2 de dez de 2013

Se pousarmos em Europa, o que devemos procurar?

Visão simulada da superfície da lua Europa, de Júpiter.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

A maioria do que os cientistas sabem da lua Europa de Júpiter eles aprenderam a partir de uma dúzia de voos rasantes feitos pelas sondas Voyager 2, em 1979, e, principalmente, pela Galileo, na segunda metade da década de 1990. Mesmo com encontros muito passageiros, foi possível ver um mundo fraturado, coberto de gelo, e com tentadores sinais de um oceano de água líquida sob a superfície.
 
Um ambiente assim pode ser um local acolhedor para a vida microbiana - no mínimo.
 
Mas, se formos enviar uma nova sonda espacial, capaz de pousar na superfície de Europa, o que realmente deveríamos procurar e como deveríamos conduzir as pesquisas? Em busca de respostas, a NASA contratou uma equipe de cientistas especializados para discutir os objetivos científicos de uma missão espacial que pudesse pousar na superfície de Europa. Se um dia os seres humanos enviarem uma sonda robótica para a superfície de Europa, nós precisamos saber o que procurar e quais ferramentas ela deveria ter," justificou Robert Pappalardo, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. 

Conceito de uma sonda robótica para pousar em Europa para procurar sinais de vida. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]
 
 
Vida em Europa?
 
A equipe concluiu que as questões mais importantes giram em torno da composição da superfície e da subsuperfície da lua. O que cria as manchas e as rachaduras avermelhadas sobre a superfície gelada de Europa? Que tipo de química está ocorrendo lá? Existem moléculas orgânicas, que estejam entre os blocos de construção da vida? Prioridades adicionais, segundo a equipe, envolveriam melhorar as imagens da lua, dando uma olhada detalhada em características em escala humana, para fornecer o contexto para as medições de composição.
 
Também entre as prioridades estão questões relacionadas com a atividade geológica e a presença de água em estado líquido, as atividades da superfície de Europa, o impacto gravitacional de Júpiter sobre a lua e o que tudo isso poderia ter de impacto sobre o provável oceano de água líquida que parece haver abaixo da superfície. A esperança dos cientistas é que os materiais na superfície, se possível recolhidos perto das fissuras, possam conter biomarcadores que denunciem se esse oceano realmente está lá - e o que ele contém.
 
"Ainda há muito a se fazer antes que possamos pousar em Europa, mas estudos como este irão nos ajudar a nos concentrar nas tecnologias necessárias para nos levar até lá, e nos dados necessários para nos ajudar a escolher os possíveis locais de pouso. Europa é hoje o lugar mais provável em nosso Sistema Solar para conter vida, e uma missão que pousasse seria a melhor forma para procurar sinais de vida," disse Pappalardo. A ESA (Agência Espacial Europeia) está construindo a sonda espacial JUICE, que deverá ser lançada em 2022, para estudar as luas de Júpiter - mas ela não vai pousar.
Fonte: Inovação Tecnológica

Halos galácticos de hidrogênio

A imagem acima mostra duas galáxias companheiras, a NGC 4625 (parte superior) e a NGC 4618 (parte inferior), e seus casulos de gás hidrogênio frio (em roxo). O grande conjunto de braços espirais na NGC 4625 (em azul) foi descoberto pelos olhos ultravioletas do Galaxy Evolution Explorer da NASA. Apesar desses braços serem quase que invisíveis quando observados na luz óptica, eles brilham intensamente em ultravioleta. Isso ocorre porque eles estão repletos de estrelas quentes recém nascidas que irradiam principalmente na luz ultravioleta. Os braços espirais vibrantes são também bem compridos, se esticando a uma distância quatro vezes maior que o tamanho do núcleo da galáxia.
 
Eles fazem patê do maior disco galáctico ultravioleta já descoberto. Os astrônomos não sabem por que a NGC 4625 criou braços enquanto que a NGC 4618 não o fez. A nebulosidade roxa mostrada aqui ilustra que o gás hidrogênio – um ingrediente para a formação das estrelas – é distribuído de forma difusa ao redor de ambas as galáxias. Isso significa que outros fatores desconhecidos levaram ao desenvolvimento dos braços na NGC 4625. Localizada a 31 milhões de anos-luz de distância na constelação de Canes Venatici, a NGC 4625 é a galáxia mais próxima já vista com esse jovem halo de braços.
 
Ela é pouco menor que a nossa Via Láctea, tanto em tamanho como em massa. Contudo, o fato que o disco dessa galáxia está formando estrelas de maneira bem ativa sugere que ela pode se desenvolver numa galáxia mais massiva e mais madura. A imagem acima é composta de dados em ultravioleta, luz visível e rádio, do Galaxy Evolution Explorer, do California Institute of Technology’s Digitized Sky Survey, e do Westerbork Synthesis Radio Telescope, respectivamente. A luz do ultravioleta próximo é apresentada em verde, a luz do ultravioleta distante é apresentada em azul e a luz óptica é apresentada em vermelho. As emissões de rádio são apresentadas em roxo.
Fonte: http://www.jpl.nasa.gov

O Cometa Lovejoy é registrado próximo da Galáxia M83

Crédito de imagem e direitos autorais: Damian Peach

O Cometa Lovejoy, foi registrado na última semana passando bem em frente da galáxia espiral M83. Descoberto somente a 3 meses atrás, e atualmente perto de seu brilho máximo, o Cometa Lovejoy pode ser visto perto do asterismo do Big Dipper em locais escuros do hemisfério norte da Terra antes do amanhecer e a olho nu. Um inesperado rival do Cometa ISON, o C/2013 R1 (Lovejoy), registrado acima, está atualmente apresentando uma grande coma verde e uma bela e texturada cauda de íon. O Cometa Lovejoy está agora manobrando para voltar para a porção externa do Sistema Solar mas deve se manter um bom alvo para binóculos pelas próximas semanas. De maneira oposta, a galáxia espiral M83, localiza-se bem mais distante e espera-se que ela se mantenha estacionária no céu e continue relativamente brilhante por no mínimo os próximos alguns milhões de anos.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap131202.html

Buracos negros têm hábitos alimentares simples

Crédito de imagem: Raio X: NASA / CXC / Wisconsin / D.Pooley & CFA / A.Zezas; Optical: NASA / ESA / CFA / A.Zezas; UV: NASA / JPL-Caltech / CfA / J.Huchra et al .; IR: NASA / JPL-Caltech / CfA
 
No centro da galáxia espiral M81 existe um buraco negro supermassivo com uma massa aproximadamente 70 milhões de vez a massa do nosso Sol. Um estudo usando dados do Chandra e telescópios baseados em Terra, combinado com modelos teóricos detalhados, mostra que o buraco negro supermassivo da M81 se alimenta como se fosse um buraco negro de massa estelar, que são somente dezenas de vezes mais massivos que o Sol. Isso suporta a teoria de Einstein que diz que buracos negros de todos os tamanhos possuem propriedades similares.
Fonte: http://www.nasa.gov

Aonde estão os buracos negros de tamanho intermediário?

© NASA (galáxia NGC 1313)
 
Os buracos negros podem ser pequenos, com apenas cerca de 10 vezes a massa do nosso Sol, ou monstruoso, ostentando o equivalente em massa até 10 bilhões de sóis. Os buracos negros de tamanho médio também existem? As manchas na cor magenta nesta imagem mostram dois buracos negros na galáxia espiral NGC 1313. Os dados de raios X (em magenta) vêm do NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array) da NASA, e são sobrepostas em uma imagem visível do Digitized Sky Survey. O NuSTAR está examinando uma classe de buracos negros que podem se enquadrar na categoria de médio porte proposto.
 
Exatamente como os buracos negros de tamanho intermediário formariam permanece uma questão em aberto. Algumas teorias sugerem que eles poderiam formar-se em ricos aglomerados de estrelas densos, através de fusões repetidas, mas há um monte de perguntas a serem respondidas. Os maiores buracos negros supermassivos conhecidos dominam os núcleos de galáxias. A imensa gravidade desses buracos negros arrasta o material em direção a eles, aquecendo o material e soltando poderosos raios X. Os pequenos buracos negros pontilham o resto da paisagem galáctica. Eles se formam pelo colapso gravitacional, durante a morte de estrelas maiores do que o nosso Sol.
 
Provas da existência para buracos negros de tamanho médio podem vir de fontes de raios X ultraluminosas ou ULXs. Ocorrem quando um buraco negro se alimenta vorazmente de uma estrela normal. O processo de acreção é um pouco semelhante ao que acontece em torno de buracos negros supermassivos. Além disso, as ULXs estão localizadas ao longo das galáxias, e não nos núcleos. O brilho de raios X provenientes de ULXs é grande demais para ser o produto de pequenos buracos negros típicos. Esta e outras evidências indicam que os objetos podem ser intermediário em massa, com 100 a 10.000 vezes a massa do Sol. Alternativamente, uma explicação pode estar em algum tipo de fenômeno exótico envolvendo extrema acreção de um buraco negro.
© NASA (galáxia Circinus)

As manchas na cor magenta nesta imagem mostra dois buracos negros na galáxia Circinus: o buraco negro supermassivo em seu núcleo, e um menor mais perto da borda que pertence a a classe ULX. Os dados de raios X (em magenta) vêm do NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array) da NASA, e são sobrepostas em uma imagem visível e infravermelho do Digitized Sky Survey. Em um novo trabalho, aceito para publicação no Astrophysical Journal, de Dominic Walton do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, e colegas estudaram um objeto que se encontra na galáxia espiral Circinus localizada a 13 milhões de anos-luz de distância, não só com NuSTAR, mas também com o satélite XMM-Newton satélite da ESA.

Arquivos de dados dos telescópios espaciais Chandra, Swift e Spitzer, bem como satélite Suzaku do Japão, também foram utilizados para estudos posteriores. Os resultados indicam que o buraco negro em questão é de cerca de 100 vezes a massa do Sol, colocando-o junto à fronteira entre pequenos e médios buracos negros. No outro trabalho aceito no Astrophysical Journal, Matteo Bachetti do Institut de Recherche en Astrophysique et Planétologie e colegas analisaram duas ULXs na NGC 1313, também a 13 milhões de anos-luz de distância. Estes estão entre as mais bem estudadas ULXs conhecidas.
 
Uma única visualização com NuSTAR mostrara que os buracos negros não se encaixavam com modelos porte buracos negros de médio porte. Como resultado, os pesquisadores agora acham que ambas as ULXs abrigam pequenos buracos negros de massa estelar. Um dos objetos é estimado ser de grande tamanho para sua categoria, com 70 a 100 massas solares. É possível que esses objetos são ultraluminosos porque estão efetuando acreção de material em alta velocidade e não por causa de seu tamanho", disse Bachetti. Portanto, ainda persiste a procura dos buracos negros de massa intermédia.
Fonte: Astro News
NASA

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