial Kepler da Nasa, que foi lançado para procurar os chamados exoplanetas - planetas que orbitam estrelas distantes. O telescópio Kepler usa o método de "trânsito" para descobrir novos planetas, o que significa procurar pelas curvas de luz deixadas por um planeta quando este passa em frente à sua estrela hospedeira. Mas a grande quantidade de dados existentes não permite que os cientistas examinem cada curva de luz, e por isso eles desenvolveram programas de computador para procurar a assinatura de um trânsito planetário.

"Este é o primeiro sistema de sete planetas registrado pelo Kepler. Nós acreditamos que a identificação é segura," disse Chris Lintott, da Universidade de Oxford, coautor do artigo do Planet Hunters, que submeteu sua pesquisa ao Astronomical Journal para ser revisada. Outra equipe de astrônomos de vários países europeus submeteu um segundo estudo registrando sua descoberta do sétimo planeta a outra publicação científica, o Astrophysical Jounal.

Órbita lotada

Todos os sete planetas estão bem mais próximo de sua estrela mãe em uma comparação com as distâncias dos planetas do Sistema Solar. Na verdade, todos caberiam dentro da distância entra a Terra e o Sol - mostrando um espaço bastante "lotado". Esta é uma das razões pelas quais eles são fáceis de ver, porque quanto mais perto eles estão de seu sol, mais frequentemente ele giram ao seu redor", disse Simpson. O novo planeta é o quinto mais distante de sua estrela mãe, e leva quase 125 dias para completar uma órbita. Com um raio 2,8 vezes maior que o da Terra, ele faz parte de um grupo que inclui dois planetas com praticamente o mesmo porte da Terra, três "super-Terras" e dois corpos maiores. Acredita-se que outra estrela, a HD 10180, tenha entre sete e nove planetas. Outra estrela mais distante, chamada GJ 887C também pode ter uma família de sete planetas.
Fonte:Inovação Tecnológica

Cometa do Século: para ver, mentalize e espere por um milagre

Cometa C/2012 S1 ISON registrado em 27 de outubro de pelo astrofotógrafo Damian Peach, de Sussex, Inglaterra.Créditos: Damian Peach, Nasa, Apolo11.com.
A não ser que algo realmente fantástico aconteça, o cometa ISON não deverá dar o show esperado e as melhores estimativas mostram que seu brilho não deverá ser maior que uma estrela de segunda magnitude durante o periélio. O cometa c/2013 S1 ISON continua implacável em sua jornada e em menos de 30 dias terá um encontro fulminante com o Sol. Exatamente as 18h43 de 28 de novembro, o cometa atingirá seu ponto de maior aproximação da estrela e passará apenas 1.1 milhão de km acima da superfície. Neste dia, a velocidade do cometa atingirá nada menos que 1.36 milhões de km/h, uma velocidade tão rápida que seria possível fazer uma viagem de São Paulo à Nova York em menos de 20 segundos.
  
Pequeno e sem brilho
Apesar de serem números realmente impressionantes, o mesmo não se pode dizer sobre seu brilho. O cometa está muito abaixo daquilo que foi previsto inicialmente e as tentativas de observa-lo a olho nu durante as pré-manhãs não passam de sessões malsucedidas. Para ver o cometa, somente com telescópios maiores que 150 milímetros e mesmo assim, com muita dificuldade. Quando foi descoberto, em 21 de setembro de 2012, pouco se sabia sobre ele, mas o shape de sua orbita já mostrava todo o seu potencial. ISON se aproximaria muito perto do Sol e poderia brilhar tanto quanto a Lua cheia. No entanto, o tempo foi passando e as primeiras medições mostraram que ISON não tinha um núcleo tão grande quanto imaginado. Isso poderia resultar em uma menor sublimação de material quando penetrasse o Sistema Solar interior, com consequente redução de brilho.  
Vitali Nevski, da Bielorrússia e Artyom Novichonok, da Rússia, descobridores do cometa ISON. Créditos: Damian Peach, Nasa, Apolo11.com.
 
Cada vez mais perto, em agosto de 2013 o cometa cruzou a chamada linha de congelamento, o que deveria fazer ISON brilhar mais devido a maior vaporização do gelo da estrutura cometária. A linha de congelamento é uma divisão arbitrária entre Marte e Júpiter que define arbitrariamente uma distância onde a radiação do Sol age de forma mais intensa na sublimação do gelo. Isso aumenta ainda mais o tamanho da coma do cometa, que passa a ser soprada pela ação dos ventos solares dando origem à sua cauda. O problema é que essa vaporização não foi tão marcante como se previa e o brilho esperado para o fim de setembro não se confirmou. Em outubro pouca coisa mudou e as centenas de observações se limitaram a analisar a rotação do objeto e registrar através de imagens alguma ejeção de gás.
 
Mentalize
Agora, restando menos de 30 dias para o momento do encontro máximo com o Sol, pouca coisa deve mudar e ISON só poderá ser visto a olho nu se aumentar muito seu brilho, passando da atual magnitude 11 para pelo menos 3 para que possa ser visto nas grandes cidades. Isso significa um aumento de brilho de 1700 vezes, que só vai acontecer se ISON fizer um triplo mortal carpado e entrar em processo de outburst, o que é impossível de se prever, mas não de acontecer.
 
Naturalmente, esse milagre deverá ocorrer antes do periélio, pois se conseguir contornar o Sol poderá sublimar muito material, o que fará sua magnitude baixar muito e torna-lo bastante brilhante. No entanto, as estatísticas mostram que cometas similares a ISON raramente conseguem contornar a estrela, sendo consumidos por ela. Então, se você quer mesmo ver o cometa ISON a olho nu, mentalize. Evoque todas as forças da natureza para que ocorra um outburst, uma espécie de pênalti aos 45 do segundo tempo.
Fonte: Apolo11.com - http://www.apolo11.com/
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