18 de nov de 2013

Veja alguns dos exoplanetas mais parecidos com a Terra:

Os planetas a seguir são alguns candidatos - de existência confirmada - ao título de planeta habitável, de acordo com ranking elaborado pelo Laboratório de Habitabilidade Planetária da Universidade de Porto Rico. O ranking utiliza o Índice de Similaridade com a Terra, que calcula a semelhança entre o planeta analisado e a Terra, com base em fatores como raio, densidade, temperatura na superfície e velocidade de escape. O índice varia de 0 (nenhuma similaridade) a 1 (idêntico).
 
Os planetas a seguir são alguns candidatos - de existência confirmada - ao título de planeta habitável, de acordo com ranking elaborado pelo Laboratório de Habitabilidade Planetária da Universidade de Porto Rico. O ranking utiliza o Índice de Similaridade com a Terra, que calcula a semelhança entre o planeta analisado e a Terra, com base em fatores como raio, densidade, temperatura na superfície e velocidade de escape. O índice varia de 0 (nenhuma similaridade) a 1 (idêntico). Kepler-62e

 É uma superterra com órbita em torno da estrela Kepler-62, o segundo mais externo de cinco desses planetas descobertos pela sonda. O Kepler- 62e situa-se na constelação de Lyra. Tem um Índice de Similaridade com a Terra de 0,83. Tem um tamanho 60% maior do que a Terra, orbita sua estrela-mãe a cada 122 dias e, provavelmente, tem sua superfície coberta por água. Foi descoberto em 2013
 

Como tocar uma estrela a partir do seu carro

Quando se é apaixonado por ciência, tudo no mundo pode parecer extraordinário, até mesmo o pó em seu carro. Carl Sagan, astrônomo com a alma de um poeta, gostava de nos lembrar que todos somos formados de pó de estrela. Mas do que realmente Sagan estava falando? Há duas respostas para esta pergunta. Cada átomo em seu corpo foi produzido no espaço há milhares de anos. Os tipos mais simples de átomos de hidrogênio datam do Big Bang, nos primórdios do universo, 13,7 bilhões de anos atrás. Todo o resto – carbono, oxigênio, ferro, etc – nasceu da fundição de estrelas, uma vez que elas começaram a se formar, cerca de um bilhão de anos após o Big Bang. Então, o que Carl Sagan estava nos dizendo é que as estrelas não estão apenas no céu para as apreciarmos.
 
O material das estrelas está aqui mesmo, na Terra, neste momento. Agora, vem algo ainda mais louco, que é o que liga a Terra diretamente aos céus. Como todo esse material de estrela chegou aqui? Através de sujeira, ou seja, poeira espacial. Cinco bilhões de anos atrás, o sistema solar não era nada mais do que um grande disco de gás e poeira girando em torno do recém-formado sol. O gás era formado de átomos de livre flutuação, mas a poeira já era algo mais. As pequenas manchas de matéria sólida, estes humildes grãos minerais, eram as chaves para a criação dos planetas. Tudo começou com pequenas coligações: dois grãos de poeira se grudaram e fizeram um grão maior. Eventualmente, grãos maiores colidiram e formaram pedras.
 
Em seguida, pedras criaram rochas, que se tornaram asteroides do porte de montanhas viajando através do espaço, até o mundo azul-esverdeado lindo em que você está sentado agora. Se você pegar um torrão de terra pode estar, sem dúvida, tocando poeira espacial que uma vez que flutuou livre na escuridão do espaço 5 bilhões de anos atrás (a menos que tenha acabado de chegar aqui). E mais sujeira pode chegar a qualquer momento. É só observar seu carro sujo agora mesmo. Todos os anos, cerca de 100.000 toneladas de sujeira espacial caem em nosso planeta. Claro, nem tudo isso vêm de uma só vez. A cada dia, cerca de cem toneladas de material espacial atinge a Terra.
 
A maior parte vem na forma de poeira interplanetária pega no campo gravitacional da Terra. Mas, em qualquer noite, também podemos receber material maior: meteoros que queimam em nosso céu. Depois de sua jornada de fogo através da atmosfera, a maior parte desse material acaba como poeira no chão também. Então, se você fizer as contas – e eu fiz -, as cem toneladas de sujeira espacial se traduzem em cerca de 10.000 grãos de poeira adicionados ao seu carro todos os dias. Se você, como eu, não for fã de lavar seu veículo, são grandes as chances de que passar a mão no vidro traseiro do seu carro deixe pelo menos alguns pequenos pedaços de poeira espacial estelar em seus dedos. Incrível, não?
Fonte: hypescience.com
 [NPR]

Entre milhares de candidatos, cientistas buscam uma nova Terra

Cientistas de todo o mundo se reuniram na última semana no NASA Ames Research Center, na Califórnia (EUA), para discutir os dados mais recentes do telescópio “Caçador de Planetas” Kepler. Ao todo, 833 novos candidatos a planeta foram desvelados pela equipe responsável pela missão. Desses, dez têm menos do que o dobro do tamanho da Terra e orbitam uma zona habitável, a qual se define por uma faixa de distância entre o planeta e sua estrela que poderia abrigar água líquida. O tamanho e a posição são dois dos fatores levados em conta na busca por um planeta o mais parecido possível com a Terra, uma espécie de “irmão-gêmeo” distante, fora do Sistema Solar, com capacidade de acolher vida.
 
Um estudo apresentado por pesquisadores da Universidade da Califórnia na conferência estima que, a cada cinco estrelas parecidas com o Sol analisadas pelo Kepler, uma delas possua um planeta com tamanho semelhante ao da Terra em uma zona habitável. Assim, de acordo com a pesquisa, pode haver 10 bilhões de planetas que preencham esses requisitos. Essa conclusão não significa, no entanto, que esses planetas possam abrigar vida - trata-se apenas de um passo adiante nessa busca.
 
A procura esquentou no fim de outubro, com a revelação das características do exoplaneta mais “parecido” com a Terra descoberto até hoje, o Kepler-78b. É o primeiro planeta do tamanho da Terra, com uma densidade semelhante. Ele é apenas 20% maior e pesa quase o dobro. Como resultado, tem uma densidade semelhante à da Terra, o que sugere uma composição física de ferro e rocha, como a da Terra. Há um detalhe, entretanto, que não colabora para a vida: o Kepler-78b situa-se tão próximo de sua estrela-mãe, que sua superfície, provavelmente coberta de lava, apresenta temperaturas superiores a 2 mil °C.​
 
Dessa forma, “ainda não existe nenhum candidato a irmão-gêmeo da Terra”, sentencia Jorge Meléndez, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP e um dos pesquisadores mais relevantes no estudo de exoplanetas. “O mais parecido é o Kepler-78b, por ter massa, raio e densidade similar à Terra, mas o Kepler-78b está muito próximo da sua estrela-mãe, não sendo, portanto, habitável”.
 
Por enquanto, a busca por um exoplaneta habitável continua. Entre as chamadas superterras - massa superior à da Terra e inferior à de gigantes gasosos -, há candidatos em potencial. “É hoje o principal objetivo da Nasa”, afirma o doutor em astrofísica e técnicas espaciais José Dias do Nascimento, cientista convidado da Smithsonian Center for Astrophysics (CfA), na Universidade de Harvard. “Esta questão de detectar vida tornou-se o principal objetivo em torno da descoberta de planetas extrasolares. É uma das principais questões que a humanidade tem hoje para responder: ‘Estamos sozinhos no Universo?’”.
Fonte: Terra

Mesmo danificado, Kepler ainda é aposta da Nasa para encontrar planetas

O telescópio espacial “caçador de planetas” Kepler não será aposentado. Após a falha da segunda roda de reação em seu sistema de direcionamento, a sonda precisa readequar sua missão, mas ainda promete descobertas. Na última semana, na segunda edição da conferência de ciências sobre o Kepler, na Califórnia, 400 cientistas de 30 países diferentes se reuniram para debater acerca das novidades do telescópio e de seu futuro na observação da galáxia. A nova guinada pode levar a sonda ao plano de órbita da Terra, caçando principalmente planetas que orbitam estrelas relativamente pequenas. "Nós esperamos encontrar dezenas, ou talvez até centenas, de planetas assim", afirmou o pesquisador responsável pela missão, Bill Borucki, do Ames Research Center, da Nasa. A decisão final, que também contempla possível foco em buracos negros e supernovas, será tomada apenas em 2014.​

Na conferência, os dados da equipe do Kepler apresentaram 833 novos candidatos a planeta. Desde seu lançamento, em 2009, a missão já encontrou, ao total, 3.538 planetas em potencial. Desses, 167 foram confirmados até agora. Cientistas acreditam que, do montante total, até 90% seja confirmada. Seria um salto, já que, atualmente, existem 1039 exoplanetas identificados na Enciclopédia de Planetas Extrasolares. Segundo a Nasa, um ano inteiro de dados ainda resta para ser devidamente analisado. Ou seja, mesmo que o Kepler fosse aposentado, ainda se ouviria falar bastante dele.​

Nos últimos quatro anos, o Kepler observou mais de 150 mil estrelas. Sua missão: descobrir se planetas do tamanho da Terra orbitando em zona habitável de estrelas semelhantes ao Sol são comuns ou raros. A conclusão, até agora, é surpreendente. Segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia, que apresentaram estudo na conferência, existe um planeta com tamanho semelhante ao da Terra em uma zona habitável a cada cinco estrelas parecidas com o Sol. Se a estimativa estiver correta, pode haver 10 bilhões de planetas que preencham esses requisitos. Não significa que esses planetas podem abrigar vida, mas é um primeiro indício nesse sentido.


Perdas

No dia 15 de agosto, a Nasa anunciou: desistira de recuperar as duas rodas de reação do Kepler que apresentavam problemas. Para operar corretamente, o telescópio espacial precisa de, pelo menos, três delas. Em 2012, a primeira roda de reação falhou. Neste ano, mais uma. “É um problema puramente mecânico”, explica José Dias do Nascimento, cientista convidado do Harvard-Smithsonian Center. “Pesquisadores de todo o mundo enviaram propostas que pudessem ser feitas apesar da limitação do satélite. A ideia foi excelente, pois há de fato muitas possibilidades científicas mesmo com um satélite que somente aponta pra uma determinada posição do céu”.

O Kepler não foi a única perda para a busca de planetas neste ano. Em junho, a Agência Espacial Francesa anunciou a aposentadoria da CoRoT, a primeira sonda espacial com capacidade técnica de identificar planetas. Lançada em 2006, ela teve, no ano passado, uma falha de sistema que impossibilitava o acesso aos seus dados. Mesmo assim, foi um sucesso: durou mais do que o previsto, estudou a estrutura das estrelas e descobriu mais de 20 planetas já confirmados. Por enquanto, não há substitutos. “Não existe, no momento, nenhum outro telescópio com capacidade e objetivo similares ao Kepler”, afirma José Meléndez, professor do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo.


 Por enquanto, segundo o pesquisador, apenas propostas: do lado americano, a missão Tess, prevista para 2017; entre os europeus, CHEOPS, também programada para 2017. Ele cita ainda Plato, um projeto de observatório espacial que está em análise pela Agência Espacial Europeia (ESA, em inglês). Agora, em solo, há vários telescópios que podem detectar planetas extrasolares através de técnicas baseadas em variação da velocidade radial. Entre outros, o HARPS, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), tem tido bastante sucesso”, aponta Nascimento. Desde 2003, o telescópio já encontrou mais de 130 planetas.
Fonte:Terra

Grande Mancha Vermelha de Júpiter está próxima de ter enigma resolvido

A Grande Mancha Vermelha de Júpiter sempre foi um grande mistério entre os astrônomos
Os pesquisadores sabiam que ela era fruto de uma imensa tempestade. Esperava-se que ela acabaria em menos de 30 anos quando foi descoberta, mas centenas de anos depois ela ainda continua. Os cientistas não tinham certeza sobre o motivo pelo qual a mancha prevaleceu. Agora, cientistas americanos acreditam que resolveram o mistério utilizando modelos computacionais. Eles acham que o movimento vertical dos gases detém a chave para a persistência da Grande Mancha, restaurando parte da energia que é perdida. De acordo com estudos, essa tempestade deveria ter desaparecido há muito tempo, com base na compreensão da dinâmica dos fluidos.
 
O pesquisador Pedram Hassanzadeh, pós-doutor da Universidade de Harvard, disse que o número de processos se combina para dissipar os vórtices. A turbulência e as ondas que ocorrem na grande tempestade minam os ventos dissipando parte da energia, irradiando o calor, o que deveria acontecer até sua força e ação desaparecer. “Com base em teorias atuais, a Grande Mancha Vermelha deveria ter desaparecido depois de várias décadas. Em vez disso, ocorre há centenas de anos”, disse o Dr. Hassanzadeh. O professor Philip Marcus, professor de dinâmica dos fluidos da Universidade da Califórnia, construiu um modelo de computador para analisar as forças que os modelos anteriores descartavam, com fluxos verticais e vórtices.
 
Ao contrário dos modelos anteriores, o modelo também considerou padrões tridimensionais e em alta resolução: “No passado, os investigadores ignoraram o fluxo vertical, porque eles achavam que não era importante ou usaram equações simples porque era muito difícil fazer um modelo”, comentou. Agora, os cientistas sabem que o movimento vertical é fundamental para explicar por que a Mancha Vermelha existe. Os pesquisadores chegaram a conclusão de que, como o vórtice perde energia, o fluxo vertical atrai gases quentes dos gases que estão acima e atraem gases frios do fluxo que está abaixo do centro, o que acaba repondo parte da energia perdida.
 
Alguns cientistas já cogitaram a hipótese de que a Grande Mancha obtém sua energia através da absorção de vórtices menores, mas os modelos sempre mostraram que isso não acontece de modo suficiente para explicar tanto tempo de tempestade. O Dr. Hassanzadeh e o professor Marcus informaram que, embora os modelos atuais não expliquem completamente o mistério da Grande Mancha Vermelha, eles assumem que a absorção de eventuais vórtices menores desempenha um papel em sua resistência e durabilidade.  As conclusões do estudo serão apresentadas dia 25 de novembro na Divisão da Sociedade Americana de Física da Dinâmica dos Fluidos.
 
O que é a Grande Mancha Vermelha de Júpiter?
 
Júpiter tem a maior atmosfera do Sistema Solar e é composta de hidrogênio molecular e hélio. Ela também é o lar de centenas de vórtices. Alguns duram poucos dias, outros centenas de anos, dependendo do tamanho. A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade anticiclônica que existe há mais de 348 anos. Ela é grande o suficiente para ser vista com telescópios relativamente simples. Possui a característica de girar no sentido anti-horário. Suas dimensões variam entre 24 a 40.000 km de diâmetro e possui 14.000 km de altura. Seu tamanho é tão colossal que seria possível colocar 2 ou 3 planetas Terra dentro dela.
Fonte: Jornal Ciência

Quasar: Astrônomos fizeram novas descobertas sobre os objetos mais brilhantes do Universo

Um acontecimento galáctico irregular foi identificado na nossa galáxia
A pesquisa é de astrônomos da Universidade de York, no Canadá. Eles identificaram que existe um quasar que está perdendo gás para um buraco negro. As observações anteriores nunca mostraram esse tipo de comportamento. A nossa galáxia, a Via Láctea, possui um quasar em seu centro. Ele é tão imenso que seu raio é maior que a órbita entre a Terra e o Sol. Sua temperatura é superior à superfície de uma estrela. De acordo com os astrônomos, esse objeto cósmico é tão brilhante que pode ser observado de qualquer ponto do universo observável, sendo um dos objetos mais brilhantes já descobertos pela Ciência. As observações mostram que um quasar deve expulsar seu gás para longe de um buraco negro porque seu calor e emissão de luz são tão intensos que os gases devem ser expulsos em velocidades gigantescas – 60.000 km/segundo.
 
Esse fenômeno cria ventos cósmicos tão poderosos que podem afetar qualquer parte da galáxia que o circunda. Depois de um tempo, o gás emitido acabará caindo e “alimentando” um buraco negro, mas isso não foi o que os astrônomos observaram dessa vez. Ao invés de ser soprado para fora de seu interior em altíssimas velocidades, o que é observado em 99,99% dos quasares, a pesquisa mostrou que na Via Láctea o gás está sendo emitido diretamente para dentro de um buraco negro. A pesquisa usou dados do Sloan Digital Sky Survey. O chefe do estudo, Patrick Hall, e sua equipe, estudaram 17 quasares em galáxias distantes onde os gases estão caindo dentro de buracos negros. Isso só ocorre com 1 a cada 10 mil quasares, evidenciado um novo tipo de relação entre quasar e buraco negro.
 
Teorias Possiveis
 
Existem duas explicações: A primeira é extremamente óbvia. Nada consegue escapar de um buraco negro. Sendo assim, mesmo os gases viajando a velocidades gigantescas, a força do buraco negro pode ser grande o suficiente para atrair toda a massa gasosa que dispara de um quasar. A segunda diz que o gás não está caindo no buraco negro e sim orbitando em torno dele e caindo aos pontos em seu interior, exatamente como ocorre quando se coloca objetos em uma pia com a água girando e retira-se a tampa do fundo. Isso explica porque as observações mostram o gás se afastando em relação a nós. Ainda existem muitos pontos nebulosos sobre os fabulosos quasares e os bizarros buracos negros que os astrônomos esperam compreender melhor.
 
O que é um quasar?
 
São objetos cósmicos com poder energético inimaginável. Eles possuem um núcleo galáctico extremamente ativo, com tamanho maior que uma estrela, porém menor que o mínimo necessário para ser uma galáxia. Um único quasar emite até 1.000 vezes a luz de uma galáxia inteira com 100 bilhões de estrelas! São considerados os maiores emissores de energia de todo o Universo.
Fonte: Jornal Ciência

Nasa lança sonda que tenta descobrir o que deu errado em Marte

Por que Marte não deu certo? Esta é, a grosso modo, a grande pergunta feita pela missão Maven, da Nasa, que será lançada na madrugada de segunda-feira. Estudos acharam indícios de que o planeta vermelho já teve muito azul no passado. Foram descobertas substâncias que se formam apenas na presença de água líquida. Formações geológicas e simulações por computador indicam a presença de rios, lagos e até mesmo oceanos que montam um retrato completamente diferente do planeta do que temos hoje. Além disso, a atmosfera seria mais densa e quente, para permitir a água em estado líquido, com um céu de safira.
 
O que falta descobrir é quando e o quê deu errado no nosso vizinho. Maven é a sigla em inglês para Evolução da Atmosfera e Voláteis de Marte (volátil é uma substância que evapora a temperatura relativamente baixa - e o que interessa mais aos cientistas é a água). A sonda será dotada de instrumentos como magnetômetro, espectrômetros e detectores de elétrons, íons e outras partículas do Sol. O estudo da influência solar se deve a teorias que indicam que nossa estrela teve um papel importante na "destruição" da atmosfera marciana. Os cientistas acreditam que, há bilhões de anos, Marte era bem diferente do que é hoje, com uma densa atmosfera que era quente o suficiente para manter oceanos de água líquida - um ingrediente essencial para a vida como conhecemos. Marte teria até mesmo um céu azul, como o da Terra.​
 
"Há canais dendríticos estruturados que, assim como na Terra, são consistentes com a erosão de superfície causada por fluxo de água", diz Joseph Grebowsky, do Centro Espacial Goddard, da Nasa. Segundo o cientista, em algumas crateras, há evidências de que se formaram lagos nos locais. Além disso, há minerais que se formam apenas na presença de água líquida, como hematitas. Na quarta-feira, a Nasa divulgou uma simulação que mostra como a quarta pedra do Sistema Solar seria há 4 bilhões de anos. De oceanos e céu azul, Marte se tornou no árido planeta vermelho que conhecemos hoje.
Fonte: Terra

Uma ilusão galáctica

A ponta da galáxia espiral UGC 10288 parecia ser um único objeto em observações anteriores. No entanto, os novos dados detalhados de rádio do Jansky Very Large Array (VLA) do NRAO (National Radio Astronomy Observatory) revelou que a grande extensão perpendicular no halo da UGC 10288, é realmente uma galáxia distante ao fundo emitindo jatos de rádio. Na nova imagem destacando a mudança no alinhamento, os dados de rádio (em azul) são observações do VLA e no infravermelho são do telescópio espacial Spitzer e o WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA (em amarelo e laranja, respectivamente). Dados visíveis também são mostrados, a luz das estrelas (em azul e púrpura) e o gás aquecido (em rosa).
 
A galáxia mais próxima, chamada UGC 10288, situa-se a 100 milhões de anos-luz de distância. Ela tem forma em espiral, mas do nosso ponto de vista na Terra, estamos vendo sua borda fina. A galáxia mais distante, vista em azul, está cerca de 7 bilhões de anos-luz de distância. Dois jatos gigantes são lançados longe desta galáxia, um dos quais é visto acima do plano do disco da galáxia mais próxima. Imagens de rádio anteriores das duas galáxias aparecem como um borrão difuso, parencendo nas observações com sendo apenas uma galáxia. Graças ao VLA foi observar a dupla de galáxias. Observações do Spitzer e do WISE ajudaram a revelar as novas estruturas acima e abaixo do plano do disco da galáxia mais próxima. Por exemplo, o Spitzer confirmou uma estrutura em arco com elevação de mais de 11 mil anos-luz acima do disco, que foi visto nas observações de rádio.
Fonte: Astro Newus
Astronomical Journal
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...