28 de fev de 2014

5 fatos estranhos sobre a Teoria do Big Bang

5 fatos estranhos sobre a Teoria do Big Bang
Passaram 50 anos desde que dois cientistas encontraram evidências para confirmar a teoria do Big Bang. Robert Wilson e Arno Penzias estavam usando uma antena grande para observar a Via Láctea. O que eles encontraram, no entanto, deixou-os visualizar o que ocorreu 378.000 anos após o Big Bang. Os dois cientistas encontraram uma névoa cósmica que permeia o universo em todas as direções. Chamada a radiação cósmica de fundo, é uma assinatura do Big Bang que se formou logo após o universo ter começado, há 13,8 bilhões de anos. Mas entender o que eles encontraram em 1964 não foi uma tarefa fácil. Aqui estão cinco fatos estranhos que você provavelmente não sabia sobre a teoria do Big Bang e sobre quem a descobriu.

5. Dois pombos tinham que morrer para o Big Bang

Quando Wilson e Penzias começaram a utilizar a antena, registaram temperaturas mais elevadas do que o esperado. No início, eles pensaram que seriam fezes de pombos no interior da antena que causavam a anomalia. Wilson e Penzias limparam a antena e enviaram os pombos a um apreciador de aves, que os soltou. Os pombos, em seguida, voltaram e começaram a aninhar dentro do instrumento de novo, e, eventualmente, os pássaros foram mortos para os impedir de continuar na antena. Depois de excluir o cocô de pombo como possível causa para a temperatura mais alta do que o esperado, Wilson e Penzias fizeram a sua teoria de que a radiação cósmica de fundo, um remanescente do Big Bang, estava realmente a tornar os valores mais elevados.

4. Não houve momento eureka para Wilson e Penzias

Wilson e Penzias nunca tiveram um "Aha!", que muitos cientistas experimentam ao fazer uma grande descoberta, disse Wilson. No início, eles não levaram a sério a cosmologia, porque não havia produzido quaisquer resultados científicos sólidos até aquele ponto. Mas depois de se reunirem com outros cientistas, Penzias e Wilson foram conquistados pela ideia do Big Bang.

3. Todo o universo primordial poderia ter sido habitável

Todo o universo primordial poderia ter sido uma grande zona habitável, dizem alguns cientistas. Em um ponto logo após as mortes explosivas das primeiras estrelas, a vida poderia ter surgido no universo que tinha uma temperatura tolerável. Alguns planetas poderiam ter hospedado formas de vida microbiana apenas 15 milhões de anos após o Big Bang, uma pequena quantidade de tempo em termos cósmicos.

2. "Big Bang" não se refere necessariamente ao início do universo

O termo "Big Bang" nem sempre se refere ao mesmo tempo na história do universo. Muitos cientistas pensam que o Big Bang faz referência ao início violento do universo e tudo que nele há, no entanto, o termo é mais complicado do que isso. Algumas pessoas usam "Big Bang" para referir-se à origem última do universo, antes mesmo da inflação. Tais cientistas costumam pensar na inflação como um precursor do Big Bang, sendo, neste caso, a definição de Big Bang como o período de enorme expansão.

1. Eventualmente, não vamos ser capazes de ver outras galáxias

Porque o universo parece estar se expandindo a uma taxa crescente, eventualmente, os observadores não serão capazes de ver todas as outras galáxias da Terra ou de qualquer outro lugar na Via Láctea.
As galáxias estão se afastando umas das outras, e as galáxias mais distantes parecem que estão se movendo mais rapidamente do que aqueles que estão mais próximas. Em algum momento no futuro distante, cada galáxia vai estar mais longe do que o que os observadores podem ver da Terra. Todas as galáxias irão ultrapassar o horizonte visível, o que torna impossível aos cientistas observá-las.
Fonte: Ciência-Online.net
 [Space]

Lua e Vênus se encontram no céu durante o dia

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Vênus, nessa época do ano aparece como uma brilhante estrela matutina no céu da Terra, pairando sobre o horizonte leste antes do amanhecer. No dia 26 de Fevereiro de 2014 para muitos observadores na superfície da Terra, o planeta Vênus nasceu muito próximo da velha Lua Crescente. Para alguns observadores, principalmente para aqueles localizados na parte oeste da África, antes do Sol nascer, a Lua Crescente na verdade ocultou o planeta Vênus, que também se apresentava numa fase crescente. Para observadores mais a leste, a ocultação aconteceu durante o dia. A imagem telescópica acima que mostra o duelo entre os dois objetos em fase crescente, foi registrada pouco antes da ocultação começar durante o claro e cristalino céu da tarde na Província de Yunnan, na China. A cena inesquecível foi facilmente observada a olho nu e durante a luz do dia.

Hubble monitora a Supernova SN 2014J na Galáxia Próxima M82

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Essa é uma imagem composta do Telescópio Espacial Hubble de uma explosão de supernova designada SN 2014J, na galáxia M82. Na distância de aproximadamente 11.5 milhões de anos-luz da Terra, ela é a supernova mais próxima desse tipo descoberta nas últimas décadas. A explosão é categorizada como supernova do Tipo Ia, que na teoria é disparada num sistema binário que consiste de uma anã branca e outra estrela – que pode ser uma segunda anã branca, uma estrela como o Sol, ou uma estrela gigante. Os astrônomos, usando telescópios baseados na Terra, descobriram a explosão no dia 21 de Janeiro de 2014. Essa foto do Hubble foi feita no dia 31 de Janeiro de 2014, enquanto a supernova se aproximava de seu pico de brilho. Espera-se que os dados do Hubble ajudem os astrônomos a refinarem as medidas de distância das supernovas do Tipo Ia. Além disso, as observações podem trazer ideias sobre que tipo de estrelas estavam envolvidas na explosão. A sensibilidade à luz ultravioleta do Hubble permitirá aos astrônomos pesquisarem o ambiente ao redor do local de explosão da supernova e do meio interestelar da galáxia que a abriga.

Devido ao seu pico de brilho consistente, as supernovas do Tipo Ia estão entre as melhores ferramentas para se medir as distâncias no universo. Elas foram fundamentais para em 1998 se descobrir a misteriosa aceleração da expansão do universo. Uma hipotética força repulsiva, chamada de energia escura, é pensada como sendo a causa da aceleração.

A imagem de 31 de Janeiro de 2014, mostrada no detalhe, foi feita na luz visível com a Wide Field Camera 3 do Hubble. Essa imagem foi sobreposta num mosaico da galáxia inteira feita em 2006 com a Advanced Camera for Surveys do Hubble. Entre os outros grandes observatórios da NASA baseados no espaço usados na campanha de observação da M82 estão, o Telescópio Espacial Spitzer, o Observatório de Raios-X Chandra, o Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR), o Telescópio Espacial de Raios Gamma Fermi, o Swift Gamma Ray Burst Explorer, e o Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy (SOFIA).
Fonte: www.nasa.gov


Cientistas usam nova técnica para detectar água em planeta fora do Sistema Solar

Novo método vai permitir estudar planetas que antes não se encaixavam nos requisitos para participar das pesquisas
Concepção artística de um planeta do tipo Júpiter quente orbitando uma estrela semelhante à Tau Boötes
Concepção artística de um planeta do tipo Júpiter quente orbitando uma estrela semelhante à Tau Boötes

Cientistas encontraram água na atmosfera de mais um planeta fora do nosso Sistema Solar, mas dessa vez fizeram uso de uma nova técnica, que vai ajudar a determinar a quantidade de exoplanetas que apresentam o líquido essencial para a vida na Terra. Os astrônomos encontraram água em um planeta comparável a Júpiter no tamanho, que orbita a estrela Tau Boötis (e por isso batizado de Tau Boötis b), a cerca de 51 anos-luz da Terra. A descoberta foi descrita em um estudo publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters.

"Planetas como o Tau Boötis b, que têm a dimensão de Júpiter, mas são muito mais quentes, não existem no nosso Sistema Solar. Detectar água na sua atmosfera é importante porque ajuda a entender a formação e evolução dos planetas do tipo Júpiter quente", afirma Chad Bender, pesquisador da Universidade Estadual da Pensilvânia e um dos autores do estudo. "A descoberta também demonstra a efetividade da nova técnica, que detecta a radiação infravermelha na atmosfera desses planetas."

Os métodos anteriores só funcionavam se a órbita do planeta o fizesse passar na frente de sua estrela, do ponto de vista da Terra — para que o espectro de luz que atravessa a atmosfera fosse analisado — ou com o uso de uma técnica de
imagem que pode ser aplicada apenas em planetas que estão a certa distância de sua estrela. Por essa razão, uma parte significativa dos exoplanetas não podia ter sua atmosfera estudada. A descoberta de água no Tau Boötis b faz parte de um projeto de caracterizar a atmosfera de diversos exoplanetas do tipo Júpiter quente, liderado por Chad Bender.
Fonte: Veja

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