9 de jan de 2014

10 objetos extremos descobertos no universo

Descobertas cósmicas são importantes porque expandem nossa compreensão da natureza e do universo, nos permitindo testar nossas teorias físicas e matemáticas. Confira 10 objetos que atingem os extremos que precisamos para avaliar os limites dos nossos cálculos:

10. Kepler 37-b, planeta “minúsculo”
No início deste ano, o Observatório Kepler descobriu um sistema estelar com três planetas, incluindo o menor exoplaneta encontrado até o momento. O telescópio Kepler está convenientemente localizado no espaço, permitindo uma vista panorâmica das estrelas, sem aquela coisa chamada atmosfera atrapalhando no meio do caminho. Apelidado de Kepler 37-b, o planeta bebê é menor do que Mercúrio e apenas cerca de 200 quilômetros de diâmetro maior do que a nossa lua. Infelizmente, ele também cai desconfortavelmente perto do limite que fez Plutão ser rebaixado da condição de planeta. Uma das poucas maneiras que os astrônomos têm para localizar candidatos a exoplanetas é observar uma estrela e esperar que sua luz escureça levemente, quando um planeta transita na sua frente. Essa técnica, no entanto, é muito mais fácil para detectar corpos maiores. A maioria dos exoplanetas que encontramos são muito maiores do que a Terra, geralmente do tamanho de Júpiter. O efeito de escurecimento produzido por Kepler 37-b é quase imperceptível, o que torna a descoberta ainda mais surpreendente.

9. Bolhas de Fermi, estruturas gigantescas da nossa galáxia
A Via Láctea parece absolutamente imensa quando vista plana, como estamos acostumados em ilustrações. Quando vista da sua borda em diante, no entanto, parece incrivelmente fina. Ou pelo menos parecia, até que imagens de raios-X e raios gama nos mostraram o que existe em suas bordas: bolhas de Fermi se sobressaem perpendicularmente ao disco da nossa galáxia e abrangem uma extensão de 50.000 anos-luz, ou cerca de metade do diâmetro da Via Láctea. Nem mesmo a NASA sabe ao certo de onde as bolhas vieram, mas poderiam ser emissões restantes de um buraco negro supermassivo em nosso núcleo galáctico, já que radiação gama é produzida apenas por eventos incrivelmente energéticos.

8. Theia, também conhecido como “pedaço da lua”
Ao longo de quatro bilhões de anos, o sistema solar primitivo era um lugar horrível e extremamente perigoso, cheio de planetoides em pontos diferentes de desenvolvimento. A nossa vizinhança cósmica estava cheia de pedaços de rocha e gelo, de modo que colisões eram frequentes. A maior dessas colisões é responsável por uma das teorias mais populares sobre como a nossa lua surgiu. A hipótese diz que a Terra primordial colidiu com um objeto do tamanho de Marte, chamado Theia. Os dois corpos se encontraram em um ângulo muito específico, e os detritos se uniram com material do nosso planeta e passaram a orbitar a Terra, formando o que é agora a lua. Se o impacto tivesse sido um pouco mais direto, seja para mais perto dos polos ou do equador, os resultados teriam sido drasticamente diferentes, e a Terra poderia ter sido destruída completamente.

7. Grande Muralha Sloan, gigantesco aglomerado de galáxias
A Grande Muralha Sloan é assustadoramente grande e parece absolutamente irreal em comparação aos tamanhos que os seres humanos estão acostumados a lidar. Ela é uma das maiores estruturas do universo, composta de uma série de galáxias que se estendem por 1,4 bilhões de anos-luz. Contém centenas de milhões de galáxias distintas, a maioria das quais faz parte de superaglomerações dentro da estrutura global. Os aglomerados são observáveis na radiação cósmica de fundo e podem ter sido resultado direto do Big Bang. Alguns argumentam que a Grande Muralha Sloan não deve ser considerada uma única estrutura, devido ao fato de que nem todas as galáxias são gravitacionalmente ligadas umas às outras.

6. IGR, menor buraco negro conhecido
Nada no universo inspira tanto medo quanto o poderoso buraco negro, com tração suficiente para engolir a própria luz, que se move a cerca de 300 mil quilômetros por segundo. Já ouvimos falar de buracos negros impressionantemente grandes, com milhares de milhões de vezes a massa do nosso sol, mas, agora, pela primeira vez, encontramos um que é (quase) insignificante. O recorde anterior para menor buraco negro conhecido ainda era cerca de 14 vezes mais massivo que o sol, o que é muito grande para nossos padrões. O novo pequeno, IGR, tem apenas cerca de três vezes a massa do nosso sol, o mínimo de massa necessária para fazer com que uma estrela “caia” sobre si mesmo quando morre. Se fosse menor que isso, teria morrido como o nosso sol vai morrer, lentamente inchando antes de explodir suas camadas exteriores e expelir a maioria do seu material para o espaço.

5. Segue 2, galáxia minúscula
Galáxias são imensas: incontáveis estrelas formando uma imagem tão esmagadoramente grande e luminosa que podemos ver muitas delas a olho nu através de grandes distâncias. Por isso, é fácil esquecer que também existem galáxias no extremo oposto do espectro de tamanho. Segue 2 é um desses exemplos: contém apenas cerca de 1.000 estrelas. Por outro lado, a nossa galáxia possui um número na casa das centenas de bilhões de estrelas. A produção combinada de toda a galáxia é apenas cerca de 900 vezes maior que a do nosso sol, muito abaixo do esperado, considerando que a nossa própria estrela não é especialmente grande ou impressionante em uma escala cósmica. Conforme as capacidades de nossos telescópios melhoram, devemos encontrar mais galáxias como Segue 2, o que é ótimo para a matemática, porque galáxias deste tamanho foram previstas, mas nunca observadas até recentemente.

4. Bacia Borealis, maior cratera do sistema solar 
Desde que começamos a estudar Marte em detalhes, houve discordância sobre o que deixou seus hemisférios tão diferentes um do outro. Uma teoria afirma que a desproporção é devida a um imenso impacto catastrófico que mudou a face do planeta. A Bacia Borealis oferece pistas sobre esse passado tumultuado de Marte, já que é a maior cratera (até agora) encontrada no sistema solar. Ela cobre uma grande parte do planeta: pelo menos 40% dele, abrangendo uma área de 8.500 quilômetros de diâmetro. A segunda maior cratera também está em Marte, mas é quatro vezes menor. Para ter produzido uma cratera deste naipe, o impacto deve ter sido absolutamente de outro mundo, com o projétil calculado como maior do que Plutão.

3. 2000 BD19, asteroide superpróximo ao sol 
Enquanto Mercúrio pode ser o objeto grande mais próximo do sol, há uma abundância de coisas menores que chegam mais perto. Periélio é o ponto em órbita mais próximo da nossa estrela-mãe, e o asteroide 2000 BD19 tem a menor órbita, ficando incrivelmente íntimo com essa gigante bola quente que nos mantém vivos. Como o periélio tem apenas 0,092 unidades astronômicas (1 UA, ou unidade astronômica, é o quão longe a Terra está do Sol), em média, o asteroide fica quente. Tão quente que as temperaturas poderiam derreter o zinco e outros metais. Estudar este asteroide é importante porque nos ajuda a entender como diferentes fatores podem mudar a orientação orbital de um corpo (um desses fatores é famosa teoria da relatividade geral de Einstein).

2. ULAS, o quasar mais antigo 
Alguns buracos negros são extremamente enormes, e isso é de se esperar, porque eles ingerem qualquer coisa que fica em seu caminho. Com duas bilhões de massas solares, ULAS J1120 0641 foi uma grande surpresa para os astrônomos, não necessariamente devido à sua magnitude, mas devido à sua idade. ULAS é o quasar mais antigo (basicamente um buraco negro que vomita no espaço) já encontrado. Ele surgiu menos de 800 milhões de anos após o Big Bang. Isso é absolutamente antigo, e significa que a luz deste quasar fez uma viagem intergaláctica de 12,9 bilhões de anos antes de chegar aqui na Terra. Ninguém sabe porque o buraco negro é tão grande, já que não havia muita coisa para ele comer tanto tempo atrás.

1. Lagos de Titã, litros e litros de líquidos na lua de Saturno 
A sonda Cassini conseguiu, pela primeira vez, fazer excelentes imagens dos lagos no polo norte de Titã, lua de Saturno. Desde 2004, quando começou a orbitar o objeto, não tinha tido uma visão clara para tanto. Água não pode existir nesta paisagem alienígena, mas as temperaturas lá são perfeitas para metano e etano líquidos emergirem do interior da lua. Os principais lagos possuem centenas de quilômetros de largura, com o maior, Kraken Mare, sendo do tamanho do “Mar Cáspio e do Lago Superior [maior lago de água doce do mundo em extensão, entre o Canadá e os Estados Unidos] combinados”. A existência de um ambiente líquido foi essencial para a formação da vida na Terra, mas em Titã isso significa outra coisa, já que mares cheios de hidrocarbonetos são completamente diferentes – materiais não podem se dissolver nesta substância tão bem como podem na água.
Fonte: http://listverse.com/2013/12/28/10-extreme-objects-discovered-in-space/

8 de jan de 2014

Universo pode ser DEZ VEZES maior do que pensamos

Realizar uma estimativa da quantidade de matéria bariônica no universo é um dos trabalhos dos astrônomos. Um dos métodos para tanto envolve contar as galáxias visíveis em uma região do céu, estimar sua massa através do brilho que elas apresentam, e depois extrapolar o número encontrado para o resto do céu.

As estimativas que os astrônomos chegaram envolvem os seguintes números:

  • 10 milhões de superaglomerados;
  • 25 bilhões de grupos de galáxias;
  • 350 bilhões de galáxias gigantes;
  • 7 trilhões de galáxias anãs;
  • 30 bilhões de trilhões (3×10²²) de estrelas no universo visível.

  • Entretanto, os astrônomos que obtiveram estes números sabem que se trata de uma estimativa incompleta. Em primeiro lugar, só podemos obter informação de estrelas cuja luz já teve tempo de chegar até nós desde a formação do universo, criando o horizonte observável. Além disso, parte da luz de galáxias distantes é absorvida por nuvens de gás e poeira, não chegando a nós.
     
    Para verificar o quanto esta estimativa é real, astrônomos do Observatório de Genebra resolveram investigar a região no espaço profundo chamada “campo GOODS-South”, usando o telescópio europeu VLT (“Very Large Telescope” ou “Telescópio Bem Grande” em tradução livre), no Chile, em busca de galáxias cuja luz foi emitida há mais de 10 bilhões de anos (ou seja, com redshift igual a 2.2). A equipe liderada pelo astrônomo Matthew Hayes fez um exame daquela região usando duas metodologias diferentes.
     
    Primeiro, eles procuraram pela radiação Lyman-alfa (abreviada normalmente como Lya), um dos procedimentos padrão para investigar galáxias distantes. Em seguida, usaram a câmera especializada chamada HAWK-1, em busca de linhas de hidrogênio-alpha (abreviada Ha), uma outra forma de radiação emitida pelo hidrogênio.
     
    Comparando seus achados com os de estudos anteriores na mesma região, eles descobriram muitas fontes de luz que haviam escapado a exames anteriores, incluindo algumas das galáxias de luz mais fraca já encontradas. A partir destas comparações, Hayes estima que todos os estudos usando a radiação Lya estão errados em uma ordem de magnitude, e devem ser revisados. Ou seja, para cada 10 galáxias encontradas usando Lya, existem mais 100 galáxias cuja luz na faixa Lya foi absorvida pelo caminho e não foi observada.
    Fonte: Hypescience.com

    Estudo descobre que os elétrons são perfeitamente redondos e isto é um problema

    Más notícias, pessoal! Novas medições mostram que os elétrons são perfeitamente redondos. Isso é um problema, porque a descoberta significa que alguma coisa ainda está muito errada com uma teoria crítica que deveria nos dizer por que o universo existe. No ano passado, físicos das universidades norte-americanas de Harvard e Yale conduziram um experimento para medir a “granulosidade” dos elétrons. Os pesquisadores esperavam encontrar anormalidades dentro da carga negativa do elétron. Tal observação poderia ter apontado para a existência de partículas pesadas não descobertas.
     
    Essa evidência é necessária para apoiar teorias além do Modelo Padrão de Partículas da Física, como a supersimetria de escala fraca. Como está, o Modelo Padrão – uma descrição dos elementos fundamentais do universo – é incompleto; ele não consegue explicar mistérios cosmológicos, como a matéria escura e a gravidade. Contudo, caso fosse descoberto que o elétron tem, digamos, a forma de um ovo, poderia sugerir a existência de partículas de sombra – companheiras de partículas subatômicas regulares.
     
    Os cientistas esperam encontrar algumas dessas partículas de conjectura de matéria medindo seus efeitos sobre a forma do elétron, ou mais precisamente, a partícula subatômica de carga negativa que orbita dentro de cada átomo. Porém, as novas medições, realizadas por instrumentos com maior sensibilidade, mostram que o elétron é, de fato, uma esfera perfeita. A experiência fracassou em resolver problemas com o Modelo Padrão – um resultado frustrante, na verdade. Destemidos, os pesquisadores querem tornar seus instrumentos 10 vezes mais sensíveis e realizar novas medições. A caçada continua.
    Fonte:hypescience.com
    [io9]

    Seria este o fim da teoria das cordas? Ou a vitória?

    Cientistas da Universidade de Towson (EUA) identificaram um teste prático com base nos movimentos dos planetas, luas e asteroides que poderia provar (ou acabar com) a teoria das cordas.
    A teoria das cordas pretende compreender todas as forças do universo – por isso, também é chamada de “teoria de tudo” -, mas até agora não podia ser testada com nenhuma instrumentação existente, porque a escala de nível e tamanho de energia para ver seus efeitos são muito extremos. No entanto, inspirados por Galileu Galilei e Isaac Newton, cientistas afirmam que medidas precisas das posições dos corpos do sistema solar poderiam revelar discrepâncias muito ligeiras no que é previsto pela teoria da relatividade geral e o princípio da equivalência, estabelecendo novos limites máximos para medir os efeitos da teoria das cordas.
     
    A teoria das cordas espera fornecer uma ponte entre duas teorias bem testadas, mas ainda incompatíveis, que descrevem toda a física conhecida: a da relatividade geral de Einstein, a nossa teoria reinante de gravidade, e o Modelo Padrão da física de partículas, ou teoria quântica de campos, que explica todas as outras forças além da gravidade. A teoria das cordas postula que toda a matéria e energia do universo é composta de cordas unidimensionais. Essas sequências são um quintilhão de vezes menor do que o átomo de hidrogênio já infinitesimal e, portanto, muito pequenas para se detectar indiretamente. Da mesma forma, encontrar sinais dessas cordas em um acelerador de partículas exigiria milhões de vezes mais energia do que a que foi necessária para identificar o famoso bóson de Higgs.
     
    “Os cientistas brincam que a teoria das cordas é promissora, e sempre será promissora, por causa da falta de poder para testá-la”, diz o Dr. James Overduin, do Departamento de Física, Astronomia e Geociências da Universidade de Towson, primeiro autor do estudo. “O que nós identificamos é um método simples para detectar ‘falhas’ na relatividade geral que poderiam ser explicadas pela teoria das cordas”. Overduin e seu grupo expandiram um conceito proposto por Galileu e Newton para explicar a gravidade. Segundo a história, Galileu deixou cair duas bolas de pesos diferentes da Torre de Pisa para demonstrar como elas iriam bater no chão ao mesmo tempo.
     
     Anos mais tarde, Newton percebeu que a mesma experiência é realizada pela Mãe Natureza todo o tempo no espaço, onde as luas e planetas do sistema solar “caem” continuamente um no outro à medida que orbitam em torno de seus centros de massa comum. Newton usou observações de telescópio para concluir que Júpiter e suas luas galileanas caem com a mesma aceleração em direção ao sol.  O mesmo teste pode ser usado para a teoria das cordas. O campo gravitacional funciona com exatamente a mesma força para todas as formas de matéria e energia, uma observação que levou Einstein a sua teoria da relatividade geral, que está atualmente consagrada na física como o princípio de equivalência.
     
    A teoria das cordas prevê violações do princípio da equivalência, pois envolve novos campos que funcionam de forma diferente para objetos de composição diferente, levando-os a acelerar de forma diferente, ainda que no mesmo campo gravitacional. Com base no trabalho feito por Kenneth Nordtvedt e outros cientistas na década de 1970, Overduin e seus colaboradores consideram três possíveis assinaturas de violação do princípio de equivalência no sistema solar: desvios na Terceira Lei do movimento planetário de Kepler; deriva dos pontos estáveis de Lagrange; e polarização orbital (também conhecida como o efeito Nordtvedt), em que a distância entre dois corpos como a Terra e a lua oscila devido às diferenças de aceleração em direção a um terceiro corpo como o sol.
     
    Até à data, não existe qualquer evidência de qualquer uma destas assinaturas. No entanto, todas as observações da ciência envolvem algum grau de incerteza experimental. A abordagem da equipe de Overduin é usar justamente essas incertezas experimentais para aumentar os limites e mostrar possíveis violações do princípio de equivalência por parte dos planetas, luas e asteroides troianos no sistema solar. Os satélites de Saturno, Tétis e Dione, são um caso de teste particularmente fascinante. Tétis é feito quase inteiramente de gelo, enquanto Dione possui um núcleo rochoso. Ambos têm um companheiro troiano. Outro motivo que os torna excepcionalmente valiosos como potencial teste da teoria das cordas é que, em uma era de orçamentos científicos cada vez maiores, possuem custo comparativamente reduzido. Só nos resta esperar pelos resultados.
    Fonte: Hypescience.com
    [Phys]

    Instrumento faz primeiras imagens diretas de exoplanetas

    Beta Pictoris b, um planeta muito maior que Júpiter, é registrado pelo instrumento GPI ao lado de sua estrela, que tem o brilho escondido e aparece no centro da imagem. O GPI foi criado para registrar exoplanetas Foto: Christian Marois, NRC Canada / Divulgação

    Após quase uma década de desenvolvimento, o instrumento Gemini Planet Imager (GPI) começou a coletar luz de mundos distantes. O equipamento foi desenvolvido, construído e otimizado para registrar planetas fora do Sistema Solar. Além disso, ele deve estudar discos de poeira ao redor de jovem estrelas, onde podem nascer novos planetas. O GPI atuará no telescópio Gemini, um dos maiores do mundo (com espelho de 8 metros), que fica no Chile. O Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL, na sigla em inglês) contribuiu com o projeto ao desenvolver um sensor de infravermelho de ultraprecisão.

    O sensor serve para medir pequenas distorções na luz da estrela que podem esconder um planeta. "Primeiro, nós mantemos a estrela no centro do instrumento, então seu brilho é bloqueado ao máximo. Segundo, garantimos que o instrumento em si está estável durante as longas exposições necessárias para registrar os fracos companheiros (planetas)", diz Kent Wallace, do JPL.

    O GPI detecta o infravermelho, ou emissão de calor de jovens planetas parecidos com Júpiter e que tem órbitas distantes de sua estrela. Cada planeta registrado pode ser estudado em detalhes, revelando os componentes de sua atmosfera. Apesar de ter sido criado para observar planetas distantes, o GPI pode estudar mundos dentro do Sistema Solar. Na terça-feira, os cientistas divulgaram as imagens de teste da lua Europa, de Júpiter, durante o encontro da Sociedade Americana de Astronomia, em Washington.
    Fonte: Terra

    Nasa prevê 'chuva de ferro derretido' e 'neve' de areia quente em estrela anã

    Astrônomos apresentam a primeira 'previsão do tempo' para uma estrela anã marrom 
    Ilustração mostra como seria o clima na estrela anã marrom Foto: Nasa / Divulgação

    A primeira previsão do tempo para uma estrela anã marrom acaba de ser divulgada – e os prognósticos não são bons. Astrônomos preveem chuva de ferro derretido e "neve" de areia quente, com possibilidade de trovoadas e furacões. Novas observações do telescópio Spitzer, da agência espacial americana Nasa, revelam nuvens turbulentas que circulam ao redor da estrela anã marrom. Estrelas anãs marrons são consideradas uma espécie de versão "fracassada" de um astro normal, já que elas não conseguiram adquirir massa suficiente para sustentar o contínuo processo de fusão de átomos. A previsão meteorológica foi divulgada no 23º encontro da Sociedade Americana de Astronomia, em Washington.
     
    'Deixe nevar'
    É o retrato mais detalhado já feito de um planeta fora do sistema solar. Ao comentar o estudo, o professor Adam Burgasser, da Universidade da Califórnia, fez uma brincadeira com a canção de jazz "Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!".
    Vamos todos cantar a previsão de nossa estrela anã mais próxima: deixe nevar pedras, deixe nevar areia, deixe nevar minerais", disse Burgasser. Os astrônomos usaram o Spitzer para analisar 44 estrelas anãs marrons diferentes no sistema de Luhman 16AB – o mais próximo da Terra com presença de estrelas anãs, a 6,5 milhões de anos-luz do nosso sistema. Eles encontraram evidências de clima em apenas metade delas.
     
    "As tempestades em estrelas marrons são muito mais violentas e variáveis", diz Aren Heinze, da Stony Brook University, de Nova York. "A chuva é quente demais para virar água. Provavelmente se trata de ferro derretido e silicatos (areia).  Na medida em que os astros giravam ao redor do próprio eixo, os astrônomos observaram mudanças no brilho da superfície – sinais da existência de nuvens.
     
    "Isso faz de nós 'astro-meteorologistas'. Nós conseguimos prever quão encoberto o tempo ficará, qual será a temperatura e quanto vento haverá em um determinado dia", disse Burgasser. Os ventos detectados possuem velocidades de 160 a 640 quilômetros por hora. As temperaturas alcançam 1,2 mil graus e há nuvens cobrindo metade da superfície do planeta. Uma nuvem chega sozinha chega a cobrir 20% da estrela. Astrônomos a compararam com a Grande Mancha de Júpiter, uma gigantesca tempestade que cobre 1% do planeta. Ao que tudo indica, a Grande Mancha Vermelha não é tão grande assim", diz Burgasser.
    Fonte:Terra

    Hubble caça as primeiras galáxias do Universo

    Imagem do projeto Frontier Fields feita com o Hubble revela algumas das galáxias mais antigas do Universo
     
    Cientistas do mundo todo estão usando o Telescópio Espacial Hubble para tentar observar as primeiras galáxias do Universo. Os resultados iniciais do projeto, chamado The Frontier Fields (Os Campos da Fronteira), foram apresentados nesta terça-feira, durante a reunião anual da Sociedade Astronômica Americana, em Washington.  Para que se tenha uma ideia do tamanho do avanço, as galáxias observadas agora são 20 vezes menos brilhantes do que as mais discretas vistas até então. Elas remontam a épocas anteriores a 12 bilhões de anos atrás. Em comparação, estima-se que o Big Bang — evento que teria dado origem ao Universo — aconteceu há cerca de 13,8 bilhões de anos. Para obter esse alcance sem precedentes, os pesquisadores combinaram o poder de observação do Hubble com um estranho fenômeno descrito pela teoria da relatividade geral de Albert Einstein: as lentes gravitacionais.
     
    LUPAS NO ESPAÇO

    Calma, não se apavore. É mais simples do que parece. A grande revolução da teoria de Einstein foi mostrar que objetos com massa, como a Terra ou o Sol, fazem o espaço ao redor deles se curvar. Isso significa que, ao passar de raspão pelo Sol, um raio de luz sofre um suave desvio de sua trajetória original — exatamente como a luz que passa por uma lupa é desviada, fazendo com que o objeto observado por ela pareça maior do que é. Moral da história: os astrônomos podem usar objetos com bastante massa (que geram bastante gravidade) como se fossem “lupas cósmicas”, ampliando a imagem de outros astros que estão atrás deles. Para fazer isso, o grupo internacional de astrônomos responsável pelo projeto apontou o Hubble para um aglomerado de galáxias chamado Abell 2744, que contém centenas de galáxias e está a 3,5 bilhões de anos-luz de distância.
     
    O objetivo não era estudar o aglomerado em si, mas usar a gravidade combinada dele para ampliar a luz de objetos que estivessem ainda mais distantes, atrás dele. Em astronomia, olhar para as regiões mais distantes equivale a enxergar o cosmos como ele era bilhões de anos atrás. Afinal, esse é o tempo para que a luz que saiu desses objetos naquela época remota chegue até a Terra. Portanto, por meio de estratégias como essa, os cientistas podem estudar como eram as galáxias em seu estado mais primitivo. E o esforço aparentemente deu certo. Foram reveladas aproximadamente 3.000 galáxias ao fundo do Abell 2744 que de outro modo não poderiam ser observadas. Ainda não se sabe, contudo, se estamos diante das primeiras galáxias que se formaram no Universo ou se outras mais antigas podem estar ainda mais longe, fora do alcance de detecção atual.
     
    “O Frontier Fields é um experimento; podemos usar a incrível qualidade de imagem do Hubble e a teoria da relatividade geral de Einstein para procurar pelas primeiras galáxias?”, disse Matt Mountain, atual diretor do STScI (Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, órgão responsável pela administração do Hubble). Em combinação com essas observações, serão feitas também imagens similares com o Spitzer (que detecta infravermelho) e o Chandra (que estuda raios X). Espera-se que a sobreposição de informações permita estudar a evolução das galáxias do Universo bebê e compreender como elas eventualmente evoluiriam para objetos como a nossa Via Láctea, uma galáxia espiral que reúne cerca de 200 bilhões de estrelas, dentre elas o Sol.
     
    LONGA BUSCA
     
    O Hubble já tem uma imensa tradição na caça aos objetos mais distantes do cosmos. Foi com o chamado “Campo Profundo do Hubble”, obtido em 1995, que essa saga começou. A ideia, engendrada pelo astrofísico Robert Williams, então diretor do STScI, era de uma simplicidade franciscana. Bastava apontar o telescópio para uma região aparentemente vazia do céu e fazer exposições da mesma área, durante dez dias seguidos, para colher o máximo de luz possível daquele aparente vazio. Eis que a ideia deu resultado: em lugar do nada, o Hubble registrou quase 3.000 galáxias distantes num pedacinho de céu equivalente ao tamanho de uma bola de tênis observada a cem metros de distância.
     
    Nasceu ali o primeiro estudo sofisticado do Universo primordial. O Campo Profundo do Hubble foi o primeiro esforço nesse sentido, seguido pelo Campo Ultraprofundo do Hubble, obtido pelo mesmo método, mas com uma câmera mais poderosa, em 2004. No ano retrasado, foi obtido o Campo Profundo Extremo do Hubble, que representa um pedacinho do Campo Ultraprofundo e revelou 5.500 novas galáxias, que remontam a até 13,2 bilhões de anos atrás.
    Fonte: Mensageiro Sideral

    Telescópio mais sensível do mundo começa a mapear a Via Láctea em 3D

    Telescópio Gaia custou 740 milhões de euros e viajou por três semanas até atingir um ponto estável a 1,5 milhão de quilômetros da Terra
    Com definição de um bilhão de pixels, sensores do satélite Gaia podem medir com precisão, a partir da Lua, o dedão de uma pessoa na Terra Foto: AFP 

    O telescópio Gaia, que vai fazer o mais detalhado mapeamento da Via Láctea, entrou em operação nesta quarta-feira. Lançado em 19 de dezembro a partir da base da Agência Espacial Europeia (ESA) na Guiana Francesa, o equipamento de 740 milhões de euros vai fazer um mapeamento tridimensional de alta precisão da galáxia. Trata-se do telescópio com maior sensibilidade já construído. Seus sensores combinados atingem uma definição de um bilhão de pixels. Isso permitiria medir com precisão, a partir da lua, o dedão de uma pessoa na Terra.
     
    A expectativa é que novos corpos celestes, incluindo planetas fora do sistema solar, possam ser identificados. Os dados prometem trazer mais pistas sobre a origem e a evolução do universo. A empresa Astrium, que construiu o telescópio, explica que boa parte de sua estrutura é feita de carbeto de silício, um material cerâmico muito leve e durável. Ele suporta variações térmicas amplas e assegura o bom funcionamento em baixas temperaturas, como os 110 graus Celsius negativos que o telescópio precisa enfrentar. Placas de transmissão de dados em alta velocidade farão o envio das informações à Terra.
     
    As imagens serão capturadas simultaneamente por duas estruturas e direcionadas a uma mesma câmera.​ O novo telescópio está em orbita a 1,5 milhão de quilômetros da Terra e, em sua órbita, leva 180 dias para dar uma volta ao planeta. A estação espacial internacional ISS, por exemplo, faz seu giro em torno do planeta em 90 minutos. Para eventuais ajustes de sua orbita ou posição, o equipamento conta com propulsores de nitrogênio. Segundo o gerente de operações da aeronave, David Milligan, essas correções são importantes para manter o sol distante dos delicados instrumentos científicos do telescópio. 

    O equipamento vai passar agora por uma fase de quatro meses de ajustes. Depois de calibrado, deve operar por cinco anos. Nesse período, devem ser coletados dados de mais de um bilhão de estrelas, com o mapeamento de suas posições e movimentos, temperatura, luminosidade e composição. De acordo com a ESA, para garantir a precisão dos dados, cada estrela deverá ser observada cerca de 70 vezes. O volume de dados deve ultrapassar um milhão de gigabytes, o que equivale a cerca de 200 mil DVDs de informação.
    Fonte: Terra

    7 de jan de 2014

    Recém-descoberto planeta tem massa da Terra mas é gasoso

    Impressão de artista de KOI-314c, o planeta mais leve até à data com a sua massa e tamanho físico medido. Tem a mesma massa que a Terra, mas é 60% maior em diâmetro.Crédito: C. Pulliam & D. Aguilar (CfA)
     
    Uma equipe internacional de astrónomos descobriu o primeiro planeta com a massa da Terra que transita, ou passa em frente, da sua estrela-mãe. KOI-314c é o planeta mais leve a ter a sua massa e tamanho físico medido. Surpreendentemente, embora o planeta tenha a mesma massa que a Terra, é 60% maior em diâmetro, o que significa que deve ter uma atmosfera gasosa muito espessa. Este planeta pode ter a mesma massa que a Terra, mas certamente não é como a Terra," afirma David Kipping do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (CfA), autor principal da descoberta. "Prova que não existe uma linha divisória clara entre os mundos rochosos como a Terra e os mundos de água ou gigantes gasosos."
     
    Kipping apresentou ontem a sua descoberta durante uma conferência de imprensa da 223.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana. A equipe obteve as características do planeta usando dados do telescópio Kepler da NASA. KOI-314c orbita uma anã vermelha ténue localizada a aproximadamente 200 anos-luz de distância. Completa uma volta a cada 23 dias. A equipa estima que a sua temperatura seja de 104 graus centígrados, demasiado quente para a vida como a conhecemos.KOI-314c é apenas 30% mais denso que a água. Isto sugere que o planeta está envolto por uma atmosfera de hidrogénio e hélio com centenas de quilómetros de espessura.
     
    Poderia ter começado como um mini-Neptuno e perdido alguns dos seus gases atmosféricos ao longo do tempo, fervidos pela intensa radiação da sua estrela. É um desafio obter a massa de um planeta tão pequeno. Convencionalmente, os astrónomos medem a massa de um exoplaneta ao medir as pequenas oscilações da estrela induzidas pela gravidade do planeta. Este método de velocidade radial é extremamente difícil para um planeta com a massa da Terra. O anterior detentor deste recorde de menor massa medida (Kepler-78b) tem uma massa 70% superior à da Terra. Para KOI-314c, a equipa contou com uma técnica diferente conhecida como Variações no Tempo de Trânsito (TTV - Transit Timing Variations).
     
    Este método apenas pode ser utilizado quando mais do que um planeta orbita a estrela. Os dois planetas exercem força um sobre o outro, mudando ligeiramente os tempos em que transitam a sua estrela hospedeira. "Em vez de olhar para a oscilação da estrela, essencialmente olhamos para a oscilação de um planeta," explica o segundo autor, David Nesvorny do Instituto de Pesquisa do Sudoeste (Southwest Research Institute - SwRI). "O Kepler viu dois planetas que transitavam continuamente em frente da mesma estrela. Ao medir com muito cuidado os tempos dos trânsitos, fomos capazes de descobrir que os dois planetas estão trancados numa dança intricada de pequenas oscilações, fornecendo as suas massas."
     
    O segundo planeta no sistema, KOI-314b, tem mais ou menos o mesmo tamanho que KOI-314c mas é significativamente mais denso, com cerca de 4 vezes a massa da Terra. Orbita a estrela a cada 13 dias, o que significa que está numa ressonância de 5 para 3 com o planeta exterior. O TTV é um método muito jovem de descobrir e estudar exoplanetas, usado pela primeira vez em 2010. Esta nova medição mostra o poder potencial do TTV, particularmente quando se trata de planetas de baixa-massa difíceis de estudar usando técnicas tradicionais. "Estamos trazendo as Variações no Tempo de Trânsito até à maturidade," afirma Kipping. O planeta foi descoberto por acaso pela equipa enquanto vasculhavam os dados do Kepler, não em busca de exoplanetas, mas de exoluas.
     
    O projecto HEK (Hunt for Exomoons with Kepler), liderado por Kipping, procura TTVs no tesouro planetário do Kepler, que também podem ser sinais da presença de exoluas. "Quando nos apercebemos que este planeta apresentava variações no tempo de trânsito, a assinatura era claramente devida a outro planeta no sistema e não uma lua. Ficámos desapontados ao início por não ser uma lua, mas rapidamente apercebemo-nos que era uma medição extraordinária," afirma Kipping.
    Fonte: Astronomia On-Line

    Super-terras têm pouca semelhança com nosso planeta, dizem cientistas

    Em conferência, astrônomos afirmam que nosso planeta é 'único'. Já foram catalogados 3 mil exoplanetas com chance de vida extraterrestre.
    Concepção artística de um exoplaneta passando perto de sua estrela (Foto: Nasa/ESA/G. Bacon)
     
    Os astrônomos os chamam de super-terras e eles são abundantes fora do nosso sistema solar, mas quanto mais os cientistas aprendem sobre eles, mais nosso planeta parece um "estranho no ninho" quando comparado. Acredita-se que planetas do tamanho da Terra ou até quatro vezes maiores representem três quartos dos planetas candidatos a ter condições favoráveis à vida descobertos pelo telescópio espacial Kepler, da agência espacial americana (Nasa). Até agora, os astrônomos catalogaram cerca de 3.000 destes planetas na esperança de que possam indicar a existência de vida fora da nossa galáxia.
     
    Mas especialistas reunidos em um encontro da Sociedade Astronômica Americana nos arredores de Washington afirmaram nesta segunda-feira (6) que embora os exoplanetas sejam comuns, eles têm pouca semelhança com a Terra. "Nosso sistema solar parece ser diferente. Todos estes planetas que a Kepler descobriu são estranhos", disse Yoram Lithwick, da Universidade Northwestern. "De 20% a 30% de todas as estrelas têm estes planetas malucos", acrescentou.
     
    Excesso de gás

    Super-terras e mini-Netunos que têm mais de duas vezes e meia o raio da Terra "devem ser cobertos com montes e montes de gás, o qual é o resultado mais surpreendente", afirmou Lithwick. Ele estudou cerca de 60 destes planetas e descobriu que provavelmente eles se formaram "muito rapidamente depois do nascimento de sua estrela, enquanto ainda havia um disco gasoso ao redor da estrela". "Em comparação, acredita-se que a Terra tenha sido formada muito depois de que o disco de gás desapareceu", acrescentou. Não apenas muitos destes planetas são mais quentes do que a Terra, com há uma quantidade de gás enorme cobrindo seu núcleo rochoso resultando em pressão atmosférica extrema. "Aqui na Terra seria como estar sob 10 oceanos", afirmou Geoff Marcy, da Universidade da Califórnia em Berkeley.
     
    Vida fora da Terra?

     Consultado se seria possível encontrar vida nestas condições, Marcy disse aos jornalistas ter feito a mesma pergunta a alguns de seus amigos especialistas em biologia. Resumidamente, eles não têm certeza, afirmou. "Não é impossível", estimou. 'Nós sabemos muito pouco sobre como a vida começou e em quais ambientes pode florescer'. O telescópio Kepler foi lançado em 2009 em uma missão de busca de planetas similares à Terra ao observar seu trânsito ou ofuscamento diante da luz, à medida que passam em frente a suas estrelas. Ele não está mais completamente operacional, tendo perdido a tração em duas de suas quatro rodas de orientação no ano passado, mas astrônomos esperam que consiga continuar enviando observações limitadas de mundos distantes.
    Fonte: G1

    ALMA descobre fábrica de poeira em Supernova

    Esta impressão de artista da Supernova 1987A tem por base dados reais e revela as regiões frias e interiores do resto da estrela que explodiu (em vermelho) onde tremendas quantidades de poeira foram detectadas e fotografadas pelo ALMA. Esta região interior contrasta com a concha exterior (círculos azuis e esbranquiçados), onde a onda de choque da supernova colide com o invólucro de gás expelido pela estrela antes da sua poderosa detonação. Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/Alexandra Angelich (NRAO/AUI/NSF)
     
    Novas observações obtidas pelo ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) mostram pela primeira vez os restos de uma supernova recente a transbordar de poeira recentemente formada. Se uma quantidade suficiente desta poeira conseguir percorrer o difícil trajecto até ao espaço interestelar, poderemos ter a explicação de como muitas galáxias adquiriram uma aparência fusca e poeirenta. As galáxias podem ser locais bastante poeirentos. Pensa-se que as supernovas são a principal fonte dessa poeira, particularmente no Universo primordial. No entanto, evidências directas da capacidade das supernovas em formar poeira têm sido difíceis de observar, não tendo sido possível até agora explicar a enorme quantidade de poeira detectada nas galáxias jovens distantes.
     
     Observações obtidas com o ALMA começam, no entanto, a mudar este facto. Descobrimos uma quantidade notável de poeira concentrada na região central do material ejectado por uma supernova relativamente jovem e próxima," disse Remy Indebetouw, astrónomo no Observatório Nacional de Rádio astronomia (NRAO, National Radio Astronomy Observatory) e da Universidade de Virgínia, ambos em Charlottesville, EUA. "Esta é a primeira vez que conseguimos efectivamente obter uma imagem do local onde a poeira se forma, o que é um passo importante na compreensão da evolução das galáxias."
     
    Uma equipa internacional de astrónomos utilizou o ALMA para observar os restos brilhantes da Supernova 1987A, situada na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã que orbita a Via Láctea a uma distância de cerca de 160.000 anos-luz da Terra. SN 1987A é a explosão de supernova mais próxima jamais observada, depois da observação de Johannes Kepler de uma supernova que explodiu no interior da Via Láctea em 1604. Os astrónomos previram que, à medida que o gás arrefece depois da explosão, enormes quantidades de poeira formar-se-iam sob a forma de átomos de oxigénio, carbono e silício, ligados entre si nas regiões centrais frias do resto de supernova. No entanto, observações anteriores de SN 1987A obtidas com telescópios infravermelhos durante os primeiros 500 dias depois da explosão, revelaram apenas uma pequena quantidade de poeira quente.
     
    Com a resolução e sensibilidade sem precedentes do ALMA, a equipa de investigação conseguiu obter imagens da muito mais abundante poeira fria, que brilha intensamente na radiação milimétrica e submilimétrica. Os astrónomos estimam que o resto de supernova contém agora cerca de 25% da massa do Sol em poeira recentemente formada. A equipa descobriu também que se formaram quantidades significativas de monóxido de carbono e de monóxido de silício.  SN 1987A é um lugar especial porque, uma vez que não se misturou com o meio circundante, o que lá se encontra é efectivamente o que se formou no local," disse Indebetouw. "Os novos resultados ALMA, que são os primeiros deste tipo, revelam um resto de supernova a transbordar de material que simplesmente não existia há algumas décadas atrás."
     
    As supernovas podem, no entanto, tanto criar como destruir os grãos de poeira. À medida que a onda de choque da explosão inicial se propaga no espaço, produz anéis de matéria resplandecentes, já observados anteriormente com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. Ao atingir este envelope de gás, deixado pela estrela gigante vermelha no final da sua vida, uma parte desta enorme explosão ricocheteia de volta em direcção ao centro do resto de supernova. "A determinada altura, esta onda de choque que vem de volta colidirá com os amontoados de poeira recentemente formada," disse Indebetouw.
     
    "É provável que alguma desta poeira seja destruída nessa altura. É difícil prever a quantidade que será destruída - talvez apenas um pouco, mas possivelmente cerca de metade ou mesmo dois terços." Se uma fracção razoável sobreviver e chegar ao espaço interestelar, poderá explicar a enorme quantidade de poeira que os astrónomos detectam no Universo primordial.  As galáxias muito primordiais são incrivelmente poeirentas e esta poeira desempenha um papel importante na evolução das galáxias, "disse Mikako Matsuura da University College London, no Reino Unido. "Hoje sabemos que a poeira pode ser criada de várias maneiras, mas no Universo primordial a maior parte deve ter tido origem nas supernovas. E agora temos finalmente uma evidência directa que apoia esta teoria."
    Fonte: Astronomia On-Line

    Uma pista para a verdadeira natureza da gravidade?

    © NSF (pulsar e anãs brancas)
     
    Uma equipe internacional de astrônomos usando o telescópio Green Bank (GBT) do National Science Foundation (NSF) descobriram um sistema estelar único que consiste em duas estrelas anãs brancas e um pulsar superdenso que podem fornecer uma pista chave para resolver um dos principais problemas pendentes de física fundamental, a verdadeira natureza da gravidade. Os pulsares são estrelas de nêutrons que emitem pulsos de ondas de rádio como um farol que varrem rapidamente através do espaço quando o objeto gira sobre seu eixo. O pulsar Boyles descoberto fica a cerca de 4.200 anos-luz da Terra, e gira a cerca de 366 vezes por segundo.
     
    Tais pulsares que giram em rapidamente são chamados pulsares de milissegundo, e podem serem usados como ferramentas de precisão para estudar uma variedade de fenômenos, incluindo pesquisas das elusivas ondas de gravidade. Observações subsequentes mostraram que o pulsar está em uma órbita estreita com uma estrela anã branca, e que o par está em órbita com outra estrela anã branca mais distante. Após a descoberta, nós rotineiramente realizamos medições de acompanhamento do pulsar para caracterizar suas propriedades ", disse Jason Boyles, ex-aluno de pós-graduação da Universidade West Virginia, agora um membro do corpo docente da Western Kentucky University, que originalmente descobriu o pulsar em 2012, como parte de uma busca em grande escala para os pulsares com o GBT.
     
    Neste caso, as medições da frequência de rotação revelou uma órbita complexa, que só poderia ser explicada invocando a presença de duas estrelas anãs brancas orbitando conjuntamente com o pulsar.
    Este sistema triplo fornece um laboratório natural cósmico muito melhor do que qualquer coisa encontrada anteriormente para descrever exatamente como esses sistemas de três corpos trabalham e, potencialmente, para a detecção de problemas com a Relatividade Geral que os físicos esperam ver em condições extremas.
     
    Os cientistas começaram um programa de observação intensiva usando o GBT, o radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, e o radiotelescópio Westerbork Synthesis, na Holanda. Eles também estudaram o sistema usando os dados do Sloan Digital Sky Survey, do satélite GALEX, do telescópio WIYN em Kitt Peak, no Arizona, e o telescópio espacial Spitzer. Os pesquisadores observaram que as perturbações gravitacionais impostas a cada um dos membros desse sistema pelos outros são incrivelmente pura e forte. O pulsar de milissegundo serve como uma ferramenta extremamente poderosa para medir com precisão essas perturbações.
     
    A pesquisa deste sistema utilizou técnicas que remontam aos utilizados por Issac Newton para estudar o sistema Terra-Lua-Sol, combinado com o método posterior da gravidade de Albert Einstein. Este sistema descoberto propicia aos cientistas a melhor oportunidade de descobrir a violação de um conceito chamado de Princípio da Equivalência.
     
    Este princípio afirma que o efeito da gravidade sobre um corpo não depende da natureza ou estrutura interna desse corpo. Enquanto a Teoria da Relatividade Geral de Einstein foi até agora confirmada por cada experiência, não é compatível com a teoria quântica. Por causa disso, os físicos esperam que ele irá quebrar sob condições extremas. Este sistema triplo de estrelas compactas fornece uma grande oportunidade de obter a violação de uma forma específica do princípio da equivalência chamado de Princípio da Equivalência Forte.
     
    Nesta condição, o efeito gravitacional da anã branca exterior seria idêntico tanto para a anã branca interior e da estrela de nêutrons. Se o Princípio da Equivalência Forte é inválido de acordo com as condições deste sistema, o efeito gravitacional da estrela exterior sobre a anã branca interior e da estrela de nêutrons seria um pouco diferente e o pulsar de alta precisão poderia facilmente mostrar isso.  Mais uma vez a Teoria da Relatividade Geral de Einstein está sendo testada. Será que a violação do Princípio da Equivalência Forte poderia explicar a existência da matéria escura?
    Fonte:Astro News
    West Virginia University

    A Prima não muito distante da Via Láctea

    A imagem abaixo é de uma galáxia próxima vista de perfil. 
    As observações sugerem que a NGC 4945 é uma galáxia espiral muito parecida à nossa, com braços espirais luminosos e a região central em forma de barra. Excluindo estas semelhanças, a NGC 4945 tem um centro mais brilhante que a Via Láctea, albergando provavelmente um buraco negro supermassivo, que se encontra absorvendo enormes quantidades de matéria e lançando furiosamente energia para o espaço. Uma vez que a NGC 4945 se situa a apenas cerca de 13 milhões de anos-luz de distância na constelação de Centauro, um pequeno telescópio é suficiente para que esta galáxia extraordinária possa ser observada pelos assíduos observadores do céu.
     
    A designação da NGC 4945 corresponde ao seu número de entrada no New General Catalogue (NGC), compilado pelo astrônomo dinamarquês/irlandês John Louis Emil Dreyer nos anos 80 do século XIX. É a James Dunlop, astrônomo escocês, que se deve a descoberta da NGC 4945 em 1826, na Austrália.
     
    Vista a partir da Terra, a NGC 4945 aparece-nos com a forma de um charuto, mas na realidade a galáxia é um disco muitas vezes mais largo do que espesso, com bandas de estrelas e gás brilhante que se deslocam em movimentos espirais em torno do seu centro. Utilizando filtros ópticos especiais para isolar a cor da radiação emitida pelos gases quentes, tais como o hidrogênio, a imagem mostra intensos contrastes, que indicam zonas de formação estelar. Observações posteriores revelararam que a NGC 4945 possui um núcleo ativo, o que significa que o seu bojo central emite muito mais energia do que galáxias mais calmas, como, por exemplo, a Via Láctea.
     
    Os cientistas classificam a NGC 4945 como uma galáxia de Seyfert, de acordo com o astrônomo americano Carl K. Seyfert que, em 1943 publicou um estudo descrevendo as estranhas assinaturas da radiação emitida por alguns núcleos galáticos.
     
    Desde então, suspeita-se que um buraco negro supermassivo cause a intensa agitação no centro das galáxias de Seyfert. Os buracos negros atraem gravitacionalmente gás e poeira, acelerando e aquecendo esta matéria atraída até que ela emita radiação de alta energia, incluindo raios X e radiação ultravioleta. A maior parte das grandes galáxias espirais, incluindo a Via Láctea, alojam nos seus centros um buraco negro, embora muitos destes monstros escuros não estejam consumindo matéria ativamente nesta fase de desenvolvimento galáctico.
    Fonte: ESO

    Será que a Terra é circundada por um halo de Matéria Escura?

    Matéria escura: a coisa que possui massa, e que resiste a interagir com a radiação, assim nós não podemos vê-la. Sua natureza tem eludido os cientistas por décadas, mas poderia existir um reservatório dessa coisa bem na nossa vizinhança – se as estranhas medidas feitas pelos satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS) provarem ser causadas por um halo da matérica chamada de não bariônica ao redor do nosso planeta. Durante uma apresentação no congresso da União Geofísica Americana (AGU) em San Francisco em Dezembro de 2013, o especialista em GPS, Ben Harris (da Universidade do Texas em Arlington) descreveu algumas medidas da massa da Terra feitas usando uma frota de satélites GPS que estão em órbita ao redor do nosso planeta.
     
    Ele notou uma discrepância de massa quando comparou os resultados com as medidas oficiais de massa usadas pela União Astronômica Internacional (IAU). O legal sobre os satélites GPS é que nós sabemos suas órbitas muito, mas muito bem”, disse Harris. Esse conhecimento orbital ajudou Harris a calcular a estatística vital da Terra com alto grau de precisão. Depois de analisar 9 meses de dados do GLONASS, do GPS e do Galileo, ele encontrou um valor de massa da Terra que é 0.005 e 0.008 por cento maior do que as medidas anunciadas pela IAU. O que isso significa? Bem, isso poderia indicar um erro não forçado na coleta de dados para as análises, mas existe outra possibilidade intrigante.
     
    Essa discrepância na massa da Terra poderia ser influência de um halo, ou anel, de matéria escura existente ao redor do nosso planeta. Harris explica suas medidas, dizendo que o halo planetário de matéria escura invisível precisaria estar localizado na região equatorial da Terra e teria uma espessura de 191 quilômetros, e uma largura de 70000 quilômetros. Como observado por Anil Ananthaswamy da New Scientist, Harris ainda levaria em conta os efeitos das interações gravitacionais e relativísticas com o Sol e com a Lua.
     
    Essa pesquisa destaca o vazio de conhecimento que existe sobre a matéria escura. Acredita-se que 85% do universo seja composto por essa matéria não bariônica, mas nós ainda não a observamos diretamente, somente criada em imensos aceleradores de partículas como o LHC. Nós sabemos que ela está ali, contudo, permeando os aglomerados de galáxias e dobrando o espaço-tempo. Através de indicações indiretas, como as lentes gravitacionais e os movimentos orbitais, nós podemos detectar a coisa e essas medidas recentes de GPS fornecem outro significado tentador do entendimento do efeito sútil de massa numa potencial junção Terra-matéria escura.
     
    De maneira interessante, a presença hipotética da matéria escura poderia ter outro efeito sutil na nossa vizinhança planetária. Durante os sobrevvos das sondas pela Terra, anomalias minúsculas na velocidade das sondas foram detectadas. Por exemplo, a sonda NEAR da NASA usou o nosso planeta para uma assitência na velocidade gravitacional em 1998. Durante o sobrevoo, em adição à velocidade extra fornecida pelo sobrevoo, aconteceu um acréscimo misterioso de 13 milímetros por segundo. Esse pequeno valor, tem sido registrado em outros sobrevoos de outras sondas, e é conhecido como anomalia de sobrevoo e é um dos fatores que contribuem para reforçar a evidência de que a gravidade exercida nas sondas é exercida por um halo invisível de matéria escura.
     
    O sobrevoo mais recente, contudo, da sonda com destino a Júpiter da NASA, a Juno, ocorrido em Novembro de 2013, não revelou nenhuma anomalia de velocidade, só aumentando o mistério sobre a natureza das anomalias de sobrevoo.
    Fonte:Cientec

    3 de jan de 2014

    Colonização de Marte tem mais de mil candidatos

    Colonização de Marte tem mais de mil candidatos. (Foto: AFP)

    Mais de mil pessoas foram pré-selecionadas para formar parte de um grupo de primeiros colonos do planeta Marte, em 2025, informou nesta quinta-feira a companhia holandesa Mars One, autora do projeto. A seleção foi realizada a partir de 200 mil pessoas, de 140 países, que se inscreveram para fazer parte da primeira onda de colonização do Planeta Vermelho. No total, 1.058 candidatos passaram à segunda fase da seleção, segundo a Mars One.
     
    "O desafio com os 200.000 inscritos era separar os que pensamos ser capazes - mental e fisicamente - para a missão de embaixadores humanos em Marte dos que não levam o desafio a sério", disse Bas Lansdorp, fundador e presidente da Mars One. A Mars One vai selecionar agora, em várias fases, os 24 colonos que devem viajar a Marte em seis grupos de quatro pessoas. Os colonos, que jamais poderão regressar à Terra, deverão viver em pequenos habitats, encontrar água, produzir oxigênio e cultivar seus próprios alimentos.
     
    O projeto enfrenta muito ceticismo, mas entre seus apoiadores está o Nobel holandês Gerard 't Hooft, ganhador do prêmio de Física em 1999, que aparece em um vídeo promovendo a Mars One no site de financiamento coletivo Indiegogo. Até agora, as agências espaciais ao redor do mundo só conseguiram enviar sondas robóticas a Marte, sendo a última a Curiosity, da Nasa, estimada em US$ 2,5 bilhões, e que pousou no planeta vermelho em agosto de 2012. Se for bem sucedida, a Mars One será a primeira iniciativa, tripulada ou não tripulada, a explorar outro planeta.
    Fonte:Yahoo.com

    Asteroide 2014 AA queima na atmosfera da Terra horas depois de ter sido descoberto

    Impressão artística de como seria um asteroide queimando na atmosfera da Terra.

    Essa foi somente a segunda vez na história, que um asteroide que atingiu a Terra foi detectado horas antes do impacto. Mas não entre em pânico. O asteroide não colocou nenhuma cidade na Terra em perigo, ele muito provavelmente se queimou em algum lugar entre a África e a América do Sul sobre o Oceano Atlântico na madrugada dessa quinta feira, dia 2 de Janeiro de 2014. O asteroide 2014 AA, o primeiro asteroide descoberto no ano, foi registrado pelos astrônomos usando o telescópio Monte Lemmon Survey no Arizona. Como apontado pela imprensa especializada o asteroide media poucos metros de comprimento. Porém, não importa o seu tamanho, quando ele entrou na atmosfera da Terra, ele queimou como um meteoro.
     
    Ele deve ter apresentado um belo espetáculo visual que aconteceu um dia depois do Ano Novo. O 2014 AA é notável por ser o primeiro asteroide descoberto pré-impacto desde 2008. “O 2014 AA não deve ter sobrevivido à sua entrada na atmosfera da Terra, já que ele tinha um tamanho comparável ao 2008 T3, o único exemplo até então de um objeto que se chocou com a Terra e que foi observado antes de sua entrada”, disse uma circular do Minor Planet.
     
    Em 2008, o 2008 TC3 foi descoberto horas antes de se desintegrar sobre o Sudão. Conhecendo o momento preciso do impacto e a localização geográfica aproximada, os caçadores de meteoritos foram capazes de encontrar fragmentos da bola de fogo que explodiu sobre o deserto. Essa foi a primeira vez que um asteroide foi descoberto, o local de impacto previsto e os fragmentos recuperados desse local. Embora seja improvável que fragmentos do 2014 AA serão recuperados do solo (já que muito provavelmente a região de reentrada foi na costa oeste africana), essa é uma impressionante realização para os caçadores de asteroides que foram capazes de detectar um pequeno (e muito apagado) objeto se aproximando da Terra e prever com antecipação o momento o local aproximado de sua queda.
     
    Como nós aprendemos com a queda do meteoro de Chelyabinsk na Rússia, a quase um ano atrás, mesmo asteroides consideravelmente menores podem fazer estragos se romperem a atmosfera da Terra sobre áreas populosas, assim sendo, técnicas estão sendo desenvolvidas para detectar as rochas provenientes do espaço de modo que possamos nos preparar, ou até mesmo evacuar uma cidade, caso seja necessário. Afinal de contas, não é uma questão de se nós seremos atingidos novamente, é uma questão de quando, as pesquisas de asteroides próximos à Terra serão nossa primeira linha de defesa.
    Fonte: http://blog.cienctec.com.br

    Estudos descobrem que 2 exoplanetas estão cobertos de nuvens

    Estudos caracterizam a atmosfera de planetas fora do Sistema Solar. Resultados foram publicados na revista científica 'Nature'.
    Impressão de artista de um exoplaneta nublado.Crédito: STScI
     
    Cientistas usaram o Telescópio Espacial Hubble para caracterizar as atmosferas de dois dos tipos mais comuns de planetas na Via Láctea, descobrindo que ambos podem estar cobertos com nuvens. Os planetas são GJ 436b, localizado a 36 anos-luz da Terra na direcção da constelação de Leão, e GJ 1214b, a 40 anos-luz na direcção da constelação de Ofiúco. Apesar dos inúmeros esforços, a natureza das atmosferas em torno destes planetas havia escapado caracterização definitiva até agora. Os investigadores descrevem o seu trabalho como um marco importante no caminho para caracterizar mundos tipo-Terra potencialmente habitáveis. Os resultados aparecem em artigos separados na edição de 2 de Janeiro da revista Nature.
     
    Os dois planetas caem no intervalo intermédio de massa, entre planetas mais pequenos e rochosos como a Terra e gigantes gasosos como Júpiter. GJ 436b é caracterizado como um "Neptuno quente" porque está muito mais próximo da sua estrela do que o gelado Neptuno está do Sol. GJ 1214b é conhecido como uma "super-Terra" devido ao seu tamanho. Tanto GJ 436b como GJ 1214b foram observados em trânsito, ou seja, passando em frente das suas estrelas hospedeiras. Isto proporciona uma oportunidade para estudar estes planetas com mais detalhe porque a luz estelar é filtrada através das suas atmosferas.
     
    Um dos artigos apresenta um estudo atmosférico de GJ 436b com base em observações de trânsito com o Hubble, lideradas por Heather Knutson do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, no estado americano da Califórnia. O espectro do Hubble não continha características nem revelava impressões digitais de qualquer natureza na atmosfera de GJ 436b. Ou este planeta tem uma camada de nuvens altas que obscurece a visão, ou tem uma atmosfera sem nuvens que é deficiente em hidrogénio, o que o torna muito diferente de Neptuno," afirma Knutson. "Em vez de hidrogénio, pode ter quantidades relativamente grandes de moléculas mais pesadas como vapor de água, monóxido de carbono e dióxido de carbono, o que comprime a atmosfera e torna difícil a detecção de quaisquer assinaturas químicas." 

    GJ 1214b e GJ 436b em comparação com a Terra e Neptuno.
    Crédito: NASA, ESA

     
    Observações semelhantes àquelas obtidas para GJ 436b já tinham sido adquiridas anteriormente para GJ 1214b. O primeiro espectro do planeta também era inexpressivo, mas indicava que a atmosfera de GJ 1214b era dominada por vapor de água ou hidrogénio, com nuvens de alta altitude. Usando o Hubble, astrónomos liderados por Laura Kreidberg e Jacob Bean da Universidade de Chicago observaram GJ 1214b em mais detalhe. Descobriram o que consideram ser evidências definitivas de nuvens altas cobrindo o planeta e ocultando informações acerca da composição e comportamento da atmosfera inferior e superfície. Os novos espectros do Hubble também não revelaram assinaturas químicas na atmosfera de GJ 1214b, mas os dados eram tão precisos que foram capazes de descartar pela primeira vez composições atmosféricas limpas (sem nuvens) de vapor de água, metano, nitrogénio, monóxido de carbono ou dióxido de carbono.
     
    "Ambos os planetas dizem-nos algo sobre a diversidade dos tipos de planetas que ocorrem fora do nosso Sistema Solar; neste caso descobrimos que podemos não conhecê-los tão bem quanto pensávamos," acrescenta Knutson. "Gostaríamos muito de determinar o tamanho a partir do qual estes planetas passam de mini-gigantes gasosos até algo mais parecido com um mundo de água ou uma versão gigante da Terra. Ambas as observações tentam, fundamentalmente, responder a esta pergunta."
    Fonte: Astronomia On-Line

    2 de jan de 2014

    6 estranhos fatos sobre Isaac Newton

    Quando pensamos em um gênio da ciência, a primeira coisa que imaginamos é um ser abençoado, que já nasceu com um QI altíssimo, com pais que o incentivaram a estudar desde cedo e foi o mais nerd possível durante toda sua vida. Porém, e por incrível que pareça, as grandes mentes da ciência foram (e são) pessoas como todos nós, com seus defeitos, virtudes, desejos e características únicas. E diferente do que cultura popular prega, nenhum nasceu como gênio, e sim se transformaram em tal, devido aos seus esforços. Um exemplo disso é Isaac Newton, que é considerado o pai da Mecânica Clássica e, junto de Einstein, é considerado um dos homens mais inteligentes que já passaram pela face da terra. Para mostrar um lado diferente deste grande homem, iremos citar alguns fatos interessantes sobre Isaac Newton:
     
    1. Quase ficou cego (várias vezes) fazendo experimentos
     
    Antes dos trabalhos de Newton com a Óptica Física, acreditava-se que a cor era um mero efeito da pressão no nervo óptico. Para provar, ou derrubar tal teoria, Newton enfiou várias vezes um palito pontiagudo abaixo do olho, tentando pressionar o nervo ótico para ver o efeito disso. Não satisfeito, passou longos momentos olhando diretamente para o Sol. Depois piscava os olhos para ver os efeitos das cores resultantes dessa ‘experiência’. Resultado: teve cegueira temporária e só voltou ao normal após passar três dias em um quarto escuro.

    2. Pobre e Órfão

    Sempre que ouvimos falar em alguém de sucesso, é comum associar isso a sorte de ter condições para estudar ou ter tido o apoio dos pais. Pois bem, o pai de Isaac morreu poucas semanas antes dele nascer, sua mãe era camponesa. Não eram miseráveis, mas passaram longe serem ricos. E para piorar, quando o pequeno Newton tinha 3 anos, sua mãe se casou e foi embora com o novo marido (não era algo muito bem visto uma mulher ser solteira naquela época), deixando Isaac morando com os avós e, obviamente, traumatizado.

    3. Um jovem rebelde e preguiçoso

    Para frequentar a escola, Isaac teve que se mudar e morar como pensionista, em uma cidade longe da família. Não estudava muito e não tinha o menor interesse por nada relacionado a escola. E vez e outra se rebelava contra a mãe e o padrasto (certa vez foi na casa dele e ameaçou de pôr fogo lá com ambos dentro). Certo dia, um colega resolver brigar com Isaac e o agrediu. O jovem órfão, abandonado pela mãe, sem muitas condições se revoltou e longe da família resolveu que iria estudar e ser o melhor possível no máximo de coisas que ele pudesse (e revidou a surra no colega de turma). Esse hábito, de estudar o máximo possível foi o que tornou um gênio, e não sorte, fé ou bênção.

    4. Isaac Newton fazendeiro e fichado na polícia

    A mãe de Isaac não via o menor motivo para Isaac continuar na escola, afinal nunca teve estudo e nunca viu a importância nisso (principalmente naquela época). Assim, tirou Isaac da escola quando este começou a virar adulto, e o chamou para a casa deles no campo (nessa altura, ela já estava viúva novamente e precisava trabalhar). Assim, Isaac foi obrigado a deixar a escola e foi cuidar da casa, dos criados e dos animais. Nessa época ele já nutria uma grande paixão pelas exatas, e passava horas distraído, pensando em Matemática, Filosofia e outros assuntos que o interessavam. Era tão distraído que certa vez seus animais fugiram, destruíram plantações e cercas dos agricultores vizinhos. Isaac foi fichado e multado na polícia. Sua mãe teve de desistir, Isaac não conseguia se concentrar em outra coisa senão nos estudos. Assim, voltou para a escola, terminou com louvor e conseguiu uma inscrição na Universidade de Cambridge.

    5. Não foi uma maçã, foi trabalho mesmo

    Ao contrário do que imaginam, não foi por conta de uma maçã que caiu na cabeça de Newton que ele ‘descobriu’ a gravidade. Aliás, é um erro achar que teorias científicas foram fatos isolados, como se fossem um lance de sorte, uma benção que os tornaram gênios. Após se formar a peste bubônica assolou a Inglaterra e a universidade (onde Newton já trabalhava) ficou fechada por cerca de 2 anos. Nesse meio tempo Newton se dedicou integralmente aos seus estudos e num intervalo de meses criou o Binômio de Newton, estudou as tangentes, Óptica e o Cálculo Diferencial e Integral. Com todas essas pesquisas em mente, e horas, dias, semanas, meses e anos a fio de estudo e concentração, pode formalizar a Teoria da Gravitação Universal.

    6. Newton, o distraído

    Era assim como era conhecido o professor Newton, na Universidade de Cambridge. Era tão absorto e focado em suas pesquisas que por vezes se esquecia de se alimentar ou dormir. Certa vez ia em direção ao salão de refeições, e passava direto por ele sem o perceber. Seu assistente o avisava da distração e ele voltava, passando novamente pelo local e indo em direção ao seu quarto. Novamente seu empregado o avisara que ele não tinha se alimentado e o mesmo respondeu “Claro que sim, afinal estou saindo do salão de refeições e estou me dirigindo ao quarto”.
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