19 de nov de 2013

Sonda MAVEN parte em busca da atmosfera perdida de Marte

Os oito instrumentos científicos da MAVEN vão tentar explicar como o planeta vermelho perdeu sua atmosfera.[Imagem: NASA]

A NASA lançou hoje a sonda espacial MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution), deverá chegar a Marte em Setembro de 2014. O grande objetivo da missão é estudar as mudanças climáticas do planeta e tentar responder à questão crucial sobre o planeta vermelho: Se Marte já teve uma atmosfera, como ele a perdeu?  Todos os estudos feitos até agora parecem indicar que Marte foi um planeta rico em água no passado remoto, mas hoje é totalmente seco e possui uma atmosfera com uma densidade equivalente a 1% da densidade da atmosfera terrestre.
 
Analisando a atmosfera superior do planeta e medindo as taxas atuais de perda atmosférica, os oito instrumentos científicos da MAVEN poderão lançar alguma luz sobre essa hipotética transição de Marte, de um planeta quente e úmido, para o mundo deserto e frio registrado pelos robôs que andam em sua superfície. A sonda também deverá aumentar a capacidade de comunicação dos robôs Curiosity e Opportunity, atualmente na superfície de Marte. A sonda MAVEN vai se juntar às nossas sondas e rovers já em Marte para explorar uma outra faceta do planeta vermelho e nos preparar para missões humanas até lá por volta de 2030," disse o administrador da NASA, Charles Bolden.
 
Sondas em Marte
 
Atualmente há três sondas espaciais em órbita de Marte: Mars Odyssey, Mars Express e Mars Reconnaissance Orbiter. Elas estão em funcionamento há quase uma década, e logo deverão deixar de funcionar. A sonda espacial indiana Mangalyaan também está a caminho de Marte, devendo chegar na mesma época que a MAVEN. A Mangalyaan possui instrumentos para estudar a atmosfera de Marte, mas sobretudo em busca de metano.
Fonte: Inovação Tecnológica

Os Jatos da NGC 1097

Créditos da Imagem:Martin Pugh
 
A enigmática galáxia espiral NGC 1097 brilha nos céus do sul, a aproximadamente 45 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Fornax. Seus braços espirais azuis estão repletos de regiões de formação de estrelas rosadas que aparecem em destaque nesse retrato colorido da galáxia, mostrado acima. Eles parecem terem sido envolvidos ao redor de uma galáxia companheira menor abaixo e a esquerda do centro, a cerca de 40000 anos-luz do núcleo luminoso da espiral. Apesar de tudo essa não é a única feição peculiar da NGC 1097. A exposição super profunda dá pista dos apagados e misteriosos jatos, visíveis com maior facilidade se estendendo além dos braços azulados em direção à parte inferior direita. De fato, quatro jatos são atualmente reconhecidos nas imagens ópticas da NGC 1097. Os jatos traçam um X, centrado no núcleo da galáxia, mas que provavelmente não se originou ali. Ao invés disso eles poderiam ser fluxos de estrelas fósseis, rastros deixados para trás da captura e destruição de uma galáxia muito menor no passado antigo da grande espiral. Considerada uma galáxia Seyfert, o núcleo da NGC 1097 também abriga um buraco negro supermassivo.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap131114.html

Explosões estelares na Galáxia NGC 6984

Image Credit: NASA/ESA/Hubble
 
As supernovas são objetos extremamente brilhantes. Elas são formadas quando uma estrela atinge o final da sua vida com uma explosão dramática, expelindo a maior parte do seu material no espaço. O objeto dessa nova imagem do Hubble é a galáxia espiral NGC 6984, abrigou uma dessas explosões em 2012, conhecida como SN 2012im. Agora, outra estrela explodiu, formando a supernova SN 2013ek – visível nessa imagem como o objeto proeminente brilhante, parecido com uma estrela logo acima e a direita do centro da galáxia. A SN 2012im é conhecida como uma supernova do Tipo Ic, enquanto que a supernova mais recente, a SN 2013ek é do Tipo Ib.
 
Ambos os tipos resultam do colapso de núcleos de estrelas massivas que expeliram – ou perderam – suas camadas externas de hidrogênio. Acredita-se que as supernovas do Tipo Ic perdem a maior parte de seus envelopes externos mais do que as do Tipo Ib, incluindo uma camada de hélio. As observações feitas para gerar a imagem acima foram feitas em 19 de Agosto de 2013, e tiveram como objetivo apontar o local dessa nova explosão com mais precisão.
 
A supernova de 2013 ocorreu tão perto da SN 2012im que acredita-se que os dois eventos estejam de alguma forma linkados, a chance de duas supernovas completamente independentes tão perto e da mesma classe explodindo com um ano de diferença é um evento astronômico muito improvável. Inicialmente sugeriu-se que a SN 2013ek pode ter sido de fato uma nova explosão da SN 2012im, mas observações posteriores suportam a ideia de que elas são supernovas separadas – embora elas devem estar relacionadas de alguma maneira.
Fonte: http://www.nasa.gov

Nova Imagem do Cometa ISON

Crédito:TRAPPIST/E. Jehin/ESO

Esta nova imagem do cometa C/2012 S1 (ISON) foi obtida com o telescópio nacional belga TRAPPIST, instalado no Observatório de La Silla do ESO na manhã de sexta-feira, dia 15 de novembro de 2013. O cometa ISON foi inicialmente descoberto no céu em setembro de 2012 e fará a sua maior aproximação ao Sol em finais de novembro de 2013. O telescópio TRAPPIST tem vindo a monitorizar o cometa ISON desde meados de outubro, com o auxílio de filtros de banda larga, usados nesta imagem. Têm também sido utilizados filtros especiais de banda estreita que isolam a emissão de vários gases, permitindo aos astrónomos saber a quantidade de moléculas de cada tipo de gás libertadas pelo cometa.
 
O cometa ISON manteve-se relativamente calmo até 1 de novembro de 2013, altura em que uma primeira libertação de matéria duplicou a quantidade de gás emitida pelo cometa. No dia 13 de novembro, mesmo antes desta imagem ter sido obtida, deu-se uma segunda libertação intensa de gás, aumentando a atividade do cometa de um fator dez. O cometa é agora suficientemente brilhante para poder ser visto com um bom par de binóculos a partir de um sítio escuro no céu da madrugada em direção a este. Durante as últimas duas noites, o cometa estabilizou neste novo nível de atividade.
 
Estas libertações de matéria foram causadas pelo intenso calor do Sol que, à medida que o cometa se aproxima, atinge o gelo no núcleo minúsculo do cometa, fazendo com que este sublime e que sejam lançadas para o espaço enormes quantidades de poeira e gás. Na altura em que o ISON fizer a sua maior aproximação ao Sol a 28 de novembro (chegando a uns meros 1,2 milhões de quilômetros da sua superfície – apenas um pouco menos do diâmetro do Sol!), o intenso calor fará com que ainda mais gás vá sublimar. No entanto, este processo poderá, igualmente, dar origem à fragmentação do núcleo em muitos pedaços, que já estariam completamente evaporados na altura em que o cometa se afastasse do intenso calor solar. Se o ISON sobreviver à sua passagem perto do Sol, poderá então tornar-se espetacularmente brilhante no céu matinal.
 
Esta é uma imagem composta por quatros exposições diferentes de 30 segundos cada uma, obtidas através dos filtros azul, verde, vermelho e infravermelho próximo. À medida que o cometa se desloca em frente às estrelas de fundo, estas estrelas aparecem-nos como múltiplos pontos coloridos. O telescópio TRAPPIST (TRAnsiting Planets and Planetesimals Small Telescope – telescópio pequeno para planetas em trânsito e planetesimais) dedica-se ao estudo dos sistemas planetários de dois modos: detecção e caracterização de planetas situados fora do Sistema Solar (exoplanetas) e estudo de cometas que orbitam em torno do Sol. Trata-se de um telescópio nacional belga de 60 cm, que está a ser operado a partir de uma sala de controlo em Liège, Bélgica, a 12 000 km de distância.
Fonte: http://www.eso.org/public/brazil/images/potw1346a/
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