Estudos mostram que atmosfera solar (corona) é maior que imaginado

Os cientistas usaram estas observações da atmosfera do sol (a luz brilhante do próprio sol é bloqueada pelo círculo preto no meio) do Observatório de Relações Solar Terrestrial da NASA, em 05 de agosto de 2007, para definir os limites exteriores da atmosfera solar, a corona.
Os cientistas usaram estas observações da atmosfera do sol (a luz brilhante do próprio sol é bloqueada pelo círculo preto no meio) do Observatório de Relações Solar Terrestrial da NASA, em 05 de agosto de 2007, para definir os limites exteriores da atmosfera solar, a corona.

Em torno do sol há uma grande atmosfera de partículas solares, através da qual os campos magnéticos orbitam, a medida que erupções solares se formam, colunas gigantescas de material ascendem, caem e empurram umas as outros ao redor. Essas informações tem implicações diretas para a próxima missão da NASA a Solar Probe Plus, com lançamento previsto para 2018, com o objetivo de chegar o mais perto do Sol do que qualquer tecnologia feita pelo homem já conseguiu.

A atmosfera solar se estende além do imaginado

Recentemente, com o auxílio do Observatório de Relações Terrestres Solar da NASA, os cientistas descobriram que essa atmosfera, chamada de corona, é ainda maior do que se pensava, estendendo-se cerca de 5 milhões milhas acima da superfície do sol – o equivalente a 12 raios solares. Estas observações fornecem as primeiras medições diretas do limite interno da heliosfera – a bolha gigante escassamente preenchida com partículas solares que circunda o nosso sol e todos os planetas do seu sistema. Combinadas com as medidas da Voyager 1 do limite exterior da heliosfera, agora temos definido a extensão de toda esta “bolha local”. “Nós temos monitorado por meio de ondas de som a corona exterior e mapeado sua atmosfera”, disse Craig DeForest do Southwest Research Institute em Boulder, Colorado. “Nós não podemos ouvir os sons diretamente através do vácuo do espaço, mas com uma análise cuidadosa podemos vê-los ondulando através da coroa.”

Os resultados foram publicados no The Astrophysical Journal em 12 de maio de 2014. Os pesquisadores estudaram ondas conhecidas, como as ondas magnetossônicas, que são um híbrido de ondas sonoras e ondas magnéticas chamadas ondas de Alfvén. Ao contrário de ondas sonoras observadas na Terra, que oscilam várias centenas de vezes por segundo, estas ondas oscilam cerca de uma vez a cada quatro horas – e possuem cerca de 10 vezes o comprimento da Terra. O rastreamento das ondas magnetossônicas mostrou que o material ao longo deste espaço alargado, permaneceu ligado ao material solar mais distante. Isso quer dizer que, mesmo além de 5 milhões de quilômetros do sol, as tempestades solares gigantes ou ejeções de massa coronal podem criar ondulações sentidas através da corona. Além desse limite, no entanto, os córregos de material solar se afastam num fluxo constante chamado de vento solar – lá fora, o material se separa da estrela e seu movimento não pode mais afetar a corona.

A importância da da pesquisa na Solar Probe

A percepção de que a coroa se estende muito além do que se pensava tem consequências importantes para a Solar Probe, porque a missão vai viajar por distâncias de cerca de 4.000 mil milhas do sol. Os cientistas sabiam apenas que a missão seria a coleta de informações do Sol, de um distância nunca antes atingida, mas não podiam ter certeza de que iriam viajar através da corona. “Esta pesquisa fornece a confiança que a Solar Probe Plus como foi projetada, será capaz explorar o sistema magnético solar interno”, disse Marco Velli, um cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia. “A missão vai medir diretamente a densidade, velocidade e campo magnético do material solar lá, o que nos permite compreender os movimentos, calor e ventos solares da corona são gerados. Com acesso direto à atmosfera do Sol, a Solar Probe Plus irá fornecer informações sem precedentes sobre a forma como a coroa solar é aquecida e irá revolucionar nosso conhecimento sobre a origem e evolução dos ventos solares.
Fonte: Ciências e Tecnologia .com


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