27 de nov de 2013

Constelações antigas sobre o ALMA

Créditos:ESO/B. Tafreshi
 
Babak Tafreshi, um dos Embaixadores Fotográficos do ESO, capturou as antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) numa imagem que combina a beleza do céu austral com as prodigiosas dimensões do maior projeto astronómico do mundo. Milhares de estrelas podem ser vistas a olho nu nos céus límpidos do planalto do Chajnantor. O ar seco e transparente é uma das razões pelas quais o ALMA foi aqui construído. Surpreendentemente brilhante, no canto esquerdo da fotografia, podemos ver um grupo compacto de estrelas jovens, o enxame das Pleiades, que era já conhecido da maioria das civilizações antigas. A constelação de Orion vê-se claramente por cima da mais próxima das antenas - o cinturão do caçador é formado pelas três estrelas que se encontram mesmo à esquerda da luz vermelha.
 
 De acordo com a mitologia clássica, Orion era um caçador que perseguia as Pleiades, as belas filhas de Atlas. Quando vistas através da fina atmosfera do Atacama, até parece que a caçada épica está realmente a acontecer. O ALMA, uma infraestrutura astronómica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Observatório ALMA (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, gestão e operação do ALMA.
Fonte: ESO

O flamejante fenómeno do nascimento e morte das estrelas

A Grande Nuvem de Magalhães é uma das galáxias mais próximas da nossa. Os astrónomos usaram o poder do Very Large Telescope do ESO para explorar com grande detalhe a NGC 2035, umas das suas regiões menos bem conhecidas. Esta nova imagem mostra nuvens de gás e poeira onde estrelas quentes se estão a formar, ao mesmo tempo que esculpem formas estranhas no seu meio circundante. Mas a imagem mostra também os efeitos da morte das estrelas - filamentos criados por uma explosão de supernova (à esquerda da imagem).
 
A Grande Nuvem de Magalhães é uma das galáxias mais próximas da nossa. Os astrónomos usaram o poder do Very Large Telescope do ESO para explorar umas das suas regiões menos bem conhecidas. Esta nova imagem mostra nuvens de gás e poeira onde estrelas quentes se estão a formar, ao mesmo tempo que esculpem formas estranhas no seu meio circundante. Mas a imagem mostra também os efeitos da morte das estrelas - filamentos criados por uma explosão de supernova.
 
Situada a apenas 160 000 anos-luz de distância da Terra  na constelação do Espadarte, a Grande Nuvem de Magalhães é uma das nossas vizinhas galácticas mais próximas. Encontra-se a formar estrelas de forma ativa em regiões que são tão brilhantes que algumas podem ser vistas a olho nu a partir da Terra, tais como a Nebulosa da Tarântula. Esta nova imagem, obtida com o Very Large Telescope do ESO, instalado no Observatório do Paranal no Chile, explora uma região chamada NGC 2035 ou Nebulosa da Cabeça de Dragão (à direita na imagem).

A NGC 2035 é uma região HII, ou nebulosa de emissão, constituída por nuvens de gás que brilham devido à radiação intensa emitida por estrelas jovens. Esta radiação arranca electrões dos átomos do gás, que eventualmente se recombinam com outros átomos emitindo radiação. Misturados com o gás estão nodos densos escuros de poeira que absorvem a radiação em vez de a emitirem, criando assim ao longo da nebulosa troços estreitos intrincados e formas escuras.

As formas filamentares que podem ser vistas na imagem à esquerda, não são o resultado da formação estelar, mas sim da morte das estrelas. Foram criadas por um dos fenómenos mais violentos do Universo - a explosão de uma supernova . Estas explosões são tão brilhantes que muitas vezes ofuscam brevemente toda a galáxia, antes de se desvanecerem ao longo de várias semanas ou meses.

Ao inspeccionar esta imagem pode ser difícil apercebermo-nos do tamanho destas nuvens, que têm uma dimensão de várias centenas de anos-luz e que não se encontram na nossa galáxia, mas muito para além dela. A Grande Nuvem de Magalhães é enorme, mas quando comparada com a nossa própria galáxia é muito modesta em extensão, tendo apenas uns 14 000 anos-luz - cerca de dez vezes menos que o tamanho da Via Láctea. Esta imagem foi obtida no âmbito do programa Jóias Cósmicas do ESO com o instrumento FORS (
FOcal Reducer and low dispersion Spectrograph) montado no Very Large Telescope do ESO, que se situa no Observatório do Paranal, no Chile.
Fonte: ESO

Um gigante no céu

Essas três estrelas, alinhadas quase que em uma reta, são umas das maiores referências para os entusiastas. Essas estrelas pertencem a um grupo maior de estrelas chamado de Constelação de Órion"
Constelação de Órion com destaque acima para Betelgeuse (estrela alaranjada) e abaixo a M42 (nebulosa avermelhada)
 
O fim do ano começa a se aproximar e aos poucos você vai notando uma presença famosa no céu: as Três Marias. Essas três estrelas, alinhadas quase que em uma reta, são umas das maiores referências para os entusiastas. Essas estrelas pertencem a um grupo maior de estrelas chamado de Constelação de Órion. Órion é certamente uma das constelações mais antigas de que se tem registro. Desde os homens das cavernas, o céu já era representado através de pinturas em cavernas, esculturas como no caso da escultura em pedra, de apenas 3,8 cm de comprimento, descoberta em 1974 em uma caverna perto de Blaubeuren, na Alemanha, e estudada pelo pesquisador Michael Rappenglück. Essa pequena peça de pedra tem uma idade de 32 mil anos e está esculpida em baixo relevo.
 
De um lado, temos o desenho de um homem e do outro, 86 furos - o mesmo tempo em dias que a estrela principal de Órion (Betelgeuse) fica visível no céu. Pelo fácil reconhecimento no céu, a figura resultante do grupamento das estrelas daquela região geralmente é associada a uma figura humana e de grande prestígio (afinal, para as culturas, o céu é o principal dos altares e não se “ia” parar lá à toa). No Egito antigo, o desenho representava o deus Osíris, que, depois de morto e esquartejado pelo seu irmão Set, teve juntados os pedaços por Isis e imortalizado no firmamento. Na mitologia grega, dentre os vários mitos que envolvem Órion, um deles conta que Órion era um gigante caçador e havia cometido alguma injúria contra Gaia que, enfurecida, enviou um escorpião enorme para matá-lo. Zeus, então, vendo a cena, para que não houvesse mais destruição, decidiu colocá-los no céu.
 
Essa seria a explicação também para que as constelações de Órion e Escorpião fiquem diametralmente opostas no céu. Há outra versão na qual o escorpião feriu Órion e, então, Asclépio (deus da medicina) fez um soro. Os três foram representados no céu: Asclépio portando uma serpente é uma constelação chamada Ofiuco, que está entre o escorpião e Órion. Temos registros de Órion e de suas estrelas nas mais diversas culturas: chinesas, vedas, húngaras, escandinavas e muitas outras que vão desde a gélida Sibéria até a América do Sul. A constelação de Órion tem as Três Marias como o cinto do gigante caçador. Por isso elas também são conhecidas como “cinturão de Órion”. Fazem parte desse “cinturão” as estrelas Alnitak, Alnilan e Mintaka.
 
A constelação tem ainda mais cinco estrelas importantes: Rigel (a mais brilhante da constelação), Betelgeuse, Belatrix, Saiph e Meisa. Além desse grupamento de fácil identificação, a constelação tem também nebulosas famosas como, por exemplo, a M42 que pode ser facilmente identificada por ser um ponto borrado embaixo das Três Marias. Por ser bastante icônica, a constelação já foi citada diversas vezes em livros e filmes. Na saga de Harry Potter, uma das bruxas que tenta destruir o protagonista leva o nome de uma das estrelas: Belatrix. Essa foi uma prática recorrente da autora em nomear os personagens, já que temos também Sírius e Regulus como nomes de personagens e são as estrelas principais das constelações de Cão Maior e Leão, respectivamente. 
 
Já no universo de Senhor dos Anéis, o autor J.R.R. Tolkien chamou a constelação do Órion de “O Espadachin Celeste” para os habitantes da Terra-Média. A Constelação de Órion além de ser facilmente reconhecível está cercada de várias constelações de fácil visualização como as constelações do Cão Maior, Cão Menor, Gêmeos, Touro e Lebre. A sua posição no céu fica na divisa entre os hemisférios celestes norte e sul. Por isso ela pode ser visível nos dois hemisférios, diferentemente de outras constelações, como o Cruzeiro do Sul, que pode ser visto em todo o hemisfério sul e no hemisfério norte apenas para latitudes até a cidade de Miami. Para latitudes acima dela, a constelação fica abaixo da linha do horizonte.
Fonte: Victor Alves Alencar - http://www.opovo.com.br

A formação de estrelas de grande massa a partir de nuvens moleculares turbulentas gigantes

Na sua busca para entender as origens das estrelas e galáxias no nosso universo, os astrofísicos usam supercomputadores para modelar fenômenos extremamente complexos em escala imensa. Estrelas massivas, entre 10 e 100 vezes a amassa do Sol, são os fenômenos chaves que moldam o universo, mas o processo envolvido em suas formações ainda é algo ilusivo. Para investigar esse processo, pesquisadores da Universidade da Califórnia Berkley realizaram simulações de grande escala em supercomputadores de estrelas massivas se formando a partir do colapso de gigantescas e turbulentas nuvens moleculares.
 
Na imagem acima, uma simulação, mostra os filamentos de gás que se formaram em uma nuvem infravermelha 800000 anos depois da região começar seu colapso gravitacional. A extensão de cada filamento é de cerca de 4.5 parsecs de comprimento. Nos fragmentos de maior densidade no filamento (vermelho), os núcleos da nuvem molecular estão desenvolvendo e se colapsarão até que formem estrelas. Cada simulação nesse projeto usou entre 1000 e 4000 processadores do supercomputador Plêiades no NASA Advanced Supercomputing (NAS), para um total de 1 milhão de horas de processadores no decorrer de alguns meses de computação.
Fonte:http://www.nasa.gov

Hubble lança imagem recente do Aglomerado Globular de estrelas M15

Crédito de imagem: ESA, Hubble, NASA
Estrelas, como as abelhas, se reúnem ao redor do centro do brilhante aglomerado globular M15. Essa bola com mais de 100000 estrelas é uma relíquia dos primeiros anos da nossa galáxia, e continua a orbitar o centro da Via Láctea. O M15, um dos 170 aglomerados globulares remanescentes, é notável por ser facilmente visível com binóculos, tendo em seu centro uma das concentrações mais densas de estrelas conhecidas, e contendo uma alta quantidade de estrelas variáveis e pulsares. Lançada recentemente, essa imagem nítida feita pelo Telescópio Espacial Hubble se espalha por cerca de 120 anos-luz. Ela mostra o dramático aumento na densidade de estrelas em direção ao centro do aglomerado. O M15, localiza-se a aproximadamente 35000 anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação do Cavalo Alado (Pegasus).
Fonte: http://apod.nasa.gov
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