20 de dez de 2013

10 planetas aterrorizantes que você não gostaria de visitar

A exploração espacial é uma grande aventura. Seus mistérios sempre nos cativaram e as descobertas inevitáveis ​​que virão se acrescentarão à muitas ideias cosmológicas que já temos. Mas esta lista serve como um aviso para todos os futuros viajantes espaciais. O universo pode ser um lugar muito assustador.
 
10. Planeta de carbono
O carbono forma apenas cerca de 0,1% da massa da Terra (daí a escassez de materiais à base de carbono, como os combustíveis fósseis e diamantes). Perto do centro da nossa galáxia, no entanto, onde o carbono é mais abundante do que o oxigênio, a formação de planetas é muito diferente. É aqui que você encontra o que os cosmólogos chamam de planetas de carbono. O céu da manhã em um mundo de carbono não seria nada claro nem azul. Imagine uma névoa amarela com nuvens negras de fuligem. À medida que você desce para a superfície, você encontra mares feitos de compostos como o petróleo e alcatrão. A superfície do planeta possui poços de metano borbulhantes e lama negra. A previsão do tempo não parece boa: está chovendo gasolina e asfalto. Mas veja o lado bom disso tudo: pelo menos um planeta de carbono é dominado por diamantes.
 
09. Netuno 
Em Netuno, pode-se encontrar fluxos de ventos constantes que chicoteiam ao redor do planeta em velocidades assustadoras. Os ventos de Netuno empurram nuvens congeladas de gás natural a partir da Grande Mancha Escura do planeta, um furacão do tamanho da Terra, em uma velocidade que pode atingir os 2.500 km/h. Isso é mais que o dobro da velocidade necessária para quebrar a barreira do som. Tais forças eólicas são claramente além do que um ser humano poderia suportar. Uma pessoa que pousasse em Netuno seria rasgada e se perderia para sempre nessas correntes violentas de vento. Permanece um mistério a forma como o planeta recebe a energia necessária para conduzir os ventos mais rápidos do sistema solar, apesar de estar tão longe do sol, e ter um calor interno relativamente fraco.
 
08. 51 Pegasi b
Apelidado de Belerofonte, em homenagem ao herói grego que domou o cavalo alado Pégaso, este gigante de gás tem mais de 150 vezes a massa da Terra e é composto principalmente de hidrogênio e hélio. O problema é que Bellerophon é assado à luz da sua estrela em mais de 1.000 graus Celsius. A estrela está mais de 100 vezes mais perto de Bellerophon do que o Sol está da Terra. Por um lado, este calor cria uma atmosfera extremamente ventosa. Conforme o ar quente sobe, o ar frio apressa-se a substituí-lo criando ventos de mais de 1.000 km/h. O calor também garante que nenhum vapor d’água exista. No entanto, isso não significa que não há chuva. Isso nos leva a principal peculiaridade de Belerofonte. Esse calor intenso permite que o ferro que compõem o planeta seja vaporizado. À medida que o vapor sobe, ele forma nuvens de vapor de ferro, semelhante ao conceito de nuvens de vapor de água aqui na Terra. A diferença, porém, é que essas nuvens procedem uma chuva implacável de ferro fundido sobre o planeta (não se esqueça de seu guarda-chuva…).
 
07. COROT exo-3b 
O exoplaneta mais denso e maciço já descoberto é um mundo conhecido como Corot-exo-3b. É do tamanho de Júpiter, mas 20 vezes mais massivo que o nosso vizinho cósmico. Isso faz com que COROT-exo-3b seja cerca de duas vezes tão denso como chumbo. O grau de pressão exercida sobre um ser humano que anda sobre a superfície do tal planeta seria insuperável. Com uma massa 20 vezes maior do que Júpiter, um ser humano pesaria quase 50 vezes o que ele pesa na Terra. Essa enorme pressão iria esmagar o sistema esquelético de uma pessoa quase que instantaneamente. Seria o equivalente a um elefante sentando em seu peito.
 
06. Marte 
Em Marte, uma tempestade de poeira pode se desenvolver em questão de horas e envolver todo o planeta dentro de alguns dias. Elas são as maiores e mais violentas tempestades de poeira em nosso sistema solar. Os ventos dessas tempestades podem superar os 300 km/h. Após ela surgir, pode levar meses para que se dissolva.
 
05. WASP-12b 
Simplificando, este planeta é o mais quente já descoberto. Com uma temperatura média de 2.200 ºC, ele orbita sua estrela mais perto do que qualquer outro mundo conhecido. Desnecessário dizer que tudo o que o homem conhece, inclusive o próprio homem, derreteria instantaneamente em tal atmosfera. Para colocar isso em perspectiva, a superfície do planeta tem cerca da metade da temperatura da superfície do nosso Sol e é duas vezes mais quente do que a lava. Ele também orbita a sua estrela em um ritmo alucinante. Ele completa uma órbita completa a cada dia terrestre.
 
04. Júpiter 
A atmosfera de Júpiter fabrica tempestades duas vezes maiores do que a Terra. Estas tempestades geram ventos de até 640 km/h e relâmpagos titânicos 100 vezes mais brilhantes do que os do nosso planeta. Por baixo dessa atmosfera assustadora e escura, está um oceano de 40 mil quilômetros de profundidade, feito de hidrogênio metálico líquido. Aqui na Terra, o hidrogênio é um gás incolor e transparente, mas no núcleo de Júpiter, o hidrogênio se transforma em algo nunca visto em nosso planeta. Em camadas exteriores do gigante gasoso, o hidrogênio é um gás, assim como na Terra. Mas, conforme você vai mais fundo, a pressão atmosférica aumenta. Eventualmente, a pressão se torna tão grande que ela chega a comprimir os elétrons dos átomos de hidrogênio. Sob tais condições extremas, o hidrogênio se transforma em um metal líquido, condutor de eletricidade, bem como de calor. Além disso, como um espelho, ele reflete a luz.
 
03. Plutão 
(Nota: Plutão já não é tecnicamente classificado como um planeta). Não deixe a imagem enganá-lo – Plutão não é uma das maravilhas do inverno, e sim um mundo extremamente frio, onde o nitrogênio, monóxido de carbono e metano cobrem a superfície como a neve durante a maior parte do seu ano que equivale a 248 anos terrestres. Esses sorvetes foram transformados do branco para um rosa-marrom devido às interações com raios gama a partir do espaço profundo e do Sol distante. Em um dia claro, o Sol fornece tanto calor quanto a lua cheia fornece para a Terra. A temperatura varia de -228 a -238 ºC. Não é difícil imaginar que seu corpo iria congelar instantaneamente.
 
02. CoRoT-7b
A temperatura neste planeta é tão quente que pode vaporizar rochas. Cientistas que modelaram a atmosfera de CoRoT-7b determinaram que o planeta provavelmente não tem gases voláteis (dióxido de carbono, vapor de água, nitrogênio), e em vez disso, é provável que ele seja composto do que poderia ser chamado de rocha vaporizada. A atmosfera de CoRoT-7b pode ter sistemas meteorológicos que, ao contrário do clima úmido da Terra, produzem chuvas de rocha vaporizada sobre uma superfície da lava derretida. E se o planeta ainda não lhe parece inóspito, saiba que ele também pode ser um pesadelo vulcânico.
 
01. Vênus 
Quem deu a Vênus, o segundo planeta a partir do sol, o apelido de “gêmeo da Terra”, estava totalmente errado. Exceto em seu tamanho, Vênus não é nada parecido com a Terra. Para começar, a atmosfera de Vênus é cheia de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono. Esses gases são responsáveis ​​por fazer este planeta um verdadeiro “inferno”. Nossa atmosfera, que é a principal responsável pela distribuição da energia (e calor) que recebemos do sol, tem o efeito oposto de Vênus. Em vez de controlar a temperatura para que ele tenha um clima mais tropical, a atmosfera de Vênus super-aquece o planeta. É tão quente que é totalmente inóspito para qualquer tipo de vida que estamos familiarizados.
 
Além disso, o dia de Vênus é mais longo que o seu ano. Sim, você leu certo. É preciso mais do que 243 dias terrestres para Vênus completar uma rotação inteira sobre o seu eixo, enquanto leva mais de 225 dias terrestres para fazer uma órbita completa em torno do sol. Então, como seria viver em Vênus? Nada divertido. Você seria sufocado pelo ar tóxico quase que instantaneamente… e esmagado pela colossal pressão atmosférica – tão densa que caminhar sobre a superfície de Vênus seria como andar abaixo de 3.000 metros de água aqui na Terra.
Fonte: Misteriosdomundo.com

Estrelas hipergigantes: os monstros do universo

Você já deve ter ouvido falar de VY Canis Majoris, uma das maiores estrelas do universo conhecido. Espreitando no cosmos a cerca de 4.900 anos-luz da Terra (cerca de 28,8 quatrilhões de quilômetros de nossa casa), Canis Majoris é um monstro. Se essa estrela estivesse no centro do nosso sistema solar, se estenderia para além da órbita de Saturno. Como comparação, a circunferência do nosso Sol é de aproximadamente 4,3 milhões de quilômetros, enquanto a de Canis Majoris é de aproximadamente 3 bilhões de quilômetros.
 
Claro que levaria algumas gerações para alcançarmos essa estrela. Mas mesmo se você fosse magicamente transportado para Canis Majoris a bordo de um avião de passageiros que viaja ao longo da superfície a uma velocidade média de 900 km/h, levaria mais de 1.100 anos para você completar uma única volta em torno da estrela. Uma viagem semelhante em torno do nosso próprio Sol levaria apenas 7 meses. Ainda não está impressionado? A quantidade de energia que o nosso Sol emite em 1 ano é igual ao que esta hipergigante lança em alguns segundos.
 
Anteriormente, a Estrela da Pistola era o objeto estelar mais pesado conhecido. Medindo cerca de 150 massas solares, e abrangendo cerca de 4 anos-luz, a maior concha de gás expelida pela estrela da Pistola é tão grande que poderia se esticar a partir de nosso Sol até as pontas da estrela mais próxima (Proxima Centauro, que está a cerca de 4,2 anos-luz de distância). Mas, com uma massa que já foi de 320 vezes maior do que a do Sol de, R136a1 torna a pistola uma minúscula partícula. Descoberta no início de julho de 2010, R136a1 é a estrela de maior massa no nosso canto do universo, e também tem a maior luminosidade.
 
 Atualmente, a estrela tem uma massa de 265 vezes a massa solar. Mas quando ela nasceu (cerca de um milhão de anos atrás), a estrela pesava 320 vezes mais do que o sol. No entanto, estrelas pesadas rapidamente perdem massa, convertendo-a em energia. R136a1 já perdeu 20% da sua massa durante sua curta vida. Em termos cósmicos, R136a1 ainda é um bebê. Mas, infelizmente, a sua vida já está chegando ao fim. Os cientistas estimam que as estrelas desse porte vivem apenas 3 milhões de anos.

Mais nitrogênio no aglomerado

Estrelas de idade e composição distintas formam os mais antigos agrupamentos de matéria das galáxias  
Surgidos entre 12 e 10 bilhões de anos atrás, os sistemas estelares mais antigos ainda existentes na Via Láctea e outras galáxias são enormes agrupamentos de matéria que reúnem centenas de milhares de estrelas. Na Via Láctea são conhecidos em torno de 160 sistemas desse tipo, distribuídos sob a forma de um halo em torno da galáxia. Denominadas tecnicamente aglomerados globulares, tais formações podem guardar a chave para a compreensão de alguns dos mistérios do Universo primordial. Até o final da década passada, a ideia corrente entre os astrofísicos era a de que todas as estrelas de um aglomerado teriam se formado de uma só vez e, basicamente, com a mesma composição química. Observações mais recentes, no entanto, lançaram dúvidas sobre esse modelo ao mostrarem que há em certos aglomerados globulares várias gerações de estrelas, com distintas idades e diferentes abundâncias de certos elementos da tabela periódica. Em outras palavras, o processo de formação dos aglomerados não deve ter sido tão simples como se cogitou no passado. Um artigo científico publicado em 10 de outubro na revista Astrophysical Journal Letters pelo astrofísico brasileiro Ricardo Schiavon, professor da Universidade John Moores de Liverpool, Inglaterra, reforça essa suspeita atual.
 
No trabalho, Schiavon apresenta uma espécie de lei que parece reger a dinâmica envolvida no surgimento dos aglomerados: quanto maior for a massa desse tipo de formação, maior a quantidade de nitrogênio presente em suas estrelas. Tal correlação é interpretada como uma evidência de que realmente existem várias gerações de estrelas dentro dos aglomerados e de que as populações estelares mais jovens são mais ricas em nitrogênio do que as mais antigas. “Pela primeira vez estabeleceu-se de maneira sólida uma correlação empírica entre um parâmetro global dos aglomerados globulares, como a sua massa, e a composição química das suas estrelas”, diz Schiavon.
 
 “Essa ligação sugere fortemente que os aglomerados de fato sofreram uma evolução química intrínseca.” Com o passar do tempo, o meio interestelar dos aglomerados, constituído de poeira e gás, deve ter se tornado mais rico em nitrogênio – produzido e ejetado pelas primeiras gerações de estrelas ali formadas – e a maior quantidade desse elemento foi progressivamente incorporada à composição das populações subsequentes de estrelas surgidas no interior desses sistemas.
 
Ao lado de colegas dos Estados Unidos e Canadá, o brasileiro encontrou essa correlação depois de ter medido a luz integrada – a luminosidade média de todas as estrelas de 72 aglomerados de Andrômeda, a maior galáxia espiral situada nas proximidades da Via Láctea. Além de estudar a abundância de nitrogênio, os pesquisadores analisaram as quantidades de carbono, ferro, magnésio e cálcio nos aglomerados. Mas, nesses casos, não encontraram uma conexão clara entre massa e qualquer um desses elementos. Embora os aglomerados de nossa própria galáxia estejam muito mais próximos, os pesquisadores optaram por trabalhar com a galáxia vizinha.
 
“Em certo sentido, é mais fácil estudar os aglomerados de Andrômeda do que os de nossa galáxia porque não precisamos olhar em meio a uma floresta de estrelas situadas no “primeiro plano” da nossa visão”, diz o astrofísico Charlie Conroy, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, coautor do trabalho. “Mas os resultados que encontramos devem valer para aglomerados de quaisquer galáxias, inclusive a Via Láctea.”
 
ESTRELAS DE MÉDIO PORTE
O nitrogênio é sintetizado em grande quantidade por estrelas de porte intermediário, com massa de quatro a oito vezes maior do que a do Sol. Como só foi encontrada uma correlação entre a massa dos aglomerados e a presença desse elemento em suas estrelas, os astrofísicos suspeitam que o processo de enriquecimento químico ocorrido no interior desse tipo de formação estelar se deu por meio da incorporação de matéria ejetada por estrelas de tamanho médio. Quando atingem a meia-idade, tais estrelas ejetam grande quantidade de massa sob a forma de ventos estelares. Grandemente enriquecido em nitrogênio, esse material contaminou o gás onde se formaram as gerações mais jovens de estrelas, que, assim, se tornaram mais ricas nesse elemento.
 
Para a astrofísica Beatriz Barbuy, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), especialista na caracterização química de populações estelares (que não participou do estudo com os aglomerados globulares), o trabalho de Schiavon e seus colegas foi bem feito e apresenta resultados consistentes. “A correlação encontrada entre massa e abundância de nitrogênio é importante em vista da grande resistência que havia no passado à ideia de autoenriquecimento de aglomerados”, diz Beatriz. “Ela também confirma as evidências atuais de que há diversas populações de estrelas subsequentes em aglomerados.”
Fonte: Pesquisa Fapesp

Primeira detecção de um exoplaneta "invisível" com base em previsões teóricas

Impressão artística do sistema Kepler-88. Crédito: Alexandre Santerne (CAUP)/ESO/Serge Brunier

Uma equipe de astrónomos europeus, incluindo o português Alexandre Santerne (Centro de Astrofísica da Universidade do Porto), membro da EXOEarths, usou o espectrógrafo SOPHIE no Observatório de Alta Provença (França) para confirmar a presença de Kepler-88 c, um planeta invisível anteriormente previsto graças à perturbação gravitacional que provoca no seu irmão, Kepler-88 b, planeta este que transita em frente da estrela hospedeira. O objectivo principal do telescópio espacial Kepler era procurar trânsitos periódicos em centenas de milhares de estrelas. Foram descobertos mais de 3500 destes trânsitos periódicos durante os 4 anos da missão. No entanto, nem todos os planetas localizados no campo de visão do Kepler transitam a sua estrela-mãe.
 
Na verdade, se o seu plano orbital está ligeiramente desalinhado (nem que seja por apenas poucos graus) com a linha de visão da Terra, o planeta não passa em frente da estrela e, portanto, é "invisível" ao Kepler. Os planetas que partilham a mesma estrela hospedeira interagem gravitacionalmente uns com os outros. Esta interacção entre planetas pode provocar perturbações nos tempos previstos para os trânsitos em sistemas multi-planetários. "A isto chamamos Variações no Tempo de Trânsito (TTV - Transit Timing Variations)," explica a primeira autora do artigo, Susana Barros, investigadora no LAM (Laboratoire d'Astrophysique de Marseille).
 
A técnica TTV é sensível a planetas em sistemas múltiplos até à massa da Terra e, portanto, pode ser usada para revelar a existência de planetas [que não transitam] que causam perturbações no movimento orbital de planetas em trânsito. Este é o caso do sistema Kepler-88, que alberga um planeta em trânsito (Kepler-88 b), descoberto pelo Kepler da NASA e que é fortemente perturbado por um planeta que não transita (Kepler-88 c). "Este sistema apresenta interacções tão fortes que ganhou o apelido de rei das variações de trânsito", acrescenta Rodrigo Diaz, pesquisador que trabalha no Observatório de Genebra (OAUG).
 
Uma análise cuidadosa da interacção dinâmica entre os planetas, previamente realizada por uma equipa liderada por David Nesvorny (SwRI - Southwest Research Institute ou Instituto de Pesquisa do Sudoeste), previu que este sistema tinha dois planetas perto de uma ressonância de 2 para 1 (o período orbital do planeta exterior invisível é exactamente duas vezes mais longo que o planeta interior em trânsito). Esta configuração é semelhante à da Terra e Marte no nosso Sistema Solar, em que Marte orbita o Sol quase a cada 2 anos. Usando o SOPHIE, a equipa mediu independentemente a massa de Kepler-88 c. "O SOPHIE é um instrumento capaz de medir a velocidade de estrelas com uma precisão equivalente à de medir a velocidade de uma bicicleta. Até agora foi usado para caracterizar quase 20 dos planetas do Kepler", realça Alexandre Santerne do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), responsável pela observação dos alvos do Kepler com o SOPHIE.
 
A massa inferida para o planeta invisível está em perfeito acordo com o valor previsto com o método TTV. "Esta é a primeira vez que a massa de um exoplaneta 'invisível', calculada com base em Variações no Tempo de Trânsito, é confirmada de forma independente por outra técnica," comenta Susana Barros. Assim, este resultado confirma o TTV como uma técnica válida para detectar planetas invisíveis e explorar sistemas multiplanetários. A TTV já foi usada para determinar a massa de mais de 120 exoplanetas detectados pelo Kepler, em torno de 47 sistemas planetários, planetas estes com até uma massa várias vezes superior à da Terra.
 
"Esta confirmação independente é uma contribuição muito importante para as análises estatísticas de sistemas multiplanetários do Kepler. Ajuda a melhor compreender as interacções dinâmicas e a formação de sistemas planetários. Permite também antecipar o futuro da exploração de sistemas de exoplanetas a partir do espaço com a missão PLATO," conclui Magali Deleuil, líder da equipa de exoplanetas do Laboratório de Astrofísica de Marselha.
 
Neptuno foi o primeiro planeta detectado com base na influência gravitacional que exercia sobre outro planeta (Úrano). O matemático francês Urbain Le Verrier calculou que as anomalias na órbita de Úrano eram devidas a uma ressonância de 2 para 1 de um planeta que ainda não tinha sido observado. Os seus cálculos levaram Johann Gottfried Galle a descobrir Neptuno a 23 de Setembro de 1846. O artigo científico foi publicado na edição de 17 de Dezembro da revista Astronomy & Astrophysics.
Fonte: Astronomia On-Line
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