3 de dez de 2013

NASA pretende mandar astronautas para o lado oculto da Lua em 2028

Agência anuncia que o objetivo de suas próximas missões é investigar a superfície do satélite e promover avanços para a exploração espacial
Mesmo com um orçamento restrito, a NASA e o restante da comunidade científica lunar estão planejando missões para a Lua nos próximos anos, é o que aponta a Forbes. De acordo com a notícia, a agência espacial pretende chegar ao ponto de Lagrange L2 (que fica 60 mil quilômetros acima do lado escuro da Lua) em 2021 e, finalmente, alcançar a parte oculta do satélite em 2028. O primeiro voo-teste da nova nave espacial Orion está agendado para setembro de 2014. Depois a nave está programada para dar a volta na Lua sem tripulação em 2017 e com tripulação para uma missão lunar orbital em 2021”, explica David Kring, cientista planetário do Lunar and Planetary Institute (LPI) fundado pela NASA em Houston, Texas, nos Estados Unidos.
 
Embora nesse momento a agência espacial não tenha fundos para promover uma missão lunar tripulada, o cientista afirma que a NASA já planejou testes espaciais para a nave Orion. Segundo ele, ao estacionar a nave na posição L2 seria possível manter simultaneamente a comunicação entre a Terra e o lado oculto da Lua. Porém, Kring defende que será necessário enviar rovers e astronautas para o satélite. Não é possível entender verdadeiramente um local sem que os humanos tenham realmente passado por lá.
 
É como se estivéssemos tentando decifrar a Terra a partir de um satélite de monitoramento climático”, compara o cientista. Ainda, o especialista acredita que a falta da presença do homem na superfície da Lua vem sendo um obstáculo para toda a exploração espacial. De fato, já faz mais de 40 anos que a Apollo 17 deixou a superfície lunar. “Essa ausência na superfície lunar minou o progresso da geologia lunar e de toda a planetologia. Toda vez que vamos à Lua, passamos a entender melhor a Terra”. E mesmo com a necessidade de desenvolver um projeto e levantar fundos para uma missão lunar, Kring acredita que é possível: “Estamos prontos para aterrissar na Lua com uma equipe e dispositivos assim que tivermos uma oportunidade”, finaliza ele.
Fonte: Mega Curioso
Forbes

Oferta Especial: Duas Galáxias pelo preço de uma

O universo certifica-se que nunca nos aborrecemos fornecendo-nos um fluxo constante de mistérios e surpresas. Na passada semana, os astrónomos foram surpreendidos com o fato de uma galáxia que já tinha sido observada por diversas vezes revelar-se ser na realidade duas galáxias diferentes!
O par que se pode ver na imagem está quase perfeitamente alinhado no céu, o que tem enganado os astrónomos durante anos. A galáxia mais próxima, a cor de rosa, é chamada de UGC 10288. Trata-se de uma galáxia em espiral, mas do ponto de vista da Terra vê-mo-la de perfil daí parecer-nos muito fina. A galáxia mais distante (a azul) está a cerca de 7 mil milhões de anos-luz de distância. Das duas extremidades superior e inferior desta galáxia saem dois jactos gigantes, um dos quais pode ser visto nesta imagem. Estas novas observações foram um sucesso, abrindo a cortina e revelando a dupla disfarçada.
 
Os cientistas têm assim uma excelente oportunidade de aprender novos fatos sobre a galáxia mais próxima. Usando a luz da galáxia mais afastada que atravessa a galáxia mais próxima até chegar aos nossos telescópios podemos medir as características da galáxia mais próxima de forma mais precisa. Devido à melhoria da qualidade das imagens da galáxia UGC 10288 pôde constatar-se que as estrelas não se estão a formar tão rapidamente quanto se pensava inicialmente. Tal deve-se ao fato de nas anteriores medições da galáxia se ter incluído luz proveniente da galáxia mais distante.
 
Curiosidade:
O jato proveniente da galáxia que pode observar na imagem é gigante. Se alinhássemos dez jatos como este atravessariam todo o comprimento da nossa galáxia.
Fonte: Ciência 2.0

Montagem do cometa ISON – Uma maravilhosa astrofotografia

O astrofotógrafo Damian Peach nos maravilhou com suas belas imagens do Cometa ISON nos últimos meses. A imagem acima é uma montagem das suas melhores imagens obtidas entre 24 de Setembro e 15 de Novembro de 2013. “Essa deve ser minha última palavra sobre isso”, disse Damian, “mas aqui está ele aumentando de brilho durante a sua aproximação até a sua melhor condição de visualização em meados de Novembro de 2013”.
 
E enquanto parece que existe um fantasma do ISON com uma bolha de poeira nas últimas imagens feitas pelos satélites solares, ele não nos presenteará com as imagens que esperamos por todo o ano. Mas, com certeza, acompanhar o ISON foi uma excelente experiência nos últimos meses, pudemos aprender muito sobre cometas. Vamos agradecer também ao Damian e a todos os astrofotógrafos que conseguiram fazer imagens maravilhosas do ISON.
Fonte: Cienctec
http://www.universetoday.com

Raridade cósmica bizarra - NGC 660

Creditos:ESA/Hubble & NASA

Essa nova imagem do Hubble mostra uma galáxia peculiar conhecida como NGC 660, localizada a aproximadamente 45 milhões de anos-luz de distância de nós. A NGC 660 é classificada como uma galáxia de anel polar, significando que ela possui um cinturão de gás e estrelas ao redor de seu centro que foi arrancado de uma vizinha próxima durante uma colisão ocorrida a um bilhão de anos atrás. A primeira galáxia de anel polar foi observada em 1978 e somente uma dezena mais delas foram descobertas desde então, fazendo delas um tipo de raridade cósmica. Infelizmente, o anel polar da NGC 660 não pode ser observado nessa imagem, mas existem várias outras feições que fazem dessa galáxia um alvo de interesse para os astrônomos – seu bulbo central é estranhamente fora de ordem, talvez mais intrigante é pensar que abriga uma quantidade excepcional de matéria escura. Além disso, no final de 2012, os astrônomos observaram uma massiva explosão emanando da NGC 660 que foi por volta de dez vezes mais brilhante que a explosão de uma supernova. Acredita-se que essa explosão foi causada por um jato massivo atirado do buraco negro supermassivo localizado no centro da galáxia.

A Borda iluminada de Titã – A maior lua de Saturno

Crédito de imagem: Instituto NASA / JPL-Caltech / Space Science
 
A borda iluminada pelo Sol do vortex polar sul de Titã se destaca na imagem acima, contra a escuridão da atmosfera nublada e não iluminada da lua. As imagens feitas pela sonda Cassini do vortex levaram os cientistas a concluírem que suas nuvens se formam em altitudes muito maiores – onde a luz do Sol ainda pode alcançar – do que a altura da névoa que cobre a atmosfera do satélite. Titã, com seus 5150 km de diâmetro é a maior lua de Saturno. A imagem acima foi feita com a câmera da sonda apontando na direção do hemisfério da parte anterior de Titã. O norte em Titã está para cima e rotacionado em 32 graus para a esquerda. A imagem acima foi feita com a câmera de ângulo restrito da Cassini no dia 14 de Julho de 2013 usando um filtro espectral sensível aos comprimentos de onda da luz do infravermelho próximo centrada em 938 nanômetros. A imagem acima foi obtida a uma distância aproximada de 1.3 milhões de quilômetros de Titã, com o conjunto Sol-Titã-Cassini em fase com ângulo de 82 graus. A escala da imagem é de 8 quilômetros por pixel.
Fonte: http://www.nasa.gov

Cometa ISON enfraquece após "RESSURREIÇÃO"

O Cometa C/2012 S1 (ISON) em imagens da sonda STEREO (Ahead) da NASA.
Crédito: NRL/NASA
 
Se há uma coisa que sabemos sobre os cometas, é que o seu comportamento é muito difícil de prever. Os cometas conseguem sempre surpreender-nos, às vezes para nossa desilusão. Parece que o Cometa ISON, ou a maior parte dele, não vai sobreviver o seu encontro com o Sol, depois de passar a aproximadamente 1,2 milhões de quilómetros da sua superfície ardente. Esta distância pode parecer imensa, mas é perto o suficiente para submeter o cometa a temperaturas que rondam os 2700 graus Celsius. Pode parecer improvável que sobreviva a uma passagem tão próxima com o Sol, mas outros cometas rasantes já o conseguiram no passado, até mesmo com periélios mais íntimos.
 
Por isso, algumas pessoas tinham esperanças que o ISON desafiasse a morte e emergisse intacto. Mesmo assim, o ISON não nos deixa sem um mistério final. Pouco depois de alcançar o seu ponto mais próximo do Sol, não apareciam sinais de "vida". Os media e as redes sociais lamentavam a perda e assumiam que tinha sido destruído. Mas pouco tempo depois surgiram novas imagens que apontavam para algo que aparecia no outro lado do Sol. Seria o Cometa ISON, mas mais pequeno, ou apenas uma versão fantasmagórica do que tinha sido? Nem mesmo os especialistas cometários têm ainda a certeza.
 
A imagem mostra que o que quer que apareceu depois do periélio tinha material suficiente para produzir uma cauda, que começou a desvanecer com a maior distância ao Sol. A fim de poderem saber mais, os cientistas precisam de mais dados - que ainda não têm. Só quando o objecto se afastar mais do Sol é que os equipamentos podem recolhê-los e obter respostas definitivas. O que pode ser dito com certeza é que, seja qual for o tamanho do núcleo remanescente (se é que ainda existe), será muito mais pequeno do que era há algumas semanas atrás, quando era visível com binóculos a partir da Terra.
 
O Cometa ISON foi apelidado de Cometa do Século. Quando foi detectado pela primeira vez em Setembro de 2012, alguns cientistas acreditavam que tinha potencial para brilhar mais do que a Lua. Não alcançou esse nível, mas certamente deu um bom espectáculo na sua viagem a partir da nuvem de Oort, uma região de corpos gelados situada a quase um ano-luz do Sol. O ISON orbitou na nuvem de Oort durante 4,6 mil milhões de anos. Nas últimas semanas, o ISON libertou vários níveis de poeira e gelo do seu núcleo.
 
 À medida que se aproximava do Sol, a produção de poeira parecia, por vezes, desligar-se por completo. Isto levou alguns cientistas a suspeitar que teria uma morte antecipada, extinguindo o seu potencial. Mas então o ISON surpreendeu-nos "ligando as luzes" novamente - as últimas aparições antes do periélio sugeriam que ainda não tinha ficado sem combustível. Os cometas brilhantes da nuvem de Oort que passam pela Terra são extremamente raros. Os astrónomos estudam estes objectos gelados para aprender mais sobre o Sistema Solar exterior. O ISON contém segredos com 4,6 mil milhões de anos, incluindo informações sobre os primeiros gases e poeiras do nosso Sistema Solar.
 
Mas apesar do que aconteceu com o Cometa ISON, os cientistas obtiveram novos dados sobre o cometa durante a sua viagem em direcção ao Sol. Isto vai ajudá-los a compreender, e quem sabe a melhor prever, o comportamento dos futuros visitantes cometários. A raridade deste evento explica a incerteza dos cientistas no que toca à previsão do comportamento do Cometa ISON, simplesmente não têm muito para comparar. A passagem tão perto do Sol não é certamente um ritual fácil para os cometas: os extremos de gravidade e calor a que são sujeitos rasgam os seus núcleos e podem vaporizá-los numa fracção de segundo.
 
Foi-nos provavelmente negada a oportunidade de observar um lindo cometa a rasgar os nossos céus nocturnos em Dezembro, mas nem tudo são más notícias. A curta vida do ISON permitiu-nos aprender mais sobre o comportamento destas antigas e sujas "bolas de neve". E enquanto os cientistas se debruçam sobre os novos dados e tentam determinar o destino final do que resta do ISON, todos nós podemos aguardar com antecipação o próximo cometa que passar perto do Sol. Até lá, podem passar anos, mas uma coisa não falha - os cometas levam-nos sempre numa viagem emocionante.
Fonte: Astronomia On-Line
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