13 de dez de 2013

Conheça oito mistérios sobre origem da Lua

“Será a Lua uma nave espacial oca enviada para orbitar a nossa Terra num passado pré-histórico?” — Don Wilson, A nossa misteriosa nave espacial Lua.
A Lua é a característica mais dominante do nosso céu noturno e inspira tanto deslumbramento como mito desde a Antiguidade. Embora as últimas décadas tenham proporcionado novos entendimentos sobre muitos mistérios lunares, um grande número de questões sobre este satélite natural permanece sem resolução. Habituamo-nos a este planetóide branco que orbita a Terra a cada 28 dias como uma parte importante do mundo natural. Quando começamos a analisar as qualidades físicas deste familiar vizinho muitos detalhes sugerem que a Lua pode não ser de todo natural. A Lua foi fabricada?! De onde surgiu esta ideia absurda? Foi pela primeira vez sugerido nos anos 60 pelos cientistas russos, Mijail Vasin e Alexander Shervakov, e foi mais tarde apoiada por outros pesquisadores e colegas intrigados por esta hipótese. Esta é composta por 8 princípios que procuram analisar as características mais intrigantes da nossa companheira Lua. A seguir encontra-se um breve sumário destas observações.

Primeiro mistério lunar: um grande satélite, um pequeno planeta

Comparado a outros planetas no nosso sistema solar, tanto a nível da órbita como de tamanho, a nossa Lua pode ser considerada bastante incomum. Outros planetas obviamente também têm luas. Com campos gravitacionais mais fracos Mercúrio, Vênus e Plutão não têm. No entanto, no caso da Terra, que possui um tamanho similar, a sua lua tem um quarto do tamanho do planeta. Comparando este caso com o tamanho imenso de Júpiter ou Saturno que têm pequenos satélites (as luas de Júpiter têm um tamanho aproximado de 1/80 do planeta), em comparação a nossa Lua, aparenta ser uma ocorrência cósmica rara. Outro detalhe interessante é a distância da Lua até a Terra, perto o suficiente para que a Lua tenha aparentemente o mesmo tamanho do Sol. Esta curiosa coincidência é mais aparente durante os eclipses solares em que a lua tapa totalmente o Sol. Finalmente, com uma órbita quase perfeitamente circular, a Lua não se comporta como outros satélites que tendem a uma rota mais elíptica.

Segundo mistério lunar: curvatura improvável

O centro gravitacional da Lua está 6000 pés mais perto da Terra do que o seu centro geométrico. Com uma discrepância tão significativa, os cientistas continuam sem ser capazes de explicar como a Lua consegue manter-se na sua órbita perfeita sem vacilar.

Terceiro mistério lunar: crateras

Pense em fotos que ilustram a superfície da Lua e com certeza irá imaginar um mundo marcado por crateras. A vasta maioria dos corpos espaciais que se dirigem para a superfície da Terra são completamente disolvidos ou significativamente diminuídos devido a vários quilômetros de atmosfera protetora. Sem tal atmosfera, a Lua não possui tal proteção. Contudo quando consideramos a profundidade destas crateras em comparação com o seu diâmetro, isso sugere que a Lua possui material extremamente resistente que previne uma penetração mais profunda. Inclusive crateras com mais de 290 km de diâmetro e que não ultrapassam as 6,5 km de profundidade. Se a Lua fosse meramente um pedaço de rocha homogêneo, estima-se que teoricamente deveriam existir crateras pelo menos quatro a cinco vezes mais profundas. Vasin e Sherbakov propuseram que a crosta lunar talvez fosse feita de um esqueleto de titânio. De fato, foi verificado que a crosta lunar possui um nível extraordinariamente alto de titânio. A camada de titânio ronda os 32 km de profundidade, segundo estimativas da equipe russa.

Quarto mistério: oceanos lunares

Como se formaram os chamados oceanos lunares? Estas gigantescas extensões, que se acredita serem lava endurecida, surgiram a partir do interior da Lua, devido ao impacto de um meteorito. Enquanto esta teoria pode ser facilmente explicada no que diz respeito a um planeta quente ter um interior de lava, muitos afirmam que a Lua sempre foi um corpo frio.
 
Quinto mistério lunar: inconsistências gravitacionais
 
A atração gravitacional na Lua não é uniforme. A tripulação da Apolo VIII notou que o seu módulo muitas vezes afundava bruscamente quando voaram perto das áreas oceânicas da Lua. Neste locais, a gravidade parece misteriosamente ter maior influência.
 
Sexto mistério lunar: assimetria geográfica
 
No lado mais afastado da Lua (o lado que não pode ser visto da Terra) foram encontradas muitas crateras, montanhas e irregularidades geográficas. Contudo é na face visível da Lua que encontramos a grande maioria das zonas oceânicas. Por que é que 80 % das superfícies oceânicas podem ser encontradas no mesmo lado da Lua?
 
Sétimo mistério lunar: densidade baixa
 
Acredita-se que densidade da nossa Lua possui apenas 60 % da densidade da Terra. Vários estudos demonstram o que muitos consideram como a inevitabilidade da Lua ser oca. Em 1982, no livro Moongate: Descobertas Suprimidas do Programa Espacial Americano, o engenheiro nuclear e pesquisador William L. Brian II escreve que evidências recolhidas durante as experiências sísmicas efetuadas no programa Apolo sugerem que “a Lua é oca e relativamente rígida”. Adicionalmente, muitos cientistas foram ousados ao ponto de sugerir que tal característica foi criada artificialmente. De fato, de acordo com a posição das camadas superficiais que foram possíveis de identificar, cientistas declararam que a Lua parece ter sido formada “do avesso”, um argumento utilizado por aqueles que acreditam na hipótese da construção artificial.
 
Oitavo mistério lunar: outra teoria sobre a origem
 
No século passado, existiam três teorias principais sobre a origem da Lua. Uma propunha que a Lua na realidade era originalmente uma parte da Terra que se soltou. Outra teoria propunha que a Lua teria se formado ao mesmo tempo que a Terra, emergindo assim da mesma nébula primordial. Contudo estas hipóteses falharam em justificar as incríveis diferenças na natureza dos dois corpos. A terceira teoria propõe que durante as suas perambulações pelo espaço, a Lua terá sido atraída pela Terra e ficado retida em sua órbita. Os problemas desta teoria encontram-se nas circunstâncias acima referidas: a órbita quase perfeitamente circular e cíclica da Lua e o seu tamanho relativamente grande. Nos casos em que um satélite é capturado por um planeta, seria de se esperar que tivesse uma órbita mais excêntrica ou pelo menos elíptica.
 
Outro problema com essas três teorias é a incapacidade de justificarem o grande momento angular entre Lua e Terra. A quarta explicação detalhada neste artigo é provavelmente a mais incrível de todas, mas pode explicar as várias anomalias que a Lua apresenta, uma vez que um satélite construído por seres inteligentes não está sujeita às mesmas considerações que seriam de se esperar no caso de corpos criados por um processo aleatório há biliões de anos atrás. De fato, muitos cientistas já aceitam esta teoria como sendo tão válida como as outras. Quando me deparei com esta chocante teoria soviética, revelando a verdadeira natureza da Lua, fiquei estarrecido. A princípio, considerei inacreditável e naturalmente a rejeitei.
 
Depois, à medida que informações científicas das expedições Apolo trouxeram mais fatos que apoiavam a teoria soviética, compreendi que realmente não havia como rejeitar esta teoria”, escreve Don Wilson no prólogo do seu livro que explora a teoria do satélite artificial “A nossa misteriosa nave espacial Lua”.  Mas se a Lua realmente é artificial, qual o propósito de sua construção e quem a construiu? Terá sido construída somente para brilhar à noite no céu ou tem outros desígnios? O seu campo afeta as marés, os ciclos menstruais das mulheres e alguns acreditam que afeta até o nosso estado mental. Tendo se tornado parte integrante da vida na Terra, é difícil imaginar o nosso mundo sem a Lua. Contudo, é possível que a humanidade em algum momento no passado possa ter vivido sem a Lua.

Gás nobre e último elemento da vida são detectados no espaço

A primeira detecção de um gás nobre no espaço foi registrada na nebulosa do Caranguejo, uma supernova que explodiu no ano 1054.[Imagem: NASA/ESA/Alison Loll/Jeff Hester]
 

GÁS NOBRE NO ESPAÇO

Estudando o que restou de explosões cósmicas gigantescas, conhecidas como supernovas, duas equipes de astrônomos anunciaram duas descobertas marcantes na edição desta semana da revista Science. A primeira descoberta é histórica, sendo a primeira vez que se detecta uma molécula contendo um gás nobre no espaço. A segunda foi o rastreamento da formação do elemento fósforo, um dos seis elementos essenciais para a vida como a conhecemos. Mike Barlow e seus colegas da Universidade College de Londres usaram o telescópio espacial Herschel para analisar as características espectrais da nebulosa do Caranguejo.
 
O que eles estavam estudando são os restos de uma estrela, que tinha de 8 a 16 vezes a massa do Sol, e que explodiu por volta do ano 1054. A equipe encontrou sinais do hidreto ionizado de argônio - 36ARH+ - espalhados por toda a nebulosa, confirmando uma teoria de longa data que o isótopo 36 do argônio se origina no coração de supernovas muito intensas. A maioria dos elementos químicos do universo é produzida nas estrelas. Mas, como os elementos mais pesados não poderiam ser formados em condições de temperatura e pressão estelares normais, acredita-se eles sejam produzidos quando as estrelas explodem.
 
ELEMENTO DA VIDA
 
Um outro estudo, realizado por Bon-Chul Koo e seus colegas da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, identificou uma quantidade significativa de fósforo em Cassiopeia A. Trata-se de outra supernova, mas, neste caso, o mais novo registro confirmado de colapso de uma estrela na nossa galáxia. Os pesquisadores usaram telescópios terrestres para verificar que a relação de fósforo e ferro-56 é 100 vezes maior em Cassiopeia A do que na Via Láctea, sugerindo que o fósforo tenha sido produzido na supernova. Até agora, os astrônomos só haviam observado a origem dos outros cinco elementos de sustentação da vida (hidrogênio, carbono, nitrogênio, oxigênio e enxofre). Agora, eles podem adicionar o fósforo para essa lista, reforçando o ditado de que somos realmente poeira de estrelas.
Fonte: Inovação Tecnológica

A última grande chuva de meteoros do ano

Geminídeas fotografadas no Kitty Peak, Arizona, em 2010, por David Harvey

Para quem precisa de uma desculpa para ficar acordado até mais tarde hoje, aqui vai: na madrugada de sexta para sábado temos o ápice das geminídeas, uma das mais prolíficas chuvas de meteoros de periodicidade anual. Ela emana da constelação de Gêmeos, quando a Terra atravessa a órbita do asteroide Faetonte — um objeto um tanto quanto estranho. Com cerca de 5 km de diâmetro, ele tem uma órbita bastante oval, que o leva bem perto do Sol. A julgar só pelos parâmetros orbitais, ele mais parece um cometa de curto período do que um asteroide.
 
“Há até quem desconfie que ele se trata de um núcleo extinto de cometa”, afirma Gustavo Rojas, astrônomo da Universidade Federal de São Carlos. Núcleo extinto é o que sobra dos cometas depois que todo o gelo contido neles evapora e só sobram materiais rochosos. Seja o que for o Faetonte, fato é que ele passa perto do Sol, se esfarela e deixa um monte de pequenos detritos ao longo de sua órbita. Quando a Terra passa pelo caminho dele, os detritos deixados adentram a atmosfera do nosso planeta, produzindo o fenômeno das estrelas cadentes. E bota estrela cadente nisso: segundo as estimativas, para este ano são esperadas cerca de 120 por hora, no momento de máximo esplendor.
 
COMO OBSERVAR
 
Chuvas de meteoros dispensam qualquer instrumento óptico. Como as estrelas cadentes são muito rápidas, não dá tempo de apontar nem um binóculo, de forma que o melhor a fazer é simplesmente buscar um local que dê a visão mais ampla possível do céu e esperar pacientemente pelos meteoros. Procure um local escuro, ou seja, com pouca poluição luminosa, e deixe a vista se acostumar à baixa luminosidade, para que os olhos caprichem na hora de observar o céu. A partir da meia-noite, a constelação de Gêmeos já surge no horizonte leste. É quando vale a pena começar a prestar atenção.
 
Não é preciso necessariamente olhar para a constelação, pois de lá parte apenas a direção dos meteoros. Quanto à posição, podem surgir em qualquer região do céu. Mas uma vantagem de olhar para lá é manter os olhos longe da Lua, que está quase cheia e vai ofuscar a tentativa de ver os meteoros. (Quando der uma passada d’olhos em nosso satélite natural, lembre-se de que neste sábado a sonda chinesa Chang’e-3 tentará pousar por lá e mande suas energias positivas!)
 
Contudo, a coisa fica ainda melhor lá pelas 4h da manhã, quando a Lua já foi embora no horizonte oeste, e Gêmeos está mais alto no céu (procure a constelação localizando Júpiter, que por lá está e a esta altura será o planeta mais brilhante no céu). Os meteoros aparecem no céu como risquinhos amarelados, transitando rapidamente antes de sumir. Importante lembrar que esses detritos deixados pelo Faetonte são pequeninos e queimam na atmosfera sem deixar traços. O fenômeno é completamente inofensivo.
Fonte: Mensageiro Sideral

Escuridão do Espaço - Por que o Espaço é Escuro?

Porque o espaço é escuro? Uma questão, que parece simples, porém é realmente muito difícil de responder! É uma pergunta que muitos cientistas ponderaram por muitos séculos – incluindo Johannes Kepler, Edmond Halley, e médico-astrônomo alemão Wilhelm Olbers. Há duas questões que temos que considerar aqui, vamos começar é pela primeira e mais simples delas: Por que o céu é azul durante o dia aqui na Terra?
 
Essa é uma pergunta que podemos responder facilmente. O céu diurno é azul porque a luz das moléculas próximas ao sol bate na atmosfera da Terra e é espalhada em todas as direções. A cor azul do céu é um resultado deste processo de espalhamento. À noite, quando essa parte da Terra está de costas para o Sol, o espaço parece negro porque não existe uma fonte próxima brilhante de luz, como o Sol, para ser espalhada. Se você estivesse na Lua, que não tem atmosfera alguma, o céu noturno seria negro e o diurno também. Você pode ver isso em fotografias tiradas durante a missão Apollo. Agora vamos para a questão mais difícil: Se o universo é cheio de estrelas, por que a luz de todos elas não é somada de modo que todo o espaço brilhe o tempo todo?
 
Acontece que se o universo fosse infinitamente grande e velho, desse modo povoado por infinitas estrelas, então o céu seria completamente brilhante com a luz de todas as estrelas tanto a noite quanto de dia. E em cada direção que você olhasse no espaço, você estaria olhando para uma estrela. No entanto, sabemos por experiência própria que o espaço é escuro. Este paradoxo é conhecido como Paradoxo de Olbers .
 
Muitas explicações diferentes foram propostas para resolver o paradoxo de Olbers. A melhor solução neste momento é que o universo não é infinitamente velho, sua idade aproximada é algo em torno de 15 bilhões de anos. Isso significa que só podemos ver objetos tão distantes quanto a distância que a luz pode viajar em 15 bilhões de anos. A luz das estrelas mais distantes que ainda não tiveram tempo de chegar até nós e, portanto, não pode contribuir para tornar o céu completamente iluminado.
 
Outro motivo que o céu pode não ser brilhante com a luz visível de todas as estrelas é porque, quando a fonte de luz está se afastando de você, o comprimento da onda da luz muda o que a torna a luz mais vermelha. Ou seja, a seja a luz das estrelas que estão se afastando de nós vai se deslocando para o vermelho, e pode se deslocar tanto que já não é mais visível. Você experimenta, um efeito parecido quando uma ambulância passa por você, e o som de sua sirene fica menor a medida que a ambulância se afasta de você, isso é chamado de efeito Doppler.

Então afinal porque o espaço é escuro?

Conclusão o espaço é escuro mesmo perto de estrelas como o sol pois não há atmosfera próxima para difundir a luz, e a luz das estrelas distantes não é suficiente para preencher todo o espaço com luz.
Fonte: Ciência e Tecnológia.com

Hubble vê evidências de plumas de vapor de água em lua de Júpiter

O Telescópio Espacial Hubble observou vapor de água por cima da frígida região polar sul da lua de Júpiter, Europa, fornecendo a primeira forte evidência de plumas de água em erupção a partir da superfície.
Observações UV pelo Hubble mostram o tamanho das plumas de vapor de água produzidas no pólo sul de Europa. Crédito: NASA, ESA e M. Kornmesser
 
Descobertas científicas anteriores, de outras fontes, já apontavam a existência de um oceano localizado sob a crosta gelada de Europa. Os investigadores ainda não têm certeza absoluta que detectaram vapor de água sendo gerado pela erupção de plumas de água na superfície, mas estão confiantes de que esta é a explicação mais provável. Caso observações futuras suportem o achado, isto torna Europa a segunda lua no Sistema Solar a ter plumas de vapor de água. As descobertas foram publicadas on-line na edição de ontem (dia 12 Dezembro) da revista Science Express e anunciadas na reunião da União Geofísica Americana em São Francisco, EUA.
 
"De longe, a explicação mais simples para este vapor de água é que entra em erupção sob a forma de plumas oriundas da superfície de Europa," afirma Lorenz Roth, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em San Antonio, autor principal do estudo. "Se estas plumas estiverem ligadas com o oceano subterrâneo de água, que estamos confiantes existir por baixo da crosta de Europa, então isto significa que no futuro podemos investigar a composição química do ambiente potencialmente habitável de Europa sem ter que perfurar através de camadas de gelo. E isso é tremendamente excitante."
 
Em 2005, a sonda Cassini detectou jactos de vapor de água e poeira expelidos desde a superfície da lua de Saturno, Encelado. Apesar de subsequentemente se ter detectado nas plumas de Encelado gelo e partículas de poeira, até agora só foi medido em Europa o vapor de água. As observações espectroscópicas do Hubble providenciaram as evidências das plumas de Europa em Dezembro de 2012. As amostras temporais de emissões aurorais de Europa, medidas pelo espectrógrafo de imagem do Hubble, permitiu aos cientistas distinguir as características criadas por partículas carregadas oriundas da bolha magnética de Júpiter, das plumas da superfície de Europa, e também descartar explicações mais exóticas como raras observações fortuitas de um impacto de meteorito.
 
O espectrógrafo de imagem detectou a fraca radiação ultravioleta de uma aurora, alimentada pelo intenso campo magnético de Júpiter, perto do pólo sul da lua. O oxigénio e hidrogénio atómicos e excitados produzem um brilho auroral variável e deixam um sinal revelador de que são os produtos de moléculas de água sendo quebradas por electrões ao longo das linhas do campo magnético. 

Este gráfico mostra a localização do vapor de água detectado por cima do pólo sul de Europa, em observações obtidas pelo Telescópio Hubble em Dezembro de 2012. Crédito: NASA/ESA/L. Roth/WRI/Universidade de Colónia
 
"Para ver esta ténue emissão, empurrámos o Hubble para os seus limites. Estas podem ser plumas furtivas, porque podem ser ténues e demasiado difíceis de observar no visível," afirma Joachim Saur da Universidade de Colónia, Alemanha, investigador principal da campanha de observação do Hubble, que co-escreveu o artigo com Roth. Roth sugeriu que longas fissuras na superfície de Europa, conhecidas como "lineae", podem ventilar vapor de água para o espaço. A Cassini observou fissuras semelhantes que produzem os jactos de Encelado. Além disso, a equipe do Hubble descobriu que a intensidade das plumas de Europa, como as de Encelado, varia com a posição orbital de Europa. Os jactos activos foram apenas vistos quando a lua está na sua posição mais longínqua (em relação a Júpiter). Os investigadores não detectaram sinais de erupções quando Europa estava o mais próximo de Júpiter. Uma explicação para a variabilidade é que estas "lineae" sofrem mais stress à medida que as forças de maré gravitacionais empurram e puxam a lua e abrem saídas a maiores distâncias de Júpiter. Estas aberturas ficam mais estreitas ou fecham-se quando a lua está mais próxima do planeta gasoso gigante.
 
"A variabilidade aparente das plumas suporta uma previsão chave que Europa deve ser flexível [no que toca a forças de marés] se tem um oceano subterrâneo," afirma Kurt Retherford, também do Instituto de Pesquisa do Sudoeste. As plumas de Europa e Encelado têm abundâncias notavelmente similares de vapor de água. Dado que Europa tem um puxo gravitacional 12 vezes maior que Encelado, segundo as medições do Hubble, o vapor a -40º C, na sua maioria, não escapa para o espaço como em Encelado, mas cai de volta para a superfície após atingir uma altitude de 201 km. Os investigadores teorizam que isto pode criar características superficiais brilhantes perto da região polar sul da lua.
 
"Se confirmada, esta nova observação mostra mais uma vez o poder do Telescópio Espacial Hubble para explorar e abrir um novo capítulo na nossa busca por ambientes potencialmente habitáveis no nosso Sistema Solar," afirma John Grunsfeld, astronauta que participou em missões de serviço do Hubble e é agora administrador associado da NASA para ciência, em Washington. "O esforço e o risco que tomámos para actualizar e reparar o Hubble torna-se ainda mais útil quando aprendemos sobre descobertas emocionantes como esta em Europa."
Fonte: Astronomia On-Line
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