26 de nov de 2013

Super Terra recém-descoberta é candidata importante a ter desenvolvido vida

Um estudo feito pela Universidade Joseph Fourier em Grenoble (França) descobriu uma super Terra, um exoplaneta chamado Gliese 163c, que se encontra na borda da “zona habitável” de sua estrela (distância necessária de seu “sol” para que possa existir água líquida), entrando para o “top 5” de exoplanetas conhecidos até agora que deve conter vida. Uma equipe internacional de astrônomos estudou cerca de 400 estrelas anãs vermelhas com o telescópio HARPS no Observatório Europeu do Sul no Chile.
 
Foi assim que eles identificaram Gliese 163c, planeta com uma massa de 6,9 vezes a da Terra e um período orbital de 26 dias. Sua estrela “mãe” é uma anã vermelha, que fica a 49 anos-luz de distância na constelação de Dorado, a Gliese 163. Além de Gliese 163c, mais um planeta alienígena orbita a estrela. A equipe descobriu indícios de um terceiro planeta, ainda não confirmado. Segundo o pesquisador Xavier Bonfils, há uma grande variedade de estruturas e composições que permitem que Gliese 163c seja um planeta habitável, mas também existem várias combinações possíveis para cenários inabitáveis.
 
No momento, pouca coisa pode ser sugerida sobre o planeta. Ele pode ser rochoso, ou pode ser um gigante gasoso. “Planetas com essa massa podem ser terrestres, aquáticos ou parecidos com Netuno”, diz Bonfils. Gliese 163c também pode ter um tamanho compreendido entre 1,8 e 2,4 raios terrestres, dependendo se for composto principalmente de rocha ou de água, respectivamente. Ele recebe em média 40% a mais de luz de sua estrela mãe do que a Terra do sol, tornando-o mais quente. No entanto, é mais escuro que a Terra por conta da órbita. Bonfils apontou que há uma chance de cerca de 2% que Gliese 163c passe entre sua estrela e o nosso sol a partir da perspectiva da Terra. Se assim for, os cientistas podem ser capazes de colher mais informações sobre o planeta.
 

Top 5

 
O Laboratório de Habitabilidade Planetária (PHL, na sigla em inglês), da Universidade de Porto Rico em Arecibo mantém um catálogo dos mundos alienígenas (fora do nosso sistema solar) que considera bons candidatos a abrigar vida. O recém-descoberto Gliese 163c ocupa o quinto lugar dessa lista. Dos seis planetas na lista, quatro foram encontrados no ano passado: Kepler-22b, Gliese 667Cc, HD 85512b e, claro, o Gliese 163c. “A maioria destes planetas estão relativamente perto, por isso podemos esperar encontrar melhores candidatos ainda mais perto conforme nossa sensibilidade tecnológica melhorar”, disse Abel Mendez, do PHL. Para classificar os planetas como habitáveis, Mendez e seus colegas os comparam com o único planeta conhecido que abriga vida: a Terra. A comparação inclui massa, diâmetro e temperatura, porém, alguns desses itens são difíceis de medir.
 
A temperatura de planetas alienígenas, por exemplo, é difícil de estimar porque é fortemente influenciada pelas características atmosféricas, sobre as quais os cientistas não sabem muito ainda – para tanto, precisam de melhores telescópios. Gliese 163c, por exemplo, pode ter um oceano agradável com uma atmosfera 10 vezes mais densa que a da Terra, com um céu rosa, coberto de nuvens. Nesse cenário possível, o planeta teria 60 graus Celsius, temperatura muito quente para a existência prolongada de plantas ou animais complexos, mas que alguns micróbios poderiam tolerar. Também é possível que Gliese 163c seja muito quente para qualquer forma de vida.
Fonte:Hypescience.com
[MSN, SCINews,

Com efeito estufa, Marte pode ter tido água líquida há 3,8 bi de anos

Cientistas acreditam que Marte teve rios no passado Foto: Nasa / Divulgação
 
Um estudo divulgado neste domingo na revista especializada Nature Geoscience indica que Marte pode ter passado por um período de efeito estufa causado por pelo menos dois gases há 3,8 bilhões de anos, o que teria elevado as temperaturas o suficiente para que o planeta vermelho tivesse água em estado líquido. Vales marcianos indicam que existiu água em estado líquido que esculpiu os esguios paredões marcianos. Contudo, simulações anteriores indicam que a quantidade de gás carbônico que existiu na atmosfera não era suficiente para subir a temperatura acima do ponto de congelamento.
 
O novo estudo indica, contudo, que o CO2 não foi o único gás a ter papel no aquecimento de Marte. Há 3,8 bilhões de anos, o planeta vermelho tinha também muito hidrogênio molecular na atmosfera, o que, em conjunto com o gás carbônico, teria causado aquecimento para que o planeta tivesse grande quantidade de água na superfície. Isso é animador porque explica como Marte pode ter sido quente e úmido o suficiente para formar os antigos vales que fazem os cientistas coçarem a cabeça nos últimos 30 anos", diz M. Ramirez, estudante de doutorado da universidade Penn State (EUA) e membro do grupo de pesquisa. "Acreditamos ter elaborado uma solução crível para esse grande mistério."
 
Ramirez e o pesquisador Ravi Kopparapu desenvolveram um modelo no qual os vulcões marcianos liberaram uma grande quantidade de gás carbônico e hidrogênio na atmosfera, o que explicaria o aquecimento. A molécula de hidrogênio em si é um pouco desinteressante", diz Ramirez. "Contudo, com outros gases, como o dióxido de carbono, ela pode ficar perturbada e funcionar como um poderoso gás de efeito estufa em comprimentos de onda que o dióxido de carbono e a água não absorvem muito. Assim, hidrogênio preenche a lacuna deixada pelos outros gases de efeito estufa", diz Ramirez.
Fonte: Terra

O ataque das estrelas canibais

Comilança de planetas pode ser um fenômeno muito comum fora do Sistema Solar
Fim de um planeta Em ilustração, corpo de um sistema solar instável é atraído por estrela
 
O nosso sistema solar pode ser um oásis de tranqüilidade no Universo. Terra, Marte, Vênus e os demais planetas caminham sem grandes atropelos nas órbitas programadas ao redor do Sol. Mudanças, quando ocorrem, não costumam afetar o equilíbrio do sistema. É, digamos, o paraíso espacial. Mas não é o que parece estar ocorrendo em outras paragens. Planetas descobertos nos últimos dez anos bem longe do Sistema Solar enfrentam tempos de turbulência. São muito grandes ou estão em órbitas instáveis. Não bastasse isso, exercem influência uns sobre os outros até se aproximar demais da estrela-mãe e serem engolidos. Constituem o prato principal no banquete que se poderia chamar de sistema de estrelas canibais.

Os cientistas já desconfiavam dessa comilança desde que os primeiros planetas além do Sistema Solar foram descobertos. Na maioria dos casos, constituíam corpos estranhos. Eram gigantescos e muito próximos da estrela, desafiando as teorias de formação de sistemas solares no Universo. Alguns possuíam órbitas irregulares - chegavam muito perto da estrela e depois se afastavam para bem longe. A conclusão dos astrônomos: alguma coisa estava errada. Os gigantes gasosos que encontramos perto dessas estrelas deveriam ter se formado a uma distância muito maior do que aquela em que estavam", conta Nuno Ramos, astrônomo português do Observatório de Genebra, na Suíça. Eles podem ter se aproximado da estrela pela interação com os outros planetas e podem ser engolidos por ela."
 
Ramos participou de um estudo recente mostrando que as estrelas estariam cometendo canibalismo. "Parece que a destruição dos planetas não é um fenômeno tão raro no Universo", comenta o astrônomo Garik Israelian, do Instituto de Astrofísica das Canárias, na Espanha, e um dos autores da pesquisa. Ao estudar a composição química de algumas estrelas semelhantes ao Sol, os astrônomos encontraram a comprovação. A HD 82943, que possui pelo menos dois planetas em sua órbita, tinha quantidades anormais de um isótopo chamado lítio-6 em sua atmosfera. O lítio-6, dizem os pesquisadores, é consumido no início da vida das estrelas, mas permanece intacto nos planetas. A única explicação para sua presença na HD 82943 era, portanto, que ela tivesse devorado algum planeta. O mesmo processo de ingestão pode ter ocorrido em outros sistemas.
Fonte: Galileu

Será que ISON sobrevive à passagem do sol ?

Durante meses, todos os olhos no céu têm apontado para o cometa que viaja velozmente em direcção a um encontro escaldante com o Sol. O momento da verdade chega esta Quinta-feira.
O Cometa ISON (C/2012 S1) ainda estava num pedaço quando o Hubble obteve esta imagem no dia 9 de Outubro de 2013. Uma armada de observatórios solares irá observar o cometa passar pelo Sol e verificar se é destruído ou continua intacto.Crédito: NASA/ESA/Equipe do Hubble (STScI/AURA)
 
O Cometa ISON, que se pensa ter apenas 1,5 km de diâmetro, ou vai ficar escaldado e destruído, vítima do incrível poder do Sol, ou resistir e possivelmente dar um fabuloso espectáculo celeste. É um momento de verdadeira angústia astronómica e até mesmo os cientistas estão relutantes em falar de probabilidades. Caso sobreviva, ficará visível a olho nu todo o mês de Dezembro, pelo menos a partir do Hemisfério Norte. Visível já em Novembro com simples binóculos e ocasionalmente a olho nu, já deslumbrou observadores e é considerado o cometa mais escrutinado de sempre pela NASA. Mas o melhor está, potencialmente, ainda por vir. Detectado há pouco mais de um ano atrás, o cometa está a passar pela primeira vez pelo Sistema Solar interior. Ainda "fresco", pensa-se que este cometa contenha matéria-prima da formação do nosso Sistema Solar.
 
Acredita-se que seja originário da nuvem de Oort, nos confins do Sistema Solar, o lar de inúmeros corpos gelados, principalmente as bolas geladas de poeira e gás em órbita do Sol conhecidas como cometas. Por alguma razão, o ISON foi impulsionado para fora da nuvem e atraído para o coração do Sistema Solar pela intensa atracção gravitacional do Sol. Quanto mais perto está do Sol, mais rápido fica. Em Janeiro, atingiu uma velocidade de 64.000 km/h. Na Quinta-feira passada, a apenas uma semana do periélio, tinha acelerado até aos 240.000 km/h. Nesta Quinta-feira que vem, passará a 1.175.000 km do Sol, menos de um diâmetro solar. Por outras palavras, não caberia um outro Sol na distância entre os dois astros. No momento em que o ISON alcança o periélio, terá uma velocidade de aproximadamente 1.332.000 km/h.
 
Caso sobreviva ou seja dilacerado, não temos nada a temer cá na Terra. O cometa passará a mais ou menos 64 milhões de quilómetros da Terra, menos de metade da distância entre a Terra e o Sol. Esta maior aproximação terá lugar no dia 26 de Dezembro. De seguida, irá continuar na direcção oposta à do Sol para todo o sempre, dada a sua trajectória antecipada. A NASA não perdeu tempo a estudar o ISON. A sonda Deep Impact da agência espacial observou o ISON em Janeiro a partir de uma distância de mais ou menos 800 milhões de quilómetros. Desde então, as observações têm continuado. Os telescópios e sondas que têm observado/vão observar o cometa são: Swift, Hubble, Spitzer, Mars Reconnaissance Orbiter, SOHO, Chandra, Mercury Messenger e as gémeas STEREO.
 
O Cometa ISON aparece na câmara de alta-resolução HI-1 da sonda STEREO-A da NASA. As nuvens "escuras" da direita são nuvens mais densas do vento solar, provocando ondulações na cauda do Cometa Encke. O uso das caudas dos cometas como marcadores pode fornecer dados valiosos sobre as condições de vento solar perto do Sol.Crédito: Karl Battams/NASA/STEREO/CIOC
 
"Vão ser usadas todas as missões com câmaras," afirma John Grunsfeld, director das missões científicas da NASA. A recém-lançada sonda MAVEN, a caminho de Marte, irá observar o ISON na segunda semana de Dezembro, assim que o seu instrumento ultravioleta esteja ligado e a funcionar. Será bem depois da maior aproximação do Sol, de modo que não sei se vamos ver um cometa, pedaços de cometa ou os últimos fios de vapor cometário," realça Nick Schneider, da Universidade do Colorado, encarregue do instrumento. Para além do ISON, a NASA está também espiando o Cometa Siding Spring, outro cometa da nuvem de Oort descoberto em Janeiro pelo observatório australiano com o mesmo nome. O Siding Spring passará a dezenas de milhares de quilómetros de Marte no próximo mês de Outubro, tão perto que os cientistas acreditam que a cabeleira do cometa - a sua fina mas grande atmosfera - poderá envolver o Planeta Vermelho. Vai ser coberto de água e poeira e meteoritos. Move-se a 50 km/s," afirma Jim Green, director da divisão de ciência planetária da NASA.

Isto equivale a 177.000 km/h, por isso o cometa passará por Marte muito rapidamente. Eventos tipo-Siding Spring já aconteceram antes, observa Green. "Temos sorte de apanhar um durante as nossas vidas" e ter a nave espacial ideal e no local ideal para observar o espectáculo. O mesmo aplica-se ao ISON. A juntar a esta armada de instrumentos científicos, encontram-se pequenos foguetes em perseguição do cometa; a NASA lançou um a partir do estado do Novo México na Quarta-feira passada, com um telescópio ultravioleta a bordo, que alcançou os 277 km de altitude antes de descer de pára-quedas. Tendo em consideração todos os observatórios terrestres que acompanham o cometa, bem como inúmeros astrónomos amadores e astrofotógrafos, o ISON tornou-se a atracção principal deste baile cósmico.

 Os cometas evoluem a partir do momento em que começam a aumentar de brilho, até que dão a volta ao Sol, e afastam-se novamente," afirma Green. "Estes agentes dão-nos uma visão única que não poderíamos obter de outra forma. Alguns observadores do céu especularam desde cedo que o ISON poderia tornar-se no cometa do século devido ao seu brilho, embora as expectativas tenham desvanecido ao longo do tempo. Os cientistas esperam saber o destino do ISON rapidamente. Pelo menos três observatórios estarão observando o evento periélico em tempo real. Se o ISON sobreviver, "vai voar directamente sobre o Hemisfério Norte," realça Green de modo emotivo. Deverá ser visível a olho nu durante 30 dias. "Por isso considero-o o cometa desta época festiva, o cometa do Natal," realça. "Mas tem que sobreviver a passagem pelo Sol," conclui.
Fonte: Astronomia On-Line

Agora vês-me, agora não!

Noite adentro enquanto observavam uma galáxia próxima, uma equipe de astrónomos profissionais teve uma surpresa - um novo objeto brilhante apareceu na galáxia. Era uma supernova! Depois de um estudo mais detalhado perceberam que estavam a assistir à morte de uma estrela massiva, um dos eventos mais violentos de todo o universo! Estas explosões são chamadas de “supernovas”. Se observar com atenção a fotografia poderá ver a supernova na parte inferior da galáxia. Apesar de parecer apenas um ponto brilhante, esta supernova tem um brilho equivalente a cinco mil milhões de sóis!

Tal como as estrelas a partir das quais evoluíram, existem diferentes tipos de supernovas. Neste caso trata-se de uma supernova a que os astrónomos chamam “Tipo Ib” (lê-se “um B”). Isto significa que mesmo antes de explodir, esta estrela esteve sujeita a uma dieta de choque cósmico. Isto é, sopraram ventos extremamente fortes da estrela e gradualmente levaram uma grande quantidade de gás que se encontrava perto da superfície antes de finalmente explodir.

Todos os anos os astrónomos observam dúzias de supernovas "Tipo Ib" em galáxias distantes mas nunca conseguem identificar qual a estrela que explodiu. Antes de se tornar numa brilhante supernova, as estrelas distantes ficam com um brilho tão débil que se torna muito difícil identificá-las. No entanto, neste caso os astrónomos pensam que pela primeira vez conseguiram identificar qual a estrela que criou o objeto super-brilhante que pudemos ver na fotografia.

Mas afinal como é que conseguiram? Através de muito trabalho! Examinaram centenas de fotografias antigas que mostravam a região do espaço onde a supernova foi encontrada e procuraram uma estrela na localização exata da supernova. E conseguiram encontrar uma. Melhor ainda era uma estrela massiva, famosa pelos seus ventos super-fortes! Curiosidade: Na realidade, é a gravidade que dá à supernova a sua energia. O núcleo das estrelas “implode”, colapsando sobre si próprio, libertando poderosas ondas de choque conduzindo à explosão do resto da estrela.
Fonte: Ciência 2.0
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